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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #47 – Danai Gurira, Austin Nichols e Nathan Fillion

Jessica Storrer

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Nós vimos o exato momento em que Richonne virou realidade. Todos os desejos das mídias digitais viraram realidade. As pessoas estão chorando nas ruas, e nós estamos felizes, há alegria. Os apoiadores de Richonne vão gritar de cima dos prédios assim que eles acordarem do desmaio.

Os convidados da noite foram a estrela de “Castle”, Nathan Fillion, a única e exclusiva, Michonne, Danai Gurira, e o próprio Spencer, Austin Nichols.

Chris Hardwick: Eu estava meio que esperando ver Rick e Daryl pulando pela janela do General Lee, e Eugene de shorts curtos estilo Daisy Duke. Nós conhecemos um estranho bem curioso chamado Jesus, Spencer está finalmente se despedindo de Deanna. Nossa conversa sobre o programa de hoje está apenas começando. Este ficará conhecido como o episódio do ‘apocalipse e chill’. Quanto tempo passou desde os episódios anteriores?

Danai Gurira: Passaram-se dois meses. Eles se ajeitaram, eles conseguiram achar algo próximo de uma normalidade. Eles foram capazes de se ajeitarem com coisas um pouco mais mundanas, coisas que nós raramente os vemos fazendo. Então sim, faz um tempinho.

Chris: Isso é algo que as pessoas comentam e que queriam que acontecesse já há algum tempo. E finalmente aconteceu. Então por que você acha que este foi o momento em que a amizade cresceu?

Danai: Esses são dois personagens que não vão se apaixonar até que finalmente aconteça, eles não anteciparam isso. Tinha que ser no momento certo. Este episódio foi o momento certo porque eles tiveram tempo para serem humanos, para viverem aquelas coisas e detalhes do dia-a-dia que você sente falta quando perde. Então eles conseguiram sossegar e atingir certa domesticidade. E as pessoas ficam falando ‘Mas ela mora na casa? Na primeira cena?’, ela sempre morou naquela casa. Ela estava no quarto do andar de baixo e eles no quarto do andar de cima.

Chris: Agora haverá um quarto extra. Eles meio que já estão vivendo como uma família.

Danai: Sim, estão. Eu acho que o fato de perceber que havia algo mais ali do que apenas amizade… tinha que ser no momento certo. Eu acho que este episódio leva Michonne para vários momentos que a deixam mais vulnerável emocionalmente. Para ela, essa é uma muralha específica, acho que Deanna estava falando isso pra ela no episódio 8, ‘O que você quer?’. E ela diz, sabe, num cenário geral, que ela quer que todos fiquem bem, que quer cuidar da comunidade, cuidar das pessoas. E é isso que ela faz. Mas Deanna estava indo mais fundo, e isso abalou Michonne, já que ela não se permitia ter esse tipo de desejo. A ideia… de onde ela vem, todo o trauma que ela passou, e como ela foi capaz de achar uma nova família, uma comunidade, e fazer funcionar de uma maneira até melhor do que ela fazia antes, tudo que aconteceu já é suficiente para ela. Então, a ideia de que havia algo a mais por trás desta última muralha, eu acho que era algo que ela não queria lidar. Então, ver Deanna neste episódio, quando ela segue Spencer pra fora das muralhas e encontrando ela, e sendo lembrada disso, eu acho que é uma coisa que abala muito ela, a faz se abrir um pouquinho mais. E é claro, aquele momento com Carl, percebendo que ela é tão amada, aceita, e isso abriu mais um pouquinho o coração dela. E eu acho que as balas de menta abriram o coração dela mais um pouco também.

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Chris: Então, era um pacote de balas de menta no seu bolso.

Danai: Foi um amor, sabe. Ele não achou a pasta de dentes, mas as balas de menta.

Chris: E nenhum de vocês comeu uma das balas de menta antes de se pegarem.

Danai: Eu pensei nisso. E eu tenho certeza que Michonne deve ter feito alguma mistura caseira com fermento para quando a situação fica mais difícil.

Chris: Eu estou até surpreso por não terem tantas cenas de gente se pegando no programa, é uma folga deste mundo terrível. Percebe-se que é a primeira vez que vemos na série, especialmente depois do último episódio, que eles tiram um momento para respirar e pensar ‘O que mais eu quero neste momento além de sobreviver?’

Danai: Sim, e tenha em mente que Rick está bem diferente, algo que Michonne gosta e respeita nele. Ele está numa situação na qual ele acolhe todo mundo, ele finalmente está escutando e recebendo pessoas, e isso é algo que ela está tentado fazê-lo fazer há um tempo. Ele queria sempre manter o povo de Alexandria por fora, e ela perguntava o porquê, tentando envolve-los, vamos receber todo mundo. E ele está chegando lá. Uma mulher sempre quer ver um homem se transformando.

Chris: Também é bem legal porque ele não teve que agir tipo ‘Eu estava quase começando a sair com essa garota, mas aí eu tive que cortar o braço dela. Vamos nos pegar. O marido dela era um idiota. Mas não se preocupe’. Você esteve lá o tempo todo, vocês cresceram juntos. Tudo faz sentido. Nathan, você esperava isso?

Nathan Fillion: Se eu previa isso? Não. Quando eu vi, a primeira coisa que eu pensei foi ‘Nossa, todas que dormem com Rick acabam morrendo’, sabe? Então a princípio eu fiquei com medo, sinceramente, de verdade.

Danai: Que romântico!

Nathan: Mas, para ser honesto, eu pensei que fazia muito sentido, porque Michonne é alguém que ele pode acreditar que vai continuar viva. Essas pessoas são muito frágeis.

Chris: Eles são o casal dos mais poderosos. E eles se comunicam tão bem um com o outro. Você tinha alguma ideia de que isso ia acontecer? Ou foi uma surpresa?

Danai: Foi uma surpresa esperada. Eu sentia isso no enredo, mas não era algo… sabe, Gimple guardou pra si, ele tem criado isso no decorrer de algumas temporadas, eu conseguia sentir isso se construindo, foi uma surpresa esperada. Mas foi muito legal ver acontecer quando aconteceu. Achei que o momento foi perfeito.

Chris: Você acha que isso vai mudar a dinâmica do grupo?

Nathan: Sim, de primeira as pessoas vão ficar falando ‘O queeeeeeee?’. Acho que vai acontecer um daqueles momentos em que Rick fica super protetor e vai impedir Michonne de fazer alguma coisa, e Michonne vai falar ‘Não, você não fez isso.’

Chris: E Rick vai ficar falando ‘Desculpe querida, desculpe’.

Greg Nicotero, Scott Gimple - Talking Dead _ Season 6, Episode 1 - Photo Credit: Jordin Althaus/AMC

• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.

– Walker do Pescoço de Queijo Suíço
– Walker do Sim, nós temos munição
– Os walkers unidos
– A walker Deanna
“Deanna, obrigada por dar esperança a este mundo. E por ajudar Michonne a perceber o que ela sempre quis… Rick.”

“Este é um grande episódio em diferentes aspectos. Eu lembro de ler o roteiro e foi estranho porque Danai ficava dizendo ‘Você já leu?’, e eu dizia que sim, que estava na metade e que estava ótimo. E ela disse ‘Eu acho que você devia terminar de ler’. E então eu terminei de ler e fiquei muito surpreso! Minha mãe vai ficar tão animada! Foi um ótimo episódio de se gravar. Nós fizemos a cena, do beijo com Danai, e então eu disse ‘É muito mais legal trabalhar com você do que com o Norman’ [Risos].”Andrew Lincoln.

Chris: O set de filmagem é fechado quando vocês estão filmando uma cena íntima?

Danai: Fechado no estilo The Walking Dead. Você entra lá e tem oito operadores de câmera, e o cara do microfone e os diretores assistentes. Foi esse tipo de set fechado.

Chris: Mas num seriado deste tipo, onde pessoas estão trazendo sua alma em quase todos os episódios.

Danai: É como uma família. Nós nos tornamos mais família ainda neste dia.

Chris: Como vocês se prepararam para a cena quando descobriram?

Danai: Nós pensamos muito nisso, discutimos bastante, e nós não ensaiamos, decidimos deixar o beijo para quando as câmeras estivessem rolando. E quando aconteceu, na primeira tomada, foi… vou usar as palavras de Andy ‘Foi natural’. E realmente deu pra sentir que foi a progressão natural de onde nossos personagens deveriam estar. É isso que você busca como artista.

Chris: Todos estão pensando, imaginando… parem de ser tão mente suja!

Danai: Como artista você sempre busca esse lugar orgânico, quando seu personagem acaba em um lugar que parece ser o certo para ele, eles vivem em você. Então parecia que ali era o ligar certo para eles. Faz sentido. Eles finalmente veem um ao outro desta maneira, mesmo sendo óbvio que isso era algo que estava acontecendo entre eles, mas eles não percebiam isso até que aconteceu, o que ainda bem que aconteceu ao mesmo tempo.

Chris: Eu acho que é ótimo saber, como fã do programa, que o primeiro beijo deles foi o primeiro beijo de vocês. Qual foi sua reação quando eles saíram da cama, pelados, e prontos pra lutar, Nathan?

Nathan: Eu faria o mesmo. Você não?

Chris: Eu não sei, porque eles estavam na sala de estar, e Carl estava ali? Rick dizendo ‘Carl, cubra seu olho!’ Tipo, como se ele não soubesse.

Nathan: Eu já fiz isso. Eu tenho um taco de beisebol do lado da cama. Você houve alguém arrombando sua casa, você não vai se preocupar em vestir as calças.

Chris: O que eu adorei, na verdade, e isso foi bem sutil, que o Rick meio que se veste, e Michonne não, ela está pronta pra luta.

Danai: Não sei, Rick se veste?

Chris: Eu achei que ele meio que tentou se vestir. Ele parecia mais encabulado, e você já estava pronta pra matar alguém.

Danai: Isso era o instinto deles. Eles vão pensar nisso depois. Eles querem saber quem é esse cara. Como ele conseguia chegar tão longe dentro de nossa estadia sem a gente perceber? Eu não sei nem se eles estão acordados direito, mas seus corpos estão prontos pra fazer o que tem que ser feito, que seria acabar com esse cara, se for preciso. Sabe, a gente ainda não matou ele, deixamos ele vivo. Ele ainda está vivo.

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Chris: Pode-se dizer que a experiência deles foi tão boa que eles viram Jesus. Que foi o que aconteceu, literalmente.

Nathan: Eu gostaria de salientar que nós chamamos ele de Jesus voador. Porque ele voou pelo telhado.

Danai: Isso que foi estranho, porque ele passou por tantos obstáculos. Por isso que ele passou por nós. A ideia de ele ter ido parar no quarto… esses dois sendo os controladores que são, então foi bem assustador, é óbvio que eles iam pegar suas armas.

Chris: Tem uma placa fora de Alexandria agora que diz ‘Piedade para os perdidos, vingança para os saqueadores.” O que você acha disso?

Nathan: Eu acho que eles tiveram uma reunião na cidade e ela disse ‘Beleza pessoal, então, nós acabamos de levar um pau. Então… o que vocês acham de colocarmos uma placa?’, e as pessoas sugerindo ideias. E eles bolaram algo sucinto e honesto. E eu acho que todos na cidade estão prontos, pensando ‘Se alguém vier, nós acabamos com eles’.

Danai: A parte engraçada é que tem um pouco de esperança ali. Para nós, os sobreviventes que sobreviveram isso tudo, tem esperança na ideia de que estamos dispostos a mostrar misericórdia, a ideia de que Rick agora está disposto a receber pessoas…

Chris: Isso, por que o nome é ‘A Zona Segura de Alexandria’.

Nathan: Mas, se você for um saqueador, tem um pequeno adendo ali.

Danai: O povo de Alexandria aprendeu a lição, porque eles estão lutando por seu lar.

Nathan: Leia as entrelinhas.

Chris: Eu acho que ter algo tão simples quanto um mantra da cidade significa que eles são uma comunidade, eles estão formulando sua comunidade. Eu acho que Alexandria está na direção certa, e depois do último episódio, foi uma maneira maravilhosa de terminar este episódio. Eu assisto cada episódio esperando coisas horríveis acontecerem. Eu precisava de um tempo. Como você interpretou o que aconteceu entre Carl e Enid, Nathan?

Nathan: Sabe, são duas crianças do apocalipse, e eles estão tendo experiências completamente diferentes. Enid, pobre garota, ela esteve entre pessoas que não eram sobreviventes. Eles não eram práticos, foram golpeados, ‘Não, não, mesmo com você gritando, deixa a gente tentar dar partida aqui no carro’, sabe? Eles morreram num estalar de dedos. Enquanto Carl. Ele se transformou, em comparação com o início de tudo, lembra do ‘Cadê o Carl?’. Você não pode contar que esse cara não vai sair andando por aí… até o Carl de hoje, que, se alguém me dissesse ‘A gente vai se dividir. Nathan, você vai com o Carl’. Eu não acharia ruim.

Chris: Ele é o John Connor deste mundo. E agora vamos receber o próprio Spencer, Austin Nichols. É um prazer tê-lo aqui, e você não morreu, o que é bom. Obrigado por não ter morrido e mesmo assim ter vindo ao programa.

Austin Nichols: Eu ainda estou vivo. Estou muito animado por ainda estar vivo.

Chris: Como você se preparou com Tovah, para a cena da Deanna zumbi?

Austin: Tovah é incrível. Ela vem do teatro, e ela gosta de ensaiar bastante. Eu amo ensaiar com ela, mas ela vinha no meu quarto no hotel, ela me ligava no meio da noite, uma vez ela me ligou no Facetime no meio da noite, vinha bater no meu trailer. A gente estava sempre ensaiando, era fantástico. Às vezes a gente ia para o set mais cedo ensaiar, sem o diretor. Mas neste dia, que a gente tinha que filmar essa cena, eu tive que me esforçar pra ficar longe dela, porque eu não queria ver o rosto dela, eu estava tentando proteger pelo menos uma tomada. Eu estava tentando me economizar para ter aquela tomada em que eu a via pela primeira vez, então eu pedia pros assistentes de produção manter ela longe de mim. Eu ia pra floresta com meus fones de ouvido. Eu ficava meio que vagueando por lá… e aí eu escuto alguém falando ‘Ei, me desculpe, Austin, Tovah quer ensaiar’ [Risos]. Então eu fechei os olhos e fui ensaiar, de verdade, a gente ensaiou e eu de olhos fechados, sem olhar pra ela. E nós conseguimos uma ótima tomada quando eu a vi pela primeira vez.

Chris: O que passou pela cabeça de Spencer assim que ele vê ela?

Austin: Sabe, uma das coisas mais interessantes sobre isso, e os diretores fizeram um trabalho fantástico, é fenomenal o que eles fizeram com Carl. Carl a vê na floresta e guia ele até nós, e acontece essa linda recordação do que ele teve que passar na prisão com sua mãe, quando ele estava ajudando no nascimento de sua irmãzinha. E o fato dele ter a visão e a ideia de fazer isso, para que ele pudesse trazê-la para mim, e então ele desaparece na floresta e não espera algum reconhecimento. Sabe, que herói. Incrível.

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Chris: Porque você acha que Michonne fez tanta questão de segui-lo até a floresta?

Danai: Bom, ele é da família. Ele é parte desta família de Alexandria, eu acho que ela tem se envolvido muito em cuidar de Carl e trabalhando para que tudo volte a ficar estabilizado, especialmente no que o envolve, e acredito que quando ela vê ele saindo com a pá, é algo que chama a atenção dela, mas que também faz ela perceber que ela não está cuidando de todo mundo da maneira que ela gostaria, especialmente dele, Spencer, porque ele é o filho de Deanna, e ela gostava muito dela, alguém que ela respeitava muito, e ela quer honrá-la, e sabe, ele é um cara legal, ela quer ter certeza de que ele está bem. É o que ela faz.

Austin: Por favor!

Chris: Spencer praticamente diz ‘Você não pode me ajudar’, e ela acaba ajudando ele do mesmo jeito. Você acha que ele se sentiu agradecido?

Austin: Eu acho que Spencer queria fazer aquilo sozinho. Ele não queria ajuda, não queria ninguém ali com ele, sabe, era uma coisa que ele tinha que fazer sozinho. E no fim, eu acho que ele percebe que ele precisava sim dela ali, ele queria ela ali com ele. Mas ali na hora, quando ele pede pra ela sair, eu acho que ele está sendo totalmente sincero, é apenas depois que ele percebe que toda sua família se foi, e é isso que me restou, eu preciso destas pessoas!

Chris: Nathan, o que você acha do lugar de Spencer no grupo? O que você quer ver acontecer no futuro?

Nathan: Sabe, como eu disse antes, essas pessoas são frágeis, eles meio que tiveram uma versão mais confortável disso tudo, durante o apocalipse, eles tinham aquele ímã de zumbis gigante ali na pedreira, que na verdade era uma bomba-relógio como todos nós sabemos. E agora o grupo de Alexandria está passando por coisas pelas quais o nosso grupo já tem passado há algum tempo. Tem pessoas ruins lá fora, tem muitos zumbis lá fora, existe uma realidade que as pessoas de Alexandria estão agora reconhecendo, e eu acredito que, por outro lado, Spencer vai sair mais forte desta experiência.

• Um fã por telefone foi escolhido para fazer uma pergunta aos convidados. A pergunta foi dirigida a Austin Nichols: “Qual foi a cena de ação mais memorável que você fez em The Walking Dead?” (Christopher).

Austin: Fácil! Foi aquela cena do gancho fixante, da igreja! Eu fiquei pendurado naquele cordão o dia todo. Tinha esse equipamento incrível que amassa seu corpo e corta toda a circulação das suas pernas – e de outras partes. Foi incrível. Às vezes eles soltavam o cordão de segurança e eu ficava dependendo da minha própria força por alguns momentos, e algumas horas depois meus braços estavam cansados, meu corpo estava cansado, dando câimbras. E Andy Lincoln está lá em cima no muro, olhando pra mim o dia todo, me dando olhares de aprovação, sorrisos e piscadinhas. O cara mais incrível do mundo. E eu pensava ‘Isso é demais, isso é muito legal’. Eu nunca vou esquecer, foi incrível.

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Tom Payne, que interpreta Jesus, é o mais recente britânico a entrar para o elenco. Na realidade ele cresceu na mesma cidade de Andrew Lincoln: Bath, Inglaterra.
– Essa foi a primeira vez que Kari Skogland dirigiu um episódio de The Walking Dead. No entanto, ele já está acostumada com os walkers, pois dirigiu dois episódios de Fear the Walking Dead.
– Andrew Lincoln e Norman Reedus assistiram ‘Dois Homens e Um Destino’ em preparação para este episódio. A equipe brincou, dizendo que ‘Bill e Ted – Uma Aventura Fantástica’ seria uma referência melhor para suas palhaçadas.

A Yvette Nicole Brown representando a reação de quase toda a audiência de The Walking Dead após o episódio de ontem! HAHAHAHA

Publicado por Walking Dead Brasil em Segunda, 22 de fevereiro de 2016


Chris: Essa foi a fã de The Walking Dead, e querida amiga, Yvette Nicole Brown, que vai ficar super feliz em saber que nós tínhamos colocado câmeras de vigilância na casa dela, para conseguir gravar esse momento em específico.

• Uma pessoa da audiência foi escolhida para perguntar algo. A própria Yvette faz a pergunta, direcionada a Danai.

Yvette: Eu estou tão feliz, eu queria começar dizendo isso. A ideia de Richonne começou aqui neste palco, três anos atrás. Eu e Norman Reedus estávamos sentados neste sofá e o Andrew Lincoln te deu uma olhada de cima a baixo, Danai, e aí começou. Então, Danai, o que eu quero saber é: O que você tem a dizer para todos os apoiadores de Richonne, que finalmente tiveram seus sonhos realizados esta noite?

Danai: Por favor, parem de me importunar com isso [Risos], sabe, eu estou feliz pelos apoiadores, e estou feliz que eu não vou mais ser pressionada pra falar sobre isso acontecendo ou não. Porque isso sempre acontecia.

Yvette: Eu fiquei muito feliz e acho que você lidou muito bem com o beijo.

Chris: E a reação dos fãs tem sido inteiramente positiva, quanto à esse episódio inteiro.

Danai: Sabe, é bem emocionante ver os fãs respondendo positivamente com relação à algo bom que aconteceu no programa. E isso é muito legal. Tem sido interessante com o passar dos anos como se foi construindo todo um dilema em torno disso. Eu e Andrew não fazíamos uma entrevista ou painel em que isso não fosse perguntado. E eu até entendo. É claro, eu interpreto este personagem, então eu podia sentir que havia uma certa conexão entre eles, que eles mesmos enxergavam apenas como amizade. Eu entendia isso, mas eu sempre pensava ‘Sabe, eles são amigos, não queria pressionar meu chefe.’

Yvette: Eu iria ficar pressionando o Scott.

Danai: E ele falava que também queria isso, sabe. Mas a ideia de que fez sentido é muito legal. Fez sentido. Foi uma progressão orgânica destes dois personagens. E eu acho que isso foi muito bem planejado pelo Sr. Gimple.

• O presente para Yvette foi uma embalagem de balas de menta.

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Chris: Austin, o que você achou de Carl dizer pra Michonne ‘Eu faria isso por você’?

Austin: Quando eu assisti o episódio, a cena de Danai com Chandler encheu meus olhos de lágrimas. Sabe, quando eu li o roteiro, eu vi tudo isso, mas não me afetou até o momento que eu assisti o episódio, foi ali que eu percebi que Spencer agora tem essa grande conexão com Carl, porque eles passaram por coisas bem parecidas. E foi ali que eu senti que Spencer estava fazendo mais parte do grupo, sabe, mais conectado com eles. Porque sabe, ele não teve que passar por essas experiências, eu estava sendo protegido por tanto tempo atrás dos muros, sabe… foi bem triste.

Nathan: O Spencer juntou os pontos de que Carl fez aquilo por ele?

Austin: Boa pergunta. Eu não posso dizer o que vai acontecer nos próximos episódios.

Nathan: Eu espero que sim.

Chris: Nathan, o que você achou desta cena entre Michonne e Carl? O que aquilo representou para você?

Nathan: Sabe, eu acho que já tornou-se um costume de todo mundo de tratar Carl como uma criança, porque ele foi a criança do grupo por um bom tempo. Mas aquele cara não é mais uma criança, ele é só um dos mais jovem do grupo. Ele é um homem, ele está fazendo coisas de adulto. Ele está botando a mão na massa, e é hora das pessoas começarem a tratar ele como tal. Ele está tomando boas decisões.

Chris: E Chandler fez um trabalho fantástico no episódio de hoje. Danai, como foi pra você ver o Chandler crescendo durante esses anos?

Danai: Eu falo que ele é o mais maduro no set. Ele é um jovem incrível, o Chandler. Ele é esperto, doce, amoroso, ele é incrível quando as câmeras estão filmando, ele sabe exatamente o que fazer. Eu amo trabalhar com ele. Tem sempre essa grande conexão que a gente consegue achar facilmente quando trabalho com ele. A conexão entre estes dois personagens é algo emocionante de se trabalhar. Eu me lembro da primeira vez, acho que no começo da quarta temporada, quando a voz dele engrossou, e nós estávamos passando o texto, e ele falou, sua primeira fala era ‘Pai?’, e ele falou com aquela voz mais grossa e todos ficaram surpresos, a gente teve que se ajustar com relação a isso. É incrível ver alguém crescer na sua frente, e passa rápido.

Chris: Eu lembro de uma Comic Con, uns três ou quatro anos atrás, e foi a primeira vez dele em um painel, e alguém perguntou pra ele qual arma ele escolheria, e na época ele tinha 11 ou 12 anos, e ele disse, de uma forma bem séria e madura ‘Eu usaria um lança-chamas com uma Bayonetta acoplada’, e todos ficaram surpresos pensando que essa era uma escolha muito boa! Ele era o cara mais esperto do evento.

ENTREVISTA COM A PRODUÇÃO:

Monty L. Simons: Hoje é um daqueles dias em que a gente está trabalhando com dublês do jeito mais antigo e tradicional. Coloquei um dos dublês em cima do caminhão, e eles dirigem até certa marca e pisam no freio e ele sai voando no colchão de proteção. É divertido. Dublagem tradicional.

Tony Vittorioso: Assim que eu começava a correr, eu sentia a lombada, eu pulava no ar, e quando eu estava prestes a cair, eu virava o corpo sobre meu ombro. Tudo deu certo.

Kari Skogland: Quando você trabalha com dublês de ação, e eu já trabalhei bastante com isso, segurança é sempre o principal. Há muita preparação pra gente ter certeza de que tudo será seguro.

Monty L. Simons: Existem várias coisas ao mesmo tempo. Um cara que praticamente segurando-se no teto. Andy está dirigindo, ele tem que atingir sua marca. Ele não podia frear antes, o dublê não cairia nos colchões, sabe, se ele fosse muito rápido, sabe-se Deus onde Tony aterrissaria. No fim tudo deu certo, Andrew fez um ótimo trabalho, e Tony voou pelo ar do jeito que a gente queria que ele voasse.

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Chris: Nathan, o que você acha? Você confia em Jesus? No personagem.

Nathan: Primeiramente eu acho que a gente devia o chamar de Jesus voador. Ele é meio que um Robin Hood. Ele não estava com uma arma. Ele não está machucando ninguém, matando ninguém. Ele está fazendo o que todos estão fazendo, a diferença é que ele tem uma visão mais positiva, mas maravilhosa da vida. E ele é limpinho.

Chris: Nossa pesquisa mostra que 70% dos votantes não confia nele! Sabe, acho que é porque fomos traídos tantas vezes na série, se alguém chegar e falar que só está ali pra ajudar todos vão achar que ele é um assassino.

Nathan: Não o Jesus voador, ele não machucou ninguém.

Chris: Ele não machucou ninguém ainda.

Danai: Ele interrompeu momentos íntimos.

Chris: Sim, ele interrompeu. Tom Payne interpreta Jesus, como foi aquela primeira cena com ele?

Danai: Por sorte viramos amigos antes de fazer a cena. Eu dizia que não acreditava que aquela era a primeira vez que a gente estava trabalhando juntos, e no fim daquele dia ele disse ‘Te vejo amanhã, na cama’. Foi bem preciso. [Risos].

Chris: Nathan o que você acha sobre Daryl e Rick discordando em falar ou não pra Jesus sobre a existência de Alexandria?

Nathan: É interessante que o Daryl mudou totalmente. Ele teve algumas experiências. Ele esteve com os caras do Negan, ele esteve em algumas situações nas quais ele não gosta da maneira como as coisas estão indo. Agora ele está com alguns problemas em confiar nos outros.

Chris: E Rick parece ser a pessoa que está meio que virando a casaca, tipo ‘Hey! Esse cara parece gente boa!’ Como fã, um dos momentos mais estressantes deste episódio para mim foi… às vezes eu tenho que lembrar que eu não estou assistindo um documentário, às vezes eu até penso ‘O que eles vão fazer pra achar comida?’, aí eu lembro que é um seriado e sei que eles vão dar um jeito. Mas assistir o caminhão afundar no lago…

Austin: Na verdade é uma das minhas cenas favoritas, porque no começo eles estão bem no estilo ‘Dois Homens e Um Destino’, e então, quando eles estão perseguindo ele naquele campo, eles parecem aqueles policiais atrapalhados, foi muito engraçado. E uma coisa que eu preciso comentar é sobre aquela primeira cena do episódio em que Rick está mexendo no cinto, e eu adoro isso, porque ele deu uma engordadinha, ele está mais relaxado por uma série de motivos, dois meses de… [Risos]. De paz em Alexandria.

Nathan: Eu conclui o contrário. Eles estão mais magros porque eles não têm comida o suficiente.

Austin: Eu discordo totalmente. Ele engordou, está se divertindo, ele está ficando preguiçoso.

Chris: Eu acho que a lição aprendida com o caminhão entrando no lago foi… eles não precisavam ter perseguido Jesus daquele jeito, mas eles pensaram ‘Uhu, vamos sair correndo em círculos ali no campo’. Eles deram uma de caipira ali, aí os zumbis apareceram e tal. Mas Rick não pareceu se incomodar com tudo aquilo, o que me surpreendeu. Parece que ele pensava ‘Fazer o que, era só um caminhão cheio de comida’. Você ficou surpreso com o gosto musical de Rick?

Nathan: Não mesmo! Desapontado, sim. Surpreso, não.

Chris: Gimple nos mandou um e-mail e disse que as músicas que eles escolheram, não apenas meio que representavam as coisas acontecendo em cena, mas também, que aquela música especificamente, aquela rockabilly que eles tocam foi meio que usado para atrair os walkers. Eles não escolherem aleatoriamente, existem razões específicas do porque as coisas acontecem. E o nome da música era ‘Action Packed’.

Chris: Teve aquela cena no final que pareceu algo do tipo ‘Essa foi um péssima ideia, vamos fazer de novo’. Você acha que eles estão ficando descuidados?

Danai: Não, eu acho que eles estão tentando prover para a comunidade, e eu acho que isso é o que eles precisam fazer e é isso que se esperaria que eles fizessem. Eu amo esses dois neste episódio, o jeito que Daryl falava de Jesus e querendo por ele na árvore. E a fala dele foi hilária. E teve o ‘Essa é minha arma’, logo depois de ter levado um tiro. É refrescante assistir esse tipo de coisa.

• Ao término do programa foi mostrado um sneak peek do episódio do próximo domingo:

Chris: Aqueles tomates vão crescer? O que você acha que está acontecendo ali, Nathan?

Nathan: Eu não sei. Quem é aquele? E Austin não quer me ajudar.

Chris: Ele não pode dizer nada. Isso é tão doido, vocês sabem de coisas que milhões de pessoas querem saber.

Danai: Eu estou tão feliz por este episódio ter sido exibido. Saber de Richonne e sempre ter gente me perguntando sobre isso particularmente, eu estou tão feliz.

Chris: Todos sabem agora.

Danai: Estou feliz por você, Yvette.

Chris: Vocês podem nos dizer algo que com certeza vai acontecer no próximo episódio?

Danai: A música tema de The Walking Dead.

Austin: Chegando ao fim da temporada as coisas vão ficar loucas. Assim como aconteceu na segunda metade da primeira temporada. Com todos que eu converso, sempre que eu mando mensagens ou e-mails para o elenco e tal, eles sempre falam isso. A coisa vai ficar cada vez mais tensa.

Danai: Eu acho que eles estão entrando em situações que eles nunca tiveram experimentado. É com certeza um território novo. É um novo mundo no qual eles estão entrando, então isso com certeza é algo a se levar em conta.

Austin: É muito difícil não dizer as coisas. Você precisa tomar muito cuidado.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Lauren Cohan (Maggie), Kid Cudi (cantor e rapper americano) e um convidado surpresa do elenco

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Talking Dead Brasil #39 – Kevin Smith, Paul Bettany e Katelyn Nacon

Talking Dead Brasil #38 – Scott M. Gimple, Greg Nicotero e Ethan Embry

Talking Dead Brasil #37 – Especial da 6ª temporada com Scott M. Gimple e Jorge García

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

Publicado há

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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