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The Walking Dead S09E11: 5 coisas que você pode ter perdido em “Bounty”

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo primeiro episódio, S09E11 – “Bounty”, da nona temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Depois do acalorado clima construído em Omega, o episódio dessa semana veio para cavar ainda mais fundo no que concerne o desenvolvimento da liderança dos Sussurradores. Já que a trama constrói dois pontos bastantes contrastantes: de um lado a tensão envolvida na negociação estabelecida entre os novos antagonistas e Hilltop e do outro uma divertida busca por uma lâmpada de projeção para o cinema da feira no Reino.

O clima de terror se destacou muito bem e a direção somada a um roteiro bastante consistente resultou em cenas memoráveis. É o caso da cena do milharal envolvendo Connie. Porquanto, o mais surpreendente é pensar que a personagem surda vive exatamente essa mesma tensão em todos os momentos de sua vida desde que o apocalipse zumbi começou.

Entre idas e vindas na hibridização de terror e leveza você pode ter deixado de prestar atenção em alguns momentos do episódio. Então que tal dar uma olhada nas cinco coisas que você pode ter perdido em “Bounty“? Confira:

1. Apenas sobreviva de alguma forma

The Walking Dead tem gostado muito de criar elo entre os personagens e seus passados nesse nono ano. Inclusive, rotineiramente temos visto os heróis rebuscarem momentos vividos em temporadas anteriores para se entenderem no presente. E é nessa ideia que Enid, ao se engajar para tentar convencer Henry de cooperar com a negociação estabelecida por Alpha e salvar a vida de Alden, lembra de como ela se sentiu quando ficou órfã em meio ao caos zumbi. Nesse momento ela retrata especificamente o segundo episódio da sexta temporada, JSS, que é um acrónimo para “Just Survive Somehow” (Apenas sobreviva de alguma forma).

É interessante notar que ao relembrar o passado e especificamente a frase, Enid também estabelece uma relação com o que Carl lhe disse em sua carta de despedida “[…] apenas sobreviver não é viver”. E mais do que isso. A situação é totalmente oportuna para Lydia, já que ela foi incluída pela mãe desde a primeira infância a um modo de vida que leva em consideração apenas os instintos mais primários humanos. E isso se afasta totalmente daquilo que é viver – na visão de Carl e agora da médica de Hilltop.

2. O paralelo com o Governador

Outra das coisas que a série gosta muito de fazer é reutilizar momentos chaves para explorar novos desfechos. Ficou evidente nessa semana, por exemplo, o paralelo criado entre a negociação de Alpha com Daryl ao ter dois reféns de Hilltop nos portões da comunidade com o momento em que o Governador tem Michonne e Hershel rendidos em frente à prisão.

Apesar da semelhança, no entanto, das cenas, cabe salientar que diferentemente do Governador, Alpha não foi uma vilã nos portões de Hilltop. Por mais que seja mesquinha e tenha uma visão de sobrevivência totalmente deturpada, em momento nenhum ela parece estar interessada em derrubar os muros do local. Ela propõe uma negociação simples: sua filha em troca de Luke e Alden.  Alpha não se importa com o que há dentro dos portões e nem com o fato de uma mulher desconhecida salvar a vida do bebê abandonado por eles. Ao final da troca, Alpha e seus seguidores vão embora demonstrando nenhuma intenção em retornar. O problema é que nossos heróis parecem estar buscando a vilania dela, diga-se de passagem, especificamente Henry.

3. Novas referências no tic tac do relógio

Diz o ditado “Se um relógio aparecer em The Walking Dead, existe uma referência em tela”. E de fato, os relógios vêm sendo utilizados desde muito tempo para trazer pequenas citações de roteiro que não são tão fundamentais, mas que no fim querem dizer alguma coisa.

É o caso da cena inicial do episódio dessa semana, em que Ezekiel, Carol e Jerry esperam por Jesus e Tara em um ponto específico. Entre o descontraído papo com seu guarda real, o Rei olha em seu relógio que marca o horário de 9h11. Uma pequena referência ao nono ano da série e ao episódio que estávamos assistindo no momento, já que Bounty foi o décimo primeiro da temporada.

Outro paralelo específico é que os relógios são um mau presságio para quem os observa. São os casos de Beth, Tyresse e Denise, todos eles, em algum momento, tiveram um momento encarando as horas correrem antes de suas mortes se concretizarem. Será que a cena quer dizer que a majestade está em perigo?

4. O abusador e o abusado

Desde Omega a trama parece querer criar um elo entre Alpha e Carol. De um lado, uma mulher egocêntrica e com o perfil de abusadora (em nível físico e psicológico) e de outro uma mulher que a partir de experiências de abuso se constituiu em uma das sobreviventes mais fortes e adaptáveis do apocalipse.

Agora, em Bounty, a trama justamente se subdividiu entre as duas. Enquanto uma buscava seu objeto de abuso nos portões de Hilltop, a outra vivia plenamente em seus anos de liberdade que o apocalipse lhe proporcionou. É justamente essa a comparação que o enredo tem tentado construir: o como a catástrofe zumbi de um lado pôde libertar uma mulher das mãos de um abusador ao mesmo passo que impulsionou outra a se tornar a mesma figura monstruosa. Será que isso significa um confronto mais a frente entre ambas?

5. O mundo é nosso por direito

Rick pode estar ausente da série, mas sua presença se não é física é moral. No inicio do episódio, na cena de flashback que traz Tara e Jesus dando a Ezekiel a unidade do Estatuto que Michonne esteve desenvolvendo, pudemos notar uma frase bastante conhecida pelos fãs ao final do documento. Ela usa no terceiro artigo da carta normativa a frase “O mundo é nosso por direito”. Essa frase, além de soar muito bem aos ouvidos de quem quer encontrar seu local no mundo, é creditada a Rick, já que ele discursa sobre ela no inicio do oitavo ano ao tentar unir as comunidades contra Negan.

E é engraçado que ao ser firmemente inspirada pelo que Rick quis construir nos últimos tempos de sua estádia com as comunidades, o Estatuto seja evitado por Michonne e quem esteja com seu poder sejam Ezekiel e Carol. Basicamente, a carta normativa foi construída com base nos princípios morais pregados pelo xerife e aparentemente algo fez com que sua mulher esquecesse de tudo isso. É como se Michonne simplesmente tivesse enrolado quem Rick foi e deixado de lado, pegando pó, prosseguindo para uma ideologia própria e oposta a dele.

Você percebeu algo além das cinco coisas acima? Deixe abaixo nos comentários para que a gente também possa saber.

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