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6ª Temporada

The Walking Dead S06E14: Merritt Wever fala sobre grande episódio de Denise

Marina Griffin

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo quarto episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E14 – “Twice As Far” (Duas vezes mais distante). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

É o destino cruel de The Walking Dead. Assim que Denise tomou coragem para enfrentar seus maiores medos e os zumbis que habitavam o mundo fora dos muros de Alexandria, ela acabou levando uma flecha no cérebro (e através do olho), cortesia de Dwight e dos Salvadores. E logo quando ela estava no meio de um discurso para Daryl e Rosita sobre superar obstáculos em suas vidas. Uma pena.

Isso significava não só o fim de Denise na série, mas também da atriz vencedora do Emmy que a interpretou, Merritt Wever. A Entertainment Weekly conversou com Wever para saber seus pensamentos sobre interpretar o personagem, sua grande cena de morte, seu último dia no set de filmagens e o que ela sentirá mais falta sobre ser parte da família.

EW: Como e quando você descobriu sobre a morte de Denise, por assim dizer? Como o showrunner Scott M. Gimple retransmitiu as informações que este dia estava chegando?

MERRITT WEVER: Eu sempre soube que seria coisa de uma temporada – que esta seria uma experiência finita na série – então eu não tive que passar pelo processo de descobrir que eu iria morrer. Presumi que isso aconteceria. É assim que as pessoas tendem a sair da série. Umas semanas antes de filmarmos o episódio, Scott me ligou e me deixou saber os detalhes da cena. Ele liga e nos da uma ideia das porcas e parafusos emocionais da cena, e ele me contou como tudo aconteceria também.

EW: Você estava ciente de que, nos quadrinhos de The Walking Dead, é assim que Abraham realmente morre, com uma flecha através do cérebro?

Merritt Wever: Não! Eu não estava, porque eu não sei nada sobre os quadrinhos. Eu tinha ouvido falar durante a produção que as histórias estavam sendo alteradas e que eles não estavam seguindo os quadrinhos ao pé da letra, mas eu não sei dos detalhes.

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EW: Eu acho que Michael Cudlitz te deve uma garrafa de vinho ou algo assim.

Merritt Wever: Eu não acho que ele vai sair tão cedo.

EW: Você mencionou que não acompanha os quadrinhos. Alguma vez você deu uma olhada para ver como é a versão dos quadrinhos de Denise, ou você simplesmente quis focar puramente no personagem da TV?

Merritt Wever: Eu nem sabia que quando apareci para o primeiro dia no trailer de cabelo e maquiagem que ela era um personagem que já existia. Eu não sabia sobre a série. Eu a tinha assistido para me preparar, mas eu não sabia que eu estava vindo interpretar alguém que já existia. E como Scott não mencionou isso, e porque eu já tinha ouvido falar que ele não estava seguindo os quadrinhos literalmente, achei que não seria realmente necessário investir na formação da personagem de qualquer maneira baseado nos quadrinhos. Eu tinha uma sensação de que a história não iria necessariamente igualar-se de qualquer maneira, então eu poderia muito bem ver apenas o que acontece no set de filmagens.

EW: Em termos de sua grande cena de morte, normalmente eu imaginaria que você tem que se focar muito na morte e como interpretar esse grande momento, mas você também tem esse discurso enorme levando até ela. Então, o que estava em sua mente enquanto você estava se preparando para filmar isso?

Merritt Wever: Eu não penso em algo em particular. Basta fazer o trabalho, estar no lugar certo e ficar parada ou o que eles me pedirem para fazer para que os efeitos aconteçam. Não foi tão complicado meu fim. Eles colocaram uma prótese no meu olho, por isso foi estranho andar por aí com um olho permanentemente fechado, mas foi realmente fácil. Eles sabem mesmo o que estão fazendo lá e eles são realmente muito bons no que fazem. Mesmo que fosse um grande negócio para mim, não foi um grande negócio para todos os outros para que isso acontecesse.

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EW: Vemos vários exemplos neste episódio em que Denise está realmente tentando endurecer. Ela vai investigar o som do zumbi, vai pegar o cooler e insiste em lutar contra o zumbi sozinha. Por que só agora ela quer intensificar e testar sua coragem?

Merritt Wever: Eu acho que muito disso tem a ver com Tara e querer ser tão forte ou tão corajosa quanto ela viu Tara sendo, e provavelmente ela estava um pouco envergonhada por não ter ido com Tara. E ela ainda estava se sentindo muito insegura ou hesitante e com medo de dizer a ela que a amava. Eu acho que um monte na história de Denise foi combater e lutar contra o medo – como ataques de pânico, o medo de ter que ser médica, e o medo de estar em um relacionamento. E acho que ela queria ter um pouco de camaradagem com as outras pessoas do grupo de Rick também. Ela queria se sentir conectada com as pessoas, ela poderia ser corajosa, ela poderia ser forte e ela poderia sobreviver também. Ela queria testar a si mesma, e simplesmente não deu certo.

EW: Você compartilhou a maioria de suas cenas com Alanna Masterson. Como foi trabalhar com ela para criar essa relação entre Denise e Tara?

Merritt Wever: Foi ótimo. Ela é ótima. Ela foi tão divertida e tão doce e tão boa para mim. Então, eu tive muita sorte de trabalhar com ela. E as coisas andam rápido nesta série. As coisas se desenvolvem muito rapidamente e você apenas se encontra em um novo relacionamento intensificado com as pessoas e você só tem que seguir o fluxo, e todo mundo está muito disposto a isso no set de filmagens.

EW: Como foi o seu adeus do elenco e da equipe no seu último dia? Eu não sei se foi na sua cena de morte ou num dia diferente dessa cena, mas como foi sua despedida?

Merritt Wever: O dia da morte não foi o último dia, mas todo mundo fala sobre como é bom e é verdade. É um lugar muito agradável para trabalhar. O elenco, a equipe, eles são muito, muito receptivos a novas pessoas. Foi embaraçoso, eu não sabia que todos eles aparecem no seu último dia. Nós estávamos tipo a uma hora de Atlanta e todas as pessoas que não estavam trabalhando vieram. E eles vieram à noite e esperaram minha última cena. É um grupo muito, muito inclusivo e generoso de pessoas. E eu tentei não chorar. Isso é tudo o que eu fiz.

EW: E você conseguiu ter sucesso em não chorar?

Merritt Wever: Eu gostaria de dizer que eu consegui.

EW: O que você vai sentir mais falta sobre interpretar Denise e trabalhar na série?

Merritt Wever: A simpatia do povo. Quão receptivos eles são, e inclusivos. Isso é bom. Nem sempre é assim em todos os sets de filmagens. E eu realmente aprecio o esforço que as pessoas colocam para torná-lo um bom lugar para trabalhar. Não é sempre o caso e eu acho que é realmente uma coisa agradável quando é desse jeito.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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