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11ª Temporada

CRÍTICA | The Walking Dead S11E15 – “Trust”: Inimigo do meu inimigo

Trust foi o décimo quinto episódio da 11ª temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Maggie apontando uma arma enquanto defende Hershel em cena do episódio 15 da 11ª temporada de The Walking Dead.

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do 15º episódio, S11E15 – “Trust”, da 11ª temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Após descobrir o que houve no Complexo, Lance Hornsby marcha com Gabriel, Aaron e Daryl em direção a Hilltop. Ezekiel pede para Tomi ajudá-lo em um projeto fora da lei. Rosita e Eugene procuram Connie e Kelly para tentar expor os problemas da Commonwealth. Os irmãos Max e Mercer entram em conflito.

Começando pela trama investigativa em Commowealth, vemos Rosita entregando o jogo aos amigos sobre o que aconteceu entre ela, Daryl e o filho da governadora, Sebastian Milton. Rosita se diz preocupada pelo fato de que não ter sido a primeira vez que o garoto fazer isso e pior: ele havia mandado diversos civis para o campo.

Connie e Kelly então mostram a Rosita e Eugene a lista que receberam anonimamente no episódio “Elemento Rebelde” com diversos nomes de pessoas da comunidade. Entre os nomes escritos estava o de April Martens, possivelmente a mesma April do episódio passado.

Para tentar ajudar o grupo, Eugene vai atrás de alguém que pode auxiliá-los a encontrar arquivos sobre as pessoas da lista: Max. Ela a princípio se preocupa, até porque ela tem muito a perder se esse plano de expor o governo der errado, porém, no final do dia, ela decide ajudar.

Antes disso, porém, ela tem uma conversa com o irmão. Mercer é um dos maiores heróis da comunidade e é tido como uma celebridade para os cidadãos. Então, é difícil de defender quando ele decide varrer os problemas da comunidade para debaixo do tapete. Pelo menos é isso que Max acha que o irmão faz. Entretanto, descobrimos que isso é algo que vem o corroendo por dentro.

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Temos neste episódio a confirmação de que Mercer e Princesa estão juntos. Desde o clima que rolou entre eles no Baile de Halloween do episódio “Novas Assombrações” não tivemos mais novidades sobre o casal, mas aqui, vemos que eles estão juntos a algum tempo – é bom ter em vista que se passaram seis meses desde que o grupo chegou a Commonwealth, já que chegamos no momento do flashforward apresentado no episódio “Não Há Outro Jeito”.

Mercer está se corroendo por dentro por ter precisado matar seus dois soldados, além de estar escondendo os segredos de sua irmã e de Sebastian. Ele é um homem justo e leal, que precisa descobrir qual o lado da balança que ele está disposto a se inclinar no meio dessa futura guerra. Porém, é certo que o Soldado sente que vai precisar definir o seu lado mais cedo ou mais tarde.

Em outro núcleo da comunidade, Ezekiel pede ajuda a Tomi, irmão de Yumiko, para ajudar uma amiga com uma cirurgia clandestina. Tomi, que apareceu na série como um confeiteiro, voltou a ser cirurgião, profissão que realizava antes da queda da civilização. Aqui, ele aparece bebendo depois de dizer que perdeu um paciente durante uma cirurgia. Vale lembrar também que, quando apareceu, ele não tinha dito a ninguém sua profissão, que foi explanada por Yumiko sem querer antes deles se encontrarem.

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Toda essa trama é meio sem graça, na verdade, mas serve para mostrar que Carol está em uma situação mais privilegiada do que imaginamos. Quando o Rei e o cirurgião são pegos por soldados da comunidade, Ezekiel chama Carol para resgatá-los, o que ela faz sem o menor problema. Ou seja, ela aparentemente tem carta livre para fazer várias coisas dentro do local, possivelmente graças a seus acordos secretos com Hornsby.

Ao salvá-los da prisão, o ex-marido de Carol os leva para o zoológico do local (lembram que ele ganhou o emprego de cuidador de animais devido ao seu emprego anterior na área?). Lá ele montou uma clínica veterinária que, nas horas vagas, aparentemente também serve como uma área para para atender os cidadãos não contemplados pelo sistema de saúde da comunidade.

Particularmente, acho a relação entre Carol e Ezekiel muito mal abordada na série. Em especial a finalização dessa relação, que só desmoronou. Porém, eles possuem uma química imbatível juntos. Ambos são personagens que foram forjados sob a pressão do apocalipse e que perderam as famílias que possuíam antes de tudo e também a que construíram juntos. Esses momentos entre eles são muito acolhedores e, de certa forma, nostálgicos também.

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Indo para o plot principal do episódio, acompanhamos a tensão dos personagens ao tentar fazer com que Hornsby não desconfie que nossos protagonistas estão por trás do que aconteceu no Complexo e diretamente envolvidos na morte de Toby.

Primeiramente, este é o segundo episódio que se inicia no mesmo local. O episódio anterior, “The Rotten Core” também iniciou mostrando os personagens mortos que haviam sido jogados do prédio do Complexo. Aqui, porém, temos a adição de Toby, que morreu da mesma forma pelas mãos de Aaron.

O episódio é todo envolto na ansiedade de saber o que Hornsby pensa e pretende. Ao desconfiar imediatamente de Aaron e Gabriel, ele decide, então, partir para a comunidade mais próxima do local, Hilltop. Se tem uma coisa que conhecemos sobre Lance é que ele é muito astuto e um exímio mentiroso, então é óbvio desde o começo que ele tem certeza de que os dois sobreviventes estão mentindo.

Chegamos então ao momento mostrado no flashforward do primeiro episódio desse terço da temporada. Além de não ser a mesma cena de fato – no que foi mostrado no episódio 9 da temporada, não existem Gabriel e Aaron no local – também tem o fato de que se esperava que fosse um momento de tensão entre Daryl e Maggie, onde os dois amigos se tornassem, de certa forma, antagonistas. Não foi nada disso, e ainda bem.

Apesar de esperar um “algo a mais” do momento, é legal que The Walking Dead não tenha mudado tão bruscamente a posição de lealdade construída entre todas essas temporadas. Daryl está tentando com todas as forças fazer com que tudo dê certo, porém, com o passar do dia e tendo a noção de que Hornsby já perdeu totalmente a confiança no grupo, ele, assim como Mercer, passa a perceber que vai precisar em breve escolher entre seus amigos e sua nova casa.

Maggie está realmente envolvida na ação e escondendo Negan e o restante do grupo do Complexo, então, cada momento dos soldados dentro da comunidade é tomado por uma ansiedade enorme de que algo seja descoberto.

Tudo sai mais ainda do controle quando Hornsby encurrala o pequeno Hershel e comprova que o boné do garoto estava no local do embate em que perdeu seu comandante e os outros soldados. Ali todos entendem que a guerra começou e que não existe mais salvação. E está iniciada a temporada de embate não só para o próximo episódio, que é a finalização deste terço da temporada, como também do último bloco de episódios da série.

Antes de finalizar o episódio, um dos soldados descobre uma tenda isolada na floresta, habitada por ninguém menos que Leah, a ex-Ceifadora, responsável pelo início de toda a treta ao roubar o comboio de suprimentos da Commonwealth. Depois de um curto embate, Lance pede para conversar com a mulher para oferecê-la um “emprego”. Basta lembrar que ambos veem em Maggie uma inimiga em comum a ser eliminada.

Com um episódio mais preparatório do que poderia ser, a série se encaminha para o seu fim com a promessa de um grande embate. O próximo episódio, “God” é a mid-season finale de The Walking Dead, que entra em hiatus logo após, sem data exata para o retorno.

E por aí, o que você achou de “Trust”, o décimo quinto episódio da 11ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários!

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