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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #52 – Nicole Yvette Brown, Denise Huth e Sonequa Martin-Green

Jessica Storrer

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E com o fim deste episódio, ouviu-se um grito coletivo de terror pelo planeta, a gente ouviu o Dwight dizer “Você vai ficar bem”, mas eu não acredito em nada do que ele diz. Mas antes de fazerem qualquer tipo de reivindicação, vamos analisar o que aconteceu. A Carol acabou com ainda mais Redentores enquanto partia de Alexandria, não sabemos onde ela está. Algo está muito errado com o bebê de Maggie. Michonne, Glenn e Rosita foram capturados. Dwight atirou em Daryl, teve bastante sangue.

Os convidados da noite foram: A super-fã de The Walking Dead, Yvette Nicole Brown, a co-produtora executiva Denise Huth, e a própria Sasha, Sonequa Martin-Green.

Chris Hardwick: Uma nota especial, se Daryl Dixon morrer no próximo episódio, eu não apresentarei este programa, outra pessoa virá no meu lugar, porque as pessoas vão botar a culpa em mim, e também eu estarei em algum lugar deitado em posição fetal, inconsolável. Eu só queria esclarecer uma coisa, as pessoas estavam chamando a coitada da Yvette de ceifadora da morte, toda vez que ela vem aqui no programa algo terrível acontece. Eu queria dizer que isso não é verdade, primeiramente, ninguém morreu neste episódio…

Yvette Nicole Brown: Ninguém importante [Risos].

Chris: E, segundo, inicialmente Rachel Taylor estava prevista pra participar do programa de hoje, mas houve uma mudança na sua escala nas filmagens de ‘Jessica Jones’ e quando essas coisas acontecem Yvette é sempre a primeira pessoa pra que a gente liga, então isso não estava planejado.

Yvette: Exatamente! E eu gostaria de pedir desculpas pra menina que eu bloqueei hoje porque ela comentou algo desse tipo. Gente, nós amamos uma série sobre o apocalipse zumbi, é nossa escolha, certo? Se você assiste novela, você não pode ficar brabo toda vez que as pessoas se beijam. Da mesma maneira, em um apocalipse zumbi, as pessoas vão morrer, é assim e pronto. Não tem muitos momentos de sol, e eu venho aqui pro programa quando acontecem esses momentos e também quando as pessoas estão com problemas.

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Chris: Yvette, você está sempre do nosso lado, é uma grande fonte de positividade e apoio.

Yvette: Muito obrigada.

Chris: E você tem esse caderno, que um dia eu espero que você leiloe pra caridade.

Yvette: Na verdade eu tenho uns três ou quatro cadernos deste, acho que vou leiloar um deles.

Chris: O que você escreveu sobre Daryl ter levado um tiro no final deste episódio?

Yvette: ‘Assim não, Senhor, assim não’ [Risos]. E a minha teoria a respeito disso é a seguinte: sempre que alguém que a gente gosta morre na série, eles têm uma testemunha. Ninguém que a gente gosta morreu sem ter outra pessoa do grupo ali testemunhando. Desculpe-me, mas Dwight não é tudo isso pra ser a pessoa que vai matar Daryl Dixon. Se você vai matar alguém como Daryl Dixon ou Rick, tem que ser alguém tipo o Governador, ou algum outro vilão grande – e a gente nem está falando sobre o próximo episódio e sobre quem está chegando com aquele taco de beisebol. Focando neste episódio, não tinha ninguém ali à altura pra matar Daryl Dixon, então na minha teoria, ele continua vivo.

Chris: Meio que pareceu que ele foi baleado no ombro. O que você acha que vai acontecer com ele?

Yvette: Acho que ele vai ficar bem. Eu acredito mesmo. Dwight disse que ele vai ficar bem, não que eu acredite em Dwight, mas eu acho que ele vai ficar bem.

Chris: Denise, o que você pode nos contar sobre Daryl e aquele sangue todo?

Denise Huth: Sabe, ele certamente levou um tiro, com certeza isso aconteceu. E teve bastante sangue, mas ele é forte, e Dwight disse que ele vai ficar bem, não que Dwight seja a pessoa mais confiável do planeta, mas ele não tem porque ter mentido. Eu posso te garantir que com certeza nós saberemos o que acontecerá com Daryl no próximo episódio.

Chris: Que ótimo! Eugene sobreviveu ao tiro, tenho certeza que Daryl ficará bem.

Yvette: Carl já foi baleado duas vezes [Risos]. E sobreviveu.

Chris: Eles sempre atiram em Carl e toda vez ele fica bem. O que Daryl acha que vai conseguir por ficar seguindo Dwight?

Denise: Eu acho que Daryl está furioso. Ele está muito chateado pelo que aconteceu com Denise, o fato de ter sido sua crossbow, isso pesou muito sobre ele. Quando ele conheceu Dwight no episódio 606, ele estava diferente. Ele estava tentando trazê-lo pra dentro, mesmo com tudo que Dwight fazia ele ainda tentava ajuda-lo, e aí isso acontece. Então ele está bem furioso. Sabe, geralmente quando você está nervoso você não toma as melhores decisões, você acaba agindo com um pouco de irresponsabilidade.

Chris: Eu achei muita burrice todos simplesmente começarem a sair de Alexandria. Eles estiveram atacando os Redentores, Rick até disse no começo ‘Estaremos prontos pra eles’. Sabe? Carol desaparece, aí Daryl vai atrás dela, e outras pessoas vão atrás dele. Sasha está preocupada com o fato de que os melhores lutadores de Alexandria estão saindo dali?

Sonequa Martin-Green: Eu acho que é prova de quão longe Alexandria chegou, a gente pode se dar ao luxo de ter todas essas pessoas saindo por aí e ainda sim manter o lugar em segurança. A gente viu isso quando os homens Lobo apareceram. Então ainda tem pessoas ali que conseguem manter a casa em ordem. E também, Rick está numa fase em que ele confia nos outros, ele sabe que a gente pode cuidar do que vier a acontecer, e o povo de Alexandria está pronto pra lutar também. Ele confia nisso a ponto de sair dali.

Chris: O que significa o fato de Carol ter desaparecido durante o turno de Sasha na vigia?

Sonequa: Isso é um segredo. Como Sasha, foi meio constrangedor ela ter sumido durante meu turno. No entanto, a Carol é única! É “a mandachuva”. Se alguém fugiu e eu não vi, eu saberia que seria a Carol. Ela seria capaz de fazer isso. Sabe, eu sou a primeira a ver tudo quando estou de vigia, sou a sniper do grupo. Me chacoalho um pouquinho, mas sabe, foi a Carol.

Chris: Não te incomoda um pouco o fato de que, assim como ela conseguiu ter saído, alguma pessoa pode conseguir entrar?

Sonequa: De jeito nenhum. Isso não acontece quando eu estou de vigia.

Chris: Essa pergunta é da internet: ‘Denise, você acha que Rick pensa que o cara que pegou era Negan?’

Denise: Boa pergunta. Eu não sei o que se passa na cabeça de Rick, mas acho que ele sabe que ainda não acabou. Ele sabe que esse grupo de pessoas está por aí, eles sabem onde eles estão… ele está se preparando para um ataque.

Chris: Outra da internet: ‘Yvette, você acha que é possível Dwight se redimir por tudo que fez até agora?’

Yvette: Comigo não. Tem pessoas que são perdoadoras, Morgan provavelmente o perdoaria na hora, mas eu pessoalmente não perdoaria.

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.

– Walkers do celeiro
– Os idiotas da caminhonete
– O Walker idiota da caminhonete
– O idiota empalado da caminhonete
“Não seja um idiota com a Carol, porque você nunca sabe o que ela pode ter escondido na manga.”

“Eu acho que o que motivou Carol, nesta altura do campeonato, a sair de Alexandria foi o conflito que ela está tendo consigo mesma. Sendo ela capaz ou não de tirar a vida de outra pessoa, e isso está em conflito com o amor que ela sente pelos outros sobreviventes do grupo. Ela sabe que terá que matar pra poder deixa-los a salvo, e se ela não consegue fazer isso, então ela tem que partir.”Melissa McBride.

Chris: Sabe, Carol está tentando não matar pessoas, mas como fã eu adoro quando alguém provoca tanto ela que ela acaba pensando ‘Beleza então, babaca’, e atira em todo mundo. Sabe, ela avisou eles, dizendo ‘Por favor, não façam isso. Não precisa ser assim’. Yvette, qual foi sua reação quando você viu a arma na manga?

Yvette: Foi muito legal. O diretor Michael E. Satrazemis, ele fez essa cena incrível da manga dela, onde a gente consegue ver o rosário, e isso dá uma ideia subliminar de que ela não consegue cuidar de si mesma. Mas quando eu assisti de novo eu vi que ela estava costurando a arma na manga, antes mesmo de ter saído, ela se preparou pra isso. Eu sinto que ela esteja fazendo coisas contra sua própria vontade, porque ela está atravessando uma barreira, na primeira vez que ela estava hiperventilando eu pensei que era parte desta máscara que ela veste pra se tornar esta outra pessoa, mas na segunda vez que ela fez isso, com os homens, ela está realmente num ponto em que ela está lutando consigo mesma. Ela não quer ser essa pessoa que ela se tornou, essa pessoa que este mundo forçou ela a ser.

Chris: Sonequa, o que você acha que representa o fato de Carol ter tido problemas tão perto de Alexandria?

Sonequa: Acho que representa o fato de que os problemas estão bem próximos, está perto de nós, é hora de lidar com eles. Está aqui. E é aquele ditado, quando você muda de lugar, quer começar uma vida nova, você vai, mas parte de você continua ali. E eu acho que ela está fugindo de si mesma, ela está fugindo das coisas que ela tem que fazer, mas que acha que não consegue mais fazer. Ela continua lá.

Chris: A quantidade de Redentores é gigante nesta altura. Então acho que não é surpresa pra ninguém que eles vão se vingar, no mundo deles, o povo de Alexandria são os malvados porque eles ficam matando os Redentores, eles mataram vários deles enquanto dormiam. Como foi filmar a cena da arma na manga?

Denise: É uma das cenas divertidas. Envolveu bastante gente, e sabe, uma arma daquelas é pesada. Então o pessoal do cenário teve que trabalhar com o pessoal do figurino pra ver como aquilo funcionaria, e envolveu efeitos especiais e o pessoal das cenas de ação. E isso foi no fim de Outubro, começo de Setembro, então a gente tinha menos luz do dia, a gente estava correndo. E é sempre bom passar o dia com a Melissa McBride. E como espectador, você assiste aquilo, vê aqueles caras aparecendo e pensa ‘Ae, ela vai matar todos eles’.

Chris: É sempre divertido ver isso acontecer. Yvette, você ficou surpresa pela rainha da camuflagem sair por aí num carro daqueles?

Yvette: Não, eu acho que isso é um dos sinais dela estar atravessando essa barreira. Lembra, ela costumava combater Ed, então ela tem lutado por mais tempo do que qualquer outro neste apocalipse, e a única maneira do combate com Ed ter acabado foi com a morte. E agora ela está vendo novamente que a única maneira de combates acabarem é através da morte. Agora ela é quem está causando dor e matando pessoas, e ela não quer fazer isso! E teve uma cena com ela e Daryl, logo depois da morte de Beth, que ela disse pra ele ‘Você tem que botar isso pra fora. Eu não consigo, mas você pode, você precisa.’ Basicamente o que ela disse é que ele precisava ir pra algum canto e chorar bastante, mas ela não fazia isso. E agora, nos últimos episódios, ela tem chorado bastante. Então ela está voltando a ser aquela vítima de antes, só que agora ela á a agressora. E como isso funciona? Como você é a vítima enquanto se é a agressora?

Chris: O interessante dessa série é que ninguém é unidimensional.

• Um fã faz uma pergunta por telefone, direcionada à Denise: “Porque você acha que Tobin não foi atrás de Carol?”

Denise: Eu acho que aconteceu muito rápido. Eles ainda estão tentando processar o que acontecer e Morgan já está indo pro carro e Rick o impede. No ponto de vista de Tobin, Morgan e Rick estão tomando conta disso. Tobin passou a maior parte do tempo do lado de dentro das muralhas.

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Chris: Tobin não é a primeira pessoa que você escolheria mandar.

Denise: Exatamente, e nós já falamos sobre o porque de tanta gente ter saído… é a família deles. Eles se importam com eles, e vão atrás deles. E acho que Tobin confia muito no Rick, e acha que ele vai encontrar Carol.

Chris: Ele pensou ‘Okey, se vocês querem ir podem ir, confio em vocês, ficarei aqui vigiando o espaço vazio do meu quarto’. Sonequa, qual foi sua reação quando você descobriu que Sasha e Abraham estavam mesmo juntos? Como foi que aconteceu isso?

Sonequa: Quando eu li aquilo pela primeira vez eu fiquei surpresa, eu fiquei chocada. Mas eu gosto muito do enredo, porque a partir do momento que eu me aprofundei mais, fez muito sentido. Eles têm tantas experiências paralelas e lutar parecidas. Abraham era um soldado e Sasha era bombeira, então eles tem esse pensamento de soldado parecido, nós dois sabemos o que é servir a sociedade desta maneira. E o tem também o link do transtorno pós-traumático, por causa de tudo que eu passei, e de tudo que ele passou perdendo a família. Então existe um paralelo ali. E eu vejo nele algo que eu já fui, e assim como Bob me tirou daquela situação, eu estou fazendo isso com ele, Tyresse sempre me ajudava também. Eu estou meio que honrando a memória destes dois.

Chris: Está honrando eles de uma maneira bem legal [Risos]. Já é uma droga quando você termina com alguém morando numa cidade do tamanho de Los Angeles, mas quando sua cidade é composta por oito casas, ‘Olha, aquele é minha ex. Que situação chata’. Aquele momento que você teve com Rosita.

Sonequa: Então, isso me manteve com um pé atrás, porque ela é família, eu amo ela. Eu me importo com ela e jamais faria algo que desvalorizasse ela ou nossa amizade. Foi importante pra mim afastar ele até que isso estivesse resolvido. É triste que ela seja meio que a vítima da situação e acabe se machucando como resultado disso, eu odeio isso.

Chris: Yvette, você aprova o Sashaham?

Yvette: Sim, eu aprovo. Mas aí eu assisti de novo algumas cenas e vi pequenos detalhes sabe, quando vocês estão conversando na janela e ela se vira, ela olha pra ele um olhar que dizia ‘Estou nessa’. E quando ele chegou na porta e disse ‘A gente poderia ter mais 30 anos e ainda não seria suficiente’, todas diriam pra ele entrar na casa.

Sonequa: Ele estava pedindo ela em casamento. E ela estava pronta. Desde o começo do apocalipse eu tinha essa muralha em volta de mim, eu não conseguia ter relacionamentos íntimos, não me sentia forte o suficiente caso eu perdesse essas pessoas. E depois de tudo que aconteceu eu vi que estava pronta, naquele momento do pedido. Decidi ‘Eu consigo, vou fazer, vou me abrir pra você’.

Chris: Denise, o que representa quando Abraham pergunta pra Rick se ele tem medo de deixar alguém se aproximar?

Denise: Eu amo aquela cena. Ambos estão em relacionamentos novos, e eu amo o fato de Rick ser sincero e dizer que sim, é assustador. Uma coisa importante pra mim nessa temporada foi quando Michonne disse ‘O que você quer?’. Acho que é uma boa pergunta, pra todos na verdade. O Abraham e a Rosita estavam juntos mais por causa das circunstâncias, eles estavam juntos, se ajudavam, tinha bastante amor ali, mas acho que eles não tiveram um momento pra parar, respirar e pensar a respeito. E eu amo esse novo relacionamento porque é uma escolha, não é o caso de ‘Você está aqui, estamos juntos e assustados’. Aqui é algo mais ‘Eu vejo você e escolho você’. E isso nos dois casos, Rick e Michonne, Abraham e Sasha. É uma das coisas na qual colocar mais esperança. É adorável.

Chris: Sempre que uma série começa com duas pessoas ficando, aquilo não vai acabar bem.

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• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Todos os espetos do carro de Carol eram reais, exceto o que foi usado pra matar o Redentor, que foi adicionado digitalmente. A equipe chamava esse de o ‘carro porco-espinho’.
– Essa cena tem uma aparência interessante porque foi filmada numa planície de inundação de um rio da Geórgia. Devido à mata fechada, todo equipamento teve que ser levado manualmente.
– A mulher que interpretou essa walker foi escolhida porque ela parece com Carol. Isso não foi coincidência sendo que ela também já trabalhou como dublê de Melissa McBride.

“Como sabemos, na HQ a Maggie tem o cabelo bem curtinho. E conforme a história foi progredindo, chegamos neste ponto no qual a batalha é iminente, tudo é imprevisível, tudo que eu puder fazer pra entrar neste estilo de mãe guerreira, eu farei agora. E chegou nesta situação em que ela e Enid criam um link, e é tão fofo. E é tão querido e suave, e está progredindo pra esse lado horrível e sombrio que estamos vendo.”Lauren Cohan.

Chris: Maggie ter cortado o cabelo tem alguma relação com o que Shane sentia quando ele raspou a cabeça?

Denise: Eu meio que consigo ver isso, mais ou menos. Shane teve toda aquela interação com Otis, e Otis puxou o cabelo dele, foi usado contra ele. E agora ela teve toda essa experiência com os Redentores, onde ela teve que lutar. É uma parte de tentar se proteger, de vestir sua armadura. Teve uma motivação levemente similar por trás disso. E Lauren Cohan foi fotografada com o cabelo curto e meio que quebrou a internet, porque todos acharam que ela tinha morrido.

Chris: Yvette, qual foi sua reação quando Lauren sentiu aquela dor?

Yvette: Num primeiro momento eu achei que tinha algo errado com o bebê, mas aí eu lembrei que ela comeu pickles e eles estavam dentro dela por um bom tempo já [Risos]. Eu não quero acreditar em nada mais além dessa história dos pickles.

Chris: Sasha, se a Yvette estivesse na série, com quem você acha que ela deveria ficar? Daryl, Morgan ou Tobin?

Sonequa: Eu acho que Morgan. Eu acho que ele seria um homem bom pra você. Ele é um cavalheiro.

Yvette: Não, eu preciso de alguém com mais fogo. Alguém que mate por mim!

Sonequa: Sabe Yvette, eu acho que ele mataria por você.

Denise: Você iria fazer ele matar por você.

Yvette: Eu quero falar sobre Tobin. Eu amo Jason Douglas, no entanto, ele meio que levou 12 horas pra ver que Carol tinha sumido, e eu não quero que vocês escolham ele porque eu preciso de um homem que quando fala comigo, não vira um professor do Charlie Brown. Carol ignorou tudo aquilo que ele falou.

Chris: Denise, o que significa Rick estar ok com Carol ter matado Karen e David agora?

Denise: Mostra novamente como todos estão evoluindo, eu acho que Rick mudou de maneira gigantesca, especialmente se comparado ao começo de tudo, mas também desde que isso aconteceu. Eu amo tudo que aconteceu com Morgan e Rick neste episódio, é muito interessante ver esses dois personagens que se conheceram no início de tudo. Na cena que eles estão dirigindo, a gente meio que imitou uma cena da segunda temporada, quando Rick e Shane, Rick dirigindo e o Shane no bando do passageiro e tem walkers à frente, e eles estavam brigando e tal. Foi parecido com aquilo, só que agora Morgan estava no lugar de Rick e o Rick está à lá Shane, meio positivo sobre o que ele precisa fazer. E isso mostra como a série tem mudado estes personagens de maneiras drásticas.

Chris: O Rick mata com a frieza de um exterminador agora. A Yvette nunca foi muito fã do Morgan, isso está mudando?

Yvette: Eu gostei do que ele disse pro Rick sobre o círculo. E eu voltei atrás e dei uma conferida no episódio com Eastman. E ali tinham várias referências à círculos. Eu amo o fato dele ainda guardar o que Eastman falou pra ele. E ele falou algo bem profundo, de que se ele não tivesse poupado o Lobo, o Lobo não salvaria Denise, e Denise não salvaria Carl. Então às vezes você precisa parar e pensar nas coisas.

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Chris: Eu precisava daquela cena com Morgan. Porque eu já estava começando a pensar ‘Cala boca e mata alguém logo’. Eu fiquei muito feliz por ter sido colocado um contexto em tudo aquilo e meio que ajudou a justificar isso.

Denise: Ele não está dizendo que ele está certo. Ele diz no carro que é sobre o que você pode fazer e continuar vivendo lidando com isso, de maneira que não acabe com você.

“O que eu sinto é que a marca registrada do nosso trabalho é o realismo. Quando você vê a cara de um walker toda arrebentada ou outro com o peito aberto, você verá aqui seu esterno, todos os músculos e as costelas. A gente tenta capturar esse nível de autenticidade. Quando a gente faz queimaduras ou qualquer coisa desse tipo, a primeira coisa que a gente vai fazer é consultar livros de medicina, e existem muitos livros de reconstrução medicinal que mostram o antes e depois de vítimas de queimadura e cirurgias de reconstrução e você vê o tecido queimado e como ele cicatriza. É algo que a gente busca fazer quando tentamos recriar essas coisas, se inspirar na vida real.”Greg Nicotero.

Chris: Denise, tem alguém que você gostaria de lembrar que a gente ainda não tenha visto nas entrevistas por trás das câmeras?

Denise: Olha, eu gastaria uma hora falando sobre nossa equipe, se eu pudesse. Nossa equipe é fantástica, você vê muitos deles nestas entrevistas, eles trabalham duro, são tão dedicados, não há dúvidas de que a série é o que é por causa deles. Eles tem bastante orgulho de fazer parte de The Walking Dead e isso é bom pra nós. Essa série é difícil, mas tem uma maestria em tudo que eles fazem. Eu gostaria de mencionar os assistentes de produção, porque eles nunca aparecem. E eles são incríveis, e estão sempre de bom humor, estão sempre animados por estarem ali. Tomar conta de todos nós e comunicar todo mundo de tudo que está acontecendo, e ajudar a administrar todas as coisas de assistência ao diretor, eles são fenomenais.

• Um fã da plateia faz uma pergunta, dirigida à Yvette: ‘O que você escreveu no seu caderno quando viu Rochonne na cama?’

Yvette: Rick e Michone? Teve esse momento em que Rick esta deitado e tem aquela maçã ali, e eu escrevi ‘Jack, me desenhe como uma de suas amiguinhas francesas’ [Risos].

• A fã ganhou um plástico com o ‘cabelo de Maggie’, uma maçã e um espeto.

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Chris: Sonequa, você acha que se apaixonar nesta série significa que você está fadada à morrer?

Sonequa: Não, eu acho que não [Risos].

Chris: Bob e Sasha? Tyresse e Karen?

Yvette: Maggie e Glenn!

Sonequa: Exato, Maggie e Glenn são nossos queridinhos. Nada nunca é a mesma coisa nesta série. Muitas coisas imprevisíveis podem acontecer. Eu acho que quando você se abre de verdade pras pessoas, e você toma esse risco, eu acho que isso te fortalece, como uma arma secreta. A gente viu algumas pessoas falando isso na série, o Glenn disse ‘Você tem que saber pelo que está lutando’. Jesus disse isso pra Tara. E quando você está lutando por algo mais além de si mesmo, por alguém ou até por um ideal de amor e família, isso te fortalece.

Chris: Essa foi uma resposta muito boa.

Chris: Cara! Caramba! ‘Eu tenho um acordo pra eles!’ O que você acha disso que a gente acabou de assistir?

Yvette: Eu meio que estou gostando do Padre Gabriel agora, nunca achei que fosse dizer isso. Ele está se tornando o homem que eu sempre achei que ele deveria ser. Eu não acho ruim ele ficar com a Judith e eu acho que ele consegue fazer tudo que ele disse pra Rick que faria. Eu aposto nele.

Chris: Eu gostaria também de mencionar Austin Nichols que nunca tinha ido pra Disney! Eu levei ele e a namorada pra Disney na sexta-feira. Não foi só eu e os dois, fomos em um grupo, não sou um esquisitão [Risos]. Denise, se você fosse descrever o season finale em uma palavra, qual seria?

Denise: Isso é difícil. Eu vou escolher a palavra ‘Negan’.

Chris: Negan? Em uma palavra, isso resume o season finale? Eu tenho que dizer que esta segunda metade da temporada tem sido incrível. Tão bonito, dramático. Estou muito ansioso pelo que vai acontecer. Sonequa, como você se sente com relação à isso?

Sonequa: Me sinto bem. É como eu estava falando, é problema. Temos que lidar com nossas consequências. Temos que lidar com as consequências de nossas escolhas.

Chris: Sim. Na próxima semana discutiremos o episódio final de The Walking Dead. Com certeza precisaremos de terapia.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Scott M. Gimple (showrunner), Robert Kirkman (criador dos quadrinhos) e Norman Reedus (Daryl)

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #51 – Christian Serratos, Josh McDermitt e Greg Raiewski

Talking Dead Brasil #50 – Paul Feig, Melissa McBride e Alicia Witt

Talking Dead Brasil #49 – Alanna Masterson, Ross Marquand e J. Smoove

Talking Dead Brasil #48 – Lauren Cohan, Tom Payne e Kid Cudi

Talking Dead Brasil #47 – Danai Gurira, Austin Nichols e Nathan Fillion

Talking Dead Brasil #46 – Greg Nicotero, Carrie Underwood e Benedict Samuel

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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