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Lista com todos os personagens que morreram na 9ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead perdeu alguns ótimos personagens na 9ª temporada, e a contagem de corpos foi alta. Confira aqui uma lista com os nomes de todos.

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A nona temporada de The Walking Dead foi uma época difícil para os sobreviventes. Tudo estava mudando ao redor do mundo, inclusive as comunidades, líderes, personagens, dinâmicas, e simplesmente qualquer outra coisa que os espectadores poderiam pensar.

Sim, Rick Grimes e Anne (Jadis) saíram do show, e agora Michonne parece estar dando o seu melhor para seguir em frente, mas o real foco dessa segunda metade da temporada foi assistir as comunidades tentarem se unir e entender a ameaça dos Sussurradores.

Existem MUITOS spoilers sobre as mortes a seguir neste artigo, então é melhor que você esteja atualizado sobre o que está acontecendo na série, bem como estar preparado para reviver algumas das dolorosas perdas que aconteceram durante a nona temporada.

KENNETH SUTTON

– Interpretado por: Aj Achinger
– Primeira aparição: S09E01 – “A New Beginning”
– Morreu em: S09E01 – “A New Beginning”
– Morto por: Zumbis

A nona temporada começou com muita esperança. Os sobreviventes tinham vencido a guerra contra os Salvadores e agora eles estavam em uma tentativa de se unirem e construírem uma nova sociedade onde todos pudessem prosperar.

Em uma missão ao museu para conseguir uma carroça, sementes, e algumas outras coisas, Kenneth Sutton, o filho de Earl e Tammy Rose, fez tudo que pode para proteger os cavalos. Apesar de ele ter conseguido libertar os cavalos, ele não escapou.

Mordido por um zumbi e tendo levado um coice de um dos cavalos em pânico, Kenneth se sacrificou pelos animais. Enquanto sua morte foi explicada como sendo heroica, seus pais não aceitaram bem sua morte considerando sua idade e suas contribuições à Hilltop.

Felizmente, Maggie perfurou seu crânio para que ele não voltasse como zumbi, mas o dano causado à família Sutton bem como o impacto que esta morte teve sob Hilltop foi um duro começo para a temporada.

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GREGORY

– Interpretado por: Xander Berkeley
– Primeira aparição: S06E11 – “Knots Untie”
– Morreu em: S09E01 – “A New Beginning”
– Morto por: Ordem de enforcamento por Maggie Rhee

Sempre houve uma esperança de que um dia Gregory iria parar de procurar maneiras de retomar o poder em Hilltop e começar a andar ao lado de Maggie e as pessoas de Hilltop para melhorar todas as comunidades.

Entretanto, toda vez que lhe era apresentada uma oportunidade, ele escolhia trabalhar a seu próprio favor mesmo que isso significasse apunhalar seu próprio pessoal pelas costas ou sacrificar aqueles que ele deveria estar protegendo.

A gota d’água veio quando Gregory não somente manipulou um bêbado Earl Sutton a atacar Maggie e Enid, mas também em seguida tentou esfaquear Maggie no escritório de Hilltop, pessoalmente ameaçando sua vida.

Como punição à esta última tentativa, Maggie preparou para que Gregory fosse enforcado em Hilltop, em público, para mostrar que esse tipo de atitude não seria tolerada. Honestamente, é um pouco surpreendente ele ter durado por tanto tempo.

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JUSTIN

– Interpretado por: Zach McGowan
– Primeira aparição: S09E01 – “A New Beginning”
– Morreu em: S09E02 – “The Bridge”
– Morto por: Beatrice

Conseguimos entender porque muitos daqueles vivendo no Santuário podem não gostar de sua posição no novo grupo de comunidades. Sua condição de vida é horrível e quase tudo que eles precisam tem que vir de outras pessoas.

Como forma de cumprir sua parte do acordo, isso significa que os antigos Salvadores tinham que fazer mais trabalhos manuais e se colocarem em risco ao trabalhar durante longas horas na ponte que seria usada para conectar as comunidades.

Quando membros dos Salvadores começaram a desaparecer, Justin alertou sobre não estarem seguros e até teve confrontos com Henry, Rick, Daryl e Carol, o que causou sua saída do local de trabalho.

Em sua saída, Justin encontrou um indivíduo desconhecido na estrada que saiu das sombras. Ele foi atingido no peito com uma arma, que depois foi revelado ser Beatrice e as mulheres de Oceanside procurando por vingança.

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ARAT

– Interpretada por: Elizabeth Ludlow
– Primeira aparição: S07E04 – “Service”
– Morreu em: S09E03 – “Warning Signs”
– Morta por: Cyndie

Oceanside não esqueceu o que os Salvadores fizeram para sua comunidade. Matando todos os homens e também os homens mais velhos de sua comunidade, as forçando a sair de seu acampamento e se mudarem para o meio do nada.

Entre aqueles envolvidos na matança estava Arat, que ficou na memória de Cyndie e as outras pelas palavras que ela usou ao executar os homens. EssaS palavras também ficaram na cabeça de Maggie, que flagrou Oceanside no ato e decidiu permitir o assassinato.

Uma das tenentes de Negan, não é surpresa que Arat ecoaria os sentimentos do líder dos Salvadores. Entretanto, este foi um ato aparentemente liderado por Simon, e fãs sabiam quão brutal ele poderia ser por suas ações não autorizadas contra os Catadores.

Ainda, Oceanside quebrando as regras de Rick e procurando vingança pareceu genuíno, e elas tiveram a sorte de ter sido Maggie que as encontrou, ao invés de alguém que poderia ter as impedido de continuar e matar Arat. Ainda havia esperança de que Arat poderia ser uma sobrevivente chave para lutar ao lado dos sobreviventes, mas nunca teve a real oportunidade.

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KATHY E NORRIS

– Interpretados por: Nicole Barré / Aaron Farb
– Primeira aparição: S07E06 – “Swear”
– Morreram em: S09E04 – “The Obliged”
– Mortos por: Jed e a milícia

Vindos de diferentes contextos, foi estranho ver esses dois sobreviventes encontrarem seu fim no quarto episódio da nona temporada, mas isto serviu para mostrar quanta separação existia entre os grupos apesar das tentativas de uni-los.

Kathy era uma sobrevivente de Oceanside que era parte do grupo envolvido com a captura e fuga de Tara, bem como da infiltração em seu acampamento por Daryl e outros de Alexandria. Após a unificação, ela era vista frequentemente trabalhando na ponte com os membros dos Salvadores. Mas estava clara que a tensão era grande entre esses dois grupos, e Jed estava disposto a matar para provar sua opinião sobre as pessoas desaparecidas do Santuário ao atirar nela.

Por outro lado, Norris foi um membro dos Salvadores que era parte do plano do Santuário para ganhar respeito, suas armas de volta, e parar com a matança de seu pessoal. Entretanto, sua disposição em trabalhar com Rick o colocou no meio dos dois grupos, e não deu a ele uma real casa. Ele escolheu lutar ao lado dos Salvadores, o que se provou ser um erro à medida que ele foi a causa da briga no acampamento da ponte.

Norris e Kathy foram pegos no meio do silencioso ataque ao Santuário e ambos tinham o potencial de serem membros a longo prazo de uma comunidade maior, provando que os grupos não estavam prontos para deixar o passado para trás.

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JED E REGINA

– Interpretados por: Rhys Coiro / Traci Dinwiddie
– Primeira aparição: S09E02 – “The Bridge” / S08E01 – “Mercy”
– Morreram em: S09E06 – “Who Are You Now?”
– Mortos por: Carol Peletier

Se os fãs fizessem uma “lista de personagens para não se mexer com” em The Walking Dead, Carol estaria no topo (ou perto dele) dessa lista o tempo todo. Ela é muito protetora em relação àqueles que ela ama, e foi provado que ela é capaz de fazer coisas horríveis.

No caso de Jed e Regina, isso significa terem feito duas coisas erradas: ameaçar Henry e pegar o anel que Rei Ezekiel deu a ela durante um pedido de casamento. Quando pareceu que Carol estava disposta a deixar isso pra trás, as coisas mudaram rapidamente.

Os dois antigos membros dos Salvadores que se separaram do grupo de sobreviventes e viviam sozinhos, estavam dormindo em um armazém quando Carol se esgueirou no meio da noite.

Espalhando gasolina e jogando um fósforo, o lugar inteiro foi tomado por chamas. Isto matou Jed, Regina e sete outros membros dos Salvadores, e provou ser mais um exemplo de porque Carol é a sobrevivente mais perigosa do apocalipse zumbi.

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JESUS

– Interpretado por: Tom Payne
– Primeira aparição: S06E10 – “The Next World”
– Morreu em: S09E08 – “Evolution”
– Morto por: Os Sussurradores

Paul Rovia, mais conhecido como “Jesus” por seus amigos, foi um sobrevivente de Hilltop que era um excelente lutador, que mostrava compaixão e compreensão enquanto estava disposto a trabalhar duro pela sua comunidade.

Ele era frequentemente visto saindo em busca de suprimentos, lutando contra os Salvadores, treinando com Aaron, e estando envolvido no planejamento das coisas com Rick, Maggie e os outros, eventualmente tomando o papel de líder de Hilltop quando Maggie saiu.

Enquanto saía em busca de Eugene, Jesus e os outros se encontraram presos em um cemitério cercado de zumbis. Eliminando muitos dos mortos com destreza, ele estava no ritmo quando um de seus alvos se esquivou de um ataque e o esfaqueou pelas costas.

De forma chocante, essa foi a introdução dos Sussurradores, um grupo que veste a pele dos zumbis para se esconder em meio a eles. O grupo conseguiu escapar, mas colocou uma faca no crânio de Jesus para evitar que ele voltasse como zumbi, levando seu corpo de volta para Hilltop para um enterro.

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FRANK, MATIAS E ROSE

– Interpretados por: Steve Kazee, Javier Carrasquillo e Caroline Arapoglou
– Primeira aparição: S09E10 – “Omega”
– Morreram em: S09E10 – “Omega”
– Mortos por: Alpha e zumbis

Confinados no porão de um prédio, Frank, Matias, Rose e outros sobreviventes estavam tentando esperar o surto passar ou alguma ajuda chegar. Entre aqueles esperando estavam Alpha e sua filha Lydia, o que significa que coisas ruins estavam prestes a acontecer.

Depois que Alpha mata Matias durante um ataque de pânico que estava chamando a atenção dos zumbis, ele volta como zumbi. Rose é devorada por um dos mortos e o zumbificado Matias tenta atacar Lydia.

Frank tomou a frente para tentar parar o caos. Quando Alpha quis sair com Lydia, Frank lutou contra ela, o que se provou ser fatal à medida que sua antiga esposa foi rápida em colocar uma faca em sua garganta para fazer o que ela precisava para manter sua filha segura.

Não se sabe o que aconteceu aos outros sobreviventes naquele porão, mas considerando os mortos voltando à vida e eles terem sido deixados no caos, pode ser seguro afirmar que todo e qualquer indivíduo naquele porão encontrou seu destino.

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HELEN E SEAN

– Interpretados por: Allie McCulloch / Benjamin Keepers
– Primeira aparição: S09E12 – “Guardians”
– Morreram em: S09E12 – “Guardians”
– Mortos por: Alpha

Viver como membro dos Sussurradores não pode ser fácil. Você está lá fora no calor, usando uma máscara de pele humana enquanto está constantemente se movimentando. Entretanto, é também assustador ter Alpha como líder.

Uma parte interessante do modo de vida dos Sussurradores é seu sistema de liderança. Qualquer líder pode ser desafiado e, se vitorioso, pode se tornar o novo líder do grupo. Mas uma luta até a morte não é sempre inteligente.

Sean desafiou Alpha após ela quebrar o código dos Sussurradores ao ir até Hilltop resgatar Lydia. Ela aceitou o desafio e o projetou para Helen, que se prontificou a enfrentar Alpha. Se movendo para trás de sua subordinada, ela usou um fio para decapitar Helen ali mesmo.

Pegando a cabeça e a entregando para Sean, Alpha alertou Sean sobre o desafio e a não parecer fraco. Entretanto, ela o esfaqueou de qualquer forma, o matando também, significando que Alpha permaneceu como líder e colocando isso à mostra para deter qualquer outra pessoa de tentar enfrentá-la.

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RASMUS E ZION

– Interpretados por: Ethan Patterson / David Ury
– Primeira aparição: S09E10 – “Omega” / S09E12 – “Guardians”
– Morreram em: S09E12 – “Guardians” / S09E13 – “Chokepoint”
– Mortos por: Connie e Daryl

Rasmus foi introduzido aos espectadores quando Alpha levou os Sussurradores até os portões de Hilltop. Foi dito a ele para desviar os zumbis dos portões enquanto ela fala sobre a situação de Lydia. Seu trabalho dentro do grupo parece ser o de controlar as hordas, pois ele está frequentemente fazendo este trabalho.

Enquanto isso, Zion era um lutador no grupo. Ele foi pego de surpresa por Henry, munido de um bastão. Os dois tinham parte em lidar com os corpos de Helen e Sean, que foram deixados em um campo para que os zumbis pudessem devorá-los.

Mais tarde, a máscara de Rasmus foi vista sendo usada por Daryl Dixon enquanto ele se infiltrava no acampamento dos Sussurradores em um esforço de trazer Henry de volta. Ironicamente, ele levou um grupo de zumbis para o acampamento também, o que resultou em diversas mortes do pessoal de Alpha.

Zion sobreviveu à essa emboscada para enfrentar Daryl, Connie, Henry e Cachorro enquanto eles protegiam Lydia em um prédio. Entretanto, ele não era páreo para Daryl, e acabou tendo sua garganta cortada por ele.

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JOCELYN

– Interpretada por: Rutina Wesley
– Primeira aparição: S09E14 – “Scars”
– Morreu em: S09E14 – “Scars”
– Morta por: Michonne

Quando Jocelyn apareceu em cena, pareceu que haveria um feliz reencontro. Uma antiga amiga de Michonne da faculdade, as duas compartilharam um bom tempo juntas e ficaram surpresas ao se encontrarem.

Entretanto, Jocelyn não era a pessoa amigável que ela fingiu ser. Usando o disfarce de sua amizade com Michonne, a recém chegada em Alexandria matou o guarda que estava na guarita e roubou a despensa e os remédios da comunidade.

Ainda pior, Jocelyn levou as crianças de Alexandria, planejando fazer uma lavagem cerebral para que eles se tornassem seus soldados e servos para caçar, coletar, e fazer seu trabalho sujo, bem como enganar outras comunidades para deixá-los entrar.

Infelizmente, Michonne teve que matar sua antiga amiga no final. Após Michonne e Daryl serem marcados com ferro quente, uma Michonne grávida sobreviveu ao ser atacada por crianças e ser acertada com um pedaço de madeira, antes de conseguir se virar contra Jocelyn e esfaqueá-la no peito.

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MITCHELL, LINUS, GINA E PJ

– Interpretados por: Joey Simon, Luke David Blumm, Jessi Goei, P.J. Henley
– Primeira aparição: S09E14 – “Scars”
– Morreram em: S09E14 – “Scars”
– Mortos por: Michonne

Parte do exército de crianças de Jocelyn, esses quatro sobreviventes pareciam estar viajando com ela há um bom tempo. Bons caçadores, preparados e protetores, eles compraram o plano de sua líder e fizeram exatamente o que foram mandados.

As crianças aproveitaram a fogueira e uma festa do pijama em Alexandria antes de levarem praticamente tudo que a comunidade tinha para oferecer, incluindo Judith e outras crianças da comunidade para serem treinadas aos modos de Jocelyn.

Quando Michonne e Daryl finalmente encontraram o grupo, as coisas ficaram meio loucas com Linus marcando Daryl e Winnie queimando Michonne com um formato de “X”. Entretanto, os dois escaparam e seguiram cada um seu caminho, com Michonne dando de cara com o grupo.

Após lutar contra as crianças e conseguir sair, Michonne conseguiu matar Jocelyn, mas isso somente fez com que as crianças se encarregassem de atacar Michonne com armas. Com lágrimas nos olhos, ela matou muitas das crianças para proteger a si mesma e levar as crianças de volta a Alexandria, bem como os suprimentos, em uma cena bem perturbadora.

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HILDE E MILES

– Interpretados por: Caroline Duncan e Brian Sheppard
– Primeira aparição: S09E15 – “The Calm Before”
– Morreram em: S09E15 – “The Calm Before”
– Mortos por: Alpha e os Sussurradores

A maneira como a história de Hilde e Miles começou foi adorável. Em um flashback, eles eram um casal celebrando um aniversário de casamento e trocando presentes de forma amorosa… e dando de cara com Hilltop.

Se encaminhando para a Feira, Hilde carregava uma grande quantidade de “moedas” talhadas por ela com a letra H, na esperança de trocá-las por algo bom. Entretanto, o casal nunca chegou ao Reino para participarem das festividades.

A dupla foi interceptada no caminho por Alpha e os Sussurradores. Ainda pior, Hilde teria seu couro cabeludo cortado e Alpha o usaria na cabeça como uma peruca para se infiltrar na feira como “Debbie” de Alexandria.

Enquanto isso, Miles teve seu rosto cortado para fazer uma nova máscara para os Sussurradores. Não importa como você olhe para isso, esses dois sobreviventes definitivamente enfrentaram um horrível fim para um casal para o qual os fãs estavam começando a torcer.

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MARTIN E CASPER

– Interpretados por: Josh Ventura / Jansen Panettiere
– Primeira aparição: S09E15 – “The Calm Before”
– Morreram em: S09E15 – “The Calm Before”
– Mortos por: Alpha e os Sussurradores

Como dois sobreviventes saindo de Hilltop e indo para a Feira, Martin e Casper estavam animados para participarem da celebração no Reino. Eles ficaram para trás de todo mundo e queriam pegar a estrada para alcançá-los.

Os dois eram companheiros de viagem de Hilde e Miles, mas não encontraram o mesmo destino do casal apaixonado. Enquanto os dois primeiros tiveram suas peles arrancadas, Martin e Casper foram apenas mortos pelos Sussurradores e deixados para andar perto do local da morte de maneira a levar os sobreviventes para Alpha.

Encontrados pelo grupo de Michonne, Daryl, Carol e Yumiko, esses dois zumbis foram mortos rapidamente por Yumiko e Daryl. Mas eles eram apenas um sinal do que ainda estava por ser descoberto pelos sobreviventes.

Seguindo uma trilha deixada por corpos arrastados, o grupo da feira foi levado diretamente para uma armadilha dos Sussurradores, onde Alpha contou a eles sobre a gigantesca horda de zumbis bem como a fronteira ao norte que eles não poderiam deixar de ver.

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OZZY E ALEK

– Interpretados por: Angus Sampson / Jason KirkPatrick
– Primeira aparição: S09E13 – “Chokepoint”
– Morreram em: S09E15 – “The Calm Before”
– Mortos por: Alpha e os Sussurradores

Originalmente planejando extorquir o Reino para ganhar suprimentos, Carol foi capaz de negociar um acordo com Ozzy, o líder dos Highwaymen (Salteadores), para manter suas estradas segurar para a travessia entre as comunidades durante a feira.

É seguro dizer que Ozzy e Alek deram seu melhor para proteger a todos usando armas incríveis como uma enorme chave de encanamento para lutar contra os mortos. Entretanto, sua maior ameaça não eram os mortos.

Notando algo suspeito, os Salteadores apareceram em cena quando Alpha estava sequestrando pessoas para usar na fronteira com suas cabeças em estacas. Eles lutaram muito bem, mas o líder e seu braço direito foram usados como exemplos.

As cabeças de Ozzy e Alek foram duas das dez usadas para criar a fronteira depois de perderem a luta. E eles nem sequer chegaram a assistir ao filme que Carol prometeu a eles como parte do acordo.

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D.J. E FRANKIE

– Interpretados por: Matt Mangum / Elyse Nicole DuFour
– Primeira aparição: S08E08 – “How It’s Gonna Be” / S07E07 – “Sing Me A Song”
– Morreram em: S09E15 – “The Calm Before”
– Mortos por: Alpha e os Sussurradores

Dois antigos membros dos Salvadores foram os próximos a terem suas cabeças nas estacas. D.J. se tornou um membro de confiança de Alexandria após a união das comunidades e foi encarregado de fazer biocombustível.

Por outro lado, Frankie foi uma das esposas de Negan que tentou convencer Eugene a envenenar o líder dos Salvadores antes do final da Guerra Total. Depois da guerra, ela se mudou para Alexandria e adotou uma filha chamada Alice.

Esses dois sobreviventes foram os pilares em Alexandria após a guerra contra os Salvadores, e se tornaram muito leais à sua família, assim como à liderança de Michonne, depois da saída de Rick.

Apesar de D.J. e Frankie serem grandes membros de Alexandria, eles estavam entre os capturados na estrada para a Feira e mortos por Alpha e os Sussurradores, para intimidar os sobreviventes a nunca cruzarem o território de Alpha.

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RODNEY E ADDY

– Interpretados por: Joe Ando Hirsh / Kelley Mack
– Primeira aparição: S09E08 – “Evolution” / S09E07 – “Stradivarius”
– Morreram em: S09E15 – “The Calm Before”
– Mortos por: Alpha e os Sussurradores

A vida de um adolescente deve ser estranha no apocalipse zumbi. Hormônios estão voando por todos os lados, mas os zumbis estão em toda parte. Fugir para se divertir se torna uma grande tarefa, e você pode ser seguido por uma variedade de estranhos para qualquer lugar que você vá.

Com a privacidade sendo um problema, Rodney e Adeline estavam entre os adolescentes que gostavam de fugir para um barraco no bosque na parte de fora de Hilltop para tomar algumas bebidas e tentar viver a vida da forma mais normal possível.

Trabalhando como vigias para as comunidades durante o dia, Rodney e Addy tentaram incluir Henry em suas atividades, e isso resultou no recém chegado do Reino sendo preso – por estar bêbado em público depois de fugir – para ensiná-lo uma lição.

Falando em lições, Alpha e os Sussurradores usaram Addy e Rodney como parte da fronteira ao norte feita por cabeças em estacas, acabando com a vida desses jovens personagens antes que eles realmente tivessem uma chance de brilhar como sobreviventes.

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TAMMY ROSE

– Interpretada por: Brett Butler
– Primeira aparição: S09E01 – “A New Beginning”
– Morreu em: S09E15 – “The Calm Before”
– Morta por: Alpha e os Sussurradores

A introdução de Tammy ao show foi dolorosa. Em sua primeira cena, ela descobriu que seu filho Kenneth havia sido mordido por zumbis enquanto tentava salvar os cavalos durante uma missão para pegar uma carroça, sementes e equipamentos agrícolas.

Ela pegou sua raiva e se prontificou a ajudar seu marido, Earl. Com o casal lutando para lidar com a perda, o marido de Tammy se rendeu ao álcool e forçou Tammy a ser a voz da razão enquanto ela também sofria.

O casal deu um grande passo quando recebeu um bebê abandonado pelos Sussurradores em sua casa. Não só deu a Tammy Rose um novo senso de propósito, mas também colocou mais esperança nos corações dos sobreviventes.

Essa esperança foi tirada de Tammy quando ela esteve entre as dez vítimas que foram sequestradas por Alpha e os Sussurradores, ao ter sua cabeça exposta para formar a fronteira norte.

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ENID

– Interpretada por: Katelyn Nacon
– Primeira aparição: S05E12 – “Remember”
– Morreu em: S09E15 – “The Calm Before”
– Morta por: Alpha e os Sussurradores

Depois de ver seus pais morrerem de dentro de um carro, Enid ficou marcada para a vida toda. Ela se isolou de outros sobreviventes e era vista frequentemente deixando Alexandria para ir em busca de suas próprias aventuras para conseguir comida e água para si mesma.

Enid esteve envolvida em muitas narrativas importantes desde o início de suas aparições em The Walking Dead, incluindo um triângulo amoroso com Carl e Ron; se juntando a Glenn depois que ele sobreviveu ao se esconder debaixo de uma caçamba de lixo; e sendo trancada em um armário por Carl para que ela não fosse ferida durante um ataque pelos Lobos.

Ela passou a fazer grandes coisas, como trabalhar próxima de Maggie e Sasha em Hilltop e treinar com Siddiq para se tornar uma médica. Um de seus melhores momentos foi quando ela amputou o braço de Aaron, depois que ele ficou preso sob um enorme tronco.

Exatamente quando parecia que Enid e Alden estavam caminhando para serem o próximo poderoso casal do show, foi revelado que Enid tinha sido raptada da Feira e perdido a apresentação de Alden e Luke… apenas para ter sua cabeça colocada em uma estaca.

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TARA CHAMBLER

– Interpretada por: Alanna Masterson
– Primeira aparição: S04E06 – “Live Bait”
– Morreu em: S09E15 – “The Calm Before”
– Morta por: Alpha e os Sussurradores

Introduzida como uma fria sobrevivente que era cética em relação ao Governador, o tempo revelou que Tara era na verdade uma personagem divertida e amorosa que é uma boa juíza de caráter, e que se juntou a Glenn, Maggie, Rosita e outros para se tornar uma parte valiosa do grupo.

Ela também era uma grande animadora para os outros sobreviventes, os encorajando a fazer coisas que eles não achavam que poderiam fazer, ou fornecendo opções que poderiam não ter sido consideradas como possíveis alternativas para um conflito direto.

A lealdade e o trabalho duro de Tara fizeram dela uma das pessoas mais confiáveis e queridas de Hilltop. Trabalhando sob a liderança de Jesus, ela herdou seu trabalho de líder da comunidade depois que os Sussurradores o mataram no cemitério.

Sua liderança não durou muito. Com Alpha e os Sussurradores matando Tara e colocando sua cabeça em uma estaca para formar a fronteira no norte, Hilltop é mais uma vez forçado a procurar um novo líder, o quinto desde que a comunidade foi introduzida.

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HENRY

– Interpretado por: Macsen Lintz e Matt Lintz
– Primeira aparição: S07E02 – “The Well”
– Morreu em: S09E15 – “The Calm Before”
– Morto por: Alpha e os Sussurradores

Ao perder seus pais e seu irmão, Henry foi adotado por Rei Ezekiel e Carol no Reino, onde ele treinaria com Morgan Jones e faria o seu melhor para ajudar a comunidade e proteger aqueles com quem ele se importava. Carol fez Daryl prometer que cuidaria dele, já que os dois confiavam inteiramente um no outro.

Henry foi para Hilltop para ser aprendiz de ferreiro e ver seu interesse amoroso, Enid. Descobrindo que Enid estava agora com Alden, ele rapidamente desenvolveu um interesse por sua colega de cela, Lydia, que foi capturada pelos Sussurradores.

Depois de devolver Lydia para os Sussurradores em troca de Alden e Luke, Henry foi atrás da garota por quem ele tinha desenvolvido sentimentos, na esperança de que ele pudesse trazê-la de volta em segurança e levá-la para longe de sua mãe abusiva, Alpha.

Os Sussurradores seriam sua luta final, à medida que ele foi capturado junto com outros e decapitado para formar a fileira de estacas na fronteira norte do território de Alpha. Carol ficou devastada e foi consolada por Daryl quando ela viu a cabeça de seu filho.

Essas perdas foram apenas algumas que aconteceram nas telas. Muitos outros personagens não nomeados e zumbis também foram mortos. Entretanto, essas perdas mostram simplesmente quão poderosa foi a nona temporada de The Walking Dead.

Quais desses personagens você sentirá mais falta? Comente abaixo!

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Teri Wyble (Shepherd)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Teri Wyble.

Rafael Façanha

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arte com Teri Wyble e Shepherd para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Teri Wyble in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Teri Wyble, que interpretou Shepherd durante a 5ª temporada. A atriz nos contou sobre as motivações de sua personagem, sobre ter feito outros testes para entrar no elenco de The Walking Dead, sobre trabalhar com Andrew Lincoln (Rick), sobre o possível destino de Shepherd e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Teri Wyble:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Teri Wyble: Feliz aniversário de 10 anos para TWD! Um marco incrível para um programa incrível. Eu lembro que foi a minha quinta vez fazendo teste para um papel no programa. Eu já era fã e era um dos poucos programas que eu tinha interesse em assistir. Meu agente me deu a notícia, e eu tive que me filmar com manequins para que tudo permanecesse em segredo para o programa. Eu estava na casa da família do meu ex parceiro e lembro que filmamos na cozinha perto de uma janela para ter claridade, com um pano no fundo, e fizemos os pais dele saírem da casa para termos privacidade. Desculpa mãe e pai! Os manequins disseram que eu estava ótima, e que eu era uma arrombadora de cofres profissional. Que amor! Eu fui informada que interpretaria uma policial somente quando consegui o papel. Eu fiquei tipo, “Wow, eles tem certeza disso??”

Shepherd se mostrou uma apaziguadora fundamental durante as negociações entre Rick e Dawn, ainda que preocupada com as consequências de seus atos. Como você acha que ela se sentiu ao ver Beth morrer acidentalmente, tão rápido, e perceber que todo o esforço foi em vão?

Teri Wyble: Shepherd (em português: “pastora”) o nome diz tudo. Ela é uma pacificadora. As mortes de Beth e de Dawn não estavam no plano, mas eu acho que ela sabia que caos era uma possibilidade assim que os dois grupos se enfrentassem dentro do Hospital Grady.

Não sabemos muito sobre o passado de Shepherd, exceto que ela era uma policial no Departamento de Polícia de Atlanta. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Teri Wyble: A não ser que eu tivesse perguntas especificas sobre o meu personagem, tudo estava sob sigilo, até para nós atores, e principalmente porque eu participei de poucos episódios. Eu sei que eles trabalharam duro para manter tudo em segredo.

Dito isso, eu definitivamente criei um passado para Shepherd, mas mais especificamente, eu fiz questão que a minha motivação para minhas ações e palavras fizessem sentido para mim, e que fizesse sentido para aquela realidade. Era o único jeito de fazer parecer real.

O que você acha que Shepherd pensava sobre a conduta do hospital de arremessar os pacientes mortos dentro do buraco do elevador?

Teri Wyble: Eu não acho que a Shepherd gostou ou concordou com muitas coisas que aconteceram no hospital, mas era o mundo em que eles estavam vivendo, e ela fez o que achou que tinha que fazer para sobreviver a mais um dia.

O uniforme de policial era usado como proteção contra as ameaças do lado de fora dos muros do hospital, mas pode-se dizer que ele também era uma forma de manter uma imagem de ordem social para residentes do local?

Teri Wyble: Claro. Mas mais do que isso, eu acho que Shepherd sentiu que lhe daria mais segurança.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e uma futura liderança da sua personagem, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir? Como você acha que Shepherd morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dela?

Teri Wyble: Depois da morte da Beth e da Dawn, eu acho que Shepherd sentiu que ela não seria a melhor pessoa para liderar Grady Bunch. Eu acho que ela ainda está viva, deixou o hospital, e saiu por aí se defendendo sozinha. Procurando por alguém, ou até mesmo por ela mesma. Como todos nós estamos.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Teri Wyble: Sim! Meu primeiro dia no set foi uma corrida de carro e uma cena entre Shepherd e Lamson que acabou sendo cortada! Mais tarde naquele dia, era um dos dias mais quentes da estação enquanto filmávamos a cena do Noah escapando do hospital. Eu pude ver os caminhantes com a maquiagem pela primeira vez, conheci quase todo o elenco, atirei com armas, apreciei o império puro e mágico de TWD, tudo isso enquanto eu tentava não surtar por estar fazendo parte do meu programa de TV favorito.

O meu último dia, eu lembro bem. Era a cena longa do walkie talkie onde Shepherd fala para o grupo que a troca não daria certo. Nós fizemos várias vezes, e já tínhamos a cena. Eu esqueci quem foi, mas alguém decidiu que seria uma ótima ideia jogar fora a última cena, começar de novo normalmente, e pular alegremente em direção a câmera. Foi um jeito épico de terminar meu tempo no programa. Muitas memórias boas.

Se Shepherd tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Teri Wyble: Eu conheci Sonequa Martin-Green nos bastidores. Eu lembro de ser um prazer conversar e também contracenar com ela. Eu adoraria ver essas duas personagens formarem uma equipe.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher uma delas para ser uma sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Teri Wyble: Boa pergunta! A resposta óbvia é Liberty, a arqueira feminista de The Hunt. Ela tem uma boa mira… bem… na maioria das vezes. Mas eu tenho ainda mais fé na minha personagem chamada Gal do filme Lost Bayou. Ela tem uma alma boa, com um exterior forte, uma reminiscência de Rick Grimes. Ela não perderia sem antes lutar.

Por mais que você tenha passado pouco tempo na série, sua personagem dividiu muitas cenas com Rick Grimes, tanto quando ela foi mantida refém como no final. Como foi trabalhar com Andrew Lincoln? Todos os atores que passaram pela série falam que ele sempre foi super receptível no set.

Teri Wyble: Andrew Lincoln era a cola que mantinha tudo junto, e você sente isso no momento em que o conhece. Eu aprendi muito o observando dentro e fora das câmeras. Sua habilidade de ser um lindo exemplo de ator e um ser humano gracioso.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Shepherd foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Teri Wyble: Todos os papeis femininos têm poder, a diferença entre eles é se a personagem percebe seu poder ou não. Encontramos Shepherd nos estágios iniciais dela percebendo do que é capaz, foi por isso que adorei interpretá-la.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Teri Wyble: A pandemia prejudicou e continua prejudicando o emprego de muitos de nós na TV, no cinema e no teatro. Ansiamos por entretê-los, fazê-los chorar e rir e contar histórias que precisam ser contadas. Voltar ao básico me ajudou a me manter à tona. Natureza. Plantas. Meditando. Ser boa comigo mesma e saber que sou o suficiente, neste momento difícil para tantos. Gratidão pelo que tenho e pelo amor que me cerca.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Teri Wyble: Ocasionalmente recebo cartas de fãs de TWD, adoro saber de vocês e sempre escreverei de volta! Ainda não fui a nenhuma convenção, mas se fãs suficientes solicitarem “The Grady Bunch” (como temos sido carinhosamente chamados), ficaria feliz em conhece-los! Fãs brasileiros, meu coração está com vocês. Venham dizer oi no Instagram!

REDES SOCIAIS DA TERI:

– Twitter: @TeriWyble
– Instagram: @TeriWyble
– Facebook: @TeriWyble

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson (Eric)

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Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson (Eric)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Jordan Woods-Robinson.

Rafael Façanha

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To access the interview with Jordan Woods-Robinson in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Jordan Woods-Robinson, que interpretou Eric durante as temporadas 5, 6, 7 e 8. O ator nos contou sobre como foi trabalhar com Ross Marquand (Aaron), sobre como foi gravar a morte de Eric, sobre dar vida a um personagem LGBTQ+, sobre sua carreira como cantor e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Jordan Woods-Robinson: Eu estava fora da cidade quando fiz o teste para o Eric de The Walking Dead. Eu fiz teste algumas vezes antes, mas não sabia muito sobre o papel para qual eu estava fazendo o teste, uma vez que todos os scripts que eles mandam são falsos. Eu fiz o teste pela primeira vez na cozinha dos avós da minha esposa. Eu esperei uma semana e soube que eles queriam outra fita então eu enviei. Após alguns dias esperando ansiosamente, eu recebi a ótima notícia de que eu estava dentro!

Eric ainda é muito lembrado por muitos fãs de The Walking Dead e sua morte ainda é muito lamentada. Como foi sua experiência com o personagem? Quando e como você ficou sabendo que ele iria morrer?

Jordan Woods-Robinson: Eric era uma alma sensível que amava apoiar seu parceiro e eu amava trazê-lo à vida. Ross era um parceiro de cena excepcional e eu sou muito sortudo de ter feito dupla com um cara tão bom. Na noite em que nos conhecemos, nós apenas sentamos na sacada do nosso hotel e compartilhamos histórias. Descobri que tínhamos muito em comum e eu ainda falo com ele com frequência.

Eu recebi uma ligação do Scott Gimple no começo da oitava temporada, enquanto filmávamos o primeiro episódio. Eu sabia que seria sobre a morte do Eric. Scott passou 45 minutos comigo no telefone falando sobre isso, sobre os motivos e como seria feito… E eu me senti completamente apoiado e nutrido. Eu acho que eles deram um adeus adorável e sincero à Eric e eu sou muito grato a todos os escritores que contribuíram com sua história.

Como foi sua preparação para a cena da morte de Eric? Como um ator se prepara para um momento como este? Se você pudesse escolher outra morte do Eric, como você gostaria que tivesse sido?

Jordan Woods-Robinson: Eu acho que Eric morreu exatamente da maneira certa. Eu não iria querer outra coisa. Ele passou anos em segurança e protegendo as pessoas de Alexandria, até ele perceber que a melhor maneira de protegê-los era lutando.

No dia em que filmamos a minha morte, o elenco e a equipe me apoiaram incrivelmente. Ross e eu passamos um tempo juntos. Tivemos espaço para conversar e tempo para nos conectar. Eu tinha uma playlist de músicas que eu estava ouvindo e anotações para o Aaron no meu bolso. Ross e o resto da equipe me apoiaram incrivelmente enquanto vivi meus últimos momentos e sou eternamente grato.

A presença de Eric foi marcante em The Walking Dead, entre outros motivos, pelo casamento bem-sucedido com Aaron. Conte para nós como foi a experiência em protagonizar um dos maiores casais LGBTQ+ da série?

Jordan Woods-Robinson: Estou muito orgulhoso de ter apoiado os direitos LGBTQ+ em um dos maiores programas do mundo. Desde o primeiro momento, Ross e eu vimos Eric e Aaron como parceiros em todos os sentidos da palavra: protegíamos um ao outro, éramos melhores amigos, éramos amantes, éramos iguais, nós sabíamos o que o outro precisava antes mesmo de falar.

Eu conheci tantos membros da comunidade LGBTQ+ graças a esse papel e estou orgulhoso de ter feito parte dessa história.

E como era a relação com Ross Marquand durante as filmagens? A química atrás das câmeras era tão boa quanto em cena?

Jordan Woods-Robinson: Oh meu deus. Eu sinto que eu já falei bastante do Ross, mas ele é a melhor pessoa. Ele faria de tudo por qualquer um, sem fazer perguntas. Ele é engraçado, charmoso, comunicativo, acessível e um ótimo ator. Passamos bastante tempo juntos dentro e fora das câmeras e o Ross é ótimo, uma ótima pessoa.

Uma crítica recorrente em The Walking Dead é a morte de personagens LGBTQ+. Eric, Tara, Jesus, entre outros personagens gays importantes, foram mortos ao longo das temporadas. Qual sua opinião? Você acha que falta representatividade na série?

Jordan Woods-Robinson: Antes de eu entrar para o programa, eu li que Robert Kirkman nomeava personagens com o mesmo nome e matava pessoas aleatoriamente (mesmo se eram personagens grandes ou influentes) porque era mais parecido com a vida real…. pessoas morrem sem esperar morrer e pessoas têm o mesmo nome às vezes. Estou orgulhoso de ter compartilhado esta representação com a comunidade LGBTQ + e trazer Eric à vida por 4 temporadas.

Sabemos que, além de um incrível ator, você também é membro do famoso Blue Man Group. Conte para nós como é este trabalho e como ele surgiu pra você.

Jordan Woods-Robinson: Sim! Blue Man Group é grande no Brasil! Eu entrei no Blue Man Group em 2007 em Nova York, depois Las Vegas e então Orlando. Quando terminei a faculdade, era o emprego dos meus sonhos e tive a sorte de conseguir um emprego que me manteria entretido por 13 anos.

Como é para você conciliar talentos como cantor e como ator? Você tem alguma preferência? Quais as vantagens e desvantagens de cada um?

Jordan Woods-Robinson: Eu sou músico desde que tinha 4 anos. Eu cresci tocando violino e tive uma carreira profissional durante quase toda minha juventude. Eu queria estudar atuação então me inscrevi na universidade de Nova York, onde tive a sorte de ser aceito. Eu aprendi que, como artista, colocar algo em espera não o mata. Apenas significa que, quando você voltar para esse projeto, sua paixão será ainda maior. Às vezes estou mais focado em música do que em atuação; às vezes, ao contrário. Como um artista, eu não quero forçar criatividade. Quando estou inspirado, eu trabalho. E quando estou inspirado, eu faço um trabalho melhor.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Jordan Woods-Robinson: Eu penso em dois episódios que foram divertidos de gravar. Eu adorei minha cena no jantar de espaguete. Primeiro, eu pude comer… sempre uma vantagem. Era um tom diferente do que o programa tinha visto recentemente e eu adorei trabalhar com Ross e Norman. Segundo, eu adorei o dia em que um grupo nosso atravessou um rio remando para achar Oceanside, na sétima temporada. Era o dia do Halloween, o barco era de metal e estava congelando, e rimos muito enquanto Andy e Danai tentavam descobrir como nos levar para a outra margem remando.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre como foi a recepção do elenco e também sua despedida!

Jordan Woods-Robinson: Minhas cenas mais desafiadores foram as cenas de luta na oitava temporada. Estava muito calor lá fora e eu estava com muitas camadas, correndo pelo pavimento atirando com uma arma. Eu queria dar uma de Andrew Lincoln e não ir pra dentro no ar condicionado ou até mesmo me sentar. Eu fiquei lá fora o dia todo, sentindo o calor e a gravidade da situação. Provavelmente suei quase 3 quilos. Mas também me lembro de sentar com o resto do elenco e estar imensamente orgulhoso do trabalho que estávamos fazendo.

Eric foi um dos personagens que foram adaptados dos quadrinhos de The Walking Dead. Você chegou a conhecer a versão dele na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva do personagem e sua contraparte dos quadrinhos?

Jordan Woods-Robinson: A primeira pessoa que conheci no set de filmagens foi o Norman Reedus. Ele me deu um grande abraço e disse “bem-vindo à família”. Depois conheci o Andy e fiquei encantado com o quão doce e charmoso ele é.

No meu último dia no set, eu estava cercado de amor e apoio. Eu fui convidado para dar um discurso e pude compartilhar o significado de uma tatuagem que tenho, que é a interpretação de Salvador Dalí de Alice no País das Maravilhas. É a silhueta de uma jovem menina pulando corda. Para Dalí, era sua ideia de eterna juventude e inocência. Eu disse para o elenco que eu a fiz porque somos atores, sempre sendo solicitados a nos reinventar de projetos para projetos e eu não vi isso como o fim de um papel, mas sim o convite de achar uma nova experiência.

Se Eric tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Jordan Woods-Robinson: Eu acho que Eric e Enid se dariam muito bem, queria ter visto mais dos dois juntos.

O Brasil tem passado por um período difícil de um pouco de descrédito para produções culturais. Temos perguntado isso para todos os envolvidos em The Walking Dead que temos a oportunidade de conversar, mas o seu caso é especial porque você se destaca em pelo menos duas frentes: na sua opinião, qual a importância da cultura e das produções no geral para passarmos pelo momento atual?

Jordan Woods-Robinson: Eu não sei muito sobre o que o Brasil está passando agora, mas eu acredito firmemente que atuação ensina lições de vida valiosas: colaboração, comunicação, reflexão… e que estudar atuação, em qualquer idade, irá apenas ajudar uma pessoa.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Jordan Woods-Robinson: Eu tive alguns eventos infelizes que aconteceram devido à pandemia, mas sou muito sortudo de ter uma família saudável e uma comunidade solidária.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Jordan Woods-Robinson: Para todos os meus fãs brasileiros, obrigado por serem tão leais e tão energéticos. No Blue Man Group, ouvi muitas exclamações orgulhosas de “Brasil!” e “Parabéns”! Sua energia é linda e inspiradora. Obrigado!

REDES SOCIAIS DO JORDAN:

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– Instagram: @jwoodsrobinson
– Facebook: @jwoodsrobinson
– Site oficial: www.jordanwoods-robinson.com

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– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jason Douglas (Tobin)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jason Douglas (Tobin)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Jason Douglas.

Rafael Façanha

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arte com Jason Douglas e Tobin para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Jason Douglas in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Jason Douglas, que interpretou Tobin durante as temporadas 5, 6, 7, 8 e 9. O ator nos contou sobre seus primeiros testes para entrar em The Walking Dead, sobre trabalhar com Melissa McBride (Carol), sobre a trajetória e morte de Tobin, sobre seu trabalho como dublador e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Jason Douglas:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Jason Douglas: Obrigado Rafael, fico feliz em falar com você sobre minhas quatro temporadas no programa. Ouvi falar de The Walking Dead quando fiz o teste para a primeira temporada. Eu não sabia muito sobre a série, mas sabia que seria dirigida por Frank Darabont, cujo trabalho eu acompanhava e admirava. Eu fiz o teste para vários personagens, incluindo Merle Dixon e Otis, o fazendeiro da família Greene na segunda temporada. Eu pensei que tinha boas leituras, mas nós, atores, fazemos tantos testes que desenvolvemos uma pele dura e geralmente esquecemos disso depois. Eu não fiz testes novamente até a 5ª temporada, quando fiz para um supervisor de canteiro de obras com roteiro vago. O roteiro da audição acabou sendo escrito apenas para a audição – foi uma cena que nunca apareceu no programa ou nos quadrinhos. E é claro que esse foi o papel que acabou sendo “Tobin”.

Quando conhecemos Tobin ele já era o chefe do grupo de construção/expansão de Alexandria e alguém de bastante confiança de Deanna, mas não sabemos muito sobre o passado dele antes do apocalipse. Você criou alguma história para ele para ajudar na interpretação do personagem? Ou os roteiristas te falaram algo que ajudasse?

Jason Douglas: Eu pensei muito sobre como Tobin poderia ter acabado em Alexandria, mas no final das contas as circunstâncias dadas para cada cena determinaram como interpretá-lo. Fiquei intrigado com a ideia de que Tobin poderia ter alguma família dentro ou fora das paredes do complexo, mas isso nunca foi realmente explorado no programa. Eu senti que Tobin deveria ter uma espécie de qualidade de homem comum operário, alguém com quem o público pudesse se relacionar e que a equipe de Rick pudesse aprender a confiar.

Tobin foi um dos personagens que foram adaptados dos quadrinhos de The Walking Dead. Você chegou a conhecer a versão dele na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva do personagem e sua contraparte dos quadrinhos? Como fã, você prefere que as adaptações sigam fielmente o material fonte ou que façam novas histórias/remix?

Jason Douglas: Não tenho certeza se aversão de Tobin nos quadrinhos nos dá muito com que trabalhar em termos de desenvolvimento do personagem – é mais sobre o que ele representa em termos da mentalidade alexandrina em relação ao apocalipse, que é se esconder atrás das paredes e apenas sobreviver. Espero que você possa ver um pouco mais de profundidade de Tobin no programa, por meio de sua diplomacia em relação ao grupo de Rick, sua lealdade a Deanna e a comunidade e, claro, seu flerte gentil com Carol.

Tobin foi um dos interesses amorosos de Carol, mas ela acaba fugindo quando as coisas iam ficar mais sérias. Você acredita que se ele estivesse vivo, esse romance teria ido pra frente de alguma maneira? Como foi trabalhar com Melissa McBride?

Jason Douglas: Não tenho certeza se os escritores ou o showrunner estavam interessados em levar o caso muito mais longe. Presumo que não tenha funcionado bem com alguns de nossos fãs, porque o assunto foi praticamente abandonado por completo na 7ª temporada. Mas eu adorei trabalhar com Melissa, que é uma artista muito matizada e naturalista, e acho que poderíamos ter feito algumas escolhas interessantes juntos, dada a oportunidade. E eu sou grato por termos conseguido amarrar as coisas na minha cena final.

Sabemos que, algumas vezes, há cenas que acabam sendo cortadas na edição final do episódio. Alguma cena de que você participou acabou sendo cortada por algum motivo ou toda a história planejada para Tobin foi ao ar?

Jason Douglas: Estava quase tudo lá, embora a grande cena com Carol na varanda na 6ª temporada fosse inicialmente um pouco mais longa. Tobin tinha algumas falas muito boas onde ele refletiu um pouco sobre sua vida passada e o quanto as coisas mudaram. Adorei essa cena e gostaria que tudo tivesse ficado.

A morte do seu personagem foi algo que a maioria dos fãs não estava esperando. Os salvadores revestiram as armas com sangue de zumbi e causaram uma infecção! Como foi gravar seus últimos momentos na série? Como e quando você descobriu que Tobin estava com os dias contados?

Jason Douglas: Na verdade, eu estava trocando um pneu do carro da minha esposa quando meu celular tocou. Era um número de Burbank, Califórnia, e quando quem ligou se identificou como Scott Gimple, eu soube que “o show acabou”, literalmente. Já tínhamos começado a filmara 8ª temporada e vários episódios dela. Isso foi duas ou três semanas antes das filmagens, se bem me lembro.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Jason Douglas: A filmagem do meu episódio final foi a minha favorita, já que Tobin pode partir exatamente como eu sempre esperei que ele fizesse, “com suas botas calçadas” defendendo as pessoas de quem gostava. Eu pude trabalhar mais uma vez com quase todo o elenco principal como Andy, Melissa, bem como algumas das novas adições fantásticas ao programa, incluindo Cooper Andrews e Avi Nash. E, claro, passei um tempo como um ‘zumbi’ em uma homenagem muito legal a Frankenstein e ao clássico filme de terror.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Jason Douglas: A maior coisa de que me lembro sobre meu primeiro dia no set foi Andrew Lincoln passando, a alguma distância. Ele me viu e percebendo que eu era o “cara novo”, saiu do seu caminho para me dar as boas-vindas ao elenco. Ele sempre foi muito altruísta dessa maneira, e isso realmente me impressionou.

Meus últimos dias no set foram bastante ocupados e cheios de ação, então não tive muito tempo para ficar sentimental. Mas todos pareciam genuinamente chateados ao ver Tobin (e eu) partir. Não fizemos um “jantar do elenco” ou algo parecido, mas devo dizer que o catering naquele dia foi absolutamente exagerado.

Se Tobin tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Jason Douglas: Kenric Greene e eu sempre brincamos que ele e eu deveríamos ter um episódio inteiro dedicado aos nossos dois personagens em uma condenada corrida por suprimentos. Mas também conseguia ver Tobin lutando com a tripulação de Ezekiel.

Tobin era um personagem amigável e descontraído. Você acha que essas qualidades de alguma maneira o prejudicaram/causaram a sua morte? Em sua opinião, para sobreviver em um mundo apocalíptico é necessário desligar sua humanidade ou ainda existiria espaço para bondade e companheirismo?

Jason Douglas: Acho que “amigável e descontraído” descreve o personagem que conhecemos na 5ª temporada. Na 8ª temporada, Tobin se tornou consideravelmente mais um lutador da linha de frente – ele fazia parte dos ataques da milícia ao Santuário e do posto avançado fragmentado no topo da temporada , e finalmente foi emboscado enquanto defendia agressivamente Hilltop – botas calçadas, rifle na mão. Acho que era assim que queríamos que o personagem fosse lembrado, ao final de um arco de 25 episódios que começou com uma versão mais tímida do personagem. Isso se encaixa na ideia de que Tobin era uma espécie de termômetro, refletindo a evolução de toda a comunidade alexandrina.

Não apenas a bondade e a amizade seriam possíveis em um mundo pós-apocalipse, mas também seriam essenciais. Não somos meros animais, somos humanos. É aqui que eu acho que algumas imaginações pós-apocalípticas dão errado. Acredito que fomos projetados para um relacionamento. O que chamamos de “civilização” está, penso eu, inextricavelmente ligado à conexão e cooperação humanas – nós sobrevivemos e prosperamos como espécie precisamente por causa dessas condições, não apesar delas.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Jason Douglas: Eu interpretei um personagem em vários episódios de “Revolution”, outro programa pós-apocalíptico. Garret era um agente duplo corajoso e implacável que provavelmente se encaixaria bem no papel de um Salvador ou tenente do Reino.

Falando em outras séries, você também esteve em Preacher como o icônico Satan.Você pode falar um pouco sobre como foi sua experiência na série e como era o processo de maquiagem para se transformar no Príncipe das Trevas?

Jason Douglas: Esta foi uma criatura incrível construída pelo KNB EFX Group, que também faz a maquiagem e o trabalho de efeitos visuais para The Walking Dead e dezenas de outros programas dos quais você já ouviu falar. Eles fizeram um molde de todo o meu rosto, cabeça e corpo e esculpiram todas as características de caráter distinto no topo. Então, o produto final foi um terno de criatura que eu colocaria, mas ainda precisava de muita cola e maquiagem para reunir tudo em um todo coeso e sem costura.

Adorei trabalhar com todos aqueles caras, assim como com o elenco, escritores e diretores – toda a equipe foi incrivelmente criativa. Foi um prazer especial trabalhar com Betty Buckley, e eu senti que havia uma química fácil entre nós, já que tínhamos aparecido juntos em uma peça de teatro vários anos antes.

Além de ator, você também é dublador. Essa experiência é muito diferente de estar nas telinhas? Conte um pouco sobre como é ser a voz de um personagem e quando/como surgiu seu interesse pela dublagem.

Jason Douglas: Tenho feito as vozes em inglês para animes e videogames por mais de 20 anos, muito antes de começar a ser conhecido por qualquer trabalho na frente das câmeras. Anime é particularmente divertido, pois você tem os contornos de uma performance já criados na animação, e você está tentando criar uma voz e um ritmo perfeitos para trazer esse personagem totalmente à vida para o público. Com o trabalho de voz, não estamos limitados por nossa aparência, é tudo uma questão de voz e performance.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Jason Douglas: Estamos indo bem, obrigado! Muitos projetos pela casa e mantendo nossos filhos ocupados. Tudo fechava no primeiro mês ou mais, então esse foi um momento assustador para todos no ramo. Tive a sorte de estar conectado a alguns cineastas no norte do Texas que tinham um projeto em andamento e foram capazes de fazê-lo acontecer apesar de todas as preocupações e restrições. Seus leitores podem estar interessados em acompanhar este filme, chamado “Red Stone”, já que também estrelado por outro ex-ator do TWD, Michael Cudlitz. Eu também pude fazer mais do meu trabalho de voz dentro de um antigo armário em minha casa, gravando episódios de anime e até mesmo toda a minha atuação como Krieg the Psycho do novo jogo Borderlands 3.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Jason Douglas: Sim, estamos definitivamente cientes dos fãs brasileiros, já que costumamos ver as menções e comentários nas redes sociais. Agradeço especialmente a gentileza para com aqueles de nós que fazem parte da história do TWD em papéis coadjuvantes. Estamos orgulhosos do trabalho que fizemos no programa e esperamos poder continuar visitando suas casas no futuro, enquanto trabalhamos em outros projetos. Vocês no Brasil são alguns dos melhores fãs do mundo. Muito amor e paz a todos!

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– Twitter: @MrJasonDouglas
– Instagram: @jasondouglas2040
– Facebook: @JasonDouglasFans
– Site oficial: www.jasondouglas.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

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