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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #39 – Kevin Smith, Paul Bettany e Katelyn Nacon

Sabrina Picolli

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O Talking Dead desta semana contou com os convidados Kevin Smith (Comic Book Men), Paul Bettany (o Visão, da franquia Os Vingadores) e Katelyn Nacon, a Enid de The Walking Dead, para conversar a respeito do segundo episódio da sexta temporada de The Walking Dead, JSS. Foi um episódio de perder o fôlego, carregado de ação do começo ao fim. Aparentemente, o que mais chocou durante o episódio foi ver Carol disfarçada de um dos Lobos. Vimos Carol tomar conta da “matilha”, enquanto Morgan os fazia fugir com o rabinho entre as pernas. Será que os veremos novamente nesta temporada, ou será que a mega-horda walker irá invadir este antigo santuário antes disso?

CHRIS HARDWICK: Eu sempre fui muito seu fã, e você participou no meu podcast e disse que adorava The Walking Dead e o Talking Dead, e eu disse “Por favor, venha!” – O que você está achando da nova temporada?

PAUL BETTANY: Eu acho que há algo para todos. Se você quer o horror, você tem muito horror, e é uma ideia bastante sofisticada. Ver Rick garantindo sua segurança e a segurança de seus entes queridos. Se você não fizer isso, isso significa que perdeu a sua humanidade, você está se tornando uma coisa da qual você está tentando salvar seus amigos. Eu acho que é um tema maduro, realmente, e brilhante.

CH: Qual sua reação ao ver Carol disfarçada?

KEVIN SMITH: Eu achei que o episódio da semana passada fosse ser um dos meus favoritos, aquele preto-e-branco, as hordas, o preto-e-branco, as hordas… Mas este episódio, disparado, não apenas é o meu epsisódio favorito sobre Alexandria, mas é facilmente um dos meus Top 4 episódios de The Walking Dead para mim e um dos Top 20 de toda a televisão, de todos os tempos. Você está olhando Carol olhar para aquela mulher fumando, e ela poderia simplesmente ir lá fora e lançar o inferno sobre eles. E de repente aaaaaahhh…. há toda a carnificina e o pânico. E o elenco secundário chega. No mundo de Carol, ela é a valentona e um cão de guarda dos infernos. Foi maravilhoso! Eu gostei tanto, mas tanto deste episódio! Foi a Jennifer Lynch que dirigiu o episódio, certo?

CH: Sim.

KS: Excelente, muito bem feito! É muito raro quando eles mostram tamanha carnificina contra pessoas pra quem você não está nem aí! (Risos)

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CH: Ah sim, tipo “olha ali… mata aquele cara!” (Risos) E já leva aquele ali também! Bate no rosto! (Risos) Houve um momento, nos primeiros minutos do episódio que eu pensei, este é o episódio mais lento, para construir personagens, está todo mundo longe de Alexandria e, como você disse – oh! E um monte de palavrões saíram da minha boca!

KS: Foi assim que assisti ao episódio.

CH: Você ficou surpreso quando Carol encontra o padre Gabriel e age como “ah, que seja, ele está bem”?

PB: Eu estou encantado com Carol. Eu a amo, é minha personagem favorita, e quando ela se disfarça daquela maneira eu fico assustadoramente encantado, como se fosse Lucrécia Bórgia! Ela não tem tempo para baboseiras, não vai parar para conversar com aquele cara!

CH: Sabe, a questão é que Carol tem este poder mutante, ela é uma mestre do disfarce, e está sendo colocada em uma situação que ela já esteve uma vez atrás da outra. Ela fez isso em Alexandria, ela faz isso aqui novamente… O que você acha, agora que o disfarce dela de doce dona-de-casa acabou indo para os ares?

KS: Eu acho que ela estava em compasso de espera. É o que mais amo em Carol, provavelmente a personagem de The Walking Dead que mais cresceu, se desenvolveu. Pense em como ela era antes, uma esposa abusada com uma filha, e agora ela está entre os melhores jogadores, provavelmente mais preparada do que o próprio Rick. Então, quando ela retira o capuz e sai para a matança, esta é a Carol típica. Eu não acho que não haja ninguém mais pela cidade que não saiba o quão corajosa ela é. Afinal estão todos mortos. (Risos) Ela não precisa se preocupar com o disfarce perdido, todos os que sabiam estão mortos, e ela mesma matou um deles! (Risos)

CH: Ela fez, mas… mas para ver o que realmente estava acontecendo na cabeça de Carol no final, quando ela tira os cigarros e você vê ela desabando um pouco. Mais cedo no episódio, ela vê o filho de Pete na escada e ela diz “sim, ele está morto, agora supere isso, enquanto eu faço uma torta”, ou coisa assim. (Risos)

KS: Mas o garoto estava tão feliz que ela não disse para ele olhar para as flores! (Risos)

CH: Você acha que – sabe, como um garoto como o Sam irá ficar neste mundo, tendo perdido o seu pai, apesar de seu pai tendo sido o monstro que ele foi?

PB: Eu acho que isso depende muito do seu ponto de referencia, certo? Se você é um garoto crescendo durante o apocalipse zumbi, você tem uma ideia do que seja o dano. Eu não tenho certeza do quão traumatizado ele ficará por aquilo. Eu acho que ele ainda é jovem e este é o mundo que ele conhece, mas Ron…

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• ENQUETE: Qual o seu disfarce favorito de Carol?
1. Membro dos Lobos – 68%
2. O poncho de Terminus – 18%
3. Dona-de-Casa exemplar – 14%

CH: Ela é praticamente a Mística de The Walking Dead, está sempre se transformando! Qual o seu preferido?

KS: Eu voto no dos Lobos, a Burqa da Morte! Ela se cobre com aquilo e está pronta para matar, achei excelente!

PB: As luvas de pegar panela no forno, aquilo me apavora! (Risos)

KS: Ninguém quer pensar na Carol como o tipo “Mãe”. Você pode ter uma jovem senhora, ou uma mulher solteira matando pessoas, mas esta é alguém que foi casada e mãe. Eu gosto disso. Quando minha mãe assiste The Walking Dead, ela se identifica com Carol, então eu fico feliz quando ela tem este momento dona-de-casa, e então tira o avental e mostra a guerreira.

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.
1. Walker de olhos esbugalhados;
2. Walker buzinador;
3. O cara em chamas em cima do muro e seu walker;
4. Pais de Enid;
5. Tartaruga;
6. Os lobos invasores;
7. Alguns desafortunados de Alexandria;
8. Sra. Neudermeyer;

“RIP, Sra. Neudermeyer. Acho que você não entendeu… aquela máquina de fazer macarrão.”

“A primeira vez que li aquela cena no script, onde ela ataca a mulher, eu estava empolgada. Finalmente ela se torna a mamãe urso e pensa ‘eu irei proteger meus filhos a todo custo’. E eu estava ficando ensanguentada pela primeira vez, e foi realmente interessante. Eu achei que fosse ter pesadelos! Eu estou sentada sobre esta mulher e estou enterrando uma lâmina de borracha no seu peito, e em sua cabeça. Foi realmente algo!!!”Alexandra Breckenridge

Em seguida, Chris Hardwick lê alguns tweets enviados por fãs: “Aparentemente, carol é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro.” / “Carol é o anjo da morte.” / “Não precisamos de Ricktatorship, precisamos de um Reino CAROLíngio.”

Paul, você ficou surpreso ao ver Jessie atacar a loba de uma maneira tão brutal, assim, do nada?

PB: Eu acho que no momento em que você tem filhos, você se dá por conta de que é capaz do maior amor que existe, e também de matar se necessário. No momento em que é necessário, se é capaz de um homicídio. Voce ama tanto os filhos, e mataria qualquer um que tentasse feri-los. Ela poderia ser uma proto-Carol!

CH: Seria muito assustador se ela virasse para Ron com aquela tesoura, toda ensanguentada e perguntasse “Vamos fazer agora esse corte de cabelo?” (Risos)

CH: Na temporada passada nós vimos que “os lobos não estavam longe”. Obviamente sabíamos que não seria algo bom…

KS: Da última vez que estive nesse show, isso lá pelo décimo onde o W aparecia, e não se podia falar muita coisa por ser spoiler mas você perguntava se poderiam ser os Lobos. E agora estamos na companhia deles! Agora estamos vendo eles atacar. Vimos um pocuo quando eles atacaram Morgan antes, mas agora estamos vendo eles invadindo Alexandria. Eu fiquei feliz por isso porque eu achei que quando tudo ficou calmo e estabelecido, Rick disse que tomaria conta de tudo e a senhora que cuidava da cidade concordou, eu não sabia qual seria o rumo que eles tomariam. E então o ataque dos lobos acendeu a fogueira nesta temporada para mim!

CH: Eu tento imaginar os motivos, se eles desejam anarquia…

KS: …Ou se é algum tipo de culto. Eles dizem “vocês não deveriam estar aqui”. Eu não acho que seja simplesmente um cara dizendo que aquela propriedade tem dono. Eu acho que ele quer dizer que pessoas ainda com sua sanidade mental intacta não deveriam existir mais. Parece um culto.

CH: E agora sabemos quem tocou a buzina que tocou no final do primeiro episódio e vimos que há uma espécie de lapso de tempo, mostrando o que estava acontecendo em Alexandria enquanto o outro grupo estava fora. Eles ouviram a buzina e vimos que era aquele caminhão o responsável por tudo. Você se deu por conta do que realmente era naquele momento?

PB: Não, eu não tinha ideia. E eu estava esperando muito que aquilo fosse explicado. Mas aí eles cortaram para a história da Enid, e isso foi uma escolha brilhante. E depois, bang! Direto para Alexandria, e não, eu não tinha ideia.

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CH: Vocês não acham que Enid pode ser um dos lobos? Eu tive esse pensamento tipo… por que ela estaria lá, e agora está indo embora quando eles estão chegando?

KS: Eu não acho. Eu gosto de JSS, ele explica tudo. Ela é uma sobrevivente absoluta. Eu não acho que ela seja parte dos Lobos. Acho que ela está sobrevivendo em um mundo pós-zumbis, que sabe sobre os lobos e já os viu. JSS – estas letras dizem muito. Eu gosto muito disso. Foi tão mortalmente introduzido, entende? The Walking Dead faz sempre um trabalho espetacular, nos pegando pela veia. No final, quando você lê aquele bilhete que diz “apenas sobreviva de alguma maneira” – eu vou usar aquilo como filosofia pessoal!! Vou tatuar aquilo! Aquilo não vale apenas para o apocalipse zumbi, mas para qualquer dia da nossa vida. Eu tiro o chapéu para os roteiristas.

CH: Enid precisava de algo – ela estava sozinha. Ela precisava de algum mantra para sobreviver.

KS: E eu achei que seria “apenas continue comendo tartarugas”. (Risos) Mas acho que JSS ficou bem. Eu me senti tão mal por aquela tartaruga, cara! Eu tenho uma, e foi… foi…

CH: Você viu 30 pessoas sendo massacradas em Alexandria…

KS: Eu sei, mas aquelas pessoas tiveram 3 segundos de tempo na tela! A tartaruga foi lenta! Ficou em frente às câmeras por tanto tempo, que eu estava investindo naquela história!!!

CH: Droga, pobre tartaruga! (risos)

“Sabe, eu realmente amo a personagem Enid. Eu acho que é sempre legal ter um personagem que seja apenas do show. Ela estava aqui na última temporada, e tivemos alguns vislumbres seus. Ela não estava em Alexandria há muito tempo, apareceu sozinha e realmente não tem uma família. Sabendo o que sabemos deste mundo, e o que vimos ao longo das ultimas cinco histórias, você sabe que há uma história ali também. Você sabe que ela passou por algo até chegar ali. Foi divertido pegar uma personagem como ela, que não é uma personagem central, e entender de onde ela veio, sentir quem ela é e o quanto lhe custou sobreviver.”Denise Huth

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• No terceiro quadro, Katelyn Nacon se junta aos demais convidados para conversar a respeito de sua personagem, Enid.

CH: É a sua primeira vez em um talk show?

KATELYN NACON: Sim.

CH: Seja bem vinda ao show, você foi fantástica!

KN: Obrigada!

CH: As pessoas estão completamente apaixonadas e intrigadas desde que viram você pela primeira vez. Qual foi a sua reação quando soube que seria você a interpretar Enid? O que você sabia quando entrou no show?

KN: Eu não sabia muita coisa, eu não assistia o show antes de fazer parte dele. Eu assisti um episódio quando tinha 11 anos, e vi o cavalo sendo atacado… e pensei que talvez fosse melhor não assistir (risos).

CH: Que idade você tinha quando fez o primeiro teste para o show?

KN: Uns quinze anos. Gente, isso foi há um ano, isso é muito doido… Quando eu descobri que fui escolhida para ser Enid eu chorei por uma hora inteira (Risos), foi o primeiro grande papel que me foi oferecido. Então foi algo louco, e eu estava absurdamente feliz!

CH: Você nasceu na Georgia, certo?

KN: Sim, eu sou da Georgia!

CH: E por favor, você pode confirmar para nós que nenhuma tartaruga foi ferida durante…

KN: Mas eu não comi uma tartaruga de verdade!

CH: E o que era então?

KN: O casco era de algo parecido com isopor, e eles colocavam carne de frango dentro, com esse molho que parece sangue. Vamos dizer que eu não consegui comer frango por algumas semanas depois daquilo. Foi ruim! Eu pensava na tartaruga! (Risos)

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CH: Por quanto tempo Enid estava sozinha depois de perder seus pais?

KN: Acho que uma semana ou algumas poucas semanas. Eu queria que tivesse sido uns três meses, pois então ela viraria uma daquelas coisas malvadas… Mas sim, ela deve ter passado umas duas semanas sozinhas, o suficiente para que ela pudesse entrar em contato com seus instintos de sobrevivência.

CH: Como você se conecta com isso? Digo, quando você está filmando, porque se você pensar que foi uma ou duas semanas, não demorou muito do momento em que ela estava naquele carro, sendo uma adolescente normal, até o momento de estraçalhar uma tartaruga e, basicamente, viver como um walker, quase como um animal.

KN: Era exatamente o que a Jennifer queria, que quando eu tivesse comendo a tartaruga que parecesse com o walker devorando os seus pais. Então você pode ver o contraste duro entre o começo, sendo apenas uma menina normal, para o momento em que ela entrou em modo de sobrevivência, apenas com instintos.

CH: Você pode falar mais sobre o JSS?

KN: Sim. Eu acho que era algo que os pais dela falavam bastante, mais por hábito, sem necessariamente querer dizer algo. Mas depois da morte deles, aquilo virou um lema para ela, tentando faze-la com que ela tentasse ficar viva.

CH: E é por isso que ela também nao confia em ninguém, certo?

KN: Sim Acho que isso é algo muito importante para ela, porque depois que os pais morreram, a maneira como isso a afetou emocionalmente, ela não quer que aconteca novamente. É uma de suas armas de sobrevivência, não deixar as pessoas se aproximarem e construir um muro ao seu redor.

CH: E por que ela diz que os lobos são apenas pessoas?

KN: Porque qualquer um de nós pode ser um lobo. Se você parar pra pensar, ou você já alcançou aquele ponto e está lá fora, ou você ainda não o alcançou aquele nível de insanidade. Mas acho que ela já viu tanta coisa ruim acontecendo lá fora que ela já entende que qualquer um pode se transformar em um lobo.

CH: E por que ela sente que precisa dizer adeus a Carl?

KN: Porque eu acho que ela não teve como dizer adeus aos seus pais.

CH: Oh, wow…

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KN: Então eu acho que ela tem alguma conexão com Carl, e acaba tendo esta oportunidade de dizer adeus a ele, oportunidade que ela nunca teve antes.

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Foi solicitado aos atores que interpretariam os Lobos para que fossem o mais grotescos possível. Fora das telas a maior preocupação era a de ver quem tinha o W maior na testa.
– A diretora Jen Lynch escolheu a dedo as armas específicas para cada invasor. Facas de açougueiro que sobraram de Terminus e as facas dos Claimers foram usadas para armar os Lobos.
– O ataque dos lobos aconteceu em tempo real, durando 45 minutos. Este foi o tempo exato que levou para a caçarola de Carol cozinhar.

• Um fã é escolhido na plateia para ir ao palco fazer uma pergunta aos convidados. A pergunta é para Kaitlyn: “Se você pudesse escolher apenas uma pessoa para salvar durante o apocalipse, quem você escolheria, Carl ou Ron?”

KN: Bem, eu acho que Carl consegue se defender. Eu provavelmente precisaria ajudar Ron um pouco com isso. (risos)

• O brinde por ter subido ao palco para fazer a pergunta foi uma mini máquina de fazer massa da sra. Niedermeyer…

CH: Quem você acha que estava mais apavorado, Dra. Denise ou Eugene?

KS: A Dra. Denise, toda a vida. Eu adoro aquela atriz, mas eu acho que ela foi simplesmente fenomenal. Ela estava bem mais assustada. Eu adorei o momento do meu amigo quando ele disse “você não quer ser uma covarde”, e eu entendi como um “você não quer começar a ser uma covarde”, aquilo foi um dos melhores momentos.

PB: O que me assusta é a possibilidade de haver um romance entre eles, e que tenham um filho – o pobre vai ser a criança mais ansiosa que já existiu! (Risos) E quando você nasce num apocalipse zumbi com dois pais nervosos…

CH: Eu imagino a criança dizendo a eles “Vocês podem simplesmente calar a boca e sentar? Está tudo bem!” (risos) Por que Enid tem todas as chaves de Alexandria?

KN: Ora, ela gosta de colecionar chaves! O que há de errado nisso?

CH: Mas pra quê?

KN: Eu acho que ela sabia que Alexandria não ia durar quando ela chegou lá. Ela precisava de todos os planos de fuga possíveis, e as chaves é apenas um deles

CH: O que você acha que seria necessário para ela se sentir em casa em algum lugar? Porque a sensação que eu tenho é a que ela nao consegue parar.

KN: Eu não sei se ela consegue. Tipo, ela, por um longo tempo, ficou somente com seus pais, e estar com seus pais era o seu lar. Então deveria ser um lugar onde ela pudesse se sentir como se sentia com seus pais, e isso será difícil, afinal ela não quer isso na vida dela.

• Um fã faz uma pergunta por telefone: “Quem venceria uma luta: Morgan ou Carol?”

KS: Eu voto em Carol, porque ela não seria boazinha tipo o Morgan, e seu “eu não vou matar ninguém”. Carol seria como o Justiceiro: “Eu vou matar todo mundo.”

CH: Tipo aquela cena dos Caçadores da Arca Perdida, onde Morgan vai “blipblipblip” e Carol simplesmente explode tudo. (Risos)

KN: Definitivamente Carol!

PB: Carol!

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CH: Morgan não quer matar ninguém. Paul, qual a melhor filosofia de vida para este mundo, a de Rick ou a de Morgan?

PB: Ah, eu tenho um sério conflito em relação a isso. Eu estou ao lado de Morgan. Sabe, Rick está se tornando aquilo que… ele está se tornando um ditador em estado de sítio. Eu gosto que Morgan ainda está tentando se manter comprometido com este mundo, não importa o quão ruim ele está ficando. Você tem que se comprometer, ou então estará isolado. Então, eu acho que estou com Morgan.

CH: Eu entendo. Temos conversado um tanto sobre como é difícil manter qualquer senso de humanidade até um certo ponto, e certamente parece que Rick ainda tem alguma, mas tudo está diferente para ele neste momento. E Morgan é o que eu acho que ele precisa. Teria Morgan mudado a sua maneira de ser quando ele “apaga” aquele lobo?

KS: Isso é o que eu me pergunto também, porque ele se desculpa…

CH: É o que eu acho. Ele disse “me desculpe”…

KS: Eu realmente não sei, mas vou ficar feliz se ele matou aquele lobo.

CH: Eu acho que ele acabou matando porque aquele cara não desistiria, e acaba sendo uma escolha de sobrevivência, a dele versus a do lobo.

• ENQUETE: Quem é o maior responsável pelo ataque dos Lobos?
1. Aaron – 92%
2. Morgan – 8%

KN: Depende. Quando eles encontraram a bolsa de Aaron com as fotos, antes ou depois de ter encontrado Morgan? Porque se foi depois, o Morgan é o culpado… Ele os levou!

KS: Eu acho que se esse for o caso, então Morgan tem culpa.

CH: Isso tem muito do que estávamos falando sobre a filosofia antes. Se ele não fosse um pacifista e tivesse matado aqueles caras, não teria havido problema… Porém 92% dos americanos acham que foi culpa do Aaron por ter perdido a bolsa com as fotos.

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• Mais perguntas de fãs, no último bloco do programa.

CH: Você acha que Enid tem sentimentos por Carl?

KN: Por que vocês querem saber a respeito do relacionamento deles? (Risos). Eu acho que sim, que ela sente algo por ele e por isso foi embora, pois ela sabe que o melhor é não sentir nada por ninguém. Isso a apavora enormemente, porque ela tem medo de passar denovo por tudo o que ela passou com os seus pais.

CH: E ter sentimentos por alguém pode ser, neste mundo, uma fraqueza.

KN: Sim.

CH: E quantas vezes Rick terá que dizer ao povo de Alexandria como as coisas funcionam agora???

KS: Eu acho que o que vimos hoje fala a eles mais do que qualquer palestra que Rick resolva fazer.

CH: E Deanna não tem estado nos seus melhores dias! (Risos) Se antes ela dizia que não queria armas dentro dos muros de Alexandria, agora ela simplesmente vai pro lado de fora e manda entrar (Risos)

• Ao final do programa foi divulgado o vencedor do concurso “Cosplayer da Semana”, bem como mostrado um sneak peek do próximo episódio de The Walking Dead.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Damon Lindelof (cocriador de Lost) e Yvette Nicole Brown (Community)

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #38 – Scott M. Gimple, Greg Nicotero e Ethan Embry

Talking Dead Brasil #37 – Especial da 6ª temporada com Scott M. Gimple e Jorge García

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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