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Entrevista

Diretor de The Walking Dead vê semelhanças entre série e surto de Coronavírus

Em uma entrevista com o UOL, Greg Nicotero traçou paralelos entre a série e o Coronavírus – vírus que vem se espalhando por vários países.

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O surto de Coronavírus (COVID-19) tem chamado a atenção do mundo todo nas últimas semanas com novos casos sendo divulgados a cada dia, inclusive em vários estados do Brasil.

Assim como várias produções tanto internacionais como nacionais, The Walking Dead foi afetada com os roteiristas da 11ª temporada tendo que trabalhar de casa, fazendo assim com que a produção da nova temporada seja adiada, além do cancelamento do Talking Dead no último domingo, programa que análise o episódio mais recente da série após sua exibição.

Em uma entrevista com o UOL, o diretor e produtor executivo Greg Nicotero traçou paralelos entre a série e o vírus que vem se espalhando por vários países:

“A série sempre foi sobre o que as pessoas estão dispostas a fazer para sobreviver. É uma história muito humana, pois todos nós já imaginamos o que faríamos em situações desafiadoras. É muito interessante ler as manchetes sobre o coronavírus e tudo o que está acontecendo porque você sempre nota como as pessoas reagem a certas coisas e a certas situações, seja politicamente ou em seu trato com os outros.”

Coronavírus e como a mídia trata o assunto

Para ele, muito do clima de terror que se instaurou em torno do vírus está ligado à forma como a mídia trata o assunto.

“Mesmo quando você volta para o começo de ‘The Walking Dead’, o noticiário é como todos os personagens se informam”, explica. “Ninguém sabe o que está acontecendo, eles dependem das notícias sobre o fato de que as pessoas estão voltando da morte. Mesmo no início do apocalipse zumbi, a mídia teve grande culpa na forma como a informação foi transmitida.”

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Grande experiência com terror

Aos 56 anos, Nicotero tem uma grande experiência com terror: antes de produzir The Walking Dead e criar as elaboradas maquiagens dos zumbis, ele trabalhou em produções como “Dia dos Mortos”, clássico de George A. Romero, e filmes das franquias “Halloween” e “A Hora do Pesadelo”. Para o produtor executivo da série, essas produções causam terror porque mexem com nossos medos primitivos, como o medo da morte – assim como as notícias da vida real.

“As pessoas não entravam no mar depois de ‘Tubarão’ porque tinham medo”, lembra. “Esses medos primitivos fazem parte do nosso inconsciente coletivo. O que está debaixo da cama? Quem está atrás da porta? Todas essas situações brincam com esses medos sobre aquilo que não controlamos. O medo é algo que faz com que percebamos quão frágil nosso sistema é e como, realmente, não temos controle.”

E The Walking Dead, na visão de Nicotero, sempre refletiu questões sociais. “Quando o apocalipse zumbi ocorre, ele realmente deixa para as pessoas apenas o básico em termos de humanidade, e esse sempre foi o foco da série. Essa temporada teve um clima de Guerra Fria, questionando em que você pode confiar, trazendo cenas de paranoia, enquanto as outras eram sobre o que faríamos para sobreviver. Em relação ao que está acontecendo hoje, você tem as pessoas em atrito com seus líderes. Coisas como essa são universais, e acho que isso é o que torna a série ótima”

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