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6ª Temporada

Talking Dead Brasil #49 – Alanna Masterson, Ross Marquand e J. Smoove

Jessica Storrer

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O grupo massacrou de maneira selvagem o pessoal de Negan. Glenn matou pela primeira vez alguém que não era walker. Parece que Maggie e Carol estão com problemas sérios. Rick socando uma cabeça decepada como se não fosse grande coisa. E Abraham, que escolheu o pior momento do apocalipse zumbi pra dar um fora na Rosita.

Os convidados da noite foram J. B. Moove (ator e comediante), Ross Marquand, que interpreta Aaron, e a própria Tara, Alanna Masterson.

Chris Hardwick: Ross, estou tentando entender a sua barba…

Ross Marquand: Estava mais no estilo ZZ Top alguns dias atrás.

Chris: Minha noiva disse que gosta da barba por fazer, e pra mim agora a única opinião que importa é a dela, então tudo bem, vou deixar assim mesmo. Ross, este episódio foi bem sombrio por causa de todas as mortes que aconteceram… O que você pensou quando leu o roteiro pela primeira vez?

Ross: Eu amei. Eu acho que estes últimos seis episódios desta temporada foram ficando cada vez mais sombrios. Eu adorei também porque teve bastante ação em cada episódio, e eu adoro fazer cenas de ação, eu acho mais divertido.

Chris: A série meio que oscila entre diferentes gêneros. Vocês praticamente viraram mercenários neste episódio. Porque Aaron estava a favor da ideia de atacar o grupo de Negan?

Ross: Eu acho que ele percebe, durante a reunião na igreja – Morgan se levantando e falando que eles deveriam dar uma opção ao pessoal de Negan pra aceitar obedecer nossas ordens -, Aaron viu o ataque dos homens Lobo, e ele já encontrou pessoas horríveis por aí na estrada, eu acho que ele percebeu que essa mentalidade de Morgan não será eficiente, que não vai funcionar. Ele é muito mais pragmático que Morgan, eu acho que ele quer ver o lado bom das pessoas, mas se ele vê que elas são uma ameaça, ele não vai ter medo de descartar elas num piscar de olhos.

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Chris: Alanna, para Tara, como isso é diferente de quando o Governador atacou a prisão? É diferente?

Alanna: Pois é, sabe aquele momento em que ele chega pra Tara e fala ‘Vamos matar todos’, e ela reflete consigo mesmo por um segundo? Sabe, ela já tinha ouvido falar isso, o Governador na prisão, de ter que matar todo mundo. Mas ela confia em Rick, e obviamente ela confia em Glenn, e em Maggie. Então eu acredito que ela esteja disposta a fazer isso tudo porque ela acredita em Rick, e eu não acho que ela acreditasse no Governador. Eu acho que ela não entendia na época porque ela fazia o que fazia. Mas agora acredito que ela pensa ‘Você tem que levantar e agir, pra manter todos em segurança.’

Chris: Eu também gostaria de te parabenizar! Você teve um filho alguns meses atrás! Parabéns por ter criado um ser humano! Ela é uma graça!

Alanna: Obrigada!

Chris: Como que eles esconderam a barriga nas filmagens?

Alanna: Sabe, eu tenho muita sorte por ter um trabalho que me permita ter uma família ao mesmo tempo, é incrível. Eu usei agasalhos bem largos, eles ajeitavam as coisas de uma maneira bem estratégica, o que foi bem engraçado. Mas sabe, é um calor de mais de 40° na Geórgia e eu estava usando blusões. E eles também tentavam gravar mais pra cima, e eu não acho que tenha me descuidado tanto, não fiquei enorme de repente.

Chris: De quantos meses você estava quando gravaram o episódio de hoje?

Alanna: Eu estava quase de nove meses.

Chris: Nossa!

Alanna: Mas foi incrível! Eu estaria em casa sentada e entediada. Sabe, eu ia para o set de filmagem cambaleando [Risos]. E minha filha pode ver que eu trabalho duro, ela vai poder assistir o episódio e dizer ‘Eu estava lá!’. Eu literalmente corria, e ela devia estar pensando ‘O que está acontecendo?’.

Chris: Tecnicamente ela é uma das estrelas de The Walking Dead.

Alanna: Ela está recebendo por estar ali.

Chris: J. B. Smoove, eu entendo como o que aconteceu hoje vai dar continuidade à história, mas eu pessoalmente acho que foi incrivelmente estúpido da parte deles sair matando gente que eles não conhecem. Eles ainda são o pessoal do bem?

J. B. Smoove: Claro que sim. Você tem que fazer o que você precisa pra sobreviver. Você tem seus problemas, eles têm os deles. As pessoas precisam negociar e fazer trocas. Você tem que fazer o que é necessário. O que me irritou um pouco foi… é quando você começa a matar pessoas da mesma maneira que você mata zumbis. Isso me deixou com um pé atrás com relação à eles. Mas você precisa fazer o que é necessário.

Chris: Mas sabe, você não acha que eles deveriam ter investigado um pouco mais antes de fazer aquilo? As pessoas de Hilltop disseram ‘Olha, esse pessoal não presta, matem eles!’, e Rick responde ‘Beleza, a gente já volta’. Eles nem sequer se informaram, você não acha que eles deveriam ter pesquisado um pouco mais?

J. B.: Eles estão lidando com pessoas novas, que conhecem outras pessoas. Você está lidando com dois grupos diferentes, dois grupos novos! É como se você estivesse em dois encontros duplos na mesma noite, sabe? [Risos].

Chris: Perguntaram pela internet ‘Se Shane fosse o líder, como você acha que ele lidaria com o grupo de Negan?’.

Ross: Acho que da mesma maneira. Isso que é fantástico sobre o Rick, eu gostaria que Shane tivesse aguentado mais tempo, porque ele também teria momentos de redenção. Eu acho que os dois juntos teriam sido uma força incrível. Sabe, tipo dois generais.

Chris: ‘Nós ficamos com a mesma mulher? Que constrangedor!’ [Risos].

Alanna: De quem é esse bebê? [Risos]

Chris: De quem é esse bebê? Judith! ‘Rick e Shane são meus dois papais!’

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio.

– Walker do olho esbugalhado
– Os walkers do ‘Escolha uma cabeça, qualquer uma’ (Pick a Head, Any Head)
– O guarda redentor
– O outro guarda redentor
– Os redentores dorminhocos de Glenn
– O redentor do alarme
– Os redentores do tiroteio
“Se ainda existia um limite… o nosso grupo passou dele? E será que a Maggie e a Carol pagarão o preço?”

“A grande coisa neste episódio é que estamos fazendo algo bastante horrível, sabe, eles estão atacando pessoas que estão dormindo… O importante pra mim e Scott em contar essa história é que os personagens sentem esse peso. Nós vimos isso claramente com Glenn, ele nunca tinha matado uma pessoa. Tem essa cena linda na qual ele tem que fazer isso pela primeira vez, é de cortar o coração, e é trágico. Nós da audiência sabemos que os redentores são pessoas do mal, mas não é assim tão fácil matar pessoas, eles não conseguem matar alguém e não sentirem-se afetados por isso.”Denise Huth.

Chris: A maioria das pessoas online acha que o grupo ainda é do bem. Acho que eles pesam essas ideias de pensar que o grupo de Negan provavelmente não seja composto por pessoas legais. Ver a primeira morte de Glenn… ele realmente foi afetado por aquilo. Qual foi sua reação?

J. B.: Glenn ficou com a Maggie e criou uma vida. [Risos]. Ele criou vida e está tirando vida ao mesmo tempo. O bebê está na barriga dela. Agora ele tem que matar alguém que está ali dormindo, ele pegou a faca e enfiou ela… eu não vou dizer cabeça porque isso me irrita, mas ele enfiou a faca na cuca (noggin) dele – que é uma versão caricaturada de cabeça.

Chris: Você precisa desta separação?

J. B.: Ele já passou por tanta coisa. Ele quase morreu três vezes! [Risos]. Quando Maggie estava na torre, ele ficou cercado de zumbis, e conseguiu se salvar, certo? Ele também sobreviveu nesta missão.

Chris: Foram várias situações que ele sobreviveu por pouco.

J. B.: Na lixeira! A droga da lixeira! Ele estava embaixo da lixeira! Eu entendo, sabe quantas vezes eu tive que me esconder embaixo de lixeiras na vida? Várias vezes, irmão. E ele teve que pegar a faca, e ele estava ajeitando os óculos eu pensei ‘Pega logo a droga da faca!’. Quando você ajeita os óculos, quer dizer que sua confiança já era [Risos].

Chris: Ninguém nunca ajustou os óculos e ganhou uma briga, já era. Mas Glenn já cruzou esta linha, foi meio que um presente que ele deu para Heath, mas obrigado por nos lembrar que Maggie está grávida.

Chris: Alanna, neste episódio a gente também viu a primeira vez que Tara matou um humano?

Alanna: Sim. Na prisão ela não matou ninguém. Quando eles invadiram a prisão, ela foi se esconder. Então sim, foi a primeira vez que ela matou um humano.

Chris: Por que foi tão importante pra ela levar o cara de volta pra Hilltop, o refém.

Alanna: Sabe, especialmente agora ela está fazendo de tudo pra manter todos a salvo. Ela não queria estragar o disfarce deles. Sabe, caso alguém do grupo de Negan visse Jesus, ela não queria por Hilltop em perigo. Ela não queria que eles pensassem ‘Bom, Hilltop está funcionando pra esse povo, vamos lá matar todo mundo’. Ela queria deixar as duas coisas totalmente separadas, que não ficasse evidente nenhuma relação entre elas.

Chris: Ross, o que o Aaron quis dizer quando disse ‘Se não fosse a gente, seriam vocês.’

Ross: Acho que foi algo inevitável. Em algum momento a batalha aconteceria, e eles tinham que decidir entre fazer um ataque preventivo ou esperar para que o conflito chegasse até eles. Depois do ataque dos homens Lobo, ninguém queria ficar sentado esperando. Preferiram levar a batalha até eles. E embora tenha parecido brutal, esse foi o motivo por eles matarem todos tão rapidamente.

Chris: Aaron esteve solto no mundo por muito mais tempo do que os outros habitantes de Alexandria. Carol tem um diário, que parece uma lista de mortes, e haviam iniciais neste diário, e especular sobre o que elas poderiam ser. ‘K&D’, Karen e David, provavelmente. ‘L’, de Lizzie, olhe para as flores. ‘Os arredores de Terminus/Três’, com ponto de interrogação, eu não sei quem eram, mas estão mortos. ‘A mulher da vela’ (a Mary de Terminus) e uns outros que ela matou ali. ‘Ws’, 7, ou seja, 7 homens lobo. O ‘R’, a gente acha que pode ser Ryan Samuels, mas não temos certeza. J.B., qual sua opinião sobre a lista de Carol?

J.B.: Eu adorei. Eu acho que todo mundo deveria sempre ter um registro atualizado das pessoas que matou… Parceiros sexuais, animais de estimação… Sabe? Porque você tem que pagar o imposto de renda no fim do ano [Risos]. Sempre declare tudo certinho.

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ENTREVISTA COM O ELENCO:

Christian Serratos: Aquela cena que Abraham termina com a Rosita, eu estava esperando há muito tempo. A gente sabia que ia acontecer pelo jeito que os episódios passavam na sexta temporada. A gente sabia que tinha uma pessoa nova chegando porque tinha uma versão dela na HQ. Como atriz eu estava super animada pra filmar algo deste tipo.

Michael Cudlitz: Não foi um término fácil pra ele. Ele não está apaixonado por Rosita, ele ama ela profundamente. Ele diz pra ela ‘Quando eu te conheci eu achei que você era a última mulher viva, mas você não é’. E por mais doloroso que isso soe, é verdade.

Christian: Eu olhei para Josh, e ele estava sentado no corredor, e eu morria de rir. Eu não conseguia me controlar, eu achava que não ia conseguir fazer aquela cena. Mas então eles ligaram as câmeras e tudo mudou. Aquela coisa que foi a principio engraçada pra mim, se tornou a coisa mais triste. Abraham estava saindo, e Eugene estava ali, sendo quem ele sempre foi, e era só eu e ele agora. Bem triste…

Chris: J.B., o que você achou do jeito que Abraham terminou com Rosita?

J.B.: Foi muito rápido, ele se apressou. Sabe, pra você poder deixar uma mulher, uma transa certa, no último episódio ele estava na cama com ela, de conchinha e tal, todos as coisas boas. Então você tem que mostrar algo que me faça dizer ‘Sabe, eu quero um pedaço daquela ali também.’ Talvez uma mulher que se inclinou pra pegar a arma, com um pedaço da calcinha aparecendo. Eu preciso ver alguma coisa. Qual a dele?

Chris: Eu não acredito que você não escreve roteiros pro seriado! [Risos].

J.B.: O que Abraham está fazendo? Pra onde ele está indo? Ele empacotou as coisas dele. Onde que ele vai?

Chris: Eu não sei pra onde ele vai.

J.B.: Pra casa da mãe dele?

Chris: Eu não sei, ele tem problemas. Ele não está sabendo lidar com as coisas. Alanna, porque Tara estava tentando convencer Denise a ir com ela nessa viagem de duas semanas?

Alanna: Eu acho que é porque da última vez que ela deixou pessoas que amava para trás, que eram sua irmã e sua sobrinha, elas morreram. Acho que ela está meio apreensiva de deixar alguém que ela ama… então ela quer levar ela junto, não quer sair do lado dela. É assustador, neste mundo num segundo tudo está bem, e de repente tudo fica terrível. Sabe, de repente aparecem os homens lobo, ou do nada aparecem zumbis. Ela só quer ter certeza de que Denise está bem.

Chris: E também este é um mundo que as pessoas não conseguem se comunicar direito.

Alanna: Exato, ela não pode mandar mensagem pra ela.

Chris: Quando você sai pro mundo, você não tem noção, ideia do que esperar.

Alanna: Seria tipo ‘Oi, eu vou chegar em casa lá pelas 7pm. Tem um zumbi no meio da estrada. Trânsito!’.

Chris: As pessoas da nossa geração lembram de um mundo mais ou menos assim, mas a geração de hoje… Sabe, existia uma época que você ia em um evento e não conseguia encontrar seus amigos, e você nunca mais via essas pessoas. Você mudava pra outra cidade e fazia amigos novos [Risos]. Ross, o que você achou de Tobin dizer que Carol era uma mãe pras pessoas de Alexandria?

Ross: Eu acho que isso é uma afirmação totalmente errada. Eu acho que ela criou essa identidade, pra pode ganhar as pessoas e poder entender como o povo de Alexandria pensava. Eu acho que no fim das coisas ela é uma pessoa bem sofrida. De certa maneira ela cuida dos outros, mas ao mesmo tempo ela tem que lidar com os seus próprios demônios. E eu acho que é por isso que ela está fazendo esta lista, não apenas para declarar no imposto de renda [Risos]. Ela está percebendo que matou várias pessoas.

Chris: Eu concordo, porque ela parece muito tranquila sobre isso tudo na maior parte do tempo. Mas eu amo essa personagem, porque a Carol consegue ser o que ela precisa ser pra conseguir fazer o que precisa ser feito. Você ficou surpreso por eles terem se beijado, J.B.?

J.B.: Nem um pouco. Sabe, segurança é a porta de entrada para sexo, todo mundo sabe disso. Você começa a se sentir seguro, e as roupas vão saindo. Você tira os sapatos, você relaxa. É isso que eles estão fazendo, basicamente estão relaxando. E o muro está de pé novamente, as coisas acontecem. Você viu com Michonne, eles estavam usando roupão de banho, estavam tomando banho, relaxando. Eles estão confortáveis, é esse o momento para dormirem juntos.

• Um fã faz uma pergunta por telefone, dirigida à Ross: “Como Aaron e seu companheiro estão lidando com tudo?”

Ross: Eu acho que Eric está tentando encontrar seu lugar no grupo. Claro que ele fez parte da luta na première da mid-season, aquilo foi motivado por um desejo generalizado de ajudar o povo de Alexandria a se defender contra a invasão. Eu acho que Aaron ainda é motivado pela culpa e vergonha que ele sente por causa do ataque dos homens lobo. É meio que uma reviravolta ridícula pensar que a mochila que ele perdeu foi o que levou eles até lá, mas é nisso que ele acredita. E ele não culpa Morgan por isso, ele culpa a si mesmo. E seguindo adiante, esse será o fator principal de incentivo pra ele, e é por isso que ele se voluntaria pra ir em todas essas missões.

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• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Um molde de gesso da cabeça de Greg Nicotero foi usado nesta cena.
– E uma das cabeças mais usadas em Hollywood, também tendo participado em filmes tais como Bastardos Inglórios e Piranha 3D.
– Os cortes profundos no estômago deste walker foram cheios de larvas vivas. Steve Yeun só soube disso quando elas já estavam rastejando sobre ele.
– Essa cena foi filmada em uma instalação de comunicação desmantelada. Foi alegadamente comprada por um investidor particular que a usou para procurar vida extraterrestre.

“Toda vez que nossos atores usam armas, nós colocamos extensões digitais nela. Nós fazemos tomadas inteiras onde os atores estão correndo com armas pela metade. O que nós fazemos chama-se Texas Switch, que é uma pausa natural na cena, e o pessoal do cenário corre pra trocar a meia arma pela arma verdadeira cheia de sangue, pra que o resto da tomada não precise ser feito com efeitos especiais.”Victor Scalise.

• Um fã da audiência faz uma pergunta, dirigida à Ross: “Durante as filmagens, você achou estranho matar pessoas extras, ao invés de walkers extras?”

Ross: Sim, a gente se acostumou tanto a matar walkers, foi engraçado porque tanto eu quanto Michael tivemos que matar dois de nossos principais maquiadores, sabe, o redentor alarmado, e Jake, o grandão, eles são muito queridos. Foi tão divertido, porque eles tem seu trabalho exibido em cena, mas foi legal trabalhar com eles, e eles tinham uma ótima energia, foi muito divertido.

• O fã ganhou cookies de beterraba e bolota, e uma cabeça.

Chris: Alanna, o que significa pro grupo a captura de Maggie e Carol?

Alanna: É meio o que Michonne disse, eu me pergunto qual deles era Negan. Nós não sabemos o tamanho desse exército, quantos são. Pensar que houve uma vitória, a gente limpou o bunker, e então pensamos em Maggie e Carol. Qual o alcance desse exército? Tem 700 pessoas armadas mirando a gente? Não sabemos. É assustador saber que a ameaça não acabou.

Chris: Cada episódio que passa é um pouco mais estressante. Eu sinto uma certa arrogância agora, Rick diz ‘A gente vai ganhar’. A gente pensa ‘Você não sabe no que está se metendo, numa grande batalha’.

Alanna: Eles não sabem. São 700 pessoas, ou cinco? Eles não sabem. A gente fez a limpa no bunker, será que não acabamos de acender uma fogueira gigante?

Chris: É tipo querer dominar o mundo, mas este é um mundo perigoso. J.B., o que você acha que acontecerá com Carol e Maggie?

J.B.: Deixa eu te contar uma coisa. Sendo o grande fã que sou deste seriado, quando eu ouvi a voz feminina, eu me senti aliviado. Veja bem, essas duas pessoas serão moedas de troca, e quando eu ouvi a voz feminina, dizendo pra eles abaixarem as armas, porque eles estavam com Maggie e Carol, eu fiquei aliviado, porque senhoritas não matam senhoritas assim tão rápido.

Chris: Eu não concordo com você. Eu acho que matam sim, especialmente neste mundo. Eles não sabem quem está lá fora, acho que todos são assassinos neste mundo. A voz estava muito calma, e eu acho que algumas pessoas que não acompanham as notícias devem ter se perguntado se aquele era Negan. Mas não. Negan é este personagem bem popular, interpretado por Jeffrey Dean Morgan, a gente ainda não viu ele.

J.B.: Deixa eu te falar uma coisa… quando eu estou no supermercado e uma voz feminina fala no microfone que a loja está quase fechando, eu continua fazendo minhas compras. [Risos]

Chris: O que?! Sabe, eu vou arriscar e dizer, talvez isso não seja a mesma coisa que o apocalipse zumbi. Alanna, essa pergunta veio da internet: ‘Você acha que Tara e Rosita tem um romance contido?’

Alanna: Eu gostaria de pensar que sim, porque Christian é incrível. Eu com certeza namoraria ela. Mas, Delta (o fã que fez a pergunta) ama Tara, ela sempre fala comigo no twitter, ela sempre faz essas perguntas. Eu diria que elas não terão um romance. Com certeza não. Rosita gosta muito de homens, e Tara gosta muito de mulheres, então não funcionaria.

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• Um fã faz uma pergunta por telefone: “Nós vimos Carol deixar um cookie na lápide de Sam, vocês acham que Carol se sente culpada pela morte de Sam?”

Chris: Eu acho que não tem como ela não se sentir culpada. Eu tenho certeza que ela sente algo.

Alanna: Eu acho que sim. Primeiro foram Lizzie e Mika, e agora Sam. Sabe, crianças morrendo o tempo todo na frente dela. É horrível. E ela perdeu a filha.

Chris: E também, as coisas que ela disse diretamente para Sam, causaram mais ansiedade e medo nele. Eu entendo o personagem, Sam, porque como eu disse antes, eu seria ele no apocalipse zumbi. Eu acho que ela sente uma tremenda responsabilidade por isso.

Ross: É o que J.B. disse. Os muros estão erguidos de novo, dando uma chance para que as pessoas possam não somente se relacionar, mas também refletir. E a Carol está repassando os acontecimentos dos últimos anos em sua cabeça e tem pensado em como ela mudou. Todos mudaram bastante, mas acho que Carol e Rick foram os que mais mudaram. A Carol passou por essa montanha-russa gigante, e agora ela está lidando com a culpa.

ENTREVISTA COM A PRODUÇÃO:

Greg Nicotero: Haverá mais tiroteios nos próximos quatro dias do que tivemos nos últimos seis anos. Vai ser praticamente um ‘Duro de Matar’ nos próximos quatro dias.

Monty L. Simons: Tem bastante balas, um monte de sangue voando pelo ar, várias cápsulas de bala voando pelos cômodos.

John Sander: São tiroteios de curto alcance. Sabe, bem próximos. O corredor tem cerca de 10 metros…

Monty L. Simons: É um espaço bem pequeno, e você tem armas automáticas disparando, coisas voando pra todo lado, você tem que proteger seus atores, os membros da equipe, e você tem que contar uma história e ela tem que ficar boa nas filmagens.

Denise Huth: Existe um equívoco de que em sets de filmagens se você usa cartuchos vazios não há perigo nenhum e você pode fazer o que quiser, e isso com certeza não é verdade. A gente tem que trabalhar com os atores, e os dublês, e os operadores de câmera, onde cada pessoa estará, e quem vai disparar em qual momento, pra gente ter certeza que tudo acontecerá com segurança. Tem muitos elementos e muitas pessoas envolvidas.

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Chris: Ross, como foi filmar essa cena em que vocês todos estavam se movimentando em formação?

Ross: Foi incrível, alguns pensavam ‘A gente vai se movimentar com bastante fluidez’, eu acho que todos ali aceitaram que nós estamos juntos há meses, e Abraham e Rosita fizeram treinamentos de soldados, eles eram do exército. Então eles meio que ensinaram os outros como se mover e fazer a limpa nos cômodos, e se movimentar daquele jeito, acho que foi por isso que funcionou tão bem.

Chris: Ross, não tinha como a gente te convidar e não te pedir pra fazer imitações, vocês já viram ele no Youtube? Ele faz imitações incríveis. Algumas pessoas fizeram pedidos: ‘Michael Caine lutando contra uma multidão de zumbis’.

Ross: (Imitando Michael Caine) ‘Eu não sei como ele lidaria com isso. Ele traria o bat-móvel, a bat-limosine. A Lamborghini.’

Chris: Agora: Jason Statham discutindo com walkers.

Ross: (Imitando Jason Statham) ‘Ok, se acalmem, se acalmem. Vocês precisam seguir outro caminho, eu não vou lidar com isso.’

Chris: Agora: Al Pacino sendo o Rick.

Ross: (Imitando Al Pacino) ‘Ok, é assim que eu faço. Alexandria é aqui. Hilltop é lá. Vai haver uma separação, ok? Bom.’

Chris: Alguém acabou de ganhar um caderno de capa dura do Rick. J.B., o que você acha que Morgan está soldando?

J.B.: Espero que ele esteja soltando ele mesmo dentro de uma jaula, pra ele matar ninguém lá.

Ross: Eu acho que é um robô, para matar walkers.

Chris: Até que enfim alguém vai trazer um robô para a série. Eu tenho certeza que é isso que Gimple e Kirkman estão fazendo.

• Ao término do programa foi mostrado um sneak peek do episódio do próximo domingo:

Chris: Aquela é minha amiga Alicia Witt, que é uma atriz incrível e musicista, e sobre aquele cara, a Carol vai acabar com ele. Outra pergunta da internet: Alanna e Ross, algum dos walkers no set de filmagem já assustou vocês de verdade?

Ross: Sim.

Alanna: Sim. A maquiagem é tão realista, às vezes eles saem dos trailers, e a gente trabalha de madrugada, 4 e meia da manhã, ainda é escuro… E às vezes você está passeando com seu cachorro, ou indo fazer sua maquiagem e de repente um cara gigante usando uma máscara aparece, você se assusta. Eles assustam.

Ross: O mais assustador pra mim foi no episódio cinco deste ano, quando Maggie estava no esgoto e os walkers cheios de cocô, quando eles saíram do esgoto, estava tudo caindo da cara deles…

Chris: [Risos] Os walkers cheios de cocô! [Risos].

E NO PRÓXIMO TALKING DEAD:

Melissa McBride (Carol), Paul Feig e um convidado surpresa do elenco

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VEJA TAMBÉM:

Talking Dead Brasil #48 – Lauren Cohan, Tom Payne e Kid Cudi

Talking Dead Brasil #47 – Danai Gurira, Austin Nichols e Nathan Fillion

Talking Dead Brasil #46 – Greg Nicotero, Carrie Underwood e Benedict Samuel

Galeria de imagens do Talking Dead

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

Publicado há

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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