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Review The Walking Dead S09E15 – “The Calm Before”: Devastação!

The Calm Before foi o décimo quinto episódio da nona temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Carlos Knewitz

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quinto episódio, S09E15 – “The Calm Before”, da nona temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Eu li os spoilers e estava me preparando psicologicamente para destruir em xingamentos Angela Kang e toda a equipe de produção, roteiro e direção desse episódio. O problema é que The Calm Before se antecipou e me desestruturou. Eu nunca achei que eu me importaria tanto com personagens que pra mim, até então, eram totalmente irrelevantes.

Com jogos de presente e um passado não muito distante, a partícula da nona temporada dessa semana foi devastadora. Talvez eu não me sentisse assim desde a morte de Andrea na terceira temporada ou a saída de Sophia zumbificada do celeiro Greene. Diferentemente de ser um episódio violento ao extremo – como é o da morte de Glenn e Abraham – The Calm Before se propôs a dilacerar nosso emocional. E conseguiu, sendo mais um daqueles que me deixaram deitado na cama olhando para o teto até às três horas da madrugada.

Uma abertura em curta-metragem

The Calm Before trouxe muito sobre a importância de coadjuvantes na história.

Hilde e Miles construíram uma história para introduzir o episódio.

Uma das forças desse episódio foi a forma como ele conseguiu fazer uma intersecção entre personagens que nós nunca tínhamos visto. Ainda, a forma como ele foi poético em usar um símbolo – as moedas de Hilltop – do inicio ao fim da trama.

Hilde e Miles eram um casal que até então desconhecíamos, já que chegaram à comunidade agrícola em meio ao salto temporal. Aparentemente, o companheirismo e a cumplicidade entre eles era bastante presente. Nos poucos minutos de tela, vimos alguns de seus aniversários de casamento e o hábito de se presentearem.

Enquanto nosso coração é acalentado pelo amor e pela leveza que a cena apresenta, há uma abrupta mudança e ouvimos a música de Lydia sendo cantada por Alpha. Hilde e Miles morreram nas mãos de Alpha, que a está escalpelando.

A felicidade que antecede a desgraça

The Calm Before nos mostra a feira e a felicidade das comunidades em estarem juntas.

O povo está feliz pela feira entre as comunidades.

O público já tem experiência suficiente com The Walking Dead ao ponto de saber que qualquer momento de alegria expressiva é sinal para que a devastação aconteça. Assim, a feira planejada por Ezekiel estava funcionando e tudo estava correndo maravilhosamente bem. O Rei cita Rick, Carl e Jesus em um discurso emocionante, lembrando o quanto todos lutaram para chegarem ali.

Com a chegada de Michonne ao local, finalmente o Estatuto redigido pela própria pôde ser assinado pelas lideranças. É um momento único. Depois de praticamente seis anos, as comunidades estão abertas a se unirem novamente. Ao mesmo tempo que estão reunidos, algumas diferenças são expostas. Tara e Michonne tratam ali mesmo seus principais desentendimentos dos anos.

Conforme conversam surge a questão: o que fazer com Lydia? Para a líder da comunidade rurícola (Tara) se qualquer uma das sociedades abrigar a garota, Hilltop será o alvo de Alpha. Assim, Chambler argumenta que a jovem Sussurradora não é parte deles. Mas, aí é que as referências retornam, e Michonne relembra que foi recebida na prisão quando pareceu uma ameaça para Rick. Ainda defendendo Lydia, ela lembra a própria Tara que mesmo ela estando ao lado do Governador quando a prisão caiu, o grupo a acolheu. Então por qual motivo eles agiriam diferente com a garota? Se ela não escolheu pertencer à família de Alpha, não é justo lhe dar uma opção de fugir da vida que levava?

Talvez uma das maiores curiosidades esteja no enredo de apoio dessa cena. Rachel está ali e se manifesta como líder de Oceanside. Ela, que antes do salto temporal era uma garotinha na idade de Judith hoje, assina o tratado entre as comunidades. Mas que fim levou Cyndie e Beatrice?

O angustiante ar noturno da floresta

Em The Calm Before, os principais personagens estão correndo risco.

Daryl, Michonne, Carol e Yumiko são cercados pelos Sussurradores.

Carol, Daryl e Michonne lideram um grupo para garantir que Hilltop não seja atacada. Entretanto, acabam encontrando os restos do incidente que levou Hilde e Miles ao encontro com Alpha. Constatado que se tratava de um ataque dos Sussurradores, e apoiados por Yumiko, vão ao encontro dos antagonistas, enquanto os demais prosseguem para a comunidade rural.

De repente, no meio da noite, os quatro se veem encurralados por uma horda de mortos. Assim, temos uma sequência maravilhosa de jogo de câmeras somada a ação dos personagens para se manterem vivos. Quando exterminam incontáveis zumbis, são cercados por outra ameaça: os Sussurradores (sendo que um deles usa o rosto de Miles como máscara).

Alpha intima Daryl – após ignorar Michonne – ao chegar com seu facão coberto de sangue de algum lugar. Ela o leva para o cume de uma colina e lhe mostra um oceano de mortos como forma de ameaça. Daryl entende o recado. Ao perguntar de Lydia, Dixon parece mexer com as poucas emoções que Alpha ainda não pôde abnegar.

Os quatro personagens são liberados das mãos dos Sussurradores, com Alpha lhes dizendo que há uma demarcação na fronteira de suas terras.  Enquanto isso, Alpha acaba chorando ao perceber que perdeu a filha. Um de seus aliados a vê chorar e ela o mata friamente, para que sua fraqueza não seja exposta ao bando. Será a perda de Lydia o declíneo da líder dos Sussurradores?

O devastador final

The Calm Before matou dez personagens em uma cena só.

As cabeças são encontradas. A montagem da cena é devastadora.

O sinal de Alpha é vislumbrado, após os quatro sobreviventes encontrarem Siddiq recostado em uma árvore. Em estacas, a cena dos quadrinhos (edição 144) toma vida. Imitando exatamente os impressos, cada cabeça ganha foco enquanto é alternada com pessoas no Reino procurando pelos personagens.

A trilha sonora, somada ao foco nas cabeças e a reação dos protagonistas da trama é de arrepiar. Mas tudo ganha um sentido inovador quando vemos Siddiq discursar no Reino e conta a história de o que aconteceu. É devastador ver aquelas pessoas lutando pelas vidas com o que podem. Uns lutando pelos outros. Por mais que se tratem de – na maioria – meros coadjuvantes, eles estão compenetrados em seguir vivos juntos. Ali está expresso o valor da vida muito além do valor dos personagens para a trama.

E no fim, vemos Lydia sendo acompanhada por Daryl, indo prestar uma homenagem para Henry. Ela deixa seu colar – feito com a moeda confeccionada por Hilde – aos pés da estaca do jovem. As moedas que começaram o episódio cobertas de sangue, acabam a mesma trama em local de morte.

Nossa opinião

The Calm Before foi devastador.

Nada é para sempre. Nem a dor; nem a alegria; nem o ódio; nem o amor. Tudo acaba.

Como eu disse no inicio, pela história e pelas escolhas para um dos momentos mais marcantes, o episódio tinha tudo para ser decepcionante. Se terminasse na revelação das estacas, talvez fosse frustrante. Mas a decisão de ir além e criar algo que não existia nos quadrinhos, demonstrou a validade do que Angela tem feito nessa temporada. Foi emocionante e eletrizante até as estacas, mas quando vislumbramos a luta dos donos das cabeças pela vida, se tornou devastador.

Devemos lembrar que por mais que a maioria daqueles personagens fossem descartáveis para nós, dentro do mundo deles, eles tinham o mesmo valor. Eles lutaram por nove anos para sobreviver, independentemente de nós conhecermos toda a sua história. Os Salteadores, Frankie, os adolescentes, Tammy, todos eles tem uma história. Todos eles passaram por algo para estarem ali. E quando nós os vemos constatando que o momento da morte havia chegado, eles decidem continuar a lutar. Não só por eles, mas uns pelos outros.

Um pouco da sensação preconceituosa se dá pelo fato de querer muito mais do que podia ser oferecido. Nos quadrinhos são doze mortes, duas delas são de personagens relevantes – Rosita e Ezekiel – mas de resto, são tão coadjuvantes (ou mais) dos que apresentados na série. Fora que, se víssemos Espinosa e o Rei morrerem como nos impressos, talvez o impacto fosse o mesmo que Tara, Enid e Henry. The Walking Dead perdeu três nomes fortes nos últimos tempos e Angela não poderia arriscar em matar personagens centrais, como os três protagonistas. Ela se importou, por exemplo em criar um espaço emocional muito mais amplo para a Tammy da série do que a personagem tem nos quadrinhos.

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Fora que a sobrevida de Rosita e Ezekiel nos traz questionamentos: o que será o arco deles agora? Pelo que Kang tem trazido até o momento, devemos confiar que ela escolheu evitar as estacas por ter um momento muito maior a ser construído logo em frente. Ela não os pouparia apenas para deixá-los avulsos na história. Ainda, ela utilizou de comicidade quando montou uma cena em que Ezekiel passeia com Alpha pelo Reino e a vilã encara Rosita ao longe. Para quem não leu os spoilers e conhece a história dos quadrinhos, foi um momento de ter a certeza que o fim de ambos estava próximo.

Direção, roteiro, trilha sonora. Tudo cooperou. Não posso deixar de citar nomes que abrilhantaram com suas interpretações viscerais: Samantha (Alpha), Cassady (Lydia), Eleanor (Yumiko), Danai (Michonne) e Melissa (Carol) deram voz ao sentimento irreparável. Suas expressões levaram-nos a entender o que se passava na cabeça dos seus personagens em cada momento que apareciam. Ódio, frieza, rancor, medo, desprezo, repugnância, desespero, choque, desistência. No rosto das atrizes as emoções foram passadas. O elenco feminino de The Walking Dead cada vez demonstra que os homens precisam trabalhar duro para chegarem a sombra da interpretação das mulheres. E o que falar de Judith vendo seu primeiro filme? Tão puro.

Muitas críticas verteram para o fato de que não vimos as pessoas serem mortas e degoladas e que isso provava uma desqualificação do que The Walking Dead já foi um dia. Acho que assim como se víssemos Sophia sendo mordida na segunda temporada antes de aparecer zumbificada, vermos a cena brutal da separação de corpo e cabeça chamaria tanto a nossa atenção que todo o lado emocional e psicológico que seria passado depois, não importaria e perderia valor. Seria tão desconfortável e aterrorizante ver a cena que a representação das estacas e a cena da luta pela vida seria frágil. Direção e roteiro souberam os limites para montar uma boa história.

Enfim, Angela Kang se mostrou mais uma vez capaz de assumir a trama. Um episódio que ficará marcado na memória, assim como tantos outros das temporadas anteriores.

E você, o que achou do episódio? Comente abaixo e vote na enquete:

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10ª Temporada

Trailer LEGENDADO dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

Assista ao trailer dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série retorna em 28 de Fevereiro!

Rafael Façanha

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daryl armado em imagem dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead está se preparando para retornar com 6 episódios extras da 10ª temporada e a AMC acaba de divulgar o trailer oficial para aquecer a ansiedade dos fãs.

Os novos episódios vão focar em determinados grupos de personagens e prometem responder algumas perguntas em aberto, como onde Maggie estava, o passado de Negan e sobre os soldados que cercaram o grupo de Eugene no final do episódio “A Certain Doom”.

Assista ao trailer de The Walking Dead:

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Nesses episódios extras, encontraremos nossos sobreviventes tentando se reerguer após a destruição que os Sussurradores deixaram para trás. Os anos de luta pesam sobre eles e os traumas do passado ressurgem, expondo seus lados mais vulneráveis. Ao questionarem o estado da humanidade, o estado de sua comunidade coletiva e o estado de suas mentes, eles encontrarão a força interior para perseverar com suas vidas, amizades e grupo intactos?

A 11ª temporada de The Walking Dead – que tem previsão de estreia para Outubro deste ano – será a última da série inspirada nos quadrinhos de Robert Kirkman. Para dar uma despedida digna e épica ao universo zumbi, serão exibidos 24 episódios nesta parte final da história, oito a mais em relação aos tradicionais 16 capítulos divididos em duas partes que nos acompanharam na maioria das temporadas.

The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro com o episódio “Home Sweet Home”.


Legenda por: Guilherme Catai / Equipe The Walking Dead BR

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Destaque

Anunciada data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead

Confira a data de estreia dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série se encaminha para a reta final.

Rafael Façanha

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A AMC divulgou através de uma nova leitura de roteiro a data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead. Por conta da pandemia de COVID-19, a temporada ganhou 6 episódios extras.

A 10ª temporada de The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro de 2021. Os seis episódios extras, até certo ponto, vão seguir um formato de antologia, focados em personagens individuais ou pequenos grupos de personagens.

Já sabemos que pelo menos um desses episódios vai explorar o passado de Negan, provavelmente mostrando partes da HQ “Here’s Negan”. A atriz Hilarie Burton, esposa de Jeffrey Dean Morgan (Negan), foi anunciada recentemente no papel de Lucille (a esposa do personagem).

The Walking Dead é uma história que começou há 10 anos com um homem tentando encontrar sua família. Essa família cresceu e gradualmente as comunidades tomaram forma. Eles lutaram e sobreviveram, prosperaram e deram origem a uma nova geração. É um conto sobre a humanidade e há mais histórias para contar.

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10ª Temporada

Hilarie Burton entra para o elenco de The Walking Dead e interpretará Lucille

A atriz Hilarie Burton participará de um dos seis episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead dando vida a esposa de Negan.

Rafael Façanha

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O Comic Book acaba de revelar com exclusividade que Hilarie Burton entrou para o elenco de The Walking Dead. A atriz interpretará Lucille, a esposa de Negan, em um dos seis episódios extras da 10ª temporada, que serão lançados no início de 2021.

Burton é a esposa na vida real do ator Jeffrey Dean Morgan (Negan) e os dois já começaram a trabalhar em um episódio juntos na Geórgia. Os fãs dos quadrinhos de The Walking Dead, nos quais a série de zumbis da AMC é baseada, provavelmente têm uma ideia precisa do que esperar.

Nos quadrinhos The Walking Dead, Negan foi casado com uma mulher chamada Lucille antes do fim do mundo. Nos últimos dias do mundo normal, Lucille estava lutando contra o câncer. O casamento não era tradicional, pois Negan estava tendo um caso que sua esposa tinha conhecimento antes de seu diagnóstico. Após o diagnóstico, Negan queria passar o máximo de tempo possível com sua esposa, terminando seu caso e dedicando todo seu tempo a Lucille.

A morte de Lucille veio quase simultaneamente com a queda do mundo e o vírus zumbi começando a se espalhar, então ela acabou se transformando na cama do hospital. Conforme a história continua, Negan deu o nome de sua falecida esposa a um taco de beisebol que usava para proteger a si mesmo e aos outros.

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Os seis episódios extras, até certo ponto, vão seguir um formato de antologia, focados em personagens individuais ou pequenos grupos de personagens. A história de Negan contada na HQ “Here’s Negan” parece ser o foco de um desses episódios.

Burton é mais conhecida por seu trabalho em “One Tree Hill” e também desempenhou papéis em “The Secret Life of Bees”, “Surprised by Love”, “Extant” e “Grey’s Anatomy”. Hilarie Burton e Jeffrey Dean Morgan se casaram em outubro de 2019, tendo estado juntos muitos anos antes do casamento, e têm dois filhos juntos.

The Walking Dead volta com seis episódios bônus da 10ª temporada no início de 2021.

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