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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #51 – Christian Serratos, Josh McDermitt e Greg Raiewski

Jessica Storrer

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Parece que este mundo brutal provou-se ser demais para a rainha do apocalipse, Carol foi mesmo embora de Alexandria? Pra onde ela foi? Rosita e Daryl assistiram a horrível morte da Dr. Denise, e Abraham e Eugene brigam por quem falou primeiro que ia matar um walker, e depois se unem novamente.

Os convidados da noite foram: o fã supremo de The Walking Dead, que muitos de vocês fãs ajudaram a escolher, ele é professor de Inglês na escola Casa Grande, na Califórnia, Greg Raiewski. O próprio Eugene, Josh McDermitt, e a única Rosita, Christian Serratos.

Chris Hardwick: Greg, muito obrigado pela presença! Você é um cara bonitão, você é professor, muito obrigado por ensinar a juventude americana! O que você está achando de estar aqui sentado no sofá do Talking Dead?

Greg Raiewski: É uma honra estar aqui, é muito legal. Eu espero deixar meus alunos orgulhosos, assim como os fãs.

Chris: Está sendo como você imaginou?

Greg: Sim, sim. Toda a iluminação e tal, e as carícias de Eugene [Risos].

Josh McDermitt: Vou fazer você se arrepender por ter vindo aqui [Risos].

Chris: Josh, eu tenho que dizer, geralmente os homens preferem uma performance com um pouco menos de dentes. O que vai significar pra Eugene se sua fábrica de balas acabar salvando Alexandria?

Josh: Isso é ótimo. É uma chance de Eugene levar Alexandria pro próximo nível. Estamos ficando quase sem comida, ele tem se planejado há tempos. Vimos no décimo episódio da sexta temporada que ele mandou Daryl e Rick em missão para buscar por milho-zaburro, ele vê o cenário como um todo. Em muitos momentos eu acho que Alexandria vive um dia de cada vez, a gente mal está conseguindo sobreviver… Hilltop está dando um pouco de comida pra gente – eles não precisam das nossas balas, porque estão sendo protegidos pelos Redentores, mas tem muita coisa doida acontecendo. Então se a gente conseguir fazer essa produção de balas funcionar… sabe, como foi dito, um cartucho cheio será a moeda de troca neste mundo, a gente vai acabar conseguindo comprar algumas coisas. E é muito legal o fato de Eugene não estar sendo apenas um figurante, ele não é mais o cara que todo mundo tem que proteger, ele é alguém que está usando sua inteligência pra ajudar a melhorar a comunidade.

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Chris: Por que ele diz pra Abraham ‘Você viveu mais do que sua utilidade pra mim’?

Josh: Eu amei essa cena. Cara, ele falou primeiro que ia matar o walker. Quem fala primeiro é que leva, América. Mas eu amo Eugene, ele vive baseado em certas regras que ninguém mais sabe além dele. Aquilo foi bem ofensivo pra Eugene, ele não quer mais ser protegido por Abraham, ele quer lutar lado a lado com ele, ele acredita que eles poderiam ser uma grande dupla. Ele quer seguir em frente e lutar junto com ele, e não ser mais aquele cara esquisito com o rabo de cavalo. A gente está conseguindo ver Eugene lutar, então quando Abraham chega e mata o walker dele… é um problema.

Chris: Me pareceu muito um adolescente brigando com o pai, dizendo ‘Eu consigo fazer isso sozinho’, mesmo não conseguindo. Christian, é verdade que a cena em que Eugene foi baleado te tocou emocionalmente?

Christian Serratos: Eu acho que foi emocionante pra todos nós, não é?

Josh: Tudo bem se foi só pra você [Risos]. Eu vou permitir isso.

Christian: Sério? Porque eu me lembro de falar com você no telefone e ouvindo você dizer que sentiu umas lágrimas escorrerem também.

Josh: Mas é claro, é meu personagem, é óbvio que eu vou chorar [Risos].

Christian: Foi emocionante assistir como fã. Eu pensei ‘O que está acontecendo com o exército de Abraham?’, parece que ele está se desintegrando, estamos indo em direções opostas. Ver um dos nossos abatido, ver alguém que a Rosita teve que proteger por tanto tempo, que era responsabilidade dela, ser abatido, foi bem triste.

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Chris: Greg, você pode nos explicar como você faz pra incluir The Walking Dead e Talking Dead no seu plano de ensino? Talvez outros professores também possam usar isso pra implementar o plano de aula deles.

Greg: Eu descobri que muitos dos meus alunos são fãs da série, e eu descobri que eles também assistem Talking Dead. Então eu pedi pra eles fazerem anotações enquanto assistissem The Walking Dead, e respondessem as perguntas feitas em Talking Dead, para estender as técnicas de escrita que eu ensino em sala de aula, usando a série como objeto de análise de literatura, não apenas regurgitando um glossário, mas também analisando o porque de Rick tomar certas decisões, assim como o resto do grupo.

Josh: Eu reprovaria na matéria dele [Risos].

Chris: Ele é um professor super descolado, cheio de tatuagens – mas, as tatuagens são todas acerca de literatura, suas tatuagens são incríveis. Deste episódio, que simbolismo você destacaria pra suas turmas? Se a gente fosse sua turma em sala, o que você nos diria sobre este episódio?

Greg: A gente poderia falar sobre todas as imagens de crianças. Logo no começo Rosita diz que não quer ficar de babá de Denise. E tem também todas as imagens de crianças no boticário, e também teve aquele sapatinho de bebê esquisito na pia, parecendo restos. E também quando eles estavam no trilho do trem, tinha um vagão azul, e ali tinha um carrinho de bebês.

Josh: E um corpo dentro [Risos].

Greg: Sim, sim. Eu não ia mencionar isso [Risos].

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.

– O walker da ‘se uma árvore cai no meio da floresta’, (do dizer famoso ‘Se uma árvore cai no meio da floresta, e não tem ninguém perto pra ouvir a queda, houve barulho mesmo assim?’)
– O walker cabeça de metal
– O walker ‘não leve meu cooler embora’
– O café da manhã de Denise
– Os walkers pegos no meio do tiroteio
– A gangue da emboscada no trilho do trem
– Denise
“Denise, você salvou o Carl, você domou o Lobo, você amou Tara, você não merecia isso.”

ENTREVISTA COM A PRODUÇÃO E O ELENCO:

Gale Anne Hurd: A personagem de Denise é alguém que impactou todo mundo, especialmente por causa do jeito que Merrit interpretou ela.

Norman Reedus: Às vezes a gente perde personagens na série que você pensa ‘Ah, não esse!’. Ela era uma dessas personagens, com certeza. Ela é incrível.

Michael Cudlitz: É sempre triste quando perdemos alguém. Mas ela é uma atriz incrível, então assistir aquela cena será uma grande surpresa para a plateia.

Christian Serratos: Estamos perdendo um membro de nossa família, e isso é triste, mas isso vai acabar acontecendo com todos nós. É sempre triste quando acontece.

Chris: Muitos nos perguntaram ‘porque Merrit Wever não está no Talking Dead de hoje?’ Nós tentamos, mas a agenda dela não permitia, sinto muito. Mas ela é uma atriz incrível.

Josh: Quando ela entrou pra série, a gente pensou ‘O que? Merrit Wever? Que incrível!’ A gente ficou bem animado. E ver ela morrer tão rapidamente, foi tão triste. O Norman comentou isso, que a gente perde pessoas de vez em quando, e a gente acabou de conhecer eles, e é tão triste ver Merrit ir embora, porque ela é uma atriz tão incrível, e é também uma pessoa incrível. Foi um choque pra todos nós.

Chris: Especialmente naquela cena, ela está fazendo uma coisa parecida com Eugene. Ela está tentando conquistar o mundo em que vocês vivem. Ela está fazendo um discurso pra vocês, talvez um dos melhores que vocês já tenham ouvido, e aquilo acontece. Como foi gravar aquela cena?

Christian: A morte dela? Foi bem difícil. Mas sabe, isso é algo que vai acontecer com todos na série. É também inspirador ver uma pessoa tão incrível fazer um trabalho tão belo até o fim amargo. Tinham momentos nos quais eu estava assistindo ela e eu ficava totalmente perdida, e é isso que você espera quando trabalha com outros atores, você poder construir e fazer mudanças e convencer um ao outro que vocês não estão mais no mundo real. Isso é ‘The Walking Dead’, e foi isso que aconteceu comigo naquele momento. Ela foi tão convincente e tão crua. Foi duro de assistir, muito triste.

Chris: Ela começou a virar a balança da moralidade. E acho que, por um ponto de vista de enredo, é uma droga perder ela, mas quando você olha a história como um todo, vocês mataram um monte de gente do grupo de Negan, e aí você vê uma morte dessas e isso te atiça. Você como espectador está entretido nesta guerra que está se formando. Greg, qual foi sua reação quando você assistiu essa cena?

Greg: Eu gritei! Foi tipo ‘Ah, The Walking Dead me pegou de novo!’ [Risos]. Eu estava achando tudo muito bom. Denise! Isso é incrível, ela estava evoluindo pra esta personagem maravilhosa que Alexandria precisava, eu esperava que aquilo acontecesse com Abraham, baseado na HQ, mas aí aconteceu com Denise. Foi a consequência da evolução dela, sabe? Ela estava meio que saindo do ninho, dando passos pequenos.

Chris: No final ela acabou salvando gente, levando vocês até os remédios e antibióticos. No fim ela salvou você. Você pode nos descrever os paralelos entre Eugene e Denise?

Josh: Claramente existiam características paralelas entre eles. Os dois queriam sair pra fora das muralhas e provar algo, não apenas pra si mesmos, mas pra todos. Eugene é uma pessoa que ficou bastante tempo na cena de fundo, esperando que alguém o protegesse. E começou a ver no meio da temporada, ele está mudando, virando homem, e está fazendo coisas para ajudar Alexandria a progredir. Ela quer sair e ir atrás dos antibióticos. Ela lembrou deste lugar que ela passou na frente quando tudo estava um caos. E isso é um grande ponto em comum entre estes dois personagens, facilmente poderia ter sido Eugene quem morreu. Isso mostra quão perigoso é este mundo, sabe? E Greg mencionou isso, que achou que Abraham morreria assim, porque foi assim que aconteceu na HQ, e isso foi um belo depoimento para os nossos escritores e para Scott Gimple pra que continuem fazendo misturas e deixando as coisas renovadas, assim deixando a audiência interessada, sem saber o que exatamente vai acontecer, é ótimo. Esse episódio foi muito bom.

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Chris: Teve um momento em que Denise chegou pra você, Christian, e disse que você era mais forte do que imaginava. Sua reação foi… você pareceu abalada. O que você acha que aconteceu com Rosita neste momento?

Christian: Acho que nem todo mundo fica perguntando como ela está, não apenas aqui neste mundo, mas antes, quando vivia sua vida normal, ela não é o tipo de garota que é sempre questionada sobre como está. Aquilo foi algo diferente pra ela, ela se abalou um pouquinho. E também acho que foi um momento de orgulho materno também. A gente viu essa garota evoluir, a gente conheceu ela quando ela era ainda bem mansa, sabe, ela não se sentia confortável fazendo o que tinha que fazer pra sobreviver. E ver ela se transformar, florescer, e tornar-se aquela pessoa forte que ela é.

Chris: Ela ficou bem forte. Josh, essa pergunta é da internet, como você se sentiu evoluindo do mullet pro ‘rabo de cavalo’?

Josh: Estou dentro. É provavelmente um dos melhores momentos da HQ, quando Eugene pega aquele cabelo estilo mullet e faz um rabo de cavalo. É ótimo, acho que todos devem usar rabo de cavalo. É uma daquelas questões sabe… por exemplo, Daryl tem aquele cabelo todo, o tempo inteiro na cara dele, e ainda sim ele consegue ser sexy, e ainda consegue atirar com a crossbow e mirar com precisão. Já Eugene não consegue fazer isso, ele tem que fazer um rabo de cavalo. Espero que a gente consiga ver mais disso.

Christian: Eu queria ver Eugene usando o cabelo no estilo de Rosita, com chiquinhas.

Chris: Greg, o que você acha, o grupo deve ir atrás de Carol?

Greg: Eu amo Melissa McBride e Carol, mas eu acho que não, acho melhor eles não irem atrás dela. Todos os recursos que eles gastariam pra isso, e parece que Dwight sabe onde eles estão. Eles estão se preparando, os carros cheios de armas, eles estão se preparando pra guerra.

Chris: A Carol muitas vezes consegue se virar sozinha. Eu não faço ideia no que isso vai resultar.

Josh: Nós precisamos da Carol!

Chris: Qual foi a quantidade de detalhes usada na elaboração do boticário, e porque ficou tão esquisito?

Christian: Foram tantos detalhes. Eu lembro quando eu, Norman e Merrit entramos no boticário, de cara parecia um prédio velho abandonado e apodrecido de verdade. Em determinado momento a gente pensou em voltar pra traz, e aí eles nos mostraram que era tudo cenário. Mas foi bem impressionante, nossos cenários são sempre surpreendentes, mas tinha algo épico sobre este cômodo, tinha o mofo e um vapor que saia dali, e o chão parecia aqueles chão de parquinhos, meio moles, então ele afundava quando você andava. Tudo parecia bem úmido e apodrecido, e fedia. Tinha um cheiro não necessariamente ruim, tinha o cheiro de todas as coisas que eles precisaram pra criar esse cômodo, e eu lembro que o cheiro estava meio que nos dando dor de cabeça, e a gente ficava o máximo possível lá fora. Eu lembro de voltar lá dentro pra filmar e tinha alguém, acho que era Landon, um de nossos assistentes de produção, a gente tinha mencionado que o cômodo tinha um cheiro estranho, e ele foi lá e passou perfume, e aí começou a cheirar a mofo podre e perfume, o que era bem pior.

Chris: Acho que algumas pessoas ficaram confusas. Denise volta para aquela sala dos fundos, e o que ela vê na pia sugere que havia uma criança lá, e é por isso que ela volta tão abatida. Tinha um sapatinho de criança lá na pia. Josh, a cena com o zumbi de cabeça de metal, como foi?

Josh: Aquele era um walker difícil de matar, não importa quem você é. Foi bem divertido, a gente estava no campus da Georgia Tech University, e aquele era um de nossos dublês walkers chamado Coleman, acho que ele morreu em cena umas 30 vezes. Se você lembra da quinta temporada, quando o ônibus virou, e tinha aquele walker rastejando pela janela com as entranhas sendo rasgadas, era o Coleman. Mas essa cena foi bem legal, ter um walker desses vindo atrás de você, eu não sei que material era aquele na cabeça dele, mas eu teria que bater com a machadinha falsa ali e ela teria que ricochetear. O Coleman é tão legal, ele não te deixa vencer tão fácil, ele vem atrás de você e ele estava literalmente tentando me morder.

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Chris: Você acha que ele teria te mordido se Abraham não tivesse te ajudado?

Josh: Não [Risos]. Sei lá, é um walker difícil, mas Eugene é inteligente, eu acho que ele iria empurrar o walker pro lado, pegar um pedaço de ferro e enfiar na cabeça dele. Eu fiquei chateado por Abraham ter se intrometido tão rapidamente. Por que eu falei primeiro!

Chris: Eu adoro o fato de você estar indignado.

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Austin Amelio, que interpreta Dwight, ficou na maquiagem por uma hora cada dia para fazer o efeito de pele queimada. “Isso me coloca no personagem na hora, muda tudo.”
– Enquanto treinam as cenas de tiroteios, os atores conseguem ouvir apenas o barulhinho do gatilho de seus oponentes.
– O coordenador de cenas de ação, Monty Simons, usa placas especiais para produzir sons altos afim de ajudar na reação dos atores.
– Denise Huth lembra que Scott Gimple foi bem específico com relação à um aspecto em particular desta sequência de cenas (Denise vomitando). “Ele deixou bem claro que o vômito de Denise deveria ser apenas aveia.”

“Eu fico ensanguentado 90% do tempo. Você vai pra casa e destrói sua banheira. Às vezes eu saio andando com minha moto e tem sangue no meu braço, eu vou abastecer em algum lugar e as pessoas ficam me olhando esquisito. Eu passo pela segurança do aeroporto e eles já sabem, porque já me viram tantas vezes. Você fica meio nervoso e quer limpar tudo enquanto entrega o passaporte pra eles, mas acho que eles já acostumaram.”Norman Reedus.

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• Um fã da audiência faz uma pergunta, direcionada à Christian: “O que você acha que significou pra Rosita ter salvo Abraham no tiroteio com Dwight?”

Christian: Acho que foi uma maneira dela provar pra plateia, eles ainda são uma família. Eles passam por problemas mas isso acontece com qualquer família. Aquilo provou que ela sempre vai ficar do lado dele, eles estando ou não envolvidos romanticamente. Ela tem uma ligação bem profunda com ele, ela faria isso por ele e por qualquer outra pessoa próxima dela.

• A fã ganhou uma flecha de brinquedo igual a que atingiu Denise.

Chris: Christian, porque a Rosita teve aquela reação com o convite de Spencer, do strogonoff?

Christian: Não era essa a intenção, se envolver com ele. Acho que foi apenas uma jovem que precisava de uma distração.

Chris: Spencer fez que nem eu fazia quando eu estava namorando ‘Você gosta de mim, né?’. E a Rosita ‘Tá, se você ficar quieto eu saio pra jantar com você’. Greg, você acha que Eugene e Rosita deveriam se envolver romanticamente?

Greg: Eu diria que Alexandria é para os amantes. Tinha que ter uma camisa disso.

Chris: Vocês ficam bem juntos, Josh e Christian. Nós descobrimos no episódio de hoje que Eugene não tem alergia à nozes [Risos]. Josh, como que funcionou essa cena da mordida no saco?

Josh: Foi bem divertido. Austin Amelio, que interpreta Dwight, era tipo ‘Bem vindo ao set de filmagem, a gente vai morder seu pinto’. A gente trabalho com Monty Simons, o coordenador de cenas de ação, e ele colocou uma proteção em Austin, pra evitar que eu mordesse ele de verdade. E aí eles colocaram uma corda pra fora da calça dele, com um tubo plástico em volta, foi isso que eu mordi de verdade, e literalmente, eu conseguia decidir pra onde ele ia [Risos]. Monty Simons quer sempre se certificar de que todos estão em segurança. Eugene estava com as mãos amarradas para trás, um episódio bem sacana. Austin estava usando a proteção, e você não pode simplesmente chegar mordendo, você tem que se preparar. Em certo momento Austin achou que eu já tinha dado a mordida e deu um passo pra frente, e o copo que ele estava usando de proteção bateu na minha cara, e eu achei que tinha perdidos alguns dentes. Mas isso não aconteceu, ainda bem. A gente conseguiu filmar o resto da cena e tal, foi ótimo.

Chris: Vocês comentaram que tinha um carrinho de cachorro-quente lá esse dia?

Josh: Sim! Christian chegou pro Norman e disse ‘Hey, que tal a gente chamar uns carrinhos de cachorro-quente?’, e aí o Norman disse pra ela ‘Todo mundo vai morder uma salsicha hoje!’. Tinham dois tipos de cachorro-quente lá, o ‘Salsichinha do Eugenie’ e o ‘Cachorro do Dwight’.

- Talking Dead _ Season 6, Episode 14 - Photo Credit: Jordin Althaus/AMC

Chris: Agora nossa pergunta culta: Greg, a quais figuras da literatura clássica você compararia Eugene e Abraham?

Greg: Só queria dizer, enquanto eu via a cena do Eugene mordendo o Dwight, eu pensei ‘É claro que tinha que ser neste episódio que eu vou participar do Talking Dead’. Bom, figuras da literatura… eu vou dizer isso da melhor maneira possível, mas acho que King Lear e King Lear’s Fool, que é incrivelmente sábio, e você faz Abraham enxergar um mundo que ele se recusa a ver, às vezes.

• Um fã faz uma pergunta por telefone, dirigida à Christian: “Quem você acha que é a pessoa que faz mais pegadinhas no set de filmagem?”

Christian: O mais brincalhão? Estou sentada do lado dele (Josh). Na verdade, neste episódio ele enganou todo mundo, mas principalmente Michael, Norman e eu, porque na cena em que ele é atingido, a gente tem que levantar ele e carrega-lo. Ele tem 200 metros de altura e usa um sapato gigante, ele não é levinho. A roupa dele era cheia de bolsos, e os trilhos que a gente estava era cheio de pedras, e ele decidiu encher todos os bolsos da roupa com pedras [Risos].

Chris: Por que você fez isso? [Risos].

Josh: Eu pensei ‘Eu já sou pesado, mas vou deixar isso ainda mais trabalhoso pra eles’.

• Ao término do programa foi mostrado um sneak peek do episódio do próximo domingo:

Chris: Isso é tudo que podemos mostrar! Greg, de quem você acha que era aquele sangue?

Greg: Ai meu deus, espero que ninguém que a gente goste [Risos]. Talvez de alguém do grupo de Negan.

• Greg, o fã supremo de The Walking Dead, ganhou um exemplar de cada prêmio dado aos fãs nesta temporada de Talking Dead.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Nicole Yvette Brown (Community), Denise Huth (co-produtora executiva) e um convidado surpresa do elenco

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #50 – Paul Feig, Melissa McBride e Alicia Witt

Talking Dead Brasil #49 – Alanna Masterson, Ross Marquand e J. Smoove

Talking Dead Brasil #48 – Lauren Cohan, Tom Payne e Kid Cudi

Talking Dead Brasil #47 – Danai Gurira, Austin Nichols e Nathan Fillion

Talking Dead Brasil #46 – Greg Nicotero, Carrie Underwood e Benedict Samuel

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

Publicado há

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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