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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #48 – Lauren Cohan, Tom Payne e Kid Cudi

Jessica Storrer

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O mundo dos nossos sobreviventes ficou bem maior depois que foi nos apresentado Jesus, além disso, Maggie mostrou que ninguém deve mexer com ela, e o grupo está cada vez mais perto de descobrir a resposta para a pergunta de Abraham “Quem é Negan?”. Mas, tacar um lança-foguetes no grupo de Negan foi uma boa ideia ou a pior ideia de todos os tempos?

Os convidados da noite foram Tom Payne, que interpreta Jesus, também o ator, produtor e rapper Kid Cudi e a única e exclusiva Maggie, Lauren Cohan.

Chris Hardwick: Primeiramente, Lauren, ótimo trabalho no episódio de hoje! Dando de dedo no peito daquele cara! O que você pensou na primeira vez que leu as cenas entre Maggie e Gregory?

Lauren Cohan: Eu estava tão animada. Eu pensava ‘Eu sei que Maggie consegue fazer isso, ela está arrasando’.

Chris: O que especificamente decidiu que Rick seria o negociador?

Lauren: Eu acho interessante, porque ele vira pra Maggie e diz que ela iria falar com ele. E naquela cena eu sentia algo do tipo ‘Ai pai, eu tenho mesmo que falar com ele? Eu odeio esse cara, ele parece um babaca.’ Mas é por isso que eu amei o episódio, todos têm seus pontos fortes e Rick meio que joga essa responsabilidade para Maggie, tipo, ele acha que se ele tiver que falar com o cara ele vai acabar socando ele. Mas durante o episódio foi divertido, porque ela precisa lidar com esse cara e ele abala um pouco ela, mas no fim ela sabe que eles precisam muito do que Hilltop tem a oferecer. É isso que guia ela, a proteger o bebê, o pequeno bebê Glen-Maggie. O bebê Gleggie.

Chris: Ou Malen. É incrível que Rick não consegue falar com um vizinho sem acabar com o sangue de alguém na cara. Sabe, na fazenda, em Woodbury, Terminus, Alexandria, ali. Eles estão ali faz meia hora e ele já tem sangue do pescoço do cara nele.

Lauren: Eu queria ver o Rick com o osso do braço de alguém, sabe, mastigando.

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Chris: Em algum momento ele vai acabar fazendo isso. Scott, o que você achou da performance de Maggie hoje?

Scott (Kid Cudi): Eu adorei. Eu amo personagens femininas fortes. Você não vê muito disso hoje em dia no entretenimento em geral. E eu gosto muito de ver tramas nas quais os personagens se encontram em situações onde devem evoluir de acordo com a ocasião. Sabe, a gente estava tendo uma conversa anteriormente sobre quem no grupo é um líder, quem tem as características de um líder. E eu acredito que Maggie tem essas características. E eu não estou dizendo isso só porque ela está sentada do meu lado [Risos]. Estou sendo honesto.

Lauren: Depois você vai ver.

Chris: Ela entende de agricultura, você sabe cultivar alimentos, e você dá de dedo na cara do cara. É uma moça grávida que estava praticamente dando de dedo na cara do cara.

Lauren: Eu acho que é por isso mesmo que ela age assim. É divertido.

Chris: Tom, vamos falar de Jesus, o seu Jesus. Ele é um personagem icônico na HQ. Eu estava muito animado por seu ‘aparecimento’ na série. Você sentiu muita pressão por interpretar um personagem tão amado da HQ?

Tom Payne: Na verdade sim, me senti bastante pressionado, porque a HQ é um sucesso, e a série é um sucesso, você quer dar o melhor de si e honrar os fãs apaixonados. Mas tudo aconteceu muito rápido comigo. Eu fui selecionado e já em uma semana fui levado pro set de filmagem. Então eu não tive tempo para fazer a quantidade de pesquisas que eu faria normalmente, sabe, assistir a série toda e ler a HQ – coisas que agora eu já fiz. Então eu confiei muito no elenco ao meu redor, no diretor e nas minhas conversas com Scott Gimple, para ter certeza de que a gente entregaria ao público o Jesus que eles mereciam. E fico feliz em dizer que eu acho que nós conseguimos.

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Chris: Outro britânico vindo pro nosso país e tirando emprego de americanos trabalhadores! [Risos]. Como você descreveria Jesus no que diz respeito a como ele se encaixa na comunidade de Hilltop?

Tom: Acho que Jesus é um dos operadores mais calmos na colônia de Hilltop. Ela faz muito mais do que você vê na superfície. Ele permite que Gregory – porque é mais fácil para Gregory ser o líder, ao invés dele mesmo, caso contrário ele teria muitos problemas. Jesus faz boa parte do trabalho em Hilltop, e é ele que as pessoas procuram quando algo as preocupa. Ele é o intermediador de Gregory. Como neste episódio, as coisas não estavam indo bem, e ele disse pra Rick: ‘Olha, eu vou falar com ele e a gente vai resolver isso tudo’. E é assim que funciona, sabe, Gregory precisa ser meio que bajulado, você consegue contorna-lo, sabe, ele não é a pessoa mais esperta, e em diferentes sentidos Jesus é uma pessoa mais poderosa que ele nesta comunidade.

Chris: Muitas perguntas vieram das mídias sociais, uma delas, sem brincadeira, é ‘Qual a cor de seus olhos?’

Tom: Eles são azuis ou verdes, o que você decidir.

Chris: Aww, eu acho que eles são da cor do paraíso! [Risos]. Na votação da última semana nós vimos que a maior parte da audiência não confia em Jesus. O que você acha disso Scott?

Scott: Sei lá, eu ainda não confio nele.

Chris: Você não confiou nos olhos de paraíso dele?

Scott: Não, e é por isso mesmo sabe. E ainda por cima o nome dele é Jesus. Eu olho pra esse tipo de coisa e penso ‘Isso foi intencional?’. É um nome bem convidativo, se o nome dele fosse Satanás, todos ficariam cabreiros. Sabe, então poderia ser um plano. Vamos chama-lo de Jesus, aí ele entra lá e todo mundo acha ele legal.

Greg Nicotero, Scott Gimple - Talking Dead _ Season 6, Episode 1 - Photo Credit: Jordin Althaus/AMC

• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.

– Os walkers do corredor escuro
– Ethan
“Rick Grimes. Sempre deixando as piores primeiras impressões… desde o começo do apocalipse.”

“A cena mais difícil que eu tive que gravar? O episódio com Beth, quando eu estou perseguindo o carro de noite, e você ainda me vê correndo de manhã. Aquilo foi difícil, porque estava cerca de 38°, e o diretor me olha e diz ‘Vai até o topo daquele morro ali e corra na nossa direção’. E eu falei ‘Lá em cima até o topo daquele morro? Vocês não tem filme suficiente nestas câmeras’. E ele me responde ‘É tão longe. A gente recarrega o filme e continua filmando’. Literalmente, eu pensei ‘Você está tentando me matar?’. Aquele dia eu achei que ia morrer, foi bem tenso.”Norman Reedus

Chris: ‘Nem brinque sobre morrer na série, Norman!’ [Risos] É o que a América está pensando agora. Tom, Norman falou sobre o calor, que é imperdoável. Quando a gente viu Jesus pela primeira vez, você está completamente coberto. Como que você não morreu?

Tom: Com muita água e com médicos conferindo se eu estava bem. Sabe, foi muito doido. Eu estava com um casacão de couro, colete, o gorro, extensões de cabelo, e luvas. A única parte do meu corpo que não estava coberta era a região dos olhos. E eles me fazem correr pelo campo e, como Norman disse, eu achei que eles estavam tentando me matar. E eles sempre diziam ‘Mais uma tomada, mais uma tomada!’. E você tem que enfrentar. Eu tirava meu casado e parecia que eu tinha saído da sauna.

Chris: O cabelo e a barba não eram reais no começo, né?

Tom: Não, infelizmente eu não consigo fazer minha barba crescer em uma semana, o que eu faria se eu conseguisse.

Chris: O Jesus de verdade conseguiria! [Risos]

Tom: Eu tentei afastar alguns rumores que ouvi de que eu talvez seja o próprio Jesus na série.

Chis: Não, esse é só o nome do personagem.

Tom: Exatamente. E sobre a barba, eles fizeram um trabalho incrível, mas é uma coisa estranha porque eles a colam, e no calor de Atlanta, tem todo o suor, então é algo a mais sobre o que você tem que pensar. Todo minuto tinha alguém vindo pra retocar a barba, e isso te tira um pouco mais do personagem, porque você se toca que tem algo na sua cara. Então você tem que trabalhar um pouco mais duro.

Chris: Essa é de verdade né? Você conseguiu deixar a barba crescer. O que você acha que fez Jesus trazer o grupo de Rick pra Hilltop? Porque ele faria isso?

Tom: Acho que esse é o trabalho de Jesus. Ele é o patrulheiro da comunidade. Quando ele encontrou eles pela primeira vez, ele pensou em pegar o que precisava e ir embora. Mas quando ele viu o jeito deles, o perseguindo pelo caminhão de suprimentos, ele pensou ‘Com certeza eles tem um acampamento, eles vão levar tudo isso pra algum lugar. É bastante coisa. Então pode ser que seja uma comunidade que possa nos ajudar’. E acho que ele pensa lá no fundo que eles precisam de ajuda com algumas coisas, e estes caras podem ser de grande ajuda.

Chris: E também tem essa ideia de que o mundo deles está prestes a crescer. Até agora era tudo acerca de se defender de tudo e todos, e agora, neste mundo novo, estamos conectando comunidade. Scott, qual foi sua reação quando o grupo concordou em matar Negan em troca de mantimentos?

Scott: Eu pensei ‘Beleza’. É arriscado. Sobre Negan, me preocupa eles estarem querendo tanto enfrentar este cara, eu acho que existem algumas coisas aparecendo no horizonte que talvez o grupo de Rick não vá lidar tão facilmente.

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Chris: Você acha que eles estão prontos?

Scott: Eu não sei, vamos ver. Eles passaram por tanta coisa, eu estou torcendo por eles, acho que ficarão bem. Eu acho que eles ficarão bem.

Chris: Alguns deles vão, eu acho.

Scott: Acho que no geral o grupo está indo bem.

Chris: Eu achei que foi meio bobo da parte deles querer perseguir o cara. Mas aí teve aquela fala no final onde foi dito que se eles não forem atrás dele, ele vai acabar indo atrás deles, aí começou a fazer mais sentido. Lauren, você acha que o grupo está ciente de que uma decisão dessas pode ter consequências desastrosas?

Lauren: Eu acho muito curioso, também falando dos homens Lobo, que o que mais acontece com nosso grupo é que os caras maus nos acham, então sem querer sempre acabamos caindo em armadilhas. E agora nós sabemos que Negan está por aí e que tudo tem um preço. E teve até aquela conversa de Glenn e Maggie, ‘Você não vai precisar de uma foto minha porque a gente nunca mais vai se separar’, é muito romântico, mas tem essa realidade na qual a única garantia é a de que você vai continuar passando por situações de risco, e que o risco vai valer a pena, espera-se.

Chris: Scott, você está surpreso com o jeito de Carl, depois de perder um olho…

Scott: Sabe, eu simplesmente adoro qualquer momento que alguém da família está com o bebê. Teve um momento em que o Padre Gabriel estava com o bebê, e eu pensava ‘Não, ele é um covarde, não dê nada pra ele’. As vezes eu só queria que Rick desse um abração no Carl, eu queria que ele fosse esse pai pra ele, em vários momentos da série. Naquela cena eu queria muito que isso acontecesse.

Chris: Eu achei que eles tiveram um momento legal, sabe? ‘Então, sobre Michonne, sabe…’, e o Carl estava tranquilo. Eu gostei muito daquilo.

Bob Lucas: Meu papel é o que chamam de encantador de cobras. O que eu faço é chegar no set, normalmente antes de todo mundo, e apenas fico procurando por cobras, me certificando de não ter nenhuma por ali, estou ali para a segurança de todos.

Chris: Esse cara é um herói. Ele é um dos encantadores de cobras. Tom, quantas espiadas Jesus deu antes de acordar Rick e Michonne?

Tom: Acho que muitas. Acho que ele viu tudo [Risos]. Rick e Michonne levantam pelados na frente dele, e ele pensa ‘Eu vi Abraham, isso não é nada’. Ele viu todos em Alexandria.

Chris: Qual foi sua reação com o comentário de Abraham sobre fazer as panquecas?

Scott: Eu tive que assistir essa parte umas três vezes [Risos]. Porque eu ouvi e pensei ‘Será que ele disse mesmo o que eu acho que ele disse?’ As falas são tão bem escritas e é sempre ele que traz a tona esses momentos despreocupados, no meio de tudo isso que está acontecendo. E eu adoro a reação de Glenn. Coisas assim na série são ótimas, mas dadas as circunstâncias, com Glenn e Maggie tentando ter um bebê, é meio perigoso. Como pai, eu não consigo imaginar tentar ter uma vida nessas circunstâncias. Mas mesmo assim é uma coisa bonita toda vez que vemos Maggie e Glenn em cena.

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Chris: Então em um apocalipse você escolheria fazer as panquecas no balcão.

Scott: Em qualquer lugar, menos no fogão!

Chris: Foi difícil ficar séria durante aquela cena?

Lauren: Não consigo ficar séria nem agora! Foi uma das cenas mais divertidas. Toda vez que Michael abre a boca e fala alguma coisa, eu me divirto. É tão engraçado. Eu lembro da cena do ‘manso como um golfinho’, no ônibus, não foi exceção. O diretor disse ‘Talvez a gente possa fazer um corte na cena e mostrar Maggie rindo’, eu achei uma graça, mas de verdade, eu não conseguia só dar uma risadinha, eu ria de orelha a orelha. Mas voltando, eu amei a reação de Glenn. É exatamente a mesma reação da audiência ‘Você disso mesmo o que eu acho que você disse?’

Chris: Abraham é tipo o tio querido nas festas de fim de ano. Ele vai dizer um monte de coisas, você tem que deixar rolar. É um grande personagem. Eu te amo Michael Cudlitz, eu acho que você está fazendo um trabalho fenomenal na série. Ele tem esses momentos engraçados, mas também tem momentos bem emocionantes, não é uma mesmice. Agora, isso é um ultrassom [mostrando um ultrassom para a audiência]. O que isso significa para o grupo?

Lauren: Ele se parece com o meu homem – ou ela.

Chris: O que isso representa?

Lauren: É tão legal, até porque você mencionou sobre trazer um filho neste mundo, no final quando você vê como Abraham, Daryl e Michonne e todos se derreteram por causa disso, eles passam por estes testes malucos, e aí surge essa pequena coisinha que precisa de proteção, pelo menos pra mim como Maggie, isso parece ter tocado o grupo todo. Nós passamos por tanta coisa pra proteger algo que precisa de proteção.

Chris: Exatamente. Talvez nunca vá existir um momento perfeito neste mundo pra você planejar ter um filho. Você precisa fazer a espécie continuar.

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Esse foi o quinto episódio de The Walking Dead dirigido por Michael Satrazemis. Ele está com a série desde o começo. Ele começou como operador de câmera, depois foi diretor de fotografia e agora ele também faz parte da direção.
– Danai Gurira descreveu o golpe que deu na mulher que atacou Rick como ‘diversão caótica’. Ela diz que isso é um aviso pra comunidade de Hilltop ‘Não mexa com Rick na frente de Michonne’.
– Todos os residentes de Hilltop andam com facas e lanças feitas a mão para mostrar o quão autossuficiente é esta comunidade. Os armamentos foram todos feitos personalizados para a série por um ferreiro mestre.

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ENTREVISTA COM A PRODUÇÃO:

Denise Huth: Bem-Vindos à Hilltop. Isso é tudo novidade pra gente. É incrivelmente emocionante estar aqui, é uma grande localidade na HQ, e é uma grande parte do enredo da série.

Tom Luse: Tudo aqui em nossa volta era um campo quando a gente começou. Alguns meses depois, é um set de filmagem pronto.

Grace Walker: Eu sempre faço tentativas em tudo que faço. O importante é fazer os atores sentirem que estão naquele lugar.

R. Keith Harris: Acho que o que vai animar os fãs é como foi pensado para que tudo fosse o mais autêntico possível. Tem essa energia fantástica de um forte colonial.

Grace Walker: Isso é um espaço de trabalho de um ferreiro, como vocês podem ver. Um ferreiro poderia simplesmente chegar aqui e começar a trabalhar.

Denise Huth: O Grace Walker, nosso designer de produção, junto com todo o departamento de arte e construção, fez um trabalho fantástico construindo esse belo set. Foi divertido estar aqui no primeiro dia, a equipe toda ficou boquiaberta.

Grace Walker: Basicamente a planta foi tirada da HQ, e foi isso que resultou.

Tom Luse: Nós queríamos muito sentir aquele gostinho. Foi muito emocionante pra gente ter aquela visão de dar vida à Hilltop.

Chris: Como foi a experiência de ver Hilltop pela primeira vez?

Lauren: Foi ótimo. Grace mesmo disse, ele produziu um set de filmagem que fez a gente se sentir lá, sabe, pouca atuação é necessária quando você chega num lugar que nem Hilltop. É literalmente uma comunidade de faz-de-conta. Tem galinhas e vacas, e a casa é linda. Foi divertido, porque nós descemos dos ônibus, e a estrada é toda enlameada, e cai a nossa ficha. Uma informação extra: é lama de verdade. Mas foi ótimo. Hilltop é um admirável horizonte novo, potencialmente.

• Um fã é selecionado para fazer uma pergunta aos convidados, ele dirige-se a Tom: “Meu nome é Tyvon. Quando Rick e Daryl estavam te levando de volta à Alexandria no carro, você estava fingindo estar inconsciente?”

Tom: Eu acho que era muito tempo para alguém estar inconsciente. Se alguém está inconsciente há tanto tempo, provavelmente a pessoa já está morta [Risos]. Eu acho que ele estava acordado, e eu acho que talvez ele ficasse caindo de propósito para o lado de Daryl [Risos]. Eu sei que Rick também estava fazendo isso também, mas acho que ele estava meio que gostando daquilo.

• O fã que fez a pergunta ganhou um conjunto de barba, cabelo, gorro e colar iguais os do personagem Jesus, e o ultrassom.

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Chris: O que você achou quando Michonne atacou a mulher que deu o soco em Rick?

Scott: Foi ótimo, foi ótimo. Sabe, ver Michonne fazendo de tudo por Rick. O amor, sabe.

Chris: Ela cuidou dele. E meio que disse pra ela ‘Não, você não vai fazer isso’.

Scott: Essa foi a segunda vez nos episódios mais recentes em que ela salvou ele.

Chris: Ela sempre salva ele, foram tantas vezes.

Scott: Mas agora é algo resultante da paixão, do amor.

• Um fã faz uma pergunta por telefone, dirigida à Tom: “Como foi entrar no set para filmar a cena da facada no pescoço?”

Tom: Foi o momento que eu percebi que eles não estão pra brincadeira nesta série. Muita coisa intensa acontece, eu pensei ‘Então Andy vai mesmo se jogar contra esse cara, e eles vão sair rolando pelo chão’, e não houve dublês nesta sequência – os dublês estavam lá, mas não foi preciso. Foi aí que eu vi que nesta série você suja as mãos de verdade, e você não pode simplesmente sair dizendo ‘Ai, sou apenas um ator, não vou fazer isso’. Você tem que fazer, e a ideia é que você se envolva. E com relação ao personagem, aquele é um grande momento pra ele, porque Ethan, que morreu, era um cara grandão. Ele é um dos maiores homens que a gente tinha em Hilltop, e foi uma grande coisa pra gente perder ele. E ver Rick derrubando ele, foi um grande momento pra gente ver do que eles são capazes, nós precisamos que pessoas duronas se envolvam com Hilltop, pra nos ajudar.

Chris: É aquele senso de moralidade distorcida deste mundo. ‘Ele esfaqueou Gregory, mas ele teve que esfaquear Gregory. Você o matou, você não deveria ter feito isso, mas você deveria ter feito isso’. Eu sei que Rick deve estar se perguntando o que há de errado com todos neste mundo, exceto comigo?

• Chris Hardwick anuncia o vencedor do concurso ‘O Fã Supremo De The Walking Dead’, que participará do programa futuramente: Greg Raiewski.

Chris: Scott, qual você achar que vai ser a reação de Rosita se Abraham terminar com ela?

Scott: Não vai ser legal. Abraham é abusado, ele está com essas duas mulheres, nem todo mundo tem a chance de… Como Daryl, eu acho que ele ainda não ficou com ninguém durante toda a série.

Chris: É, acho que não. Enquanto isso Abraham está fazendo panquecas por todo lado.

Scott: A loucura das panquecas.

Chris: Lauren, você acha que o grupo ficou surpreso ao ver Rick e Michonne juntos?

Lauren: Acho que é uma daquelas situações nas quais você vê que dois amigos começam a namorar, você pensa ‘Era tão óbvio, como eu nunca percebi que isso ia acontecer?’. E foi muito engraçado quando nós subimos as escadas e nós tivemos que refazer aquela cena um monte de vezes porque por trás das câmeras tinha gente rindo de nós.

Chris: Vocês trabalham juntos há tanto tempo, e isso acontece. A gente estava brincando anteriormente que foi tipo quando Chandler e Monica ficaram juntos, sabe, depois de tantas temporadas. Aqui vai outra pergunta do twitter: ‘Como Maggie consegue ser tão bondosa e amável depois de tudo que aconteceu com ela?’

Lauren: Tudo isso é motivo pra ser mais bondosa e amável. Você tem tão pouco tempo, e as pessoas que estão ali foram pessoas nas quais você investiu e por quem você arriscaria a vida.

• Ao término do programa foi mostrado um sneak peek do episódio do próximo domingo:

Chris: O quão não-animado estava Morgan! Quem você acha que vai contra a ideia de Rick?

Scott: Eu também estava pensando em Morgan, mas provavelmente o Padre Gabriel pela cara que ele fez, ele pareceu meio abalado.

Chris: Eu acho que agora Gabriel está jogando com o grupo, acho que por muito tempo ele não fez isso, mas agora sim, ele está finalmente percebendo que ele precisa jogar com o grupo. Lauren, qual você acha que seria o conselho de Hershel para Glenn, como pai?

Lauren: Segure-as perto de si. Eu não sei, eu até estava pensando nisso, se ele ainda estivesse vivo. Eu acho que ele afetou tanto Glenn no que diz respeito a fazer a coisa certa. A partir do momento que ele dá o relógio de bolso pra Glenn até agora, ele ainda está lá. Então eu acredito que ele tenha essas qualidades fortes.

Chris: Definitivamente há uma tempestade se armando, eu fico ansioso a cada episódio, porque eu não sei quando será, mas nós vamos passar por ela todos juntos.

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Alanna Masterson (Tara), Ross Marquand (Aaron) e J. Smoove (comediante)

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #47 – Danai Gurira, Austin Nichols e Nathan Fillion

Talking Dead Brasil #46 – Greg Nicotero, Carrie Underwood e Benedict Samuel

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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