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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #38 – Scott M. Gimple, Greg Nicotero e Ethan Embry

Sabrina Picolli

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Encerrando em grande estilo o verão americano, The Walking Dead retorna com força total em sua sexta temporada, com o episódio “First Time Again”, sendo seguido pelo talk show comandado por Chris Hardwick, “Talking Dead”, agora também sendo veiculado em outros países simultaneamente com os EUA, como o Reino Unido.

The Walking Dead voltou com seu maior, mais sangrento e assustador episódio, dentre muitos que já vimos – e isso significa um bocado! Há muito o que debater: quem afinal acionou a sirene, e de onde está vindo o som? Os convidados da noite foram o showrunner Scott M. Gimple e o diretor da season première, Greg Nicotero, além do homem que imaginou poder conspirar contra Rick e sair ileso – o intérprete de Carter, Ethan Embry, que se juntou aos demais em um segundo momento.

CHRIS HARDWICK: Este foi um episódio diferente de tudo o que vimos anteriormente. Houve muitos saltos no tempo, o que acabou sendo fenomenal, e foi muito legal fazer cenas em preto e branco. Como vocês chegaram a isso?

SCOTT M. GIMPLE: Sabe, olhando para o título, o episódio e como ele se remete tanto ao passado, toda essa grande operação e a carga emocional que o entremeou… eu estava tentando encontrar estes elementos e fazer com que eles se contrapusessem, em contraste. E estávamos conversando sobre isso mais cedo. Foi como “Quer saber? Preto e branco! Talvez preto e branco.”

GREG NICOTERO: Nós pensamos em dessaturar em um momento e supersaturar os dias atuais, mas depois nos pareceu um pouco “vívido” demais. E nosso mundo já se parece bastante morto. Então acabamos optando pelo preto-e-branco. E isso ajudou a manter a linha do tempo bem separada.

CH: Por que foi importante contar a história de uma maneira não linear?

SG: Eu acho que o melhor exemplo disso é basicamente o último – em The Walking Dead, uma das coisas que acho emocionante é que temos estes equipamentos gigantes, esta sinfonia elétrica, com pirotecnias e pessoas enlouquecendo. E então temos um set acústico, que está praticamente no meio do palco e as pessoas estão acendendo seus isqueiros. Aquela cena na varanda foi uma destas cenas acústicas, entre Rick e Morgan. E Morgan diz “Eu te conheço, e você não teria matado aquele cara”. E Rick tem uma revelação, tipo “Você sabe, aquele cara, ele iria morrer de qualquer maneira.”

CH: Certo.

SG: E… BOOM, nós mostramos aquilo, e colocamos aquilo no show, engrenamos aquela história e vemos os dois homens olhando um para o outro e sabendo exatamente o que se passa na cabeça do outro.

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CH: Aquele momento foi – aquele foi o momento em que Rick teve que relembrar sua humanidade, e eu realmente sinto que foi algo que Morgan… o papel de Morgan neste momento é o de Humanidade. Ele é a humanidade deixada para trás e você deveria se sentir mal quando mata alguém. Rick claramente não se sente mais mal com isso. E o que Rick fala a respeito de Carter é 100% verdadeiro.

SG: Sim.

CH: E somente mais tarde Morgan compreende.

SG: Mas ele disse aquilo com algum arrependimento. Ele estava hesitante quando falou aquilo. Mas Morgan é um símbolo daquilo que ele foi, e uma certa parte dele ainda está lá. E Morgan, eu também diria… Rick vai até ele, enquanto ele está se exercitando, e há algo contra o qual o próprio Morgan está lutando contra em si mesmo, há algo que Morgan está tendendo a se tornar. Não é uma batalha já vencida.

CH: Eu gostaria de falar do teor deste episódio, que você capta já nos primeiros quinze segundos. Você sente o quão grande ele é. Quais são alguns dos desafios em termos de efeitos especiais, efeitos pessoais e como você consegue trazer uma horda daquela escala para a tela?

GN: É fascinante para mim, pois meu histórico em efeitos especiais me permite visualizar as coisas muito facilmente. E meu trabalho, enquanto diretor, é comunicar isso ao diretor de fotografia e ao resto da equipe, e também aos atores. Então eu miniaturizarei tudo, cada tomada, e ele se torna o episódio como eu desejo desenrolar, como é a pedreira na minha mente, e como ela se transformou durante o episódio. E ficou muito parecida com o que eu imaginei, originalmente. Então, conhecer quando eu poderei usar walkers feitos com efeitos especiais, e quando usarei walkers de verdade, encontrar a locação… a pedreira que temos no episódio é provavelmente quatro vezes maior que a verdadeira pedreira, mas tínhamos aquelas imensas paredes de pedra, e toda a área que seria tomada por walkers. Então filmamos no limite real da pedreira, com todo o imenso equipamento tecnológico em uma rua, filmando de fora. Então, para mim foi um pouco daquilo que foi meu treinamento nos últimos 30 anos trabalhando com efeitos especiais.

CH: Quanto tempo levou para preparar tantos walkers? Qual o número total de walkers?

GN: Eu acho que éramos quase 1000 walkers. No nosso dia mais agitado foram 300.

CH: E estavam todos completamente maquiados?

GN: Todos completamente maquiados. Foi uma ideia que tive – eu acho que estava indo encontrar Scott para falar sobre o episódio, e eu estava dirigindo na freeway em Los Angeles. Eu pensei que poderíamos colocar um spray bronzeador em uma espécie de “equipamento móvel” e os walkers simplesmente passariam por eles, como uma linha de montagem de automóveis.

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SG: Ele é o Henry Ford dos walkers! (risos)

GN: Espere um pouco, nós temos um monte – quando estamos editando juntos o episódio e estamos olhando mais para o final, sempre se encontra uns dois caras lá no fundo que não tiveram protetor solar suficiente, e estão com o rosto rosa! Então temos uma cabeça rosada no meio do mar de walkers e temos que escurece-la. Então acabei aceitando o conselho, e nós terminamos tendo de 12 a 15 maquiadores, mais do que jamais tivemos no show. E em metade do tempo eles sequer deixaram o trailer. Eles chegavam às 4:30 da manhã e estavam ainda maquiando depois de horas. E quando eles terminavam, os zumbis que foram maquiados às 5 da manhã estavam retornando para limparem a maquiagem.

CH: Esse episódio respondeu a uma pergunta que eu não sabia se desejava saber a resposta: Como foi que Alexandria ficou protegida por tanto tempo? E agora que você vê como, isso faz todo o sentido.

• ENQUETE: QUEM VOCÊ ACHA QUE ESTÁ ACIONANDO A SIRENE?
– Os Lobos = 68%
– Ron = 20%
– Alguma outra ameaça = 2%

CH: O que vocês podem nos contar a respeito da sirene?

SG: (Risos)

GN: Sirene? Não temos uma – pula essa! (Risos) Tinha um carro andando pelo set quando filmamos, e ele começou a buzinar e nós não tivemos dinheiro para terminar a filmagem! (Risos)

SG: Boa, boa!! Sim, acabou a grana!

GN: Terminou o dinheiro e tivemos que deixar como ficou.

CH: Essa pessoa realmente lacrou a mão na buzina, se foi esse o caso.

GN: Estavam p da cara por estarmos filmando na rua deles!

CH: Há algo que vocês possam nos dizer, elaborar, ou ao menos dar uma pista?

SG: Bem, é algo ruim.

CH: Ah, ótimo. Está bem mais claro pra nós agora! (Risos) E, pelo resultado da pesquisa, todos acham que são os Lobos. Eu também acho que podem ser os Lobos!

GN: Lobos não podem buzinar? (Risos)

CH: Não, não literalmente!!!

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.
– Zumbi que passou apertadinho pela porta;
– Zumbi passando pela estrada;
– Zumbis mergulhando no penhasco;
– Zumbis da Pior Parada Do Mundo;
– Zumbis “quebre o vidro em caso de emergência” (mortos por Glenn e cia.);
– Carter;

“Sejamos francos, Carter: você ameaçou nosso mullet favorito. Você tinha que morrer.”

No início do segundo bloco, Chris Hardwick anuncia que Talking Dead, a partir de 2016, também acontecerá após cada episódio de Fear the Walking Dead. Também é mostrado um vídeo em que Michael Cudlitz entrevista seus colegas de elenco, mostrando o entusiasmo de todos com o retorno de The Walking Dead em sua sexta temporada.

CH: Estamos de volta com Greg e Scott. Vou ler aqui um comentário feito por Jared, no Twitter. Jared diz que ele está começando a não gostar de Morgan, por este ser a antítese perfeita de Rick. E outro fã comentou que Scott Gimple aparenta como quem passou um ano no mundo de “The Walking Dead”.

SG: Bem, Norman fez uma das coisas mais perturbadoras desta temporada. Ele pegou uma imagem de quando Rick estava fazendo o vídeo da entrevista, ele sentado lá, e minha cabeça colada no lugar da dele. Minha barba estava totalmente idêntica. Mesma barba. (Risos)

CH: Você vai ter que se barbear e voltar ao normal novamente, eu acho! Mas sabe, uma das coisas interessantes que senti no episódio desta noite foi quando você estava fazendo o flashback e há uma camada de separação entre o presente e o passado que foi, na verdade, algumas das coisas mais divertidas jamais ditas no show anteriormente. Tipo “eu fico feliz que seu cabelo tenha sobrevivido”, e o lance do “seu estilo de cabelo” foram ótimas. Por que isso???

SG: Bem, houve algo que Greg e Josh fizeram – e não foi alto tipo “oh, é hilário, que comédia!” Quando ele descobre Gene, ele diz aquele “Olá…”

CH: Quando eles estavam assistindo ao episódio no Madison Square Garden, o que eu fiquei sabendo é que havia 15 mil pessoas por lá, e isso é incrível, mas que também houve risadas genuínas.

GN: As pessoas estavam gargalhando naquele momento, o que foi maravilhoso, porque era para isso que estavam lá!

• Chris Hardwick se levanta e mostra para a câmera uma barrinha de proteína, onde lê-se “Barrinhas do Morgan”.

CH: Michonne pegou uma das barrinhas de proteína de Morgan naquele episódio em que ele estava enlouquecido (Clear), certo?

SG: Sim, mas havia aquele carpete onde lia-se “BEM-VINDO”, certo? Antes de mais nada! (risos)

GN: Aquele com todos os instrumentos pontiagudos logo abaixo?

GN: Claro, exato!!! (Risos) Mas em segundo lugar, sabe, algumas pessoas estavam apavoradas com aquilo – ela pegou a barrinha sim! Afinal, muitas coisas ruins estão acontecendo no mundo!(Risos) Deixe ela ao menos ter uma barrinha de proteína!!!

CH: Deixe ela pegar uma! (Risos) Mas de volta a Josh McDermitt, ele já nos mostrou uma tremenda quantidade de progressos, e é tão interessante vê-lo se importar com outros personagens mais do que com ele mesmo, o que é algo imenso para ele. O que estava motivando-o neste episódio?

GN: Olha, vou te dizer, é difícil. Toda vez que você o vê no set, pode ser a cena mais séria do mundo e ele consegue achar uma maneira de fazer todos rirem. Na verdade, eu tenho frases do elenco que coloco no meu celular, coisas que eles dizem e que são muito engraçadas. E eu cheguei até Josh após filmarmos aquela cena, e eu estava tentando ser realmente um bom diretor e fazer-lhe um elogio: “Cara, você faz parecer como se não estivesse fazendo esforço algum! Eu não sei como você consegue!” E ele: “Bem, é porque eu realmente não me esforço em nada!” Esta foi a resposta de Josh ao meu elogio! Ele é genuíno! Ele é absolutamente talentoso e divertido! E há duas coisas que Michael Cudlitz disse – e que estão também na minha lista – ele odeia pessoas que bebem café de copos que não tem nada de café dentro, e ele odeia carregar corpos falsos que não tem peso algum para ser carregado. Então no primeiro episódio, em que carregamos um corpo, ele disse: “É bom que seja pesado”. E lá fui eu anotar as coisas que Michael Cudlitz não gosta, e Josh captou tudo e fez a listinha!

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CH: Eu imagino que, enquanto diretor, você é meio que o paizão do grupo, certo?

GN: Sim.

CH: E eles precisam interagir com você neste nível, assim você consegue deles as melhores performances.

GN: Acho que há uma enorme confiança entre nós. Eu estou no show desde o primeiro dia. Mesmo com os efeitos de maquiagens, e estando envolvido na transformação dos atores através da maquiagem, sou ainda a primeira pessoa que eles veem no trailer no começo do dia e a última no final do dia. Tenho como parte de minha carreira angariar a confiança dos atores, então esses caras sabem que eu conheço o show, e eles sabem que Scott e eu somos basicamente a mesma pessoa. Ele está em LA e eu estou na Georgia. É assim que funcionamos.

CH: Você quer ser meu pai? (Risos)

• No quadro seguinte, Ethan Embry (Carter) junta-se aos convidados.

CH: Vocês podem ver que ele está bem!!

ETHAN EMBRY: Eu estava tentado em ir a alguma loja e ver se poderia me zumbificar para vir aqui!

CH: Ninguém jamais fez isso antes, vir zumbificado!!!

GN: De repente arrancar parte da sua bochecha

EE: Ou colocar aqueles olhos cinzas!

SG: Mas se acontecer, não comente!

CH: Não, você não pode! Você tem que agir como se tudo estivesse normal! Mas eu não sabia disso, você fez testes de elenco para The Walking Dead uma tonelada de vezes, não?

EE: Eu li o piloto. Eu li o primeiro episódio e me apaixonei. E acho que houve mais uns dois ou três personagens que eu tentei ao longo dos anos.

CH: Que foram…

EE: Eu não gosto de falar, porque senão todo mundo irá entrar naquelas de “universo paralelo”… (Risos)

CH: Ok, certo, certo.

EE: E seria tão diferente! Todos os atores que entraram para o elenco, eu jamais conseguiria interpretar seus personagens da mesma maneira. Seria uma experiência completamente diferente.

CH: Eles sobreviveram mais que um episódio?

EE: Sim.

CH: Scott disse “claro que foi a Rosita!” (Risos)

EE: Sim, foi a Rosita!! Boa piada!!

CH: Não ouça eles, Gimple!!!! E eu assisti você sendo divertido em “Grace and Frankie” e agora nisso. O que eles contaram a você a respeito de Carter antes de vocês iniciarem as filmagens?

EE: Tivemos uma conversa no telefone, que foi uma das mais legais de todos os tempo, porque sou um grande fã do show. Eu o assisto com amigos todos os domingos. Nós trazemos a comida, sentamos ao redor da mesa e gritamos CARL! (Risos) Mas isso não pode ser feito no show. Mas fazer aqui é quase tão bom quanto!

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CH: Sim, ainda conta!

EE: Bem. Tivemos uma conversa a respeito de quem era Carter, onde esteve, e o que o trouxe para o ponto em que todos os demais o conhecem.

SG: E nós queríamos encontrar alguém que, novamente, de volta aos universos alternativos, fosse o universo alternativo de Rick. Tipo, o que seria se ele estivesse sempre em Alexandria.

EE: E a ideia é que Carter fosse tão capaz quanto Rick, pois Rick experimentou todas estas coisas que aconteceram nos últimos… dois anos?

SG: Ele não deve mais ser específico a este respeito… (risos)

CH: Digo, este show é um grande experimento social a respeito do que o seu ambiente faz com você. E se você está trancafiado em Alexandria e então descobrimos o porquê. E você teve uma morte horrível!

EE: Foi horrível!

CH: Foi fenomenal, e valeu muito a pena por estar no show. Como foi a experiência de ter seu rosto dilacerado?

EE: Eu fui à sala de Greg e basicamente metade do meu rosto foi recoberto por prótese, com tubos correndo pela minha perna. Eu me lembro da primeira vez que tentei, o bombeador de sangue estava cheio demais e eu apliquei muita pressão, então a coisa ficou tipo Monty Python (Risos)…

GN: …e por cerca de 30 segundos!

EE: Eles gritaram “corta” e eu ainda estava lá, bombeando sangue! (Risos)

GN: Era um hidrante!!! Gino e Kevin e meus funcionários dos efeitos e maquiagem estavam lá, eu filmei tudo! Não tínhamos playback de vídeo, e então eu olhei pelo meu monitor e aquilo foi comédia por semanas!!! Era só o “hidrante”, e tivemos que limpar tudo depois, era sangue por tudo!

CH: Conte para nós sobre o walker que mordeu o rosto dele

GN: Isso foi algo incrível que Scott escreveu e captou bem o sentido!

SG: Ele ficou meio que dependurado nas arvores pelos intestinos, e acabou saindo de lá, vindo pelo local mais apertado de se passar. Neste momento ele se rasga ainda mais.

GN: Nós fizemos aparecer de corpo todo, tipo pele parecendo couro, e mesmo usando lentes de contatos especiais, parecendo que os olhos dele estavam revirados para trás. O truque foi filmar a maior parte daquela cena, tipo, no nosso primeiro dia dele de filmagem e deixamos o resto para outro dia. A gente queria pegar bem o momento da mordida e de todo o resto. Mas todos os atores que morrem falam o mesmo, que não é brincadeira, as coisas são muito organizadas.

CH: E eu percebi três coisas quando Rick o esfaqueia pela nuca. A primeira coisa: “Eu vou acabar com seu sofrimento”; número dois: “cale a boca!” E número três: “isso é por você me contestar no meio da reunião, quando estávamos na casa!”

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• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Fãs da HQ irão reconhecer Heath dos quadrinhos de The Walking Dead. O ator Corey Hawkins recentemente interpretou Dr. Dre no filme “Straight Outta Compton”.
– Sasha e Abraham usaram o carro previamente usado por Aaron em suas missões de recrutamento. No script, ele é descrito como o “Carro Incrivelmente Feio”.
– Andrew Lincoln diz que a sexta temporada será “Grande, corajosa e ambiciosa”. E Rick? “Ele não está levando desaforo pra casa”.

“Há uma cena entre Morgan e Carol, e essa realmente foi a primeira vez que ambos interagiram. Ela ainda está no seu personagem de dona de casa feliz, e ele diz algo que a faz ficar um pouco com o pé atrás. Ela está observando-o a observá-la, e ele está certo quando diz que ela é bastante observadora. Eu acho que ela irá prestar mais atenção nele. Ela está intrigada a respeito de onde ele veio, seus pontos de vista e agora também sendo cuidadosa pelo fato de ele estar observando-a. Então ela sabe que ele é inteligente. Ele estava louco quando foi encontrado pela primeira vez, e ele agora está muito zen e dando a todos uma segunda chance. Isso pode ser muito assustador pois, para algumas pessoas, uma segunda chance pode ser a última chance para você. Vamos descobrir se ele será uma ameaça ou não.”Melissa McBride

CH: Scott, o que significa o fato de Morgan conseguir enxergar através do disfarce de dona de casa de Carol?

SG: Eu acho que ele está operando em um nível bem diferente da ultima vez em que o vimos, claro. Mas ele está ligado às pessoas de uma maneira que talvez não acabem em morte. Há uma certa serenidade.

CH: Ele está usando A Força! (Risos)

SG: E ela flui!

CH: E o que você pode me falar sobre Abraham. Eu não vi aquilo acontecer – ele estava basicamente conversando como se fosse uma criança indo ao Sea World pela primeira vez!

SG: Sim!

CH: Que caminho é esse que ele está seguindo?

GN: Foi fascinante no final da temporada anterior concluir alguns momentos com Sasha e vê-los trocando de lugar. Digo, Abraham está em um momento em que Sasha estava no final da última temporada. Foi inconsequente, ele salta do carro, corre, pega a manta refletiva das árvores e tenta levar os walkers de volta à estrada. Foi irresponsável. Mas ele está quase perguntando à Sasha se ela ainda está devastada, porque agora quem está é ele. Mas ela diz que não, que ela está em paz com o seu destino, o que deixa Abraham no meio de um dilema.

CH: É bom ver Sasha de volta. Muitos destes personagens tem seu momento na hora em que morrem, aqueles momentos em que morrem por dentro e se eles conseguem sair daquilo, estão mais fortes. É bom vê-la de volta. Um dos grandes momentos do Madison Square Garden, pelo que fiquei sabendo, foi quando vocês tinham a arma apontada para Eugene e então a porta se abriu e era Rick. Foi algo tipo… “Oh!” Você acha que Carter puxaria mesmo o gatilho?

EE: Eu não sei sequer se ele sabia se iria puxar o gatilho ou não. Mas ele realmente não teve uma escolha. Eugene não iria embora. E se ele puxasse, provavelmente seria a primeira pessoa que ele mataria. Eu realmente não acho que ele tivesse a decisão já tomada.

• Um fã é convidado a vir ao palco fazer uma pergunta aos convidados. A pergunta é dirigida a Greg e Scott: O que significa aquele momento de Daryl e Rick, não concordando a respeito de não recrutar mais pessoas pra Alexandria?

SG: Esta foi uma das grandes coisas para Daryl na última temporada. Ele não estava muito à vontade em Alexandria. Ele não tinha uma função, e estava afastando as pessoas. Aaron pediu ajuda com aquilo, e assim ele encontrou o seu papel. Alguém chegou a dizer que ele nem queria ir – mas ele quis continuar procurando por pessoas. É uma grande parte daquilo que ele é agora.

• Como prêmio pela participação com a sua pergunta, a fã que foi ao palco ganhou balões amarelos e uma “Morgan’s Bar”, barrinha de proteína do Morgan.

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• Outro fã faz a Greg Nicotero uma pergunta por telefone: Como você fez os efeitos mostrados naquele walker que passa por uma fresta apertada no começo do episódio?

CH: Aquilo foi maravilhoso, e é uma das coisas mais legais de se ver. É lindo! Como vocês fizeram aquilo?

GN: Aquilo foi algo que queríamos muito fazer, e foi 99% prático e factível. Foi Kevin Galbreath que passou por toda a maquiagem. Ele foi o zumbi que matou Dale. Ele ganhou uma prótese de tórax e costelas de silicone, e também um rosto novo. Nós o fizemos de forma que pedaços de pele ficassem presos no momento em que ele entrasse na fresta, então simplesmente se rasgaria.

CH: Wow!

GN: E então tínhamos uma bexiga, que romperia as costelas e um cabo que puxaria os intestinos ao mesmo tempo. Originalmente era para ser apenas uma tomada, fazer um mistério, em que a câmera desce e acompanha o caminhão, e você pode ouvir o diálogo. E então você dá de cara com aquele walker, ele rasga sua pele e se insinua pela fresta. Acho que houve alguma manipulação digital, eles fecharam o queixo um pouco, um pouco também do tórax, mas tudo aquilo estava ali de maneira bem prática.

CH: Aquilo foi incrível. Toas as temporadas vocês tem que descobrir como elevar o nível em comparação à temporada anterior.

• ENQUETE: Nicholas se redimiu?
Sim – 30%
Não – 70%

EE: Eu acho que Nicholas tem sorte de ter sido Glenn a estar com ele, porque se fosse qualquer um dos outros, adeus! Mas como Glenn é um bom homem…

CH: Rick o mataria instantaneamente!

SG: Bem, estamos falando em “teria, faria”, entende? Eu acho que ainda não foi decidido.

CH: Parece que não. Setenta por cento das pessoas não acreditam na redenção dele.

No último segmento do programa foi mostrado um sneak peek do próximo episódio de The Walking Dead e foram anunciados os convidados para o programa da próxima semana.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Kevin Smith (do programa Comic Book Man) e Paul Bettany (Avengers – Era de Ultron)

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #37 – Especial da 6ª temporada com Scott M. Gimple e Jorge García

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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