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11ª Temporada

CRÍTICA | The Walking Dead S11E12 – “The Lucky Ones”: O Peso da Liderança

The Lucky Ones foi o décimo segundo episódio da 11ª temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Maggie conversando com Lance em cena do episódio 12 da 11ª temporada de The Walking Dead.

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do 12º episódio, S11E12 – “The Lucky Ones”, da 11ª temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Hornsby e Pamela Milton visitam Alexandria, Oceanside e Hilltop. Eugene escuta a versão de Max sobre tudo o que aconteceu. Ezekiel é surpreendido com novidades sobre seu estado de saúde.

Começando pelo começo, vemos Eugene e Max conversando e meio que se resolvendo depois da garota explicar o que houve de fato, contando até com cenas já vistas anteriormente, porém, aqui, do ponto de vista dela. Acontece que ela usou um rádio que ela mesma construiu e assim manteve contato com Eugene durante todo esse tempo de maneira clandestina.

A história entre os dois vai aparentemente se firmar agora já que no final do episódio ambos parecem começar a se entender de verdade, o que vai poder deixar a história deles um pouco mais parecida com a das HQs, mesmo com o fato da troca do nome da personagem que, de fato, nunca se chamou Stephanie.

Uma observação a mais sobre a trama é o fato de que Mercer, irmão de Max, sabe toda essa história e está escondendo do Governo para proteger a irmã. Além disso, Eugene decide esconder de Rosita, sua melhor amiga, toda a história envolvendo Hornsby. Desconfiança de que ela pode traí-lo ou tentativa de protegê-la? Não sabemos ainda…

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Indo para outra trama menor nesse episódio, vemos que depois de uma consulta médica, Ezekiel descobre que ele foi colocado no topo da lista de pacientes para realizar a cirurgia de seu tumor – mesmo sabendo que estava no fim da lista a pouco tempo atrás. Ele nem titubeia ao imaginar quem está por trás disso. Carol confessa e diz que Hornsby estava lhe devendo um favor.

O problema para Ezekiel é que ele não se sente confortável em “furar a fila” desses pacientes, de pessoas que esperavam por aquela chance a muito tempo e ele consegue por conta de politicagem. Além disso, e talvez algo ainda mais importante, é que ele não quer ficar em débito com aquele local. Uma das suas primeiras palavras quando descobre sobre isso é que “a dívida dele havia sido liquidada” e por mais confortável que ele esteja ali, sabe que não é um bom local para ficar devendo nada. Apesar disso, ele segue em frente para fazer a cirurgia.

Indo agora para a parte mais substancial do episódio, temos o encontro de Pamela Milton com as demais comunidades e com Maggie. A Governadora se mostra não muito confortável com o plano desde o início, reforçando o tempo todo que essa tentativa de integração entre as comunidades está se dando principalmente pela insistência de Hornsby.

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Em Alexandria eles se encontram com Aaron e ele apresenta um pouco da história do local e todas as provações que eles já enfrentaram. Esse momento é interessante pois desperta lembranças até em nós, que assistimos, sobre como aquela comunidade foi formada, sua primeira líder, Deanna Monroe, e tudo o que aconteceu durante todos esses anos. É interessante colocar Aaron como essa pessoa de autoridade em Alexandria já que ele foi o responsável por recrutar os protagonistas para a comunidade lá na quinta temporada e é um dos poucos “membro oficial” do local desde o seu início.

Já em Oceanside – e seu CGI horrível na cena do mar – eles encontram com Rachel. A mesma informa a Hornsby e Pamela de que eles não têm interesse em se aliar com Commonwealth caso Maggie decidisse não fazer parte também. Além disso, Maggie também é citada por Aaron em Alexandria quando apontada como a responsável por criar o sistema de irrigamento e cultivo que ajudou na sustentabilidade da comunidade.

Ou seja, Maggie já surge como uma força e um possível problema para a Commonwealth. A liderança dela é algo que pode causar problemas para a grande comunidade devido a grande influência que ela exerce naqueles grupos.

A cena de apresentação entre Maggie e Pamela é interessante. Apesar do grande comboio militar que segue a governadora, apenas Daryl parte para ajudar a companheira. Nenhum dos soldados armados parte para auxiliar a mulher, ficando apenas de guarda para proteger sua líder.

As duas líderes partem, então, em uma “caçada” para se conhecer melhor e firmar algum tipo de conhecimento entre si para então esperar a decisão de Maggie sobre a aliança. A cena é interessante e o combate de ideologias aponta como Maggie é muito melhor personagem do que aquela apresentada no primeiro terço da temporada. Voltando a citar o fato de que, desde sempre, as comunidades criadas pelos nossos protagonistas são modelos muito diferentes das comunidades como Commonwealth, que seguem a velha cartilha de sociedade de antes da queda da civilização.

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O contraste entre lideranças é gritante. Maggie age e se comporta como todos os outros membros de seu time, sem distinção, mesmo sendo a pessoa de maior autoridade ali. Pamela chega de roupas chiques, carro especial e comboio que age como abelhas protegendo sua rainha. Vivendo tanto tempo dentro das paredes de sua comunidade, a Governadora age como se o mundo não tivesse mudado e como se os velhos padrões nunca tivessem saído da moda. Coisa que Maggie não suportaria viver de bom grado – não só ela, mas os demais personagens como Eugene e Rosita, nesse episódio, também reclamam.

Diante disso e de todas as conversas bonitas de Hornsby, Maggie nega a aliança. Mesmo reconhecendo o fato de ter uma comunidade em ruínas, ela prefere arriscar não correr o risco de dar o seu lar de bandeja para estranhos. Como ela mesmo diz, existe sempre um preço a pagar depois de um “sim”.

Essa negativa de Maggie já começa a dar problema ainda nesse episódio, quando Diane, uma de suas mais antigas amigas, decide sair da comunidade e ir para a Commonwealth. Lydia também aparenta estar um pouco cansada do local, principalmente depois de Negan, quase que uma figura paterna para ela, não ter voltado com o grupo no episódio “Não Há Outro Jeito”.

Também fica bem claro o motivo de Hornsby fazer tanto esforço em unir as comunidades. Isso lhe traria poder já que, provavelmente, ele seria o responsável por elas três. Ou seja, mesmo que, hipoteticamente, Maggie, Aaron, Daryl e os demais ainda fossem os “líderes” das suas comunidades, Hornsby seria o manda-chuva, ditando as regras para que essa aliança permanecesse de pé.

Com um bom episódio político, a última temporada de The Walking Dead segue em direção ao possível grande embate entre Maggie vs. Daryl, ou Hilltop vs. Commonwealth, construindo uma rivalidade que pode causar o fim do nosso grupo de sobreviventes preferidos como conhecemos.

E por aí, o que você achou de “The Lucky Ones”, o décimo segundo episódio da 11ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários!

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