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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #37 – Especial da 6ª temporada com Scott M. Gimple e Jorge García

Sabrina Picolli

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Aproveitando a estreia de Fear the Walking Dead e o final da maratona de The Walking Dead neste domingo último, Chris Hardwick está à frente da edição especial de Talking Dead. O foco da discussão foi a sexta temporada da série e o que é esperado que aconteça a partir da season première em Outubro. Afinal, já se vão cinco meses desde o reencontro de Rick e Morgan, e de Rick ter explodido a cabeça do “Porch Dick” à bala.

Os convidados da noite foram Scott M. Gimple, showrunner de The Walking Dead, e Jorge García, o Hugo “Hurley” Reyes, do seriado Lost.

CHRIS HARDWICK: O grande desafio, a cada nova temporada, é como manter a série em alta. Agora que o show já passou a marca de meia década na televisão, como vai se parecer a sexta temporada?

SCOTT GIMPLE: Ela está gigantesca, massiva… quanto ao elenco, equipe, escritores, todo mundo, estão me fazendo temer pela minha vida (risos), porque a cada novo roteiro que sai, percebe-se o quanto a história está gigantesca. É uma temporada maior, é uma season première maior, e nós estamos tocando tanto a guitarra elétrica quanto a guitarra acústica ao longo de toda a temporada.

CH: A razão é que nesta temporada vocês irão formar uma banda em Alexandria, que ficará no topo das paradas (risos), e que trará o grunge de volta!

SG: Ah, sim, será a número 1 para cerca de 54 pessoas (risos)!

CH: Nicotero já comentou que esta temporada terá muito mais walkers que as temporadas anteriores…

SG: Sim.

CH: Mas vocês tinham um número de walkers e este número foi ultrapassado?

SG: Ah, meu Deus… bem, o cara que está fazendo a contagem e sabe este número é quem diz que está batendo este número. De repente está fazendo isso até mesmo enquanto dorme e irá fazer isso amanhã cedo. Este é o Greg. Até o momento a primeira temporada foi a maior. Mas esta deverá ter mais.

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JOSE GARCIA: Ok, mas aqueles walkers pela metade, ou aquelas pernas desmembradas fazem parte da contagem? (Risos)

SG: Sim, mas não contamos eles como dois!!! (Risos). Eu acho que se cortamos um walker em várias partes, aquelas partes contam como sendo um walker só!

JG: É mais por peso, então? (Risos)

CH: Bem, há mais walkers, e mais walkers significa mais mortes de personagens. Você vem de uma série onde um monte de gente morria também, certo?

JG: Ah, sim! Era interessante… a gente olhava e pensava “okay, mais um ator foi demitido” (Risos). Quer dizer, ao menos na nossa série, eles retornavam em flashbacks, mas neste eles retornam como monstros…

CH: Sim, no seu as pessoas apareciam em flashbacks, flashforwards, e todos se reencontraram no final (SPOILER!!!) – Pô, cara, eu ainda não assisti o final de Lost (risos)!!! Mas Scott, é fato que na sexta temporada vocês irão matar todo o elenco principal?

SG: Na sexta temporada os personagens principais… omg, eles vão morrer feito moscas (risos)!

CH: Eu tenho feito algumas brincadeiras eventualmente, envolvendo a possível morte de Daryl, e todos levantam-se indignados, falando que “Se Daryl morrer, nos rebelamos!” Isso seria muito pior do que ver algum time de LA vencendo algo (risos). As pessoas não irão apenas sentar-se diante da TV com lágrimas raivosas nos olhos…

SG: Pois é…

JG: Eu vejo o fandom desabar se isso acontecer, porque o Daryl parece ser aquele cara “só nosso”, não existente na HQ e que era um homem mau transformado em um homem bom. E acho que por isso ele também é especial para vocês, ele “só está no nosso show”. (risos)

CH: Ele também é sombrio, e triste, e tem aquele cabelo do Salsicha (nota do tradutor: personagem do desenho animado Scooby Doo) maravilhoso, cheio de segredos e de amor para dar (risos)…

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SG: Esta é uma questão com a qual eu tenho que sequer me preocupar, porque já sei que se algo acontecer a Daryl, Norman acaba comigo imediatamente (risos)!

CH: Sim, mas acontece que eu sou tirado para terapeuta às vezes em relação a isso. Sou o primeiro rosto que as pessoas veem depois de um personagem morrer. Como é que eu vou anunciar uma coisa dessas (risos)?

SG: Quando terminamos de filmar e de editar The Grove, eu cheguei a me perguntar: “Como será que o Chris vai lidar com isso?”

CH: Sim, e isso me estressa. Quando eu sei que algum personagem vai morrer na temporada, e estas coisas acontecem porque é essa a natureza do show, isso me estressa muito! Porque eu sei que as pessoas ficam chateadas, e eu faço o meu melhor para consolar, mas isso estressa mesmo!

SG: E eu não tenho a menor pena (risos). Nós temos um elenco e uma equipe magníficos, e quando se aproxima a morte de um personagem, é muito difícil. Eu adoraria simplesmente manda-los embora, mas não funciona assim. As pessoas morrem neste show porque os personagem chegaram ao fim de sua história. E os atores que carregam estes personagens são incrivelmente talentosos…

• ENQUETE: Quais desses faria você ter pesadelos?
– Os Wolves – 66%
– Os Walkers – 27%
– O Smoke Monster de Lost – 7%

SG: Eu acho uma pergunta justa, mas para mim, disparado, é o Smoke Monster. Você pode matar um walker, mas não há jeito de fazer isso com o Smoke Monster, ainda mais mostrando o seu eu interior, mostrando quem você realmente é.

CH: E os Wolves são realmente apenas uns babacas. Não são exatamente monstros, a rigor.

JG: Sim, mas isso não termina nunca! Sempre tem mais um walker para aparecer!

No lugar do In Memoriam, neste Talking Dead foi mostrada a melhor morte de toda a quinta temporada: não poderia ser outra, a eleita foi a sangrenta morte de Noah.

“Uma das coisas que mais gosto em meu trabalho é de aprender habilidades novas. E nesta temporada eu estou tendo que aprender uma nova habilidade que é lutar com o bastão. E eu estou bastante obcecado com isso, passo minhas tardes/noites treinando sozinho, ouvindo musica, e treinando com meu bastão no meio da sala de estar. Eu jamais imaginei estar fazendo isso, mas é como tem sido ultimamente os meus finais de dia. Eu vou ao supermercado e vejo as pessoas fazendo suas compras. Entro em um corredor e já fico pensando ‘eu vou fazer isso em você, eu vou fazer aquilo, vou lutar assim’, e são apenas clientes! Mães com seus filhos, alguém pegando uma cerveja, e eu imaginando como acabaria com eles enquanto eu procuro pelo meu queijo! Neste momento eu estou aqui conversando com vocês e os observando, pensando em como eu aniquilaria com vocês!”LENNIE JAMES

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CH: Falou o grande amante de queijos Lennie James (risos)! Nós ficaremos sabendo como Morgan se transformou naquele super mestre zen-ninja?

SG: Nós saberemos sim e, sem brincadeira nenhuma, tudo tem a ver com queijo… Existe algo relacionado a queijo na história e isso não foi de propósito. E não tem nada a ver com o departamento de queijos do Lennie (risos)

CH: Parece que já estou vendo as manchetes amanhã: “Scott Gimple promete mais queijo na sexta temporada”!

SG: Acho que faz sentido.

CH: Tá, mas o queijo vai ter um arco de história?

SG: Mas claro! (Risos) Eu acho que este arco comporta um episódio.

CH: Jorge, como você acha que Morgan evoluiu de um simples sobrevivente a um mestre Jedi?

JG: Bem, todas as histórias envolvem subir a uma montanha e encontrar um monge por lá (risos), mas acho que ele, assim como a Michonne se transformou em uma perita na espada, passou tempo demais lá fora com walkers. E então ou você aprende a se defender ou se torna um deles. Eu acho que ele apenas encontrou o seu próprio método.

CH: De repente ele resolveu atacar esquilos e coisas na floresta…

SG: Ou começou no supermercado…

CH: O que passa na cabeça de Rick ao ver Morgan na season finale?

SG: Eu acho que o que importa naquele momento é que, da última vez que eles se viram, eles estavam em posições opostas. Morgan estava em modo matador e Rick estava em um outro momento. Morgan estava coberto de sangue e Rick estava limpo, e aquele momento se inverteu completamente. A fumaça ainda saía da arma de Rick e ele vê Morgan. Não apenas vê Morgan, mas o vê recomposto, enquanto ele está banhado em litros de sangue.

CH: Acho que houve um momento de confusão para o público naquele episódio. Eu acho que quando Pete mata Reg e Deanna diz “faça isso”, Rick poderia ter atirado na cabeça de Reg para ele não se tornar um walker, ao invés de atirar em Pete.

SG: Ok, mas ele definitivamente estava atirando em Pete. Aquilo foi importante porque, há dois episódios atrás Deanna declarava que eles não matariam pessoas, e Deanna dizendo aquilo finalmente entende como as coisas são agora.

CH: Ela não apenas entende, como também entende o que o grupo tem passado durante todo este tempo fora de um lugar seguro.

• ENQUETE: Na sexta temporada, Morgan será:
– O amigo fiel de Rick – 85%
– O maior antagonista de Rick – 15%

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JG: Eu acho que algo entre os dois extremos. Eu acho que o vínculo inicial deles ainda é muito forte, mesmo não convivendo tanto, eles não ficarão um contra o outro.

CH: Eu acho que seria interessante para a história, ao menos por um breve momento, haja um certo antagonismo. Na enquete, 85% acreditam que Morgan será um amigo fiel de Rick e eu realmente desejo assim, na maior parte do tempo.

“Uma das coisas mais desafiadoras que há nas premières e nas finales é que na première você está estabelecendo como será a história e, tradicionalmente, da maneira como Scott e o grupo arquitetam a temporada, tudo colide, todas as histórias que desenvolvemos desde o começo tem que ser resolvidas por si. No final da temporada, não podemos dar os mesmos episódios novamente. Então, no primeiro episódio da sexta temporada você deve prestar muita atenção, pois estaremos largando pistas o tempo todo, para que as pessoas possam retornar mais tarde a ele e se dar por conta “oh, então era isso que significava?” Nós gostamos da ideia de ter as pessoas assistindo várias vezes e se dando por conta de como a história está progredindo. É muito legal.”GREG NICOTERO

“A katana sendo usada para matar Reg foi altamente traumático para Michonne. Ela a colocou pendurada naquela parede justamente para explorar outras partes dela mesma, entrar nesta nova identidade que ela conseguiu, e que todos também entraram junto com ela, e ela estava intimamente conectada àquela arma. Estar naquele mundo sem a katana foi um teste, ver se as coisas funcionariam de uma maneira diferente, e ela pagou o preço por isso. Ver a arma sendo usada daquela maneira, contra alguém tão maravilhoso quanto Reg, foi ver a própria arma atingindo os seus próprios objetivos. Aquele foi o momento em que ela percebeu que ela era a única pessoa que deveria lidar com a arma, pois “eu não farei isso, mas outras pessoas podem fazer”, e eu não confio em quem poderá ser essa pessoa.”DANAI GURIRA

CH: Jorge, você acha que a Michonne tem alguma responsabilidade pela morte do Reg, já que ele morreu por um golpe de sua katana?

JG: Não, claro. Eu acho que pode ser algo a mais, ter este significado para ela, mas não. E, claro, significou que ela estava afiada o suficiente para matar o Reg. (risos)

CH: Scott, o que representou aquela cena de Sasha com o Padre Gabriel na igreja?

SG: Gabriel estava tentando morrer naquele episódio. Bem, Sasha ainda tinha muita raiva dentro de si, Gabriel estava ainda se sentindo culpado por tudo o que ele fez, e as duas histórias acabaram por colidir.

CH: E vai chegar o ponto em que Gabriel vai se recompor na sexta temporada? Porque muitas vezes fiquei com aquela sensação de “Cara, o que você está fazendo?”

SG: Você sabe, se as pessoas não se recompõem, coisas ruins acontecem…

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• Neste momento, um fã é chamado na plateia para fazer uma pergunta: “Ao longo de toda a série, qual foi o episódio mais difícil de filmar e por quê?”

SG: Bom, como a gente viu o Greg comentando no depoimento, as finales e premières são os episódios mais difíceis de filmar. Para mim, o 4.01 e o 5.01 foram os mais complicados. E, definitivamente o 6.01 também. São episódios massivos, do tipo “estar vendo um filme na sua TV”, não apenas um episódio.

CH: E a première vai ter também 90 minutos, correto?

SG: Sim.

Como prêmio pela participação, o membro da plateia ganhou uma miniatura do trailer de Dale, assim como todos os demais participantes no auditório.

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre a quinta temporada:

– Uma das mortes da finale da quinta temporada foi um tributo ao clássico de George Romero, “Dawn of the Dead”, de 1979. Naquele filme, a morte foi interpretada pelo amigo e mentor de Greg Nicotero, o legendário no mundo do Horror, Tom Savini.
– Os últimos cinco episódios da quinta temporada se chamaram: REMEMBER, FORGET, SPEND, TRY e CONQUER. Os títulos vem de uma citação feita por Dale na primeira temporada.
– Apesar de Alexandria ser em algum lugar na Virginia, a verdadeira localização na série é adjacente a Woodbury, na Georgia. Ela foi montada no lugar de uma antiga fabrica de gin.

Eulyn Womble, designer de roupas da série, mostra um pouco sobre os trajes dos novos personagens da série, como Olívia e a Dra. Denise. Ela menciona que a escolha do vestuário destes personagens tinha como objetivo inicial fazer com que a aparência falassem por estes personagens antes mesmo de eles verbalizarem qualquer coisa.

CH: Scott, o que você pode nos contar sobre os novos personagens?

SG: Bem, eles são basicamente personagens vindos da HQ e um deles é algo meio “misturado” com algo da HQ.

CH: Você disse anteriormente que gostaria que o show orbitasse, ou ao menos andasse nas proximidades da história contada na HQ. Você está conseguindo fazer isso agora?

SG: Sim. Claro, há coisas que você não consegue fazer, há personagens que há em um e não há no outro naquele momento, mas o lado bom disso é que isso acaba levando para outras histórias. Veja Reg, Pete, Michonne e a Katana. Somente a parte da katana veio da HQ, o resto é uma história própria. Para o arco da história de Michonne, Pete usando a katana foi fundamental. Às vezes é importante ressaltar alguns aspectos da HQ justamente modificando-os, e Michonne estando naquele estado emocional durante o seu arco é algo também que veio da HQ.

CH: E eu me lembro da Danai comentando durante a Comic Con, no painel, que Michonne retomando a katana teve um significado de “eu sou a responsável por guardar esta arma comigo e manuseá-la, isto é comigo”.

SG: Ela retornou ao seu papel inicial

CH: Jorge, você acha que a Carol deve continuar fingindo ser uma inofensiva dona de casa ou ela deve se revelar como uma completa badass?

JG: Eu a manteria nesta mesma linha que ela está segundo. A força dela está em não abrir o jogo. É muito divertido vê-la fazer isso!

• ENQUETE: Você gostaria de ter Carol tomando conta de seus filhos?
– Sim – 76%
– Não – 24%

SG: Sim, absolutamente!!! Se houver algum problema, ela resolve!

CH: Eu acho que Carol emergiu como um personagem tão poderoso, eu acho que ela poderia inclusive ser uma líder! E na enquete 76% desejariam ter Carol como a babá de seus filhos, claro!!! Claro que sim! E tanto faz a Carol mãezona de Alexandria como a Carol sobrevivente!

SG: Absolutamente. E o que poderia acontecer de pior? Se as crianças não forem pra cama no horário, a historinha na hora de dormir apenas vai ser mais terrível… (Risos)

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• Um fã, por telefone, faz uma pergunta a Scott Gimple: “O que você pode nos dizer daqueles ‘W’ entalhados na cabeça dos walkers?”

SG: Bem, nós sabemos que aquilo foi feito pelos Wolves, e que eles tem esta marca na própria pele. Eles tem um código, que eu não vou contar agora para vocês, um processo, que eu não devo compartilhar, e eles são bem desajustados, como vocês já viram… (risos)

“Eu amo os fãs! A gente participa destas convenções e tem a oportunidade de conhecer os fãs, e eu adoro a abordagem deles de ‘heeey, você pode me dizer algo?’ E bem, algumas coisas de Abraham não fazem nenhum sentido, simplesmente saem do coração dele, saem da boca dele, como o ‘dolphin smooth’, por exemplo. Eu acho que isso é o seu maior problema, mas ao mesmo tempo a sua maior qualidade. E assim foi com aquele festival de ‘shit’ que ele falou no final da última temporada, e que todo mundo ficou perguntando ‘mas que p**** ele acabou de dizer???'”MICHAEL CUDLITZ

• Algumas perguntas enviadas por fãs no Facebook foram respondidas no ar:
– Quem seria um melhor Batman, Andrew Lincoln ou Norman Reedus?

SG: Bem, eu acho que a pergunta interessante é quem seria um melhor vilão para o Punisher, já que Norman Reedus foi o Punisher no desenho animado e o Jon Bernthal está sendo na série. Mas bem, não é bem isso que você perguntou…

CH: Eu acho que Daryl seria um bom Batman…

SG: Eu acho que Andrew Lincoln poderia ser… espere, estamos falando de Daryl ou de Norman????

CH: Eles perguntaram entre Norman Reedus e Andrew Lincoln, mas tenho certeza que queriam dizer Rick e Daryl.

SG: Isso está um pouco confuso. Daryl como Batman, com todo aquele trejeito sulista???? Acho que Rick seria um bom Batman.

JG: E Rick tem aquela “doença”, aquela coisa que atormenta o Batman, a angústia.

SG: Mas algumas pessoas comentaram que, após o episódio 15 da temporada passada, Rick seria um excelente Coringa.

CH: Eu acho que, na vida real, Andrew Lincoln seria escolhido, por que “estes britânicos continuam vindo aos EUA para roubar os papéis de heróis americanos!” (risos)

CH: Outra pergunta do Twitter: Seria John Locke mais como Rick, ou mais o tipo do Governador?

JG: Eu acho que mais… mais como Rick. Eu não consigo vê-lo contemplando cabeças no aquário!!!

“Houve tanta coisa acontecendo durante o final da quinta temporada, tantas perguntas a serem respondidas, tanta coisa que aconteceu nos últimos minutos! Reg foi morto, Rick mata Pete a pedido de Deanna, Morgan está de volta, eles encontraram este belo lugar aparentemente seguro, muito melhor do que tudo o que eles viram em todo esse tempo na série… e tudo isso pode acabar. E acima de tudo isso, os Wolves não estão longe.”DENISE HUTH

No final do programa foram mostrados um sneak peek da sexta temporada de The Walking Dead e também da première de Fear the Walking Dead, que ocorreu logo em seguida.

SG: Bem, nós pegamos para mostrar uma cena que não mostra muita coisa, e conseguimos, missão cumprida! (Risos) Mas assim, nós não podemos entregar o jogo, ainda é cedo para isso, mas podemos dizer que também estamos mostrando alguma coisa importante. Muita coisa vai acontecer naquele carro.

CH: Que fique claro, ele está brincando! (Risos)

The Walking Dead retorna em 11 de outubro de 2015 na AMC dos EUA, e em 12 de outubro na FOX Brasil – com opção dublada ou com áudio original. Assista ao trailer oficial da sexta temporada.

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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