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The Walking Dead S09E16: 5 coisas que você pode ter perdido em “The Storm”

The Storm foi o décimo sexto episódio da nona temporada de The Walking Dead. Veja aqui 05 coisas que você pode ter perdido.

Ivy Leça

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo sexto episódio, S09E16 – “The Storm”, da nona temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O inverno chegou também em The Walking Dead, na forma de uma tempestade terrível que castigou as comunidades enquanto todos ainda se recuperavam do choque de encontrar amigos e familiares nas estacas dos Sussurradores.

Foi um episódio bem mais calmo do que normalmente esperamos de um final de temporada, mas a falta de ação foi compensada com bons diálogos e evoluções coerentes para os personagens. Tivemos o retorno do poncho de Daryl e das piadas de Negan, fomos apresentados a uma nova voz misteriosa e, para a alegria de todos, Cão e Judith estão bem!

Enquanto você pegava um cobertor para acompanhar o episódio, talvez tenha perdido um detalhe ou outro. Então separamos 5 coisas que você pode ter perdido em The Storm. Confira:

1. Reconheceu a homenagem?

Durante a jornada dos moradores do Reino nos deparamos com um (resto de) zumbi parcialmente congelado. Muitos se lembraram da famosa zumbi da bicicleta (Hannah), que aparece no primeiro episódio da série logo que Rick sai do hospital.

Mas parece que essa não era bem a intenção da homenagem, ou pelo menos não a única. Greg Nicotero publicou um vídeo do walker em seu Instagram com uma legenda que dizia que se tratava de uma homenagem ao meio zumbi que Tony Gardner criou para o filme “A Volta dos Mortos-Vivos” (The Return of the Living Dead) em 1984.

2. Preso sim, inofensivo não

Em um momento de desespero, sem conseguir lidar com a perda de Henry e a culpa pelas mortes, Lydia tenta se deixar morder por um zumbi que estava preso no gelo. O momento, no entanto, é interrompido pela presença de Carol, que apenas observava em silêncio.

A cena lembrou bastante um momento da segunda temporada, quando o pequeno Carl também se separa do grupo e começa a provocar um zumbi que estava preso em um pântano. Assim como Lydia, Carl escapa ileso da aventura, mas acaba provocando sem querer a morte de Dale pouco depois, vítima do mesmo zumbi.

3. Lydia quase roubou a morte de Carol

A cena do quase suicídio de Lydia também lembrou a forma como a própria Carol morreu nos quadrinhos. Vale destacar que a Carol da HQ é muito diferente da que conhecemos – e amamos – na TV. Nos quadrinhos Carol é uma mulher instável emocional e psicologicamente, e demonstra por diversas atitudes não ter estrutura para adaptar-se ao mundo pós-apocalíptico.

Nos quadrinhos, após alguns eventos que a desestabilizam, Carol conversa com um zumbi que estava amarrado no pátio da prisão e, em seguida, entrega-se para que ele a morda, resultando em sua morte.

4. The Walking Dead não esqueceu seus vilões passados

Quando o grupo do Reino chega a Hilltop e abriga-se na casa principal, vemos Lydia observando as pinturas de Anne que estão penduradas na antiga sala de Maggie. São os retratos de Hershel e Glenn, os falecidos pai e marido da líder ausente da comunidade.

Mas além de pessoas queridas por Maggie, os dois personagens também foram as mortes mais emblemáticas dos dois vilões que vieram antes de Alpha: Hershel teve a cabeça cortada pelo Governador e Glenn teve o crânio esmagado por Negan. Parece que os vilões de The Walking Dead têm uma fixação por cabeças.

5. Alpha e Ômega

Assim como na semana passada, o episódio desta semana teve o início e o fim conectados por um mesmo elemento. Em “The Storm” começamos com Ezekiel falando no rádio sobre a difícil decisão de abandonar o Reino e terminamos com o Rei conversando com Judith – seguido pela voz misteriosa que tenta estabelecer contato.

E em “The Calm Before”, o episódio começa com Hilde mostrando as moedas que fez para Hilltop, representando lar e esperança para os sobreviventes, e termina com Lydia colocando a moeda que Henry lhe deu de presente aos pés da estaca onde a cabeça do rapaz esteve.

Você percebeu algo além das cinco coisas acima? Deixe abaixo nos comentários para que a gente também possa saber.

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jason Douglas (Tobin)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Jason Douglas.

Rafael Façanha

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arte com Jason Douglas e Tobin para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Jason Douglas in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Jason Douglas, que interpretou Tobin durante as temporadas 5, 6, 7, 8 e 9. O ator nos contou sobre seus primeiros testes para entrar em The Walking Dead, sobre trabalhar com Melissa McBride (Carol), sobre a trajetória e morte de Tobin, sobre seu trabalho como dublador e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Jason Douglas:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Jason Douglas: Obrigado Rafael, fico feliz em falar com você sobre minhas quatro temporadas no programa. Ouvi falar de The Walking Dead quando fiz o teste para a primeira temporada. Eu não sabia muito sobre a série, mas sabia que seria dirigida por Frank Darabont, cujo trabalho eu acompanhava e admirava. Eu fiz o teste para vários personagens, incluindo Merle Dixon e Otis, o fazendeiro da família Greene na segunda temporada. Eu pensei que tinha boas leituras, mas nós, atores, fazemos tantos testes que desenvolvemos uma pele dura e geralmente esquecemos disso depois. Eu não fiz testes novamente até a 5ª temporada, quando fiz para um supervisor de canteiro de obras com roteiro vago. O roteiro da audição acabou sendo escrito apenas para a audição – foi uma cena que nunca apareceu no programa ou nos quadrinhos. E é claro que esse foi o papel que acabou sendo “Tobin”.

Quando conhecemos Tobin ele já era o chefe do grupo de construção/expansão de Alexandria e alguém de bastante confiança de Deanna, mas não sabemos muito sobre o passado dele antes do apocalipse. Você criou alguma história para ele para ajudar na interpretação do personagem? Ou os roteiristas te falaram algo que ajudasse?

Jason Douglas: Eu pensei muito sobre como Tobin poderia ter acabado em Alexandria, mas no final das contas as circunstâncias dadas para cada cena determinaram como interpretá-lo. Fiquei intrigado com a ideia de que Tobin poderia ter alguma família dentro ou fora das paredes do complexo, mas isso nunca foi realmente explorado no programa. Eu senti que Tobin deveria ter uma espécie de qualidade de homem comum operário, alguém com quem o público pudesse se relacionar e que a equipe de Rick pudesse aprender a confiar.

Tobin foi um dos personagens que foram adaptados dos quadrinhos de The Walking Dead. Você chegou a conhecer a versão dele na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva do personagem e sua contraparte dos quadrinhos? Como fã, você prefere que as adaptações sigam fielmente o material fonte ou que façam novas histórias/remix?

Jason Douglas: Não tenho certeza se aversão de Tobin nos quadrinhos nos dá muito com que trabalhar em termos de desenvolvimento do personagem – é mais sobre o que ele representa em termos da mentalidade alexandrina em relação ao apocalipse, que é se esconder atrás das paredes e apenas sobreviver. Espero que você possa ver um pouco mais de profundidade de Tobin no programa, por meio de sua diplomacia em relação ao grupo de Rick, sua lealdade a Deanna e a comunidade e, claro, seu flerte gentil com Carol.

Tobin foi um dos interesses amorosos de Carol, mas ela acaba fugindo quando as coisas iam ficar mais sérias. Você acredita que se ele estivesse vivo, esse romance teria ido pra frente de alguma maneira? Como foi trabalhar com Melissa McBride?

Jason Douglas: Não tenho certeza se os escritores ou o showrunner estavam interessados em levar o caso muito mais longe. Presumo que não tenha funcionado bem com alguns de nossos fãs, porque o assunto foi praticamente abandonado por completo na 7ª temporada. Mas eu adorei trabalhar com Melissa, que é uma artista muito matizada e naturalista, e acho que poderíamos ter feito algumas escolhas interessantes juntos, dada a oportunidade. E eu sou grato por termos conseguido amarrar as coisas na minha cena final.

Sabemos que, algumas vezes, há cenas que acabam sendo cortadas na edição final do episódio. Alguma cena de que você participou acabou sendo cortada por algum motivo ou toda a história planejada para Tobin foi ao ar?

Jason Douglas: Estava quase tudo lá, embora a grande cena com Carol na varanda na 6ª temporada fosse inicialmente um pouco mais longa. Tobin tinha algumas falas muito boas onde ele refletiu um pouco sobre sua vida passada e o quanto as coisas mudaram. Adorei essa cena e gostaria que tudo tivesse ficado.

A morte do seu personagem foi algo que a maioria dos fãs não estava esperando. Os salvadores revestiram as armas com sangue de zumbi e causaram uma infecção! Como foi gravar seus últimos momentos na série? Como e quando você descobriu que Tobin estava com os dias contados?

Jason Douglas: Na verdade, eu estava trocando um pneu do carro da minha esposa quando meu celular tocou. Era um número de Burbank, Califórnia, e quando quem ligou se identificou como Scott Gimple, eu soube que “o show acabou”, literalmente. Já tínhamos começado a filmara 8ª temporada e vários episódios dela. Isso foi duas ou três semanas antes das filmagens, se bem me lembro.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Jason Douglas: A filmagem do meu episódio final foi a minha favorita, já que Tobin pode partir exatamente como eu sempre esperei que ele fizesse, “com suas botas calçadas” defendendo as pessoas de quem gostava. Eu pude trabalhar mais uma vez com quase todo o elenco principal como Andy, Melissa, bem como algumas das novas adições fantásticas ao programa, incluindo Cooper Andrews e Avi Nash. E, claro, passei um tempo como um ‘zumbi’ em uma homenagem muito legal a Frankenstein e ao clássico filme de terror.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Jason Douglas: A maior coisa de que me lembro sobre meu primeiro dia no set foi Andrew Lincoln passando, a alguma distância. Ele me viu e percebendo que eu era o “cara novo”, saiu do seu caminho para me dar as boas-vindas ao elenco. Ele sempre foi muito altruísta dessa maneira, e isso realmente me impressionou.

Meus últimos dias no set foram bastante ocupados e cheios de ação, então não tive muito tempo para ficar sentimental. Mas todos pareciam genuinamente chateados ao ver Tobin (e eu) partir. Não fizemos um “jantar do elenco” ou algo parecido, mas devo dizer que o catering naquele dia foi absolutamente exagerado.

Se Tobin tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Jason Douglas: Kenric Greene e eu sempre brincamos que ele e eu deveríamos ter um episódio inteiro dedicado aos nossos dois personagens em uma condenada corrida por suprimentos. Mas também conseguia ver Tobin lutando com a tripulação de Ezekiel.

Tobin era um personagem amigável e descontraído. Você acha que essas qualidades de alguma maneira o prejudicaram/causaram a sua morte? Em sua opinião, para sobreviver em um mundo apocalíptico é necessário desligar sua humanidade ou ainda existiria espaço para bondade e companheirismo?

Jason Douglas: Acho que “amigável e descontraído” descreve o personagem que conhecemos na 5ª temporada. Na 8ª temporada, Tobin se tornou consideravelmente mais um lutador da linha de frente – ele fazia parte dos ataques da milícia ao Santuário e do posto avançado fragmentado no topo da temporada , e finalmente foi emboscado enquanto defendia agressivamente Hilltop – botas calçadas, rifle na mão. Acho que era assim que queríamos que o personagem fosse lembrado, ao final de um arco de 25 episódios que começou com uma versão mais tímida do personagem. Isso se encaixa na ideia de que Tobin era uma espécie de termômetro, refletindo a evolução de toda a comunidade alexandrina.

Não apenas a bondade e a amizade seriam possíveis em um mundo pós-apocalipse, mas também seriam essenciais. Não somos meros animais, somos humanos. É aqui que eu acho que algumas imaginações pós-apocalípticas dão errado. Acredito que fomos projetados para um relacionamento. O que chamamos de “civilização” está, penso eu, inextricavelmente ligado à conexão e cooperação humanas – nós sobrevivemos e prosperamos como espécie precisamente por causa dessas condições, não apesar delas.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Jason Douglas: Eu interpretei um personagem em vários episódios de “Revolution”, outro programa pós-apocalíptico. Garret era um agente duplo corajoso e implacável que provavelmente se encaixaria bem no papel de um Salvador ou tenente do Reino.

Falando em outras séries, você também esteve em Preacher como o icônico Satan.Você pode falar um pouco sobre como foi sua experiência na série e como era o processo de maquiagem para se transformar no Príncipe das Trevas?

Jason Douglas: Esta foi uma criatura incrível construída pelo KNB EFX Group, que também faz a maquiagem e o trabalho de efeitos visuais para The Walking Dead e dezenas de outros programas dos quais você já ouviu falar. Eles fizeram um molde de todo o meu rosto, cabeça e corpo e esculpiram todas as características de caráter distinto no topo. Então, o produto final foi um terno de criatura que eu colocaria, mas ainda precisava de muita cola e maquiagem para reunir tudo em um todo coeso e sem costura.

Adorei trabalhar com todos aqueles caras, assim como com o elenco, escritores e diretores – toda a equipe foi incrivelmente criativa. Foi um prazer especial trabalhar com Betty Buckley, e eu senti que havia uma química fácil entre nós, já que tínhamos aparecido juntos em uma peça de teatro vários anos antes.

Além de ator, você também é dublador. Essa experiência é muito diferente de estar nas telinhas? Conte um pouco sobre como é ser a voz de um personagem e quando/como surgiu seu interesse pela dublagem.

Jason Douglas: Tenho feito as vozes em inglês para animes e videogames por mais de 20 anos, muito antes de começar a ser conhecido por qualquer trabalho na frente das câmeras. Anime é particularmente divertido, pois você tem os contornos de uma performance já criados na animação, e você está tentando criar uma voz e um ritmo perfeitos para trazer esse personagem totalmente à vida para o público. Com o trabalho de voz, não estamos limitados por nossa aparência, é tudo uma questão de voz e performance.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Jason Douglas: Estamos indo bem, obrigado! Muitos projetos pela casa e mantendo nossos filhos ocupados. Tudo fechava no primeiro mês ou mais, então esse foi um momento assustador para todos no ramo. Tive a sorte de estar conectado a alguns cineastas no norte do Texas que tinham um projeto em andamento e foram capazes de fazê-lo acontecer apesar de todas as preocupações e restrições. Seus leitores podem estar interessados em acompanhar este filme, chamado “Red Stone”, já que também estrelado por outro ex-ator do TWD, Michael Cudlitz. Eu também pude fazer mais do meu trabalho de voz dentro de um antigo armário em minha casa, gravando episódios de anime e até mesmo toda a minha atuação como Krieg the Psycho do novo jogo Borderlands 3.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Jason Douglas: Sim, estamos definitivamente cientes dos fãs brasileiros, já que costumamos ver as menções e comentários nas redes sociais. Agradeço especialmente a gentileza para com aqueles de nós que fazem parte da história do TWD em papéis coadjuvantes. Estamos orgulhosos do trabalho que fizemos no programa e esperamos poder continuar visitando suas casas no futuro, enquanto trabalhamos em outros projetos. Vocês no Brasil são alguns dos melhores fãs do mundo. Muito amor e paz a todos!

REDES SOCIAIS DO JASON:

– Twitter: @MrJasonDouglas
– Instagram: @jasondouglas2040
– Facebook: @JasonDouglasFans
– Site oficial: www.jasondouglas.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Erik Jensen.

Rafael Façanha

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arte com Erik Jensen e Steven Edwards para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Erik Jensen in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Erik Jensen, que interpretou Dr. Steven Edwards durante a 5ª temporada. O ator nos contou sobre os gostos musicais de seu personagem, sobre o trabalho com Emily Kinney (Beth), sobre as escolhas de Steven, sobre seus trabalhos no teatro e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Erik Jensen:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Erik Jensen: Obrigado novamente por me receber, é uma honra estar aqui. A primeira vez que ouvi sobre The Walking Dead foi pelos quadrinhos. Eu conhecia os quadrinhos e fiz teste para o programa logo quando começou, eu acho que fiz teste para 3 ou 4 papeis diferentes, não lembro quais, mas eu definitivamente me lembro de ter feito teste para interpretar o Eugene, o que foi bem legal. E aí um dia eles fizeram um teste comigo para interpretar um personagem que estava disfarçado, ainda não era um médico, mas eu acabei interpretando esse médico que sabia muito sobre discos e amava música. Participar do programa foi uma oportunidade para mim e também para mostrar Junior Kimbrough para o mundo, que era a pessoa que eu estava ouvindo quando conheci a Beth.

Steven não concordava com o autoritarismo de Dawn, embora não tomasse frente da situação para enfrentá-la. Ele acreditava que a vida dentro do Hospital fazia mais sentido do que fora dele. Você acha que, no fundo, ele tinha esperanças de tomar a liderança por ali e tornar o Hospital Grady Memorial um lugar melhor para se viver? Como você analisa as atitudes do personagem?

Erik Jensen: Eu não acho que o Steven tem qualidades de liderança [risos], você precisa pensar rápido para ser um líder, manter sua palavra e eu não acho que enganar pessoas seja algo eficaz ou essencial para ser um líder, então eu não acho que o Steven estava esperando se tornar um líder, eu acho que ele estava tentando ficar em segurança e, ficar em seu mundinho com seus discos, foi o jeito que ele arrumou de ficar seguro e ele faria qualquer coisa para manter isso.

Não sabemos muito sobre o passado de Steven antes do apocalipse começar. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Erik Jensen: Eu tive uma conversa adorável com Scott Gimple quando ele ligou para me parabenizar sobre o papel do Steven, conversamos sobre música e eu tinha uma pergunta importante para ele sobre que tipo de música eu estava ouvindo e era Junior Kimbrough, de quem eu virei um grande fã desde então, um cantor de blues incrível. Você pode ouvir uma parte da música dele tocando em uma cena com a Beth no meu escritório. Então não, eu só tive conversas com Scott Gimple e então eu, os diretores e os cineastas montamos tudo no set de filmagem.

Seu personagem desenvolveu uma relação de amizade com Beth quando ela chegou no Hospital. Ela o ajudava com os pacientes e o fazia companhia. Sabemos que Beth era uma pessoa muito forte, porém doce e ainda muito ingênua. Como você definiria o sentimento de Steven por Beth? E como foi trabalhar com Emily Kinney no desenvolvimento dos personagens?

Erik Jensen: Bom, Emily Kinney, como vocês sabem, é uma cantora incrível. Nós passamos a maior parte do nosso tempo na sala verde, conversando sobre música, sobre o que ela gosta na música, das bandas que eu gosto, eu anotei as bandas que ela gosta, conversamos sobre nossos violões… então construímos uma relação baseada nisso. Eu tenho uma filha, então da perspectiva do Steven eu a olhava como uma filha, o que torna o que o Steven fez muito pior [risos], mas é como eu a olhava e eu gosto muito da Emily, ela é uma ótima pessoa.

Steven era o único médico no Hospital, e ele propositalmente instrui Beth a dar a medicação errada para Trevitt – um paciente estável e que também era médico – causando a morte do homem. Sabemos que ele fez isso porque temia não mais ser útil para Dawn e acabar sendo expulso ou morto. Steven tirou vantagem da ingenuidade de Beth para não levantar suspeitas do real motivo de suas ações?

Erik Jensen: Ser o único médico do hospital e instruir Beth a dar o medicamento errado, foi uma coisa horrível de se fazer e acho que o truque do personagem foi para que você pudesse confiar nele no começo do episódio e assim você não esperar que ele fizesse o que fez. Foi o que eu, os diretores e os cineastas tentamos fazer todos juntos… espero que isso responda sua pergunta.

Depois da morte de Beth, Rick oferece acolhimento àqueles que quisessem se juntas ao seu grupo, mas Steven escolhe permanecer. Por que você acha que ele tomou essa decisão?

Erik Jensen: Eu acho que o Steven tem medo do que existe no mundo lá fora, algo como ficar quieto no seu canto. Eu acho que ele diz no programa “pessoas como nós não sobrevivemos lá fora” e eu acho que ele acredita firmemente nisso, acho que nada poderia ter tirado ele daquele hospital.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e como Steven iria se comportar após a morte de Dawn, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir?

Erik Jensen: Bem, isso seria legal, mas veja bem… Eu tive uma oportunidade de estar em The Walking Dead, de trabalhar com o melhor pessoal que existe no show business, você não entra nesse programa como um assistente pessoal, ou assistente de diretor, ou um chef [risos], ou um figurante… Se você é sortudo o suficiente por fazer alguns episódios como eu… Você só entra nesse programa se você é o melhor naquela determinada área, sabe? E eu apenas amei trabalhar com aquela equipe. Na verdade eu me senti inspirado depois de interpretar o Steven, me senti inspirado com a positividade que tinha no set, nunca senti algo parecido com isso antes. Eu fiquei tão inspirado pela direção do Scott Gimple, que era o showrunner na época, que decidi que era hora de eu mesmo atuar como diretor. Eu e minha esposa dirigimos um filme independente com um orçamento inferior a 1 milhão de dólares, também fizemos uma peça de teatro sobre o Lester Bangs, eu fiz o Lester Bangs e ela dirigiu. A atenção que eu recebi de The Walking Dead me trouxe oportunidades em programas como Mr. Robot, e agora estou fazendo “For Life”, sabe? O programa espera um certo profissionalismo e que façamos jus a ele, então foi uma honra apenas tentar fazer isso em The Walking Dead. É um dos melhores programas na televisão, eu era um fã antes de fazer parte dele… Então é isso!

Como você acha que Steven morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dele?

Erik Jensen: Como eu acho que o Steven morreu? Eu acho que ele morreu porque ele teve que voltar e ouvir mais um disco.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Erik Jensen: Se eu me lembro do meu primeiro dia no set? Sim eu me lembro, eu estava muito nervoso, mas sabe, as vezes atuar é basicamente andar, se mover, ficar parado, falar [risos], então eu tentava essas coisas e fui deixando de ficar nervoso. E tinham pessoas maravilhosas lá como Tyler James Williams, Emily Kinney, Scott Gimple estava por lá… Outras pessoas legais também como alguns produtores. Todos que estavam lá eram legais, foi como me juntar a uma família funcional.

Se eu me lembro do meu último dia no set dando adeus… Foi um dia triste porque eu acho que foi o dia que a Beth morreu, a personagem da Emily Kinney. Foi difícil estar por lá nessa hora, é difícil quando um programa dá adeus a um personagem. Mas ao contrário disso, eu consegui ver um velho amigo aquele dia, eu sou amigo do Chad Coleman por muitos anos, ele esteve em algo que eu escrevi chamado “The Exonerated”, muitos anos atrás, então consegui ver velhos amigos… Mas sempre estamos nos encontrando, sabe? Atores nunca morrem, eles só desaparecem [risos].

Se Steven tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Erik Jensen: [Risos] Qualquer oportunidade de trabalhar com alguém como… Vou listar pessoas que eu gosto no programa: Chad Coleman, mesmo ele não estando no programa enquanto meu personagem estava vivo, eu acho. Larry Gilliard, Andrew obviamente, Norman… Quero dizer, escolha qualquer um. Melissa, eu trabalhei com ela por um tempinho, eu empurrei ela na cadeira de rodas. Mas além disso eu também consegui trabalhar com um herói da direção para mim, um cara chamado Ernest Dickerson, quero dizer, eu não poderia estar mais feliz pela experiência, foi ótimo.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Erik Jensen: Eu certamente escolheria o personagem que fiz em Mr. Robot, o cara careca com um talk show [risos], só que eu acho que ele não sobreviveria mais do que um episódio, mas eu adoraria ver esse personagem em The Walking Dead.

Atualmente você está interpretado Dez O’Reilly, na série For Life. Como tem sido trabalhar nesse projeto? E, eu sei que você não pode dar spoilers e nem queremos, mas o que você pode nos contar do que podemos esperar tanto do seu personagem como da 2ª temporada?

Erik Jensen: Eu estou fazendo um programa novo agora chamado “For Life” na ABC, estou muito orgulhoso disso, estou trabalhando com atores do nível de The Walking Dead, um cara chamado Nicholas Pinnock que é um ator genial, ator de teatro, filmes, ele se tornou um grande amigo meu. Me encontrei no meio de mais um programa onde me sinto em família e não a trabalho. Agora está difícil, estamos passando por um momento difícil, porque estamos tendo que filmar durante a quarentena e tem todas essas regras novas sobre Covid e essas coisas, mas estamos seguindo as ordens e todos estão sã e salvos, queremos que isso continue. Temos coisas empolgantes sobre o programa, a atuação é incrível, eu trabalho com pessoas como Tim Busfield e alguns diretores incríveis também, então me sinto bastante sortudo em estar em “For Life” na ABC, espero que vocês vejam!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Erik Jensen: Falando sobre a pandemia e projetos adiados… Minha esposa e eu também somos escritores, diretores e produtores e temos uma peça de teatro chamada “Coal Country” que criamos com o cantor e compositor Steve Earle, que também é um ator. É sobre uma explosão que ocorreu nos Estados Unidos há uma década, 29 homens foram mortos e decidimos fazer uma peça de teatro com música sobre, então entrevistamos sobreviventes da explosão e seus familiares, fomos com o Steve e ele fez as músicas, adaptamos as palavras e fizemos essa peça. Acabou de estrear e as famílias foram ver, eles aprovaram e se sentiram vistos e então veio a pandemia e esse show que empregamos 7 dos nossos amigos de repente foi encerrado e eu fiquei sem emprego. Mas sabe, não deixamos isso nos afetar, decidimos fazer outro show sobre o que aconteceu com a gente, a fim de entendermos tudo isso, então escrevemos um show chamado “The Line”, onde entrevistamos médicos na linha de frente de Nova York, contando sobre a experiência deles em março, quando o pior da pandemia aconteceu. Escrevemos e Aimee Mann fez a composição musical da peça, eu tive a oportunidade de trabalhar com uma das minhas heroínas na música, dois deles em um ano… Mas, sabe, tudo isso para entendermos o Covid e honrar nossos primeiros representantes. A peça estreou ao vivo online alguns meses atrás e cinquenta mil pessoas assistiram, o que não é grande coisa para televisão, mas é para o teatro, teria que ocupar uma boa parte do ano para abrigar toda aquela gente dentro do teatro. Então foi isso o que aconteceu, alguns projetos foram cancelados, muitos dos meus amigos estão sem trabalho agora, sou muito sortudo por estar fazendo “For Life”, o meu novo programa, e tem interesse de outros programas para fazermos mais coisas. Então vamos apenas continuar e esperar que tenha uma vacina logo e todos podermos voltar ao trabalho e não estar passando por um momento difícil.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Erik Jensen: Aqui está o que eu sei sobre os fãs brasileiros de The Walking Dead: eles são uns dos fãs mais apaixonados do universo. Muitos fãs brasileiros me acolhem ainda e eu não sei porque [risos], mas eu aprendi muito sobre o país maravilhoso de vocês e as pessoas do Brasil, sou especificamente interessado na música, sendo um nerd da música que sou, então tenho a intenção de aprender mais sobre isso nos próximos anos. Quero que todos os fãs de The Walking Dead fiquem a salvo, eu rezo para que vocês fiquem bem e saudáveis durante esse momento difícil. Espero ver todos vocês pessoalmente logo, espero que tenha uma vacina para todos nós logo para que todos possam seguir com suas vidas juntos em um mundo pacífico. Paz! Se cuidem e obrigado por me receberem.

REDES SOCIAIS DO ERIK:

– Twitter: @erikjensen123

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Ann Mahoney (Olivia)

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[EXCLUSIVO] Hal Cumpston fala sobre The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreou neste mês e nós conversamos com o ator Hal Cumpston (Silas) para descobrir mais sobre a série.

Rafael Façanha

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Hal Cumpston como Silas Plaskett em imagem promocional da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

To access the interview with Hal Cumpston in english, click here.

The Walking Dead: World Beyond estreou no começo deste mês, depois de ter tido seu lançamento adiado por conta da pandemia de COVID-19.

A série expande o universo de The Walking Dead mergulhando em uma nova mitologia e história que segue a primeira geração criada em uma civilização sobrevivente do mundo pós-apocalíptico. Duas irmãs, juntamente com dois amigos, deixam um lugar de segurança e conforto para bravos perigos, conhecidos e desconhecidos, vivos e mortos-vivos em uma importante busca. Perseguido por aqueles que desejam protegê-los e aqueles que desejam prejudicá-los, um conto de crescimento e transformação se desenrola em terrenos perigosos, desafiando tudo o que sabem sobre o mundo, sobre eles mesmos e uns sobre os outros. Alguns se tornarão heróis. Alguns se tornarão vilões. Mas todos eles encontrarão as verdades que procuram.

O The Walking Dead BR conversou com o ator Hal Cumpston, intérprete de Silas Plaskett em World Beyond, para saber o que podemos esperar tanto de seu personagem quanto da 1ª temporada da série. Hal nos contou sobre seus primeiros dias de gravações, sobre seu episódio favorito da primeira temporada, sobre seu trabalho em Bilched e muito mais.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Hal Cumpston:

Bem-vindo a família The Walking Dead! Para começar, nos conte como surgiu essa oportunidade e como foi o seu teste de audição para entrar em World Beyond. Você se sentiu um pouco intimidado por ingressar em uma franquia tão consolidada?

Hal Cumpston: Para encurtar a história, fui enviado para a audição como um teste para minha empresa de gestão nos Estados Unidos para ver se eles queriam me contratar. Por motivos óbvios, tentei fazer uma audição incrível. Felizmente, fui contratado pela agência e acabei conseguindo a audição. Como era minha primeira audição nos Estados Unidos, eu estava um pouco nervoso, mas mais do que tudo, muito animado.

Silas aparenta carregar um passado traumático e ser solitário. E não sabemos exatamente se os rumores sobre o seu passado são verdadeiros. Como foi pra você compor a personalidade de um personagem assim? Quais foram suas inspirações?

Hal Cumpston: O personagem está bem longe [de se parecer] com o que eu sou na vida real, mas foi um grande desafio a ser superado. Não havia uma ciência exata para isso [compor o personagem], era mais uma questão de conversar com os criadores da série e ler os roteiros. Eu senti que rapidamente entendi como interpretar Silas.

Seu personagem tem uma das armas mais icônicas do universo The Walking Dead, estando facilmente no mesmo patamar da crossbow do Daryl e da katana da Michonne. Mal podemos esperar para vê-la em ação matando muitos empties. Qual a história por trás da escolha dessa arma? E você deu um nome para ela?

Hal Cumpston: Não há nenhuma história maluca de origem além da conexão óbvia com o fato de Silas ser um zelador. Ao dizer isso, não tenho certeza do uso que essa grande chave inglesa teria além de matar zumbis.

Você pode nos contar como foram seus primeiros dias no set de World Beyond? Você lembra de algum momento divertido das gravações para compartilhar conosco?

Hal Cumpston: Os primeiros dias foram como um borrão total. Eu não sabia realmente o que estava fazendo e fiquei surpreso por ter conseguido chegar a tal posição. O elenco teve uma ótima sessão de improvisação para se conhecerem. Eu me diverti mexendo no set durante as filmagens. Me lembro de uma sexta-feira à noite, [quando estávamos] gravando o episódio três em um telhado, [eu fiquei] jogando conversa fora com Nicolas [Cantu, intérprete de Elton] por horas.

The Walking Dead completa 10 anos no ar em Outubro, os fãs já viram diversas histórias e personagens ao longo das temporadas. O que você acha que World Beyond pode oferecer de diferente?

Hal Cumpston: É uma grande mistura de elenco e equipe experientes em peso no Universo The Walking Dead. Com nossa incrível equipe, podemos contar novas histórias de uma parte diferente do mesmo mundo que tantos fãs gostaram. O show é incrível, basta assistir e ver.

Apesar de seu perfil tímido e um tanto introvertido, Silas toma a corajosa decisão de se juntar aos colegas de Campus Colony na missão de explorar o mundo dos mortos. Quais características do personagem te chamam mais atenção? O que ele espera da missão na qual entrou junto com seus amigos?

Hal Cumpston: Ele não tem nenhum pingo de malícia em seu corpo. É um recurso fantástico como ator que, em cada cena, ele não se sinta confortável e esteja constantemente em estado de tensão. Ele está preso em uma rotina dentro da comunidade. Mesmo que o mundo exterior seja um pesadelo pós-apocalíptico, sua vida dentro da comunidade está longe de ser melhor do que isso.

O universo de The Walking Dead aborda diversas visões dos personagens sobre os mortos-vivos. Alguns aceitam e entendem o perigo e outros demonstram muita dificuldade em lidar com o que o mundo se tornou. Você pode nos contar um pouco sobre a visão de Silas do apocalipse? O que ele pensa e como se sente com relação aos zumbis?

Hal Cumpston: É difícil responder a esta pergunta sem dar spoilers do desenvolvimento do personagem.

Ao passar para o outro lado dos muros de Campus Colony, os quatro adolescentes podem estar caminhando em direção aos seus maiores medos e inseguranças. De que maneiras você acha que essa jornada mudará quem eles são? Você acha que eles podem perder a inocência?

Hal Cumpston: Não tenho certeza se eles compreenderam que estão dando passos no sentido de deixar qualquer senso de inocência infantil que ainda conservavam. A jornada desafia completamente quem eles pensavam que eram dentro dos muros de Campus Colony.

Qual é o seu episódio favorito da 1ª temporada de World Beyond? Por quê?

Hal Cumpston: Do meu ponto de vista, eu diria que filmar o episódio oito foi uma experiência muito legal. Ficou ótimo e é um ótimo estudo de personagem de Silas.

Qual personagem de World Beyond você acha que é o mais preparado para sobreviver ao apocalipse? E qual seria o menos preparado? Por quê?

Hal Cumpston: Os mais preparados com certeza são Huck e Felix devido à sua experiência e idade, enquanto os menos preparados podem ser todos os quatro adolescentes, pois todos eles estão um tanto despreparados para sobreviver em comparação com os adultos. Devido à sua idade (Nicholas Cantu, me desculpe), mas vou ter que dizer que é o Elton.

Quão diferente e desafiador foi para você – tanto pessoalmente como profissionalmente – mudar-se da Australia para os EUA para gravar a série? Estou lembrando agora do seu vídeo acordando de madrugada para participar da Comic-Con. Foi muito engraçado!

Hal Cumpston: Sim, foi desafiador, mas provavelmente foi melhor estar em um ambiente onde aprendi muito e progredi massivamente em minha carreira. Feliz e estranhamente, o sotaque não era muito problemático. No futuro, tentarei convencer alguns amigos a me visitarem, para amenizar a saudade de estar longe de minha vida normal na Austrália.

O que você gostaria de ver Silas fazendo que não teve a oportunidade de fazer nesta primeira temporada? E por falar em futuro… Existe alguma previsão para o início das gravações da 2ª temporada? Qual o status da produção atualmente?

Hal Cumpston: Não posso dizer quando ocorrerá a produção da segunda temporada, mas acredito que seja em breve. Há uma longa lista de desenvolvimentos que eu gostaria de ver na história de Silas. Será um momento emocionante, pois ele evoluiu muito ao longo da primeira temporada. Mal posso esperar para ter muitas cenas de ação!

Não tivemos a oportunidade de assistir a Bilched, mas ficamos muito felizes em ver que seu primeiro trabalho foi bem recebido e lhe rendeu um prêmio no Chelsea Film Festival. E percebemos pelos trailers que você também fez um incrível trabalho de atuação. Você pode nos contar um pouco sobre como foi todo o seu trabalho no filme e por quê você decidiu explorar algo mais adolescente e cultural? E escrever roteiros é algo que você pensa em fazer novamente no futuro?

Hal Cumpston: Bilched é a razão pela qual minha carreira de ator aconteceu. Foi minha passagem para fora de uma vida de mediocridade. Surpreendentemente, [a série] foi bem recebida e esperamos que esteja disponível em uma plataforma de streaming em breve. [Bilched] surgiu porque eu queria escrever meu próprio filme depois de consumir tantos filmes adolescentes engraçados enquanto crescia. Escrever e fazer filmes é uma grande parte da minha vida, e espero ter uma longa lista de filmes algum dia. Por enquanto, espero filmar meu segundo longa, um de maior apelo, no final das filmagens da segunda temporada [de World Beyond].

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, incluindo a estreia de World Beyond que era pra ter acontecido em abril. Como a pandemia te afetou? Além de World Beyond, algum outro projeto seu que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Hal Cumpston: Nenhum projeto que eu tinha foi adiado. No entanto, tenho projetos a serem lançados em breve e estou muito empolgado por fazer parte disso. Eu me cuido através da escrita, o que eu espero que signifique tornar um ano super improdutivo em um sucesso para o futuro.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos no universo The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho já chegou de alguma maneira até você através das redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Hal Cumpston: Vocês podem me encontrar no Instagram como @halcumpston. Tenho muitos fãs brasileiros entrando em contato comigo, apesar de não ter muitos seguidores. Costumo me conectar com eles por causa do meu time favorito [de futebol], o Arsenal, que ostenta uma grande lista dos melhores jogadores do Brasil.

REDES SOCIAIS DO HAL:

– Instagram: @hal_cumpston

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Legenda: Thalia Tormes

ENTREVISTA ANTERIOR:

[EXCLUSIVO] Alexa Mansour fala sobre The Walking Dead: World Beyond

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