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CRÍTICA | TWD World Beyond S02E01 – “Konsekans”: Um Futuro Sombrio

Konsekans foi o primeiro episódio da 2ª temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio.

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Iris segurando sua crossbow na floresta no episódio 1 da 2ª temporada de The Walking Dead: World Beyond.

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do primeiro episódio, S02E01 – “Konsekans”, da 2ª temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O primeiro episódio da segunda – e última – temporada de TWD: World Beyond, intitulado “Konsekans” (“Consequências”), mostrou as ‘consequências’ do que aconteceu no episódio anterior, por onde andam as personagens e apresenta um episódio mediano, com vários pontos positivos mas que mostra a fragilidade da condução da trama em determinados pontos.

Tudo se inicia com um flashback de seis semanas atrás, mostrando o que de fato Elizabeth (Julia Ormond) e a CRM realmente causaram no Campus Colony. Talvez a maior surpresa aqui foi a de que eles destruíram não apenas o Campus mas como toda a cidade de Omaha e seus 100 mil habitantes. Isso eleva bastante o nível de ameaça dessa organização que, ironicamente, prega um futuro brilhante para toda a humanidade.

Ainda sobre a Elizabeth, a mesma cria toda uma nova pegadinha para confirmar as intenções de Hope (Alexa Mansour) para com a CRM e a joga em um dos que foi o ponto negativo do episódio. Essa trama de trair e iludir alguém em busca de lealdade é muito difícil de engolir e é quase que uma tentativa da série de trazer mais ação e conflito – porém de uma forma muito desajeitada.

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Hope, a princípio, era uma personagem questionadora e forte, uma das únicas que do grupo de adolescentes inicial possuía treinamento de combate, mas desde que a série começou a se desenrolar, ela ficou cada vez mais chata e dependente.

Toda a sequência dela em “Konsekans” tem um propósito interessante, mas é realizada de forma quase monótona, e isso ignorando o erro de continuação da cena em que ela bate a cabeça, coisa que seria impossível do jeito que foi realizada. As alucinações dela representam o lado feroz que pode ser desenvolvido quando se está sozinho no mundo, o que a faz recorrer a Elizabeth e Huck (Annet Mahendru) tendo em vista que elas são a melhor chance de sobrevivência dela.

Elizabeth e Huck são outro ponto forte da trama, que, segundo o showrunner e roteirista desse episódio, Matt Negrete, vão ser uma das forças motrizes da temporada: a relação de mãe e filha de ambas. Todo o plano da tenente nesse episódio não era apenas voltado para Hope, mas também para confirmar de que lado estava a lealdade da filha. Mas como mostrado no final, não dá para categorizar Huck como vilã ou mocinha, ela está em um prazeroso tom de cinza que categoriza muito bem o espírito de The Walking Dead.

Já falando sobre Iris (Aliyah Royale) e Felix (Nico Tortorella), eles são finalmente informados por Will (Jelani Alladin) sobre o que aconteceu em suas casas e somos todos apresentados à uma nova comunidade: The Perimeter (ou O Perímetro), comandada pela ainda pouco conhecida Indira (Anna Khaja). The Perimeter é uma comunidade rural que mantém um trato com a CRM, um trato que os deixa fora do radar enquanto prometem “não incomodar” os militares. Isso me cheira a uma possível traição futura, não é mesmo?

Iris aqui tem uma evolução interessante. Ela, mais uma vez, assim como na primeira temporada, é assombrada por um pesadelo. Aqui ela se vê arrancando o rosto de um dos empty, o que se mostra, no fim do episódio, uma intuição – que já está quase virando uma habilidade especial. Ao entender que a CRM está por trás da destruição de Omaha, Iris vai atrás de vingança e acaba matando seu primeiro humano: um oficial da CRM.

Iris está trilhando um caminho mais sombrio até porque todos nós sabemos o que acontece quando alguém mata um humano dentro do universo da série e isso pode ocasionar um grande conflito com O Perímetro, algo que talvez nem mesmo Felix possa ajudar.

No final, Hope finalmente encontra com seu pai. Aparentemente Leo (Joe Holt) está vivo e à salvo, o que deixa todo o monólogo da Dra. Lyla (Natalie Gold) no final da season finale da temporada passada ainda mais estranho, já que ela estava conversando com o Leo, que aparentemente estava preso. Mas agora é esperar que algo aconteça para explicar o que foi isso. Uma cena do futuro? Esse episódio brincou um pouco com blocos temporais, com cenas se intercalando e começando no “futuro” e voltando até o ponto atual.

Silas (Hal Cumpston), Elton (Nicolas Cantu) e Percy (Ted Sutherland) não aparecem em “Konsekans” mas no teaser da temporada, aparecem em cenas de muita ação. Assim como a Jadis (Pollyanna McIntosh) que já estamos ansiosos para saber qual a sua parte dentro dessa história toda.

Apresentando um começo de temporada muito interessante, TWD World Beyond inicia sua trilha para seu grand finale, colocando seus personagens em caminhos cada vez mais densos e impossíveis de voltar atrás.

PS: Faço aqui uma menção honrosa ao Carl Grimes (Chandler Riggs), a criança/adolescente mais incrível de todo o universo.

O que você achou do episódio “Konsekans”? Deixe sua opinião nos comentários!

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