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11ª Temporada

Showrunner de The Walking Dead fala sobre a “missão infiltrada” de Carol

Angela Kang comenta sobre alguns dos melhores momentos do episódio 10 – “New Haunts” da 11ª temporada de The Walking Dead.

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Carol segurando flores no episódio 10 da 11ª temporada de The Walking Dead.

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo episódio, S11E10 – “New Haunts”, da 11ª temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Ah não, alguém deixou a Carol chegar perto dos biscoitos de novo! E isso não pode ser boas notícias para as pessoas no poder em Commonwealth. Quando vimos Carol (Melissa McBride) pela primeira vez no episódio “New Haunts”, ela já tinha se enturmado (ou para dizer melhor, tinha se “infiltrado”) na Commonwealth, e estava andando com uma forma de biscoitos da loja Elodie’s Treats.

Mas, assim como na sua introdução em Alexandria quando ela teve sua primeira missão infiltrada, Carol está com um objetivo em mente: dessa vez, fazer o que for preciso para ajudar Ezekiel (Khary Payton) avançar na fila para receber tratamento médico que poderia salvar a vida dele. E ela sabia o que fazer e onde conseguir.

Achando um estoque de vinhos vintage suficientes para impressionar uma festa de gala, Carol entregou isso de presente ao vice-governador da Commonwealth, Lance Hornsby (Josh Hamilton), na esperança de estabelecer um sistema de favores, e no fim do episódio parecia que os interesses dois estavam, de fato, alinhados… por enquanto.

Carol trabalhando de diferentes ângulos não é nada chocante, mas Daryl (Norman Reedus) ajudando um idiota, metido, desrespeitoso riquinho com certeza é chocante e muito! Depois que Mercer (Michael James Shaw) deu a Daryl um discurso sobre se enturmar e conseguir uma casa boa na Commonwealth, Daryl deixou o filho de Pamela Milton, Sebastian (Teo Rapp-Olsson) levar crédito pela prisão do falso garçom, Tyler Davis, que colocou uma faca na garganta da assistente de Pamela.

Por que Daryl faria isso? Qual é o objetivo de Carol? E o que devemos esperar da secreta sala de resistência encontrada por Rosita (Christian Serratos) no final do episódio? A showrunner Angela Kang respondeu tudo isso à Entertainment Weekly. Confira:

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Pode nos falar sobre a decisão de começar o episódio com a surpresa da casa assombrada de zumbis? Foi um jeito muito engraçado de começar o episódio.

Angela Kang: Sim, acredito que foi uma sugestão da Magali Lozano. Ela é minha assistente de longa data na série, e esse foi o primeiro roteiro que ela escreveu para nós. Agora, ela é um membro completo da equipe de roteiristas para terminar a temporada, e ela sugeriu, “E se nós fizéssemos o Halloween dos quadrinhos?”. Porque nós nunca tínhamos feito esse momento icônico onde nossos personagens chegam em Alexandria e Carl fica tipo, “Uau, é um jeito estranho de comemorar o Halloween”.

Então, Halloween já apareceu de fundo em um episódio antes, mas nunca colocamos como cena principal. E então, ela veio com essa ideia ótima de fazer uma casa assombrada, e os zumbis são quase que uma piada, só por diversão. É divertido e assustador para eles. E isso é bem surreal para alguém como Judith e R.J. que cresceram sob circunstâncias diferentes.

Conforme eu assistia o episódio, comecei a pensar sobre o fim dos quadrinhos de The Walking Dead, com um Hershel adulto e o elemento sobre o zumbi da estrada. Não sei se vocês fizeram essa conexão, mas eu lembrei imediatamente disso.

Angela Kang: Sim, nós pensamos sobre isso e sobre como, em diferentes circunstâncias, você vai ver os zumbis de forma diferente. E isso só mostra que eles pensam que estão tão seguros que não é nada demais ficar tipo, “Sim, as pessoas estão vestidas de zumbis. Podemos fingir estar assustados.”

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Como foi ter que pensar em qual emprego cada personagem receberia na Commonwealth? Obviamente, você tem os quadrinhos como fonte principal para o que certos personagens podem fazer, mas você também pode ter um pouco de diversão inventando qual seria o papel deles nessa sociedade.

Angela Kang: Para nós, é muito engraçado pensar no que as pessoas faziam. Muito disso já estava determinado na série ou nós pegamos inspirações dos quadrinhos. Mas quando tínhamos uma pergunta, nós pensávamos, “Bem, qual pensamos que é a história desse personagem?” A coisa que sabemos com certeza sobre nossos personagens é que, a maioria deles não veio das classes mais altas. Yumiko é um exemplo raro de alguém que era de uma empresa de advocacia para crime de colarinho branco, então ela meio que foi parar nessa outra estrada.

Enquanto isso, a maioria dos nossos outros personagens só tinham trabalhos normais, e muitos deles tinham dificuldades antes do apocalipse. E foi assim que nós dissemos, “Deveríamos colocar Ezekiel na coisa mais próxima de um zelador de zoológico que eles têm”. E assim foi muito legal de colocá-lo de volta como cuidador de animais. Você consegue ver como ele é bom nisso. E ele é tão gentil com as crianças e com os animais. E é aí que você entende, “Bem, esse é o cara que se tornou rei no apocalipse”.

Então, para nós, foi muito divertido ver nossos personagens em circunstâncias muito diferentes do que já tínhamos visto. Mas também nos faz pensar, “Uau, o mundo mudou muito quando foi destruído, e é muito arbitrário vê-los voltando a essas coisas”.

Houve alguma dúvida de que Carol iria estar assando biscoitos na padaria?

Angela Kang: Nós ficamos pensando “o que a Carol fazia?” Ela tem que ter um emprego aqui, mas nós não sabemos qual era o emprego dela antes do apocalipse. Fez muito sentido que ela trabalhasse num emprego padrão em uma padaria. Nós pensamos que seria uma referência muito engraçada para o que ela fez em Alexandria, e ela consegue encontrar com várias pessoas nesse emprego.

É um trabalho benigno. E nós queríamos que fosse isso mesmo. Pensamos que seria muito engraçado ter ela saindo com os biscoitos na mão. Então, essa foi uma das primeiras cenas que conversamos na sala dos roteiristas, que queríamos Carol saindo com os biscoitos. Pensamos que seria muito engraçado.

O que está acontecendo aqui com Carol e Lance Hornsby? Ela entrega vinho para ele em troca de um favor. Como essa relação vai ser daqui pra frente?

Angela Kang: O que nós conversamos sobre a Carol é que nós sabemos que ela é uma das pessoas mais inteligentes no nosso grupo, e ela é, com certeza, alguém que tinha sua vida pré-apocalíptica sem relação nenhuma com suas habilidades. E acho que isso te mostra o que a sociedade era para ela. E ela, rapidamente, percebe quem comanda as coisas na Commonwealth e quem faz as coisas acontecerem. Então, essa será uma relação importante daqui pra frente. Não vou dizer mais do que isso. Só vou dizer que ela é muito esperta sobre quem ela se envolve e o porquê.

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Vamos falar um pouco sobre Daryl. Por que ele permite aquele idiota levar crédito por capturar o garçom com a faca? Obviamente, Mercer deu a ele um discurso e um conselho antes. Por que ele decide seguir esse caminho?

Angela Kang: O que nós conversamos para Daryl é que ele é um cara que é tão direto, e o que você vê é o que você recebe. Mas, nessa temporada, ele teve que mascarar muito disso, estando em situações onde ele teve que se infiltrar nos Ceifadores, e agora é uma máscara totalmente diferente. Então, até quando ele se torna um soldado, ele está, literalmente, desaparecendo por trás dessa máscara de soldado.

Mas ele está percebendo que, para sobreviver nessa sociedade, ele precisa fazer um tipo diferente de sobrevivência do que fazia antes. Então, ele fica tipo, “Tudo bem, eu não quero ficar no caminho do filho da líder desse lugar. Ele é meio estúpido, mas o que me incomoda deixar ele levar o crédito? Talvez isso me ajude a não fazer um inimigo logo de cara, porque tenho que me preocupar com as crianças e não com o meu ego”. Daryl não se importa em receber crédito. Ele se importa com dar uma boa vida para Judith e R.J. então isso é o que está na mente dele agora.

Só consigo imaginar o quão feliz Norman estava por ter Motörhead nesse episódio. Devia estar animado por ter essa música como parte da trilha sonora.

Angela Kang: Tão engraçado! Nós nem conversamos sobre isso, mas tenho certeza que, devido ao estilo musical dele, ele vai achar isso muito legal. Magali veio com a ideia de colocar essa música, e nós ficamos muito feliz com isso.

Bem, “Eat the Rich” é, com certeza, uma música tema que combina com o episódio, o que nos leva a nossa próxima pergunta: O que devemos esperar dessa sala secreta com os posters sendo criados, que a Rosita encontra no final do episódio?

Angela Kang: O que Rosita acaba encontrando faz ela ver a parte escondida desse lugar. Nós vimos muito do que os cidadãos podem ver no dia-a-dia. Nós estamos vendo o que os ricos veem, em comparação com o que todo o resto tem como experiência. E então, ela percebe que há mais camadas, que não é tão simples, e que existe uma raiva contra os soldados também. E então, somos deixados com a mesma pergunta de Rosita: “No que fui me meter ao me juntar aos soldados? E o que significa ter pessoas com esse nível de descontentamento aqui?”

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