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5 Personagens que podem morrer na 9ª temporada de The Walking Dead

Carlos Knewitz

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ATENÇÃO! O post a seguir contém EXTREMOS SPOILERS dos quadrinhos de The Walking Dead, tal como algumas possíveis revelações sobre o futuro da trama na televisão. Caso não queira ter as “surpresas estragadas”, é melhor parar por aqui. Você foi avisado!

Ser fã de The Walking Dead é estar acostumado com a morte de personagens que amamos (e alguns que odiamos também). Mas, não se esperaria menos de uma série que se passa em meio a um apocalipse zumbi e tem o drama como tema principal.

A série talvez já tenha sido melhor em fazer o público sentir a morte de personagens. Hoje em dia, com um elenco sobrecarregado em números e com dificuldade de desenvolver seus heróis, a série acaba por demonstrar mortes desinteressantes e que não servem para os fins de comover o público.

Mas, nem mesmo por isso que The Walking Dead deixará de lidar com o fim da jornada de seus personagens em seu nono ano e, pensando nisso, listamos aqui cinco nomes que provavelmente terão seus instantes finais retratados nas telas da audiência a partir do dia 07 de Outubro.

1 – GREGORY

Gregory é um dos personagens mais odiados na história da série.

Gregory com toda certeza é o personagem que mais rapidamente conquistou o desprezo da audiência. Ele não é um vilão propriamente dito, mas conseguiu feitos maiores do que Negan e o Governador, que embora repletos de vilania ainda conquistaram uma base de fãs.

Gregory é um personagem análogo aos quadrinhos de The Walking Dead. Nos impressos ele é inserido na edição 92 e exatamente como sua contraparte da TV, é um péssimo líder para Hilltop e acaba por perder seu posto para Maggie. Ele possui uma vida razoavelmente longa no material para leitura, morrendo na edição 142. O motivo da morte de Gregory? Um motim para envenenar Maggie e reassumir a liderança do local que acaba dando errado e incitado a ira da líder, que o enforca publicamente como exemplo das consequências da rebeldia.

É óbvio que nem todos os personagens dos quadrinhos seguem um histórico totalmente semelhante na série (vide tantos como Dale, Sophia, Carol, Carl e etc.), mas as recentes declarações do ator Xander Berkeley somadas a curta cena que Gregory protagoniza no trailer (ataca Maggie com uma faca tentando matá-la, mas é rendido por ela) nos dão a certeza que o embate entre os dois ocorrerá e por isso, o fim da jornada do personagem é bastante certo ainda no nono ano.

2 – ANNE/JADIS

Anne é um personagem misterioso e dúbio.

Conhecemos Jadis na sétima temporada e diferentemente da maioria dos personagens, ela é uma exclusividade da série, bem como todo o arco que a envolve. Ao final do sétimo ano, descobrimos que o pouco que sabíamos dela era mentira: Jadis se chamava Anne.

Muitos mistérios envolvem a personagem, iniciando pelo fato já suscitado anteriormente que torna imprevisível o desenrolar de sua história. Além disso, Anne possui uma estranha relação com o helicóptero que deu as caras em alguns momentos da oitava temporada e – pelo que o trailer indica – retornará no nono ano.

Pelo que vemos em todo o material promocional liberado, Anne terá uma presença marcante na temporada e será investigada pelo Padre Gabriel (que adentra sua barraca e analisa seus desenhos). E personagem coadjuvante sendo promovido a recorrente na trama quando sua história envolve mistérios é um grande indicio de morte (vide Beth, Noah, Spencer, Nicholas).

Se a trama da personagem for um dos eixos centrais, podemos pressentir que sua história não vá além do nono ano. Além do mais, com a resolução de suas questões, Anne acaba sendo mais uma personagem inútil na história que apenas sufocará o espaço em tela de outros heróis.

3 – DWIGHT

Dwight já foi vilão, mas no fim se tornou aliado de Rick.

Dwight vem diretamente das páginas dos quadrinhos de Robert Kirkman e é similar a sua contraparte da série. Inserido na revista de número 98, o personagem é o principal salvador e, após compreender o quão errado é o modus operandi de Negan, se alia a Rick e o ajuda passando informações secretas da Fábrica.

Ocorre que, diferentemente do que apregoou o desfecho do oitavo ano, Dwight não se afasta das comunidades e após o salto temporal é responsável por liderar o Santuário. O personagem se torna bastante ativo e é um dos homens de confiança de Rick, sendo atualmente o líder dos guardas das comunidades.

O afastamento do personagem na série abre espaço para uma teoria de longa data. Daryl desde a morte de Merle tem deficiência em possuir um enredo próprio, passando de personagem central para coadjuvante e, por vezes, mero figurante de cena. Quando a história dos Salvadores começou a se aproximar, muitos fãs começaram a relacionar o último Dixon como assumidor do enredo de Dwight, já que ambos tem como principal arma a crossbow.

Isso tudo parecia pequeno para que se concretizasse e não havia espaço para que Daryl traísse Rick e se juntasse ao vilão do arco. Mas, Daryl é o responsável por trazer Dwight e Sherry para a série ainda na sexta temporada e, a história ao longo dos anos pareceu querer forçar um relacionamento entre esses três personagens. Ao fim do oitavo ano Daryl manda Dwight desaparecer e ir atrás de Sherry, dizendo para o antigo preposto de Negan jamais retorne para as comunidades.

Para que Daryl assuma um enredo importante na série e finalmente após diversas temporadas tome espaço em cena, a história de Dwight – que é bastante proeminente nos quadrinhos – poderia ser ponto de interesse, já que manter os dois juntos no enredo pode acabar por gerar conflito de personalidade análoga. Um sugaria do outro o espaço e acabariam os dois se tornando meros figurantes.

O que se especula é que na busca por Sherry, Dwight acabe morrendo e sua esposa acabe retornando para as comunidades. Como já havia uma relação previa com Daryl, os dois podem vir a se aproximar e, por fim, o interesse amoroso do personagem (que foi prometido por Angela Kang em recente entrevista) seria cumprido. Junto de Sherry, ele assumiria toda a trama de Dwight nos quadrinhos voltando ao eixo central da série como foi nos três primeiros anos.

4 – JESUS/PAUL ROVIA

Um dos personagens mais minimizados na série.

É muito triste ter que admitir isso, mas o Jesus da série é totalmente insignificante para o enredo. Diferente do gigante personagem que é nos quadrinhos (que foi inserido na edição nº 91), com uma trama amplamente ativa e uma história totalmente profunda, Jesus na série foi resumido a poucas cenas como coadjuvante e poucas cenas de ação.

Como já discutido exaustivamente aqui, Jesus é mais uma das vítimas do grande número de personagens inseridos nos últimos anos. Um elenco tão cheio de personagens principais não consegue ser orgânico, visto que há pouco espaço em tela para que todos desenvolvam suas histórias. Nem mesmo questões fundamentais do personagem (como sua sexualidade) foram tratadas na série.

Com um arco que promete levar muitos nomes do elenco principal se aproximando, Jesus é um forte candidato a ter sua cabeça numa estaca. Sua morte não coopera diretamente para o enredo, mas sim para o controle de personagens mal desenvolvidos. A partir do nono ano, tudo indica que se não há espaço para o desenvolvimento, o personagem terá seu fim anunciado, para aliviar o número de heróis e assim abrir espaço para que aqueles que sobreviverem tenham momentos de sobra em tela para crescimento e aprofundamento.

5 – RICK GRIMES

O adeus de um protagonista.

É claro que esse nome não estaria de fora dessa lista, embora a tristeza que isso envolva. Talvez o nome de Rick deveria estar relacionado numa lista de “Personagens que COM CERTEZA irão morrer na 9ª Temporada”, mas como The Walking Dead é sempre um mar de surpresas, nada pode ser tomado como certo.

A questão aqui é que a saída do personagem principal poderia ser uma grande brincadeira, mas com a confirmação do próprio ator, dos produtores e da AMC, fica difícil de acreditar que se arriscariam a enganar profundamente todo o público da série, arriscando o nome da franquia.

Como Rick é protagonista da série desde seu inicio, é difícil conceber a ideia de que haja ideia de sua despedia ser dada num simples desaparecimento ou numa decisão de partir no horizonte em busca de uma vida magnânima e feliz. Até porquê, a segunda ideia se desfaz justamente quando vemos que Michonne e Judith seguirão na história. Totalmente impossível aceitar que Rick partiria em missão própria desaparecendo e abandoando o amor de sua vida e sua pequena filha.

O adeus mais próximo da honra que o personagem merece é a morte. Óbvio que o momento precisa ser grandioso, marcante, emocionante e bem construído, tendo um impacto direto na trama e se propagando ao longo de todos os anos restantes que a série ainda busca ter. Mas também é transparente que Rick ao sair da série precisa encerrar sua jornada, pois um protagonista não pode ter sua história em aberto, ao risco de comprometer ainda mais o desenrolar da trama subsequente a sua saída.

É polêmico, mas há um aspecto bom no desligamento de Rick: diferentemente da HQ, na qual o personagem fica edições consecutivas sem aparecer, é impossível que consigamos ver mais de dois episódios seguidos sem a presença de seu protagonista. Isso acaba por ser desgastante pra trama, já que o protagonismo do personagem acaba por se sobrepor aos demais e impedir o crescimento deles. Com a provável morte de Rick, teremos mais espaço para que personagens centrais que acompanhamos a bastante tempo, como Carol, Michonne, Maggie, Daryl e outros, dividam a função de protagonistas.

EXTRA

Lauren Cohan estará presente em apenas seis episódios do nono ano.

Maggie é uma personagem central e importantíssima para a série, principalmente para o momento em que partiremos a viver no nono ano. Contudo, antes mesmo de Andrew Lincoln anunciar sua saída da série, diversos portais de notícias começaram a replicar informações de que Lauren Cohan estava tendo problemas contratuais com o canal AMC. Para complicar ainda mais a história, a atriz assinou contrato com outro canal e foi nomeada protagonista de uma nova série.

Por mais que a atriz já tenha declarado diversas vezes que provavelmente veremos Maggie saindo da série deixando seu futuro em aberto, é difícil acreditar que ela simplesmente colocará Hershel Jr. embaixo do braço e viajará para uma ilha paradísica para tirar férias do apocalipse zumbi. Mais difícil ainda é pensar que Hilltop perderá espaço na história e será apenas mencionada por um grande período de tempo, já que a comunidade é o centro administrativo de todas as outras (ainda mais se levando em conta que Alexandria e o Reino estão completamente destruídos).

Assim, não é totalmente descartável que a personagem de despeça de forma definitiva da série tendo sua morte apresentada para o público (quem sabe uma cabeça na estaca no episódio 16?).

E então, o que você achou dos nomes relacionados nessa lista? Acha que diremos adeus a todos eles? Acredita que teremos outras mortes? Quais? Deixe seu comentário com teorias e ideias que você tem sobre o tema.

The Walking Dead, a história de drama número #1 da TV a cabo, vai estrear sua 9ª temporada no dia 7 de Outubro de 2018. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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10ª Temporada

Como The Walking Dead transformou Eugene Porter em um herói

A 10ª temporada de The Walking Dead está mudando Eugene, e para melhor. Confira uma rápida análise do desenvolvimento do personagem.

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Quando você pensa em histórias românticas em The Walking Dead… bem, você pode não pensar em ninguém. O drama pós-apocalíptico nunca se destacou muito nessa área, e parece que para cada ‘Richonne’ ou ‘Gleggie’ há também uma Rosita (Christan Serratos) e o padre Gabriel (Seth Gilliam).

Mas, se você tivesse que escolher a história de alguém, ou alguém para ter um “final feliz” provavelmente escolheria Rick (Andrew Lincoln). Ou Daryl (Norman Reedus), considerando quantas pessoas querem vê-lo com alguém. Em algum lugar, muito, muito abaixo na lista estaria Eugene (Josh McDermitt) – se é que ele faria parte da lista.

A 10ª temporada está mudando isso em Eugene, e para melhor. Eis por que ficamos felizes em ver um lado diferente de “Eugenius”, e por que estamos realmente esperançosos que ele possa conhecer Stephanie.

Tornando Eugene (um pouco) compreensível

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Tudo bem, é provável que sempre vamos precisar de alguém para traduzir o que Eugene está falando. Mas, para além de seu discurso rebuscado e técnico, a 10ª temporada se concentrou nas qualidades relacionáveis ​​do personagem. E, sim, elas existem.

Quer você o quisesse, ou não, com Rosita (Christian Serratos), a verdade é que a maioria de nós em algum momento da vida já gostou de alguém que, no fundo, sabíamos que não tínhamos a mínima chance. Foi um pouco frustrante vê-lo voltar para ela no início da 10ª temporada, uma vez que parecia que eles haviam se estabelecido como amigos na 9ª temporada, mas pelo menos ele lidou com a rejeição dela muito bem.

O ponto é: de repente, Eugene passou a “relativamente relacionável” ali. Agiu de forma madura diante da situação e mostrou que aprendeu a lidar com a rejeição amorosa. Não, a maioria de nós não pode falar como ele ou sequer imaginar em pensar como ele, mas quase todos sabemos o sofrimento da rejeição romântica ou de um rompimento ruim.

À procura de amor em lugares errados

Após Eugene ter se tornado, repentinamente relacionável, ele passou a procurar um novo amor mas não encontrava nada. O pobre rapaz queria alguém, mas parecia que não havia ninguém por perto. Simplificando: Eugene estava tristemente, terrivelmente solitário. E isso é algo que todos já sentimos. Por isso foi tão bom vê-lo se conectar com Stephanie.

De muitas maneiras, a companhia de Stephanie é um potencial novo começo, uma maneira de ele abandonar a bagagem que qualquer outra pessoa nas comunidades teria em relação à ele. Ela não sabe sobre seus crimes passados, seus momentos de covardia ou, talvez o mais importante, o fato de que ele foi perdidamente apaixonado por uma mulher comprometida com amigos seus por várias temporadas. Ela não sabe que ele pode cantar, embora… isso seja uma coisa que pode até acabar ajudando na sua relação. Quem diria que Eugene tinha uma voz tão boa?

Chegando a um acordo com seu passado

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Um bom ponto a citar: foi bom ver Eugene crescendo, superando seus medos e até fazendo as pazes com seu passado. Ao confortar Carol (Melissa McBride) após a batalha de Hilltop, ficou claro que ele sabia como ela se sentia – ele havia sido o “bandido” antes, com Abraham, e depois, quando se juntou aos Salvadores. Foi um diálogo simples e verdadeiro que acrescentou profundidade ao personagem, e esse momento deixou claro que o fato de o programa não estar mostrando os reflexos de Eugene, não significa que ele não está pensando no que fez.

Também, foi bom vê-lo começando a se tornar um lutador. Não que Eugene não tivesse lutado antes, mas estamos vendo isso muito mais nesta temporada: ele lutou ao lado de Rosita em Alexandria e depois defendeu Hilltop com todos os outros. Ele ainda está usando seu cérebro, é claro, mas agora ele está pegando uma arma em vez de se encolher no canto quando as coisas ficam difíceis.

O futuro

Não vou entregar aonde a história de Eugene vai, nem sua jornada para conhecer Stephanie nos quadrinhos, já que é muito possível que o show não vá na mesma direção. Mas a 10ª temporada fez um ótimo trabalho em apresentar seu desejo de encontrar uma companhia com uma emoção que o personagem mostrou merecer, e tem sido incrível vê-lo crescer ao longo desses episódios.

Esperemos que o ex-professor de ciências seja bem-sucedido em sua busca. No mínimo, Stephanie parece gostar dele por quem ele é, o que é uma algo essencial para qualquer relacionamento. E, se realmente há alguém para todos, mesmo no apocalipse zumbi, é melhor que haja alguém para esse gênio tagarela, cujo cérebro é tão poderoso quanto o coração.

O encontro de Eugene e Stephanie deve acontecer no último episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, que não tem previsão de lançamento por conta da pandemia de Coronavírus.

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9ª Temporada

Como o roteiro da 9ª Temporada de The Walking Dead salvou a série do cancelamento?

Analisamos as decisões de roteiro que fizeram The Walking Dead, surpreendentemente, ter sua melhor temporada na história de acordo com a crítica.

Vinícius Castro

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ATENÇÃO! O post a seguir contém spoilers da nona temporada de The Walking Dead. Caso não esteja em dia com a série, não continue. Você foi avisado!

Por mais que doa dizer isso, é inegável que o prestígio alcançado por The Walking Dead em seus primeiros anos pareceu diluir-se com as quase catastróficas decisões tomadas durante a sétima e oitava temporadas da série. Da queda de audiência ao recebimento extremamente MISTO da crítica especializada, o drama zumbi, mesmo tentando mostrar um pouco de fôlego no fim de sua oitava temporada, parecia estar fadado ao fracasso conforme o novo ano entrava em produção.

Unido ao desespero da saída de nomes como Andrew Lincoln e Lauren Cohan da série, a troca de showrunners não pareceu muito positiva em sua primeira recepção – Angela Kang, que veio a substituir Scott Gimple no cargo, chegava acompanhada de um currículo desequilibrado dentro de seus créditos na série. Era este o fim de The Walking Dead?

Respondendo curta e grosseiramente: Sim. Mas não necessariamente o fim da série que uma audiência apaixonada aprendeu a amar no começo da década, mas sim da quase irreconhecível novela de ação que predominou os anos de 2016-2018 sob o mesmo pseudônimo. Angela Kang, em 16 episódios, revigorou uma série que, acredite ou não, estava fadada ao fracasso.

Mas a grande questão é: como ela fez isso com tantos obstáculos? Quais foram as decisões de roteiro que fizeram The Walking Dead, surpreendentemente, ter sua melhor temporada na história de acordo com a crítica? É isto que esta análise audiovisual irá lhe responder hoje.

O TOM

The Walking Dead é uma série dramática de horror, certo? Isso todos já estão cansados de ouvir e ler em todo lugar.

Apesar de nove anos no ar, a série da AMC só conseguiu manter seu público atento e fiel graças ao elemento humano que entregou ao longo de sua trajetória. Conseguir a afeição do público para com a história não depende apenas de vísceras e matança, mas sim de personagens e situações relacionáveis, sentimentais e provocativas. Rick, Maggie, Michonne, Daryl, Carol e todos os outros membros do grupo dos “mocinhos” sempre tiveram isso, e foi a ideia de uma família totalmente disfuncional sobrevivendo no inferno que manteve o público cativo por anos e anos.

Mas o que fazer com uma série que terminou sua oitava temporada tendo seu principal elemento de afeto com o público danificado? Pense bem: apesar do fim da guerra e de todos se unirem para um novo começo, a estrutura familiar e RELACIONÁVEL da série ainda estava danificada – Maggie, Daryl e Jesus até aparecem tramando, de forma risivelmente vilanesca, contra Rick e Michonne no fim do episódio S08E16 – “Wrath” (Ira).

Nas mãos da pessoa errada, as coisas só teriam derrapado a ponto de destruir toda a história para sempre. Lembrem-se: a série estava prestes a perder Rick literalmente 17 episódios depois da morte repentina de Carl. Mas foi aí que Angela Kang entrou e, queira admitir ou não, salvou The Walking Dead.

A primeira mudança da nova produtora-executiva foi trazer um frescor à série: um salto temporal, novas locações, novos ideais e costumes que, aos poucos, foram implementados à franquia. Abraçada num tom WESTERN/HORROR, Kang trouxe ao roteiro da série um senso medieval de imprevisibilidade, testando os instintos de sobrevivência dos personagens em relação ao ambiente e demais “colegas” ao limite – uma ferramenta útil não somente para a construção de mundo, como também para a de personagens.

OS PERSONAGENS

Lembram quando Carl Grimes invadiu o Santuário de Negan, metralhou Salvadores e apareceu dizendo que “toda vida era preciosa” 8 episódios depois? É, infelizmente não foi um surto coletivo, apenas a péssima construção de personagem/roteiro durante a oitava temporada da série.

Angela Kang chegou ao comando de The Walking Dead com este tipo de instabilidade de escrita nas motivações e personalidades dos principais personagens. Teria sido muito fácil usar o salto temporal como muleta narrativa para mudar a essência dos principais personagens do show: se Gimple fazia isso em questão de poucas horas, por que não em um ano, certo? Novamente, a showrunner se sobressaiu e trouxe a tona algumas das melhores construções de personagens da história da série.

O destaque da temporada neste quesito fica por conta dos fantasmas da guerra contra Negan que a showrunner e seu ótimo time de roteiristas usaram na hora de não somente definir o estado do seu elenco, mas de situá-los em arcos próprios e conjuntos.

Em cinco episódios, Kang fez com que as trajetórias de Rick e Maggie tivessem mais consistência do que os 16 da oitava temporada – que viveram em tropeços e mudanças bruscas de comportamento. Em uma temporada completa, Michonne, Carol e Daryl evoluíram o equivalente a 6 anos (literalmente): de decisões a ações, o trio “protagonista” da era pós-Rick passou de personagens que sustentavam-se pelo carisma de seus atores a nomes de peso e extrema relevância.

O elenco coadjuvante, por sua vez, também não fica para trás: Ezekiel, Anne, Enid, Negan, Henry, Jesus e tantos outros personagens sobem na escala narrativa e recebem um real propósito. E mesmo aqueles que perdem espaço de tela devido às mudanças necessárias para a limpeza da casa (Rosita, Tara, Cyndie, Gabriel, Siddiq, Alden), ainda assim possuem uma história palpável, que geram consequências e fogem do corriqueiro “filler” de anos anteriores: não há mais exaustivas reflexões existenciais que não levam a lugar nenhum.

Entrando como um experimento e conduzindo os telespectadores a nova era pós-Rick do show, é impossível sair sem comentar um dos maiores trunfos do ano: a chegada de novos personagens. Ao adicionar novos rostos no time principal e mesclá-los em tramas relevantes e de primeiro escalão, o roteiro fez com que o ar de “protagonismo definido” da série se dissolvesse de vez e estreasse um senso de assembleia como nunca antes visto: Magna, Yumiko, Luke, Connie, Kelly e Lydia (além dos Sussurradores, que serão abordados mais a frente) acolhem novas facetas de personalidade, representatividade e, principalmente, conceito.

ESTRUTURA DE ROTEIRO – P1 (EPISÓDIOS 1-5)

PRÓLOGO OU EPÍLOGO?

Angela Kang chegou para trabalhar na nona temporada com uma bagunça gigantesca para lidar em suas mãos. Não apenas as saídas de Rick e Maggie deveriam ser feitas com real propósito, como todas as sementes pelo final da storyline de Negan e Os Salvadores deveriam cultivar consequências reais para não passarem de desperdício – o que, infelizmente, foi a percepção de muitos daqueles que desembarcaram da jornada ao longo dos anos 7 e 8.

Mudando totalmente o tom e se apegando ao que fez as primeiras temporadas da série um sucesso, a nova showrunner e seu esquadrão delimitaram The Walking Dead de volta ao básico: um drama sobre uma família disfuncional vivendo no apocalipse zumbi. O grande diferencial aqui estava no contexto que esta história seria inserida: agora eles não querem apenas sobreviver, mas VIVER neste mundo. Criar laços. Uma sociedade de verdade. E é aí que está o maior acerto de todos.

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A New Beginning” é o primeiro episódio da história da série sob a tutela geral de Angela Kang. Da abertura ao encerramento, várias das facetas estilísticas da roteirista são empregadas com sucesso, desencadeando em uma série de conceitos que há anos The Walking Dead não conseguia ver: dos diálogos humanos e sem reflexão/exposição barata ao comportamento coletivo do grupo, todos os minutos aqui importam e o foco está novamente nos personagens e no modo que estes contemplam sua existência, objetivos e relações diante os desafios de uma sociedade caída.

Dentro desta cadeia narrativa, Rick Grimes e Maggie Rhee tornam-se os principais protagonistas da história, abrindo uma trama política densa sobre suas lideranças e os modos distintos de viver após a queda ditatorial de Negan. Apesar de discordarem em inúmeros parâmetros, o que poderia ser uma briga novelesca dos anos anteriores dá espaço a um debate ideológico esclarecido e bem resolvido entre dois ótimos personagens com percepções distintas e semelhantes nos mesmos níveis – ambos querem construir um bom futuro para seus filhos (Hershel Jr. e Judith Grimes) em honra da memória de pessoas amadas (Glenn Rhee e Carl Grimes).

O grande trunfo aqui, todavia, está no modo como toda reação gera uma consequência impactante não apenas para os personagens, mas para a história geral; Um exemplo: o enforcamento de Gregory leva Oceanside a buscar justiça com as próprias mãos, que levam Maggie e Daryl a burlarem o acordo com Rick e Michonne quanto ao destino de Negan. Nada mais é por acaso. Ações possuem peso e impactam os personagens, motivações e anseios.

Após sumirem e perderem relevância por mais de dois anos, esta nova fase de The Walking Dead também trouxe de volta os zumbis como um ponto além de ferramenta estética para mortes satisfatórias repletas de gore.

Quase como piada, as criaturas, quando não em bando, são usadas em momentos específicos para mostrar a falta de perigo aos sobreviventes neste ponto do apocalipse – no primeiro episódio, Siddiq se assusta mais com as aranhas saindo de uma das criaturas, do que com a própria. O curioso é que, apesar de parecer gratuito no começo, o roteiro é sagaz para conduzir um pensamento errôneo em relação aos mortos-vivos, que mais tarde – na mesma temporada – receberão um “twist”. Novamente, causa e consequência estão sempre andando lado a lado.

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No saldo final, os cinco primeiros episódios constituem um pequeno epílogo para a história contada durante os 8 primeiros anos de The Walking Dead. Angela Kang, com maestria, conduz uma pequena temporada que serve como o final real de um grande capítulo. A saída de Rick, em “What Comes After“, é a maior prova disso, carregando um ar de series finale em toda a sua épica escala – que carrega muito mais que simbolismo barato, condensando uma reflexão profunda e um admirável estudo de personagem. E, é claro, a ironia de Rick partir na mesma ponte que começou a construir no começo da temporada é apenas outro exemplo de causa e consequência no seu ápice.

ESTRUTURA DE ROTEIRO – P2 (EPISÓDIOS 6-16)

Seja motivo ou piada para fingir choque, saiba que um formato estrutural padrão de filmes de 2h foi aplicado no decorrer de, literalmente, 32 episódios completos de 50 minutos durante os anos 7 e 8 de The Walking Dead.

Mas o que importa é que águas passadas não movem moinhos, certo? Quase! E se alguém lhe contasse que a nona temporada e a sétima são, em partes, literais espelhos uma da outra? Pois é. A diferença aqui é o modo como ambas as formas estruturais foram idealizadas e abordadas pelos executores, e como uma falhou miseravelmente, enquanto a outra alcançou prestígio.

Com todas as peças posicionadas e prontos para começarem de vez uma série totalmente nova, Angela Kang e seu time de roteiristas tinham como real propósito reintegrar uma audiência geral a um começo ainda mais novo que aquele de seu prólogo/epílogo de 5 capítulos.

Who Are You Now“, embora não aparente, possui um dos roteiros mais importantes de todo o currículo da série. O motivo para esta denominação vem do ponto abordado no parágrafo anterior: a reintegração da audiência em relação ao universo. O episódio 06 serve, praticamente, como o piloto de uma nova The Walking Dead: há um novo tom, uma nova perspectiva e, é claro, novos protagonistas.

Escrito por Eddie Guzelian, o capítulo segue um molde fora do comum para este mesmo período em temporadas passadas. De forma fluida e coesa, personagens, situações, mistérios e sementes de arcos são plantados no decorrer de seus 50 minutos de duração.

O maior mérito, todavia, aparece com a forma escolhida para unir este emaranhado: Angela Kang (e Guzelian) estabelece(m) um monólogo para Michonne logo no início do capítulo – o famoso “cold opening”, antes da abertura – para relembrar a audiência de que este ainda é o mesmo universo, mas que, apesar de todos os fantasmas ainda assombrarem a vida dos sobreviventes (Daryl, Mich e Carol, particularmente), agora o foco é seguir em frente. Abre-se espaço então para um contraste muito bem construído entre o grupo liderado por Magna e, é claro, a pequena Judith Grimes, agora crescida, que exploram uma nova Zona Segura de Alexandria, e o Reino de Ezekiel, que parece estagnado aos mesmos personagens – apesar de um Henry 6 anos mais velho – e a um passado de ruínas, que estão desmoronando aos poucos.

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Após um longo foco na segurança dos muros e na estabilidade da vida nesta nova era, Kang apresenta um mistério feito com timing construído de forma crescente e bem conduzido: afinal, como todo o resto da série, estariam os zumbis evoluindo também? Permeando por três episódios (6,7 e 8), a ameaça dos doentios Sussurradores resgata um clima de terror nostálgico das décadas de 60 a 80, trazendo as criaturas sanguinárias de volta ao patamar de perigo extremo. Com a ajuda de David Leslie-Johnson, conhecido pelo universo da franquia “Invocação do Mal”, The Walking Dead entra num território de terror/suspense/horror há tempos não explorado, e faz isso com sucesso.

A revelação proposital da ameaça, feita com a morte inesperada de Jesus, só é chocante graças ao ótimo trabalho feito pela construção do roteiro – unido, é claro, ao poder da direção, que será abordada em um artigo futuro.

E é neste ponto que a comparação feita no início deste tópico começa a fazer sentido: a sétima e a nona temporada são, em essência, idênticas. A grande diferença está na escrita, que nas mãos do novo time entrega um desenvolvimento árduo e equilibrado de causa e consequência.

A introdução de Alpha, por exemplo, é feita de forma tão sádica e misteriosa quanto a de Negan: mas enquanto este foi ameaçador por apenas dois episódios, a vilã de Samantha Morton fez jus ao manto de antagonista do episódio 9 ao 16, mesmo estando ausente na maior parte destes. A aura sinistra do grupo foi trabalhada a fundo em seu conceito, mas não só em seu lado psicológico ou sádico: o temor de encontrar uma horda sem saber se é de “mortos”, por exemplo, permeia até os últimos minutos da season finale, “The Storm“. Há um equilíbrio na sensível escrita da nova showrunner, e é isto que levou a segunda parte da nona temporada às listas de mais memoráveis da série inteira.

E para finalizar esta notável amostra de boa-condução narrativa da temporada, há de se comentar sobre duas pérolas do nono ano, e dois dos melhores episódios da história da série: “Scars” e “The Calm Before“. Duas entradas COMPLETAMENTE DISTINTAS em termos de narrativa e condução, mas com poder relativamente igual em termos de desenvolvimento, ação, consequência e impacto.

“Scars”, escrito pela estreante Vivian Tse, é o 14º episódio da nona temporada e aproveita a recente introdução da personagem Lydia para trazer à tona lapsos de eventos do período que marcou o salto temporal de seis anos.

Praticamente protagonizado por Michonne, os 45 minutos contrastam o sentimento de culpa e temor da personagem pela perda/desaparecimento de sua filha no passado e presente, que acaba fora dos muros e em perigo graças a decisões tomadas de cabeça quente e por falta de conversa.

O poder da escrita nesta entrada não está apenas no desenvolvimento da personagem de Danai Gurira, que é excepcional, mas sim no modo como lida com as consequências da busca pela garota: em ambos os casos, Michonne foi obrigada a passar por um teste psicológico que a muda para sempre. No primeiro, que é chocantemente visceral, é forçada a matar um grupo de crianças, enquanto no segundo, é forçada a se abrir pela primeira e vez e desabafar sobre seus sentimentos com a filha, o que nunca foi fácil para a guerreira.

No fim das contas, “Scars” resgata o senso de uma história conduzida por personagens humanos, e não por ações ou prescrições dos quadrinhos.

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Já “The Calm Before”, escrito pela dupla Geraldine Inoa e Channing Powell, é o típico episódio evento de The Walking Dead. Ou melhor: o típico episódio evento feito da maneira certa.

Em um ponto crítico a ser adaptado das HQs de Robert Kirkman, Kang orienta o roteiro de Inoa e Powell usando uma técnica de “bomba-relógio”: enquanto a feira ocorre normalmente no Reino para unir as comunidades, Alpha se infiltra no local, onde passa a analisar friamente o comportamento dos sobreviventes e seu senso organizacional. Apesar de sua construção lenta, o senso de instabilidade é presente durante toda a projeção, e o pagamento entregue no último ato é desolador e excruciante em inúmeros níveis: 11 personagens conhecidos do público são decapitados e expostos em estacas na delimitação de território dos Sussurradores.

O evento é grotesco e tão bem executado que, quando acontece, mantém um ar de desconforto e luto que honra o fato de “The Calm Before” perambular entre os 15 episódios mais bem avaliados da história da série de acordo com o IMDB.

SALDO FINAL

É óbvio que ainda existem algumas pequenas falhas aqui e ali, mas isso faz parte do universo da escrita televisiva. Pequenos problemas de senso geográfico, por exemplo, são esquemas difíceis de buscar desvio desde os primórdios de Walking Dead, e por isso já soma muito mais como uma licença poética neste atual ponto.

No fim das contas, The Walking Dead revigorou-se e finalmente se encontrou depois de tantos anos no ar. Agora resta torcer para que Kang continue a trabalhar personagens, conceitos e trama a altura de seu potencial como showrunner – pois, se isso for um indicativo, a série ainda pode entregar um satisfatório final.

A primeira parte da 10ª temporada de The Walking Dead chega no Brasil a partir de domingo, 6 de outubro, às 22h, no FOX Channel.

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The Walking Dead 10ª Temporada: Quem é Dante?

Dos quadrinhos para a TV: Conheça Dante, o novo personagem da 10ª temporada de The Walking Dead.

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Sabemos que The Walking Dead segue muito da história contada nas HQs, mas também dá suas escapadas para adaptar o roteiro em determinadas ocasiões. Personagens que morreram nos quadrinhos estão vivos na série – e vice-versa -, e até pessoas que não existem na história impressa são introduzidos, e com muito sucesso, no show da TV – caso de Daryl.

No entanto, a 10ª temporada vai apresentar aos fãs da produção da AMC um personagem que participou do arco dos Sussurradores nas HQs. O ator Juan Javier Cardenas foi escalado para interpretar Dante, e vamos falar aqui o que esperar do novo personagem.

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DANTE NAS HQs

Dante é introduzido na edição de número 131 dos quadrinhos e participa do confronto entre as comunidades e o grupo de Alpha e Beta. Ele é um jovem híspano-americano brincalhão, e suas palhaçadas muitas vezes incomodam os outros. Apesar do jeitão sarcástico, ele é extremamente leal à Hilltop, especialmente à líder, Maggie Rhee.

A lealdade logo torna Dante uma espécie de braço-direito da viúva de Glenn. O jeito tranquilo também dá ao personagem uma vocação para liderança, mas essa tranquilidade é colocada à prova quando ele fica cara a cara com os vilões e é sequestrado. Os Sussurradores, então, costuram um acordo com Hilltop para recuperar Lydia, filha da líder Alpha, em troca do rapaz.

Após a troca, é Carl quem foge atrás de Lydia, e Dante acompanha Rick em busca dos pombinhos. Dante também estava presente quando os sobreviventes encontram as vítimas das estacas.

DANTE S2 MAGGIE

Ainda nas HQs, quando Jesus lidera um grupo de ataque no confronto contra os mascarados, Dante fica para trás para proteger os membros que permaneceram em Hilltop, e aproveita a oportunidade para revelar seus sentimentos por Maggie. A líder prontamente o rejeita. Logo depois, ele é enviado para defender a comunidade, que acabara de ter suas paredes derrubadas pelos Sussurradores.

Os danos causados pelo grupo mascarado é praticamente irreversível, e os moradores são forçados a se mudar para Alexandria, onde o romance entre os dois finalmente desabrocha. O destino final do personagem, no entanto, é desconhecido. No salto temporal apresentado na última edição das HQs, Maggie é apresentada como presidente da comunidade, mas Dante não aparece no volume.

Vale lembrar que, na série de TV, Lauren Cohan, que interpreta Maggie, está vivendo na comunidade de Georgie (Jayne Atkinson), e deve voltar para Hilltop nesta temporada. Será que a chegada de Dante será usada como gancho para o retorno da líder? Se eles voltarem juntos, já será como um casal?

O QUE ESPERAR DA 10ª TEMPORADA

Esta será a primeira temporada completa de The Walking Dead que não contará com seu principal personagem, Rick, já que Andrew Lincoln ficou até o quinto episódio do nono ano. Além disso, Michonne está de saída da série porque Danai Gurira decidiu deixar o show, mas ainda não se sabe seu destino.

Com isso, a introdução de novos personagens pode (e deve) dar um novo fôlego à trama. Dante tem um papel interessante nos quadrinhos, sendo muitas vezes um alívio cômico na história. Será que ele entrará como um personagem de relevância, que vai exercer alguma liderança nas comunidades?

“…em nosso mundo, o contexto é um pouco diferente e ele (Dante) terá um papel importante na história de Alexandria. Então estamos empolgados com isso.”, contou a showrunner Angela Kang no mês passado em entrevista para a Entertainment Weekly.

Outra possibilidade é o crescimento de personagens outrora secundários. Eugene (Josh McDermitt), Rosita (Christian Serratos), Siddiq (Avi Nash), Padre Gabriel (Seth Gilliam), entre outros, podem ter suas histórias expandidas com a entressafra de protagonistas, e Dante entraria mais como uma figura que será desenvolvida até ganhar determinado destaque.

Aguardemos o início da décima temporada de The Walking Dead, marcado para o dia 6 de outubro.

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