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The Walking Dead: World Beyond | Primeiras impressões (sem spoilers)

Nova série do universo de The Walking Dead – World Beyond – promete aventuras e dilemas para seus protagonistas. Estreia dia 5 de Outubro no Brasil.

Dhebora Fonseca

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Iris, Hope, Elton e Silas juntos no lado de fora do Campus Colony em imagem do primeiro episódio da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreia no próximo domingo (04) nos EUA – logo após o 16º episódio da 10ª temporada da série principal da franquia – trazendo novas nuances do apocalipse zumbi. Em um contexto de evolução, o spinoff contará a história da primeira geração criada no mundo pós-apocalíptico e conta com um elenco talentoso e bastante carismático. No Brasil, a estreia está marcada para a segunda-feira (05), às 22h, no AMC.

Vamos acompanhar as trajetórias de Iris (Aliyah Royale) e Hope (Alexa Mansour), duas irmãs, que se unem aos amigos Elton (Nicolas Cantu) e Silas (Hal Cumpston) em uma missão do lado de fora dos muros de Campus Colony, comunidade estabelecida no campus da Universidade Estadual de Nebraska e lar dos adolescentes. Curiosos para descobrir o que existe além da esfera civilizada, confortável e segura em que vivem, o grupo se une em uma jornada que abrirá portas para autoconhecimento, evolução e busca por soluções.

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A série coloca em contraponto duas perspectivas diferentes do apocalipse: a visão das pessoas que tem experiência em lidar com o que restou do mundo, e o olhar curioso de outras que não tiveram escolha a não ser contar com a proteção de alguém. Como Iris, Hope, Elton e Silas ainda são bastante inexperientes quando se trata de sobrevivência, podemos esperar uma boa dose de aventura e ação, mas também momentos de ternura e inocência pelo mesmo motivo.

Flertando com The Walking Dead, World Beyond transparece a intenção de seguir por um caminho de reflexões quase silenciosas acerca da maneira com que cada um dos personagens enfrenta seus medos e lida com questões do passado que insistem em assombrar seus pensamentos – embora os diálogos sejam elaborados de forma mais completa, sendo menos subjetivos do que os apresentados com frequência na série principal.

Em um dos trailers oficiais de World Beyond, Iris menciona a cura brevemente em conversa com Hope enquanto as duas ainda estão em Campus Colony. Essa pode ser uma boa vertente a ser explorada pelos roteiristas, já que a série principal não seguiu por esse caminho até o momento; somado ao carisma de protagonistas bem construídos, e interconectados por situações e sentimentos, parece ser uma maneira inteligente de inovar.

De uma maneira geral, os roteiristas se aproveitam bem do tempo dos episódios para desenvolver a história e introduzem elementos casualmente, dando tempo para os fãs se adaptarem e se afeiçoarem ou não aos ambientes e personagens apresentados. World Beyond traz perspectiva aos sobreviventes e à narrativa do apocalipse, moldando um olhar para novas possibilidades e caminhos que o universo The Walking Dead pode seguir.

Você vai acompanhar The Walking Dead: World Beyond? Quais suas expectativas e teorias sobre a série? O que você está mais ansioso para ver nela? Deixe tudo nos comentários abaixo!

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E05 – “Madman Across the Water”: Descobertas e perigos

Madman Across the Water foi o quinto episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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O quinto episódio de TWD World Beyond, intitulado “Madman Across the Water” (“O Louco do Outro Lado da Água”), começa a introduzir novas ameaças no mundo de Iris (Aliyah Royale), Hope (Alexa Mansour), Silas (Hal Cumpston) e Elton (Nicolas Cantu), ameaças essas que eles não imaginavam encontrar; além de aprofundar os personagens e as relações entre eles de forma explícita, sem delongas, e de forma coesa.

No episódio, o grupo se depara com diversos obstáculos que podem desacelerar o caminho para a Civic Republic Military (CRM), e precisam trabalhar em união para que as coisas funcionem e ninguém saia ferido. Depois de alguns conflitos, Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru) finalmente desistem da ideia de convencer os adolescentes a voltarem para Campus Colony, e parecem entender que a missão vai além de simplesmente encontrar o pai de Iris e Hope: eles buscam evoluir quem são e encontrar um sentido para suas próprias vidas.

Desta vez, o personagem de destaque é Elton. Somos apresentados ao seu passado em família, quando seu pai e sua mãe o ensinavam sobre, como a própria mãe diz, partidas e chegadas. Entendemos mais sobre a paixão do garoto por história e arqueologia vendo as interações dele com o pai em seu ambiente e material de trabalho. Elton era um menino doce e muito inteligente que, depois de perder os pais na noite em que “o céu desabou”, teve de encontrar seu rumo no mundo sozinho.

Em cenas emocionantes protagonizadas por Roger Dale Floyd, que interpretou Elton mais novo, é possível entender toda a angústia e medo sentidas pelo personagem, enquanto ele, ainda muito pequeno, tentava se apegar à memória dos pais para se manter firme diante de uma catástrofe até então desconhecida por ele. Quando finalmente encontra uma brecha momentânea para sair de dentro da caixa na qual seu pai lhe colocou para o manter seguro, ele percebe que não resta nada do mundo que conhecia, mas ainda assim, se agarra na coragem que aprendeu com os pais e segue seu próprio caminho.

A claustrofobia de Elton é posta à prova, assim como vários aspectos do personagem, quando ele precisa resolver um problema numa das engrenagens do barco que o grupo estava construindo. Ele tinha que rastejar por debaixo do aparato para solucionar o problema, se agarrando à alternativa simbólica de recitar os nomes de todos os planetas do sistema solar, ele consegue encontrar calma e forças para ajudar seus amigos na difícil tarefa.

Próximo ao fim do episódio, duas descobertas muito importantes são anunciadas. Uma delas é a descoberta de Hope sobre a mulher que matou na noite em que perdeu a mãe. A mulher era a mãe de Elton, e Hope, agora sabendo do que fez – mas sem revelar ao amigo o que de fato aconteceu com a mãe dele -, se mostra preocupada e aflita com a situação, apenas com o olhar.

Pouco depois, a primeira ameaça humana introduzida na série antagonicamente se apresenta: um homem por detrás das árvores que cercam o acampamento do grupo se revela. Apesar de não se ver muito sobre ele, e de o título do episódio fazer menção a este personagem, podemos ver que o homem carrega uma lança e parece usar uma espécie de máscara branca, que o deixa com uma aparência no mínimo macabra.

Se até agora não tínhamos tantos motivos para temer a jornada do grupo pelo mundo do lado de fora dos muros de Campus Colony, a chegada deste misterioso homem da escuridão dá uma alavancada na tensão da série, proporcionando expectativa de que o rumo das coisas pode mudar e nosso grupo pode estar em perigo.

Em linhas gerais, o episódio dá um gás na temporada quando se trata de desafios, e a engrenagem das relações entre o grupo parece girar cada vez mais rápido, criando laços e, o tempo todo, desenvolvendo conflitos e resoluções para eles ao longo da trama. “Madman Across the Water” deixa a história de World Beyond mais interessante à medida que explora questões propostas no início da temporada e desenvolve novas problemáticas ao longo do caminho, abrindo portas para desafios futuros.

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E04 – “The Wrong End of a Telescope”: Conexão e união

The Wrong End of a Telescope foi o quarto episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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O quarto episódio de World Beyond, intitulado “The Wrong End of a Telescope” (“A Extremidade Errada de um Telescópio”), chegou e trouxe bastante contexto e profundidade à narrativa da série. Em um misto de flashbacks, diálogos representativos para a história e uma constante tensão no ar, o roteiro nos apresenta momentos do passado importantes para o desenvolvimento de alguns personagens e aprofunda seus contextos de maneira mais eficiente e objetiva do que no episódio anterior.

O episódio mostra o grupo descobrindo uma escola no meio do caminho, aonde resolvem parar para abastecerem suas mochilas, buscando por suprimentos, roupas novas e, com uma chuva aparentemente forte chegando, potes e garrafas para armazenamento de água para que possam seguir viagem. No entanto, dentro da escola, eles se dividem para explorar e assim as dinâmicas são exploradas.

No início, vemos que Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru) aderiram realmente à ideia de se unir ao grupo dos adolescentes Iris (Aliyah Royale), Hope (Alexa Mansour), Elton (Nicolas Cantu) e Silas (Hal Cumpston) de seguir à caminho da Civic Republic Military em busca de entender o que aconteceu com Leo Bennet (Joe Holt), o cientista e pai de Iris e Hope. Existe uma resistência por parte dos adultos a aceitar a situação, conforme Felix sugere que ele e Huck comecem a conversar com os jovens sobre voltar para Campus Colony.

Fica claro que, apesar de discordarem de Iris, Hope, Elton e Silas, Felix e Huck parecem ter a intenção de fazê-los entender o perigo da situação para que eles mesmos cheguem à conclusão de que precisam voltar, e não parecem querer usar força ou pressão para resolver o problema, o que os coloca em um patamar de tutoria e cuidado com relação aos jovens, e não de superioridade hierárquica. Nesse ponto, o episódio acerta em como propõe uma nova dinâmica de relação entre adultos e adolescentes.

Quando os grupos Iris e Silas, Huck e Hope, e Felix e Elton se separam para iniciar as buscas por suprimentos é que começamos a entender o rumo do episódio. Ele tende a desenvolver as relações através de diálogos mais objetivos e também intensos. Vemos que Hope está em um lugar de dúvida ligada à sua relação com Iris, que parece estar evitando a irmã devido à conversa reveladora das duas no final do episódio anterior. Através de flashbacks, Leo Bennet é introduzido pela primeira vez, e em um diálogo tocante e profundo com Hope, entendemos que a menina se sente inadequada desde quando seu pai ainda estava em Campus Colony, e talvez também carregue uma certa culpa por não se entender com Leo na época.

Além de entrarmos na mente de Hope e não só entendermos mais sobre ela como também sobre Iris e o passado das duas na agência de adoção de onde foram adotadas por Leo e sua esposa, somos apresentados também ao lado delicado de Silas, que começa a se permitir a vulnerabilidade justamente com Iris, pessoa que costuma ser aberta e acolhedora com as dificuldades alheias, desenvolvendo uma relação de afeto e zelo para com ela. O momento da dança dos dois na quadra da escola e a música que tocava no walkman de Silas trazem a sensação de uma conexão entre eles, e mostra que, apesar da má reputação que tem em Campus Colony, Silas percebe agora que é possível arrumar companhia amigável mesmo tendo um passado turbulento.

Relances de possíveis traumas de Elton relacionados à claustrofobia vem em rápidas cenas do passado do garoto, onde ele está trancado em uma espécie de armário, mostradas como lampejos de memórias ansiosas no meio de uma crise. Felix auxilia Elton e explica a ele que eles não estão preparados para os perigos do lado de fora dos muros e, em um gesto emocionado e genuíno, conta sobre aqueles que perdeu e as dores que carrega por isso, esclarecendo que não quer mais perder ninguém. Isso parece tocar Elton de alguma forma, e ele dá a entender que pensará sobre a decisão de voltar para Campus Colony.

Explorando diálogos com maestria e delicadeza, “The Wrong End of a Telescope” só deixa a desejar no cumprimento da tensão de uma possível ameaça humana, construída ao longo do percurso do grupo dentro da escola, e que, no final, não era nada além de um lobo selvagem bastante bravo e alguns poucos zumbis que já não nos causam toda aquela tensão de dez anos atrás. No entanto, o episódio entrega intenção e propósito no desenvolvimento dos personagens e, inteligentemente, se encerra com uma foto do grupo, tirada por Elton, demonstrando a união e os laços desenvolvidos até aqui.

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E03 – “The Tyger and the Lamb”: Passado e presente

The Tyger and the Lamb foi o terceiro episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Felix, Huck, Elton e Iris falando com Hope ao walkie talkie em imagem do episódio 3 da 1ª temporada de TWD World Beyond

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do terceiro episódio, S01E03 – “The Tyger and the Lamb”, da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Ao contrário do esperado, World Beyond amorna a narrativa em seu terceiro episódio, intitulado “The Tyger and the Lamb”. Se no início esperávamos momentos surpreendentes e inovadores, agora parece que teremos muito mais diálogos – um tanto arrastados – e ações já bastante conhecidas (vindas da série mãe) desgastando um pouco a paciência do espectador. O episódio se arrasta muito nas reflexões e explicações, e deixa bastante a desejar na condução original da dinâmica da linha da história.

Enquanto os quatro adolescentes tentam passar pela horda de zumbis, problema apresentado no segundo episódio “The Blaze Of Gory“, conhecemos um pouco do passado de Silas (Hal Cumpston) através de flashbacks e sonhos do garoto. Apesar de não deixar claro qual foi a situação que tornou Silas no que ele é hoje, uma pessoa tímida e retraída, a história aparenta estar falando do personagem como alguém que fez algum mal à sua família antes do apocalipse, e encontrou uma chance de viver uma nova jornada em seu presente, junto dos colegas de grupo e, principalmente, de Iris (Aliyah Royale).

Desde o primeiro episódio, vemos que Iris faz tudo o que pode para manter Silas confortável, para que ele entenda que merece ser amado e ter amigos, coisa que, pelos flashbacks, fica bem claro que ele não tinha antes. A relação dos dois se desenvolve aos poucos, de maneira bastante diluída durante o episódio, até culminar em um momento de união muito simbólico ao final do capítulo, quando Iris faz um curativo na mão de Silas e, em seguida, ele a acolhe em um abraço e os dois caminham juntos, abraçados.

Hope (Alexa Mansour), em seu momento de heroísmo e depois de deixar rastros pelo caminho percorrido para ser encontrada por Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru), mostra força. Ela quer fazer algo diferente de tudo o que já fez antes, quer salvar as pessoas que ela ama. Para isso, ela se coloca em perigo e vai, sozinha, até um local nas proximidades para ativar uma espécie de sirene para distrair os zumbis com o barulho enquanto seus amigos passam para o outro lado do caminho.

Assim como Silas, os maiores dilemas de Hope estão nas coisas que ela fez no passado, e esse foi mais um bom paralelo construído entre os personagens, uma conexão de sentimentos e situações. A expectativa que fica é que esses paralelos sejam trabalhados com mais fluidez e um pouco menos de monotonia. Hope segue trilhando sua jornada de autoconhecimento e em busca de entender o que fazer com seu passado e quem quer ser em seu presente.

Felix e Huck finalmente encontram os adolescentes e, posteriormente, decidem seguir o caminho com eles até a Civic Republic Military. Nesse ponto, o grupo ganha uma dose de força e abre novamente a brecha para interações divertidas que podem sair dessa situação, já que agora temos duas pessoas experientes intencionadas a protegerem quatro pessoas completamente inexperientes. A sensação é boa quando os dois chegam até o grupo dos jovens, mas não causa tanto impacto no processo de resolução da questão dos zumbis.

Até os quarenta minutos de episódio, a trama entrega mais do mesmo. Os diálogos de “The Tyger and the Lamb” ficam implícitos demais, quase incompletos em alguns pontos, e isso chega a confundir as ideias quando se desvia da proposta do piloto da série, e praticamente se esquece do motivo principal pelo qual o grupo saiu na jornada durante quase todo o tempo de tela.

Os últimos dez minutos, porém, vem carregados de grande tensão ao passo que vemos a Tenente Elizabeth (Julia Ormond) dando um show de autoritarismo para cima de um dos membros da comunidade, e menciona que são mais de 200 mil pessoas alocadas no lugar, além de todos os recursos e força de trabalho nas mais diversas áreas que compõem aquela sociedade.

A Tenente e o soldado discutem sobre o que a CRM fez com os inocentes do Campus Colony, e faz um gancho com uma das cenas mostradas antes na série, em que o Exército da CRM perambula pelo um campo destruído. Sem se explicar muito, o episódio deixa esse gancho a ser resolvido futuramente.

“The Tyger and the Lamb” perde pontos em dinamismo, ação e diálogos e aproveita muito pouco do tempo de tela para de fato evoluir fluida e funcionalmente a jornada principal em busca da CRM. Ao passar quarenta e cinco minutos sem grandes mudanças de cenário ou de rumo, e embora tenha apresentado certas linhas de história e conexões interessantes entre personagens, World Beyond enfraquece a narrativa de certa forma em seu terceiro episódio e mostra que podemos ter de esperar mais do que pensávamos para os momentos marcantes da série acontecerem.

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