Siga-nos nas redes sociais

Destaque

Saiba o que acontece na edição final da HQ de The Walking Dead

Confira um resumo detalhado de todos os acontecimentos da edição 193 da HQ de The Walking Dead.

Avatar

Publicado há

em

Após 193 edições, as HQs de The Walking Dead chegaram ao fim sem aviso prévio aos fãs. Robert Kirkman, criador da saga, chegou a encomendar capas das revistas posteriores ao ilustrador Charlie Adlard para não levantar suspeitas dos planos de terminar a história. Após a morte de Rick, na edição 192, tinha-se a expectativa de que, na edição seguinte, o funeral do protagonista do universo zumbi fosse o centro da narrativa final. Mas o que vemos é um enredo focado no futuro, com personagens que vimos crescer e se desenvolver em estágios muito próximos de uma vida normal, sem correr grandes ameaças com os walkers.

A história começa com Carl voltando para casa quando encontra um errante pelo caminho. Ele saca uma espada e mata a criatura, quando Sophia chega preocupada. Os dois se questionam como ele conseguiu passar pelo forte esquema de segurança armado pela comunidade onde vivem, quando uma criança chega gritando pelo pai. É Andrea, filha dos dois. Carl e Sophia, que estão casados, continuam se perguntando sobre o walker, até que Grimes quer saber se Hershell está na cidade e sai para encontrar o cunhado.

Quando os dois se encontram, o filho de Maggie e Glenn recebe Carl com empolgação, mas o filho de Rick retribui com um soco. Descobre-se, então, que o rapaz é dono de uma espécie de circo de zumbis, e, descuidado, deixou um deles escapar. Quando descobre que Carl matou o walker que fugiu, Hershell fica indignado, dizendo que as criaturas são muito difíceis de serem encontradas e que vai chamar o xerife Kapoor. Mais tarde, o policial chega à residência da nova família Grimes e brinca com Andrea, para mostrar que é amigo deles. Carl, que quer resolver o assunto sem demora, pergunta ao xerife sobre um bom lugar para queimar o errante morto, mas Kapoor diz que a situação é mais complicada, porque Grimes destruiu propriedade privada. O caso será levado a julgamento no dia seguinte.

LEIA TAMBÉM:

O que o fim dos quadrinhos de The Walking Dead significa para a Série de TV?

Mais tarde, Carl, Sophia e Andrea vão até a casa de Earl, que já está bastante velho e vive em uma área mais isolada do restante da comunidade. O ferreiro diz que é difícil que haja alguma punição, uma vez que um walker não aparece por aquelas bandas há quase dez anos graças ao esquema de segurança implementado pela sociedade que se estabeleceu naquele local. Na primeira menção a Rick Grimes na última edição da HQ, Earl diz que passou o dia cuidando de seu jardim, e a segurança que ele sente é devida ao xerife. Os dois tentam convencer o ferreiro a se mudar para mais perto da cidade e ele recusa, dizendo que gosta de viver na paz que tem. Antes de o casal ir embora, Earl lembra que Maggie não foi uma mãe muito presente para Hershell porque estava muito ocupada cuidando dos assuntos do Império, e acabou dando tudo que o garoto queria. No caminho de volta, o casal olha as estrelas e lembra que antes sentiam medo da noite, e nunca tinham tempo de olhar para o céu. Carl admite que, apesar de admirar as estrelas, ainda sentia pavor da noite. Ao ser confortado por Sophia, que diz que as coisas estão diferentes agora, ele pergunta até quando a paz que eles têm vai durar. Em casa, os dois colocam Andrea para dormir, e Sophia pergunta se o marido está bem. Ele diz que está pensando no pai, e a esposa responde que todos os que estão vivos pensam em Rick Grimes. Carl então diz que lamenta que ele nunca conheceu a neta, mas afirma que, ao pensar em como Earl está velho, talvez tenha sido melhor que o pai tenha morrido e virado uma lenda. Então diz que se sente ainda pior por pensar dessa forma.

No dia seguinte, Carl segue para o julgamento com Sophia. Um grupo de curiosos quer acompanhar a audiência com o famoso filho de Rick, que precisa ser escoltado por Kapoor. Lá dentro, a juíza pede que cada um conte sua versão do ocorrido e Hershell começa. O filho de Maggie começa o depoimento afirmando que possui alguns dos poucos walkers restantes na região onde vivem e que as pessoas pagam para ver o show que ele monta com as criaturas. Diz ainda que se desesperou quando viu que um deles tinha sumido e passou a noite procurando. Ele termina sua fala dizendo que o ato de Carl não pode passar impune só por conta do pai famoso. Carl então toma a palavra e diz que não nega o que fez e, quando viu o Walker andando na propriedade dele, perto de onde a esposa e a filha moram, não pensou duas vezes antes de matá-lo. Ele afirma que muitos dos que estão ali podem não se lembrar de como eram os tempos anteriores, e que ver um zumbi é novidade para muitos deles – que até pagam para ver um. Mas isso não significa que ele concorde com a forma que as pessoas vivem agora. Termina dizendo que, no mundo atual, se uma pessoa deve pagar por proteger os vivos, então ele deve ser punido, e agradece que o pai não esteja lá para ver no que eles se tornaram. Quando a juíza reúne os conselheiros para formar um veredicto, Maggie entra no recinto – PRESIDENTE Maggie, segundo a própria magistrada. As duas conversam e decidem que nenhuma queixa será prestada, mas Carl terá que substituir o walker morto. Carl e Hershell se revoltam com a decisão.

LEIA TAMBÉM:
The Walking Dead vai mostrar o apocalipse zumbi na China em nova série de livros

Do lado de fora Maggie diz a Carl que a punição saiu barata e que ele pode facilmente encontrar um Walker substituto. Afirma ainda que ele sabe muito bem o valor de mercado de um zumbi, e Carl fica revoltado pelo tratamento de mercadoria que as criaturas têm. A presidente então diz que também está preocupada em como o povo está ficando relaxado à medida que a zona de segurança deles se expande, mas lembra que eles estão próximos de fechar um acordo com uma aliança ocidental, então a situação precisa ser resolvida logo. Carl segue indignado e diz que ela sabe muito bem o perigo de trazer um walker para a cidade, e que é questão de tempo até que alguém seja morto. Ele lembra que há muitos anos alguém não é mordido, e pergunta se a presidente quer trazer isso de volta para a comunidade. Maggie então diz que esse perigo passou e Carl precisa superar, ser feliz e aproveitar o mundo que o pai dele ajudou a construir para todos. Carl responde dizendo que Rick não morreu para que walkers ficassem andando entre crianças. Por fim, Sophia diz à mãe que ela precisa tomar cuidado com Hershell e não correr para socorrê-lo em qualquer adversidade. Maggie afirma que depois de tudo que Sophia a viu passar, só quis deixar as coisas bem para o caçula. Sophia diz que a mãe vai acabar criando um Sebastian Milton, o filho mimado da governadora, se não colocar um basta nas ações do filho.

Saindo da audiência, Carl e Sophia relaxam e apostam uma corrida a cavalo até a escola de Andrea. Mais tarde, em casa, ela diz que a filha está preocupada com o pai, e Carl promete que eles vão conversar no dia seguinte, mas precisa sair para esfriar a cabeça. Na cidade, Hershell está saindo do hotel onde está hospedado e o dono pede para ele acertar a conta. O filho de Maggie diz que vai pagar na próxima visita dele. Do lado de fora, uma criança chama por Hershell e o leva até sua carroça, onde ele encontra todos seus walkers mortos. No dia seguinte, Carl faz o carregamento no trabalho e sai rapidamente. Do lado de fora, ele se encontra com a colega de trabalho Lydia. Eles dão a entender que foi Carl quem matou os walkers de Hershell. Os dois começam a discutir sobre rotas da viagem e Grimes propõe que eles passem por um caminho específico para encontrar alguém, que, segundo Lydia, nunca aparece, mesmo após várias tentativas de encontrá-lo. Descobre-se então que eles estão atrás de Negan, batem na porta da casa dele, mas ninguém atende.

Carl e Lydia chegam a uma embarcação onde vivem Aaron e Jesus. Eles entregam alguns suprimentos e vão embora. Os dois seguem realizando entregas até que encontram uma quantidade enorme de pássaros se deslocando. À noite eles montam acampamento e Carl se surpreende por Lydia ainda usar o chapéu de Rick. Lydia o chama para dormir com ela na tenda e Carl recusa. Ela então diz que estava querendo apenas que ele não dormisse do lado de fora, e ele aceita. Lá dentro, os dois falam sobre o tampão no olho que Carl usa até para dormir. Carl desconversa, Lydia insiste e ele diz que usa o curativo por Andrea, para ela não precisar ver as cicatrizes que o mundo anterior deixou nas pessoas.

No dia seguinte, eles chegam à estação de trem e, quando desembarcam, se deparam com uma grande obra comandada por Eugene, chamada Frente Ocidental. O cientista está à espera de uma peça que encomentou. Carl se impressiona com o empreendimento, que é uma espécie de extensão da linha do trem, e Eugene lamenta que Stephanie não está viva para ver o avanço do projeto. Grimes diz que ele está saudável para tocar as obras para frente, e o cientista diz estar doente. Depois, Lydia pergunta se Carl acredita na história, e ele diz que Eugene fala sobre isso há anos, mas não sabe se é verdade. Os dois então encontram Laura, que mostra rancor ao dizer que nunca vai esquecer o que Rick fez, se referindo a Dwight. Carl então afirma que muita gente morreu por causa do pai, mas todos os que estão vivos também devem isso a ele.

Carl volta para casa e é recebido com calor por Andrea, mas Sophia está uma fera com o marido por conta da morte dos walkers e diz que ele será preso por isso. Carl diz que se realmente for preso, foi porque quis proteger a filha, pois foi isso que Rick o ensinou. Sophia responde dizendo que Andrea vai ficar menos segura sem o pai por perto. Então a polícia chega, Carl é detido e levado de trem para ser julgado no Império. No caminho, um policial diz que não concorda com a prisão e muitas pessoas estão chateadas com a forma que ele foi tratado. Sophia diz ao marido que Hershell alega que a morte dos walkers foi uma ameaça à sua vida. Os dois imaginam como será o encontro com a juíza Hawthorne. Chegando ao Império, descobre-se que se trata de Michonne. Ela começa dizendo que a sessão é apenas uma audiência informal, e a decisão será tomada por ela, sem júri, sem advogados e sem julgamento. Ela então dá a palavra a Carl.

Grimes começa dizendo que conhece a lei, mas quando viu o Walker em sua propriedade fez o que deveria fazer. Também confessa que matou os outros walkers de Hershell. Ele diz ainda que fez o que fez por Andrea, que é tão forte, confiante e brilhante quanto sua homônima – Michonne sorri. A filha, segundo ele, vê o mundo com otimismo, e ele queria manter isso. Andrea, com seis anos, nunca viu um Walker na vida, e todos deveriam trabalhar para que as criaturas continuassem longe da sociedade. Michonne elogia o discurso de Carl e diz que as pessoas realmente não se lembram de como o mundo era antes, e ela mesma parece se esquecer dos perigos do passado. Ela então cita um discurso que parece ser de Rick, que termina com a frase “em um mundo comandado pelos mortos, somos forçados a finalmente começar a viver”. O fato de os mortos terem feito as pessoas voltarem a viver, nas palavras de Michonne, envolveu muitos sacrifícios, e se o mundo atual é mais seguro e feliz, eles devem honrar quem se sacrificou para que isso acontecesse. Carl é inocentado.

Mais tarde, Carl e Michonne conversam na sala da juíza, que diz que não deixaria uma de suas pessoas favoritas ir para a cadeia, e se vangloria em dizer que ele matou os walkers de Hershell com a espada dela. Carl então diz que poucas pessoas acreditariam que a juíza Hawthorne costumava carregar uma espada. Ela diz que quem empunhava a arma era Michonne, que também era uma pessoa que vivia cheia de culpa, que a fez falar com fantasmas e afastou as pessoas. Lembra que Hawthorne é o nome do ex-marido, e o seu antigo nome se tornou uma lembrança dolorosa de um casamento fracassado e de filhos mortos. Agora, ela diz que colhe os frutos pelo trabalho que teve nos últimos anos e nunca teria conseguido isso sem Rick Grimes, então sempre que tem a chance de fazer algo em honra do nome dele, ela faz.

Saindo da sala de Michonne, Carl se encontra com Hershell. O filho de Maggie diz que prestava um serviço às pessoas e que o show servia para mantê-las com medo e fazer com que se sintam agradecidas pelo que têm agora. Lembra ainda que não conheceu o pai, Glenn, que quase ninguém se lembra dele e que ninguém construiu estátuas para ele (o Império tem uma estátua de Rick). O que ele acredita que herdou do pai é a pessoa que se tornou.

Carl encontra Sophia, mas se mostra desanimado após a conversa com Hershell.  Diz, no entanto, estar aliviado por ter sido absolvido. Na saída, é provocado por alguns adolescentes pela proteção que usa no olho. O casal então chega até a estátua de Rick, e Carl diz que a postura do pai não era imponente como a estrutura mostra. Sophia diz que é assim que as pessoas querem se lembrar dele.

Em casa, Carl pergunta a Sophia se ela imaginava que eles chegariam aonde chegaram. Sophia diz que não se lembra qual foi a última vez que sentiu medo, e se pergunta se antigamente as pessoas davam valor à vida o tanto quanto eles dão agora. Andrea chega e pede que o pai leia uma história para ela. Carl então começa a ler um livro infantil que fala sobre quando os mortos resolveram voltar à vida e assustar as pessoas. O período ficou conhecido na história como “O Teste”, um tempo assustador, onde muitos se perderam no caminho, se esqueceram quem realmente eram e não sabiam mais a diferença entre bem e mal. A escuridão que tomou conta do mundo deixou todos tristes, e as pessoas não sabiam como voltar ao normal. Quando as coisas estavam na mais completa escuridão, um homem apareceu. Um homem que foi muito machucado durante O Teste. Rick Grimes teve a ideia de manter todos juntos, para, assim, fazer amigos ao invés de inimigos e reconstruir o mundo. Ele viajou muito levando os amigos consigo, e eles o fizeram mais forte e deixaram-no seguro. Rick então ensinou as pessoas a fazerem com que seus amigos as deixassem mais fortes e seguras. O Teste foi um período tão perigoso que o xerife não conseguiu sobreviver a ele. Mas Rick conseguiu mostrar o caminho para as pessoas. Enquanto Carl vai contando a história, o destino dos personagens vai aparecendo: Negan deixando flores no túmulo de Lucille, Mercer e Princesa caminhando com um cachorro, Lydia com o marido, Yumiko e Magna, Laura e o marido, Michonne com a filha e o neto, e Sebastian, ainda preso, acompanhado da mãe Pâmela Milton.

Carl então se emociona e diz a Andrea que ela teria gostado de conhecer o avô. A filha pede para que ele leia a história de novo.

A edição termina com um depoimento do criador de The Walking Dead, Robert Kirkman. Ele revela que queria que a HQ tivesse mais de 300 volumes, mas em determinado momento percebeu que a história se desenrolou de tal maneira que teria que terminar antes. Kirkman ainda revelou pela primeira vez o final que havia planejado originalmente para a jornada de Rick Grimes. De acordo com o roteirista, a revista terminaria aproximadamente após a chegada do grupo à Alexandria. “O grande enredo de Sem Saída (edição 14 da HQ) termina com Rick proclamando que Alexandria era um local pelo qual valia à pena lutar, que eles poderiam não mais mudar de lugar para lugar. Tinham que ficar, criar raízes e começar a construir a partir dali. Os dias de nômade ficaram para trás. Esse era o plano para o fim”. No entanto, segundo ele, o destino da comunidade não seria feliz dessa forma.

Fim de The Walking Dead.

O que você achou da última edição da HQ de The Walking Dead? Comente conosco abaixo!

Continue lendo
Publicidade
Comentários

Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Joshua Mikel (Jared)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Joshua Mikel.

Rafael Façanha

Publicado há

em

arte com Joshua Mikel e Jared para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Joshua Mikel in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Joshua Mikel, que interpretou Jared durante as temporadas 7 e 8. O ator nos contou como foi trabalhar com Lennie James (Morgan), sobre o processo de maquiagem na morte de seu personagem, sobre ter interpretado um zumbi na 2ª temporada, sobre sua participação em Black Lightning e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Joshua Mikel:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição?

Joshua Mikel: Obrigado pelo convite! Sei que os brasileiros realmente amam o programa, e gostaria que tivéssemos mais oportunidades de visitar vocês.

Eu tinha feito o teste para o programa cerca de 17 vezes, começando na temporada 3 ou 4. Eu nunca soube exatamente para qual papel eu estava fazendo o teste, porque os papeis que eu pegava eram todos papeis falsos (“lados” não retirados diretamente do roteiro). No episódio em que Jared apareceu pela primeira vez, eu tinha feito o teste para Richard, Gavin e Jared, e felizmente consegui Jared. Eu fiquei muito feliz.

Não sabemos nada sobre o passado de Jared antes do apocalipse. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Joshua Mikel: Os roteiristas não compartilharam muito sobre de onde ele veio, mas eu sempre disse que ele provavelmente era um “playboy” – provavelmente veio de uma família rica que estava acostumada a tirar vantagem das pessoas, e o apocalipse só aumentou suas tendências sociopatas.

Jared fez parte de um dos grupos mais odiados, Os Salvadores. Durante a convenção Scares That Care 2020, você revelou o interesse em ter um arco de redenção para Jared que, infelizmente, não aconteceu. Se fosse de sua escolha, como você acha que isso poderia ter acontecido?

Joshua Mikel: Eu adoraria ter a chance de me redimir potencialmente salvando alguém com quem tive uma história tão terrível (Morgan, ou talvez Henry, tendo matado seu irmão). Simplesmente não estava nas cartas.

Jared foi perseguido por Morgan e teve um fim brutal quando foi devorado pelos zumbis. Como foi trabalhar com Lennie James? E como/quando você descobriu que Jared estava com os dias contados?

Joshua Mikel: Lennie é um ator completo, e foi incrível poder trabalhar com ele. Tenho o maior respeito e sempre gostei dos dias em que trabalhamos juntos. Ter a chance de morrer em suas mãos foi a cereja do bolo.

Cerca de uma semana antes de filmarmos o episódio da minha morte (S08E14), recebi um telefonema de Scott Gimple (o showrunner na época) e ele me deu a notícia. Fiquei chateado, mas ele prometeu que eu adoraria minha despedida. Ele estava certo. Não conseguia imaginar uma maneira melhor de sair do programa.

Ainda falando sobre a morte de Jared, você pode falar um pouco sobre o processo de maquiagem/efeitos que fizeram para a cena?

Joshua Mikel: As pessoas da equipe de efeitos especiais são profissionais e os melhores no negócio, escolhidos a dedo pelo melhor no ramo, Greg Nicotero.

Eu tinha uma prótese facial legal que o zumbi arrancou de mim, expondo um tubo de sangue que subia pelo meu pescoço e esguicharam a gosma. Foi demais.

Poucos sabem, mas antes de você interpretar o Jared você já tinha feito uma participação em The Walking Dead como um Walker no último episódio da 2ª temporada, certo? Pode contar como foi essa experiência?

Joshua Mikel: Eu fiz! Foi uma experiência incrível. Minha colega de quarto estava trabalhando nos figurinos do programa na época, e ela me disse que havia uma “chamada urgente” para um bando de zumbis. Eu agarrei a oportunidade de ver como aquela série funcionava e era dirigida. Eles me pegaram, junto com cerca de 100 outros zumbis, por meio de maquiagem e fantasias incrivelmente rápidos, e filmamos por um dia bem longo. Foi o máximo.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Joshua Mikel: Adorei o nosso primeiro dia em que filmamos com todo o pessoal do Reino. Khary, Cooper, Kerry, Karl, Jayson, Logan, Lennie – foi uma introdução divertida pra caralho para o show. Eles tinham porcos de verdade na carroceria do caminhão!

O mais desafiador era a questão da morte. Houve muita logística para fazer aquela transição inicial funcionar, e eu estava ansioso para enfrentar aqueles dias até a morte. Foi a primeira vez que trabalhei com Andy – o que foi uma sorte. Dois dias que nunca vou esquecer.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Joshua Mikel: No primeiro dia, filmamos o que seria a cena da mudança no episódio 7×02. Eu estava tão animado e ansioso por fazer parte daquele programa que há tanto tempo buscava uma oportunidade. Todos nós estávamos tendo nossos primeiros dias no set (exceto Lennie, obviamente) e isso realmente nos uniu ao longo dos próximos meses, enquanto esperávamos para compartilhar isso com o resto do mundo.

Depois de filmar minha morte, disse adeus, mas recebi uma ligação cerca de uma semana depois para voltar para o final da temporada para assombrar Morgan. Eu estava chocado por estar voltando, e aquela cena foi muito divertida de filmar. Eu não tinha nada a perder, então me senti super confortável. Minha última cena mostra muito do elenco, então eu tive que dizer olá e adeus para muitas pessoas. Um momento legal aconteceu depois que eu guardei tudo e estava saindo do estacionamento pela última vez, estávamos filmando na estrada, e quem eu vejo voltando senão Andy (ele decidiu voltar depois que terminou). Eu pude dizer adeus uma última vez e agradecê-lo por ser a gênese de um show que mudou minha vida e trouxe tanta atenção para a Geórgia.

Se Jared tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Joshua Mikel: Puxa, essa é difícil. Fiquei chateado por nunca ter realmente tido uma cena com Negan. Sempre achei que seria interessante ver e entender por que Negan poderia manter por perto um porra louca como Jared.

Falando em apocalipse zumbi… O que Joshua Mikel teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Joshua Mikel: 1. Arco e Flechas / 2. Sílex e Aço / 3. O livro “A Leste do Éden” do John Steinbeck / 4. Uma faca grandona / 5. Poncho

Acho que definitivamente seria um lobo solitário, a menos que conseguisse me reconectar com amigos / familiares em quem confiava.

Quando você estava na série, teve oportunidade de ver outros setores do Universo The Walking Dead? Como funciona a direção, efeitos especiais, etc. Se você pudesse, gostaria de dirigir algum episódio futuramente?

Joshua Mikel: Adoraria dirigir um episódio. Não acho que algo assim seria oferecido a mim, mas acho que seria o máximo. Eu dirigi vários videoclipes ao longo dos anos. www.vimeo.com/joshuamikel

Você interpretou um fornecedor de drogas em Black Lightning. E, diferente de Jared, Steven Conners era bem mais equilibrado e calculista. Como foi para você dar vida a um personagem assim? Ainda podemos ter esperança de vê-lo novamente na série em algum momento?

Joshua Mikel: Eu não morri naquele programa ainda, então espero poder fazer um retorno! Eu realmente amei interpretar um personagem mais pensativo e fundamentado como aquele. É um programa muito divertido de trabalhar, então espero que eles me tenham de volta.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Joshua Mikel: Sim, é uma pena o que aconteceu esse ano, e parecia que realmente ia ser um bom ano em termos de carreira, até que as coisas pararam por 6 meses ou mais. Eu tinha acabado de terminar um episódio de Doom Patrol e um papel no filme RESPECT (um filme biográfico com Jennifer Hudson como Aretha Franklin), então eu estava sentindo que estava num bom momento. Eu terminei os dois projetos, mas Doom Patrol infelizmente teve que encurtar a temporada deles como TWD. Felizmente, eles estão fazendo uma 3ª temporada, e a história que pararam será retomada lá, eu presumo.

Nesse ínterim, tenho trabalhado muito para encontrar meu próprio valor em outros aspectos da minha vida. Tenho tocado regularmente com uma banda com dois amigos que conheço do departamento de objetos do Doom Patrol. Estou trabalhando em uma restauração de um Mustang Fastback 1967 e tenho um belo jardim em andamento (todas essas coisas você pode encontrar no meu Instagram). Os testes começaram a voltar e, na semana passada, comecei a trabalhar em um curta-metragem dirigido pela supervisora de roteiro do TWD, Amy Lacy. Ela, claro, recrutou uma tonelada de tripulantes TWD, então eu tive que me reconectar com um monte de gente. Ela também fez com que Pollyanna, Lennie, Cooper, Katie Causey (entre outros) mostrassem seu rosto no curta. Foi tão bom ver todos.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Joshua Mikel: Eu conheci alguns fãs brasileiros em convenções e alguns que costumam comentar (gentilmente) em minhas postagens no Instagram. São as pessoas mais amáveis! Há muito tempo queria ir para o Brasil (sempre fui muito fascinado pela floresta tropical e a diversidade encontrada lá – e ouvi dizer que o carnaval é muito legal também 😝) Eu realmente aprecio todo o apoio e ódio que vocês tenham mostrado a Jared e pela série. Espero poder visitá-los em breve e desejo a todos segurança e que se livrem de toda ansiedade durante este período particularmente selvagem que o mundo está passando. Viva la Brazil!

REDES SOCIAIS DO JOSHUA:

– Twitter: @Joshua_Mikel
– Instagram: @joshuamikel
– Facebook: @joshmikelartist

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Steve Coulter (Reg)

Continue lendo

Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Steve Coulter (Reg)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Steve Coulter.

Rafael Façanha

Publicado há

em

arte com Steve Coulter e Reg Monroe para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Steve Coulter in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Steve Coulter, que interpretou Reg Monroe durante a 5ª temporada. O ator nos contou que quase interpretou outro personagem em The Walking Dead e nos falou sobre a descoberta da morte de Reg e a gravação da cena e sobre o trabalho com Tovah Feldshuh. Além disso, Coulter contou o que podemos esperar do Padre Gordon no próximo Invocação do Mal e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Steve Coulter:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Steve Coulter: Sim, é difícil acreditar que existe há 10 anos. Me lembro de assistir ao primeiro episódio. Quando Rick atirou na menina zumbi, me lembro de ter pensado: “Isso NÃO é o que eu esperava”. Aquilo me surpreendeu.

Eu só tinha feito o teste para o programa uma vez antes, para o papel de Hershel. Estou muito feliz que Scott Wilson tenha conseguido, porque ele criou um dos personagens mais amáveis e memoráveis da televisão. Tive a sorte de passar algum tempo com Scott quando estávamos nas mesmas convenções. Verdadeiramente um dos homens mais gentis que já conheci.

Quando The Walking Dead envia “lados” (é assim que as cenas de audição são chamadas), eles não são do roteiro real. Os produtores os disfarçam para que os fãs não tenham ideias de histórias vazadas. Então, a cena que me foi dada para fazer o teste aconteceu em uma festa chique na cidade de Nova York, comemorando o lançamento de um livro de um autor famoso.
Lendo a cena, pude perceber que o “autor famoso” era Rick. Uma forma dessa cena foi na verdade a primeira cena que filmei na 5ª temporada, onde Deanna e Reg estão dando uma festa para dar as boas-vindas a Rick e seu grupo em Alexandria.

Alguns dias depois de enviar minha fita de teste, meu agente ligou e disse que parecia que eu tinha conseguido o papel, eles estavam apenas se certificando de que eu seria uma boa escolha de parceiro para a atriz que interpretava Deanna. Eu recebi a ligação dizendo que o papel de Reg era meu no meu aniversário… um belo presente de aniversário.

Alexandria passou por profundas mudanças de contexto social desde que os portões foram abertos para o Rick e o grupo, e no momento atual, está passando por um processo de redemocratização junto às outras comunidades. Você acha que Reg estaria orgulhoso do que Alexandria se tornou?

Steve Coulter: Acho que ele ficaria orgulhoso por ela ainda estar de pé. Mas acho que ele ficaria muito triste com o sacrifício que foi necessário para mantê-la.

A cena em que Reg compartilha com Noah seus projetos para futuro de Alexandria e seu conhecimento em arquitetura é muito simbólica e marca um momento de esperança e união entre os grupos. O que você acha que motivou Reg a confiar em Rick e em seu grupo?

Steve Coulter: Essas são ótimas perguntas, a propósito. Normalmente não me perguntam coisas tão específicas… o que eu gosto muito.

Eu acreditava que Reg tinha sentimentos instintivos muito bons sobre as pessoas que conhecia. Ele nunca teve uma agenda e estava muito confortável em sua posição. Então isso deu a ele essa habilidade para recuar e ver uma situação mais claramente, sem pré-julgamento. Foi divertido interpretar um personagem com tão poucos conflitos internos. Ele estava muito otimista e via o lado bom das pessoas. Claro… nós sabemos o que acontece com um personagem que expressa otimismo em The Walking Dead.

Os moradores de Alexandria tinham uma visão do mundo paralela à realidade apocalíptica por nunca terem precisado sobreviver do lado de fora dos muros. A morte de Reg gerou que tipo de impacto nos moradores da comunidade? Eles precisavam desse choque para, de fato, entenderem a realidade?

Steve Coulter: Acho que a combinação da morte selvagem de Reg e o assassinato de Pete por Rick imediatamente depois os acordou. Muito duramente. Especialmente porque foi ordem de Deanna que permitiu que Rick fosse em frente e matasse. Tudo mudou para eles depois disso. Foi o choque lamentável de que precisaram para permitir que sobrevivessem.

Ainda sobre a morte de Reg, você pode falar um pouco sobre como foi gravar essa cena? E como/quando você descobriu que Reg estava com os dias contados? Alguma lembrança engraçada dos bastidores desse momento?

Steve Coulter: Pode parecer estranho dizer que ter a garganta cortada pode ser “divertido”, mas foi realmente muito divertido de filmar. Eu descobri que iria morrer algumas semanas antes de filmarmos aquele episódio. Eu recebi uma mensagem de que Scott Gimple (showrunner) iria me ligar para falar sobre o programa. Ingenuamente, pensei que ele queria falar comigo sobre como Reg se encaixaria na próxima temporada. Eu tolo.

Tentamos nos falar por um dia ou mais, mas então recebi uma mensagem de voz dele dizendo que queria falar sobre o que estava por vir no episódio final. Assim que ouvi essa mensagem, pensei “Reg vai morrer”. Ele finalmente conseguiu falar comigo em uma tarde de sábado. Quando peguei o telefone, a primeira coisa que disse a Scott foi: “Eu vou morrer, não vou?” Então ele respondeu timidamente: “…Yeeeeaaaaah.” Scott deve ter se desculpado oito vezes durante a ligação. Ele disse: “Lamento MUITO, mas prometo que será uma morte INCRÍVEL e é a última coisa que acontece no episódio final”. Fiquei muito tocado com o quão gentil ele foi.

Filmamos a cena em novembro e a temperatura estava abaixo de zero lá fora, e filmamos a noite toda. Eles me conectaram a um longo tubo que ia para uma bomba que faria o sangue jorrar do meu pescoço quando minha garganta fosse cortada por Pete. Bem, o “sangue” que eles estavam usando (e era MUITO sangue) era apenas água colorida, então estava extremamente frio, e filmamos essa parte da cena cerca de quatro vezes. Então, cada vez que minha garganta era cortada e eles começavam a bombear, era como se alguém estivesse despejando uma garrafa de água gelada na minha frente.

Como foi trabalhar ao lado de Tovah Feldshuh no desenvolvimento de Reg e Deanna? Você já a conhecia?

Steve Coulter: Foi incrível trabalhar com Tovah. Não nos conhecíamos, mas eu sabia do seu trabalho nos teatros de Nova Iorque. Ela fez um monólogo sobre Golda Meir que era bastante conhecido. Ela era uma verdadeira profissional. Antes de praticamente todas as cenas que filmamos, ela se abaixava no chão e fazia cerca de uma dúzia de flexões para se energizar para qualquer cena que estivéssemos fazendo.

Uma memória muito vívida que tenho é quando estava deitado no chão depois que Pete me atacou, e eu estava nos braços de Tovah (Deanna). Senti as lágrimas quentes caindo em minha bochecha. E isso aconteceu durante cada tomada.

Reg acreditava que tudo o que tinham em Alexandria seria o suficiente para conter o perigo. Era importante para ele que as pessoas da cidade estivessem à salvo. No entanto, o perigo era mais eminente do que ele imaginava. Na sua opinião, o que Reg poderia ter feito que prevenisse os problemas que se sucederam?

Steve Coulter: Sinceramente, não acho que houvesse nada que Reg pudesse ter feito. Mas acho que ele teria ouvido Rick depois de um tempo.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Steve Coulter: Eu gostei muito de trabalhar no episódio com Noah, interpretado pelo maravilhoso Tyler James Williams, e particularmente na cena no gazebo. Não era uma cena típica de Walking Dead. Foi muito otimista e esperançoso, e adorei como Reg estava tentando se conectar com Noah. Claro, todos nós sabemos como isso acabou. Tyler foi ótimo na cena, e nós realmente gostamos de jogar um contra o outro. Filmamos a cena logo após o nascer do sol, e era uma linda manhã. Acho que o mais desafiador foi a cena da morte de Reg… havia tantas partes móveis (tubos de sangue, bombas para o sangue, corte protético no pescoço, etc.) para pensar e também fazer tudo parecer muito real e natural.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Steve Coulter: Eu definitivamente me lembro do meu primeiro dia no set. Mesmo que eu já estivesse atuando por quase 25 anos na época, ainda estava nervoso para conhecer todo o elenco. Veja, eu sou um grande fã do programa desde o primeiro episódio, e minha primeira cena foi onde todo o grupo está reunido na casa da Deanna e do Reg para uma festa de boas-vindas aos recém-chegados. Minha parte profissional estava calma e me concentrei no que precisava fazer na cena.

Mas dentro de mim estava um fã extremamente entusiasmado que estava MUITO animado para conhecer todos os personagens diferentes. Eu pensava comigo mesmo “lá está o Rick!” ou “lá está o Glenn!”. Muito, muito divertido.

Andy Lincoln foi uma das primeiras pessoas a se apresentar a mim quando eu cheguei… ele foi extremamente acolhedor. Acho que o elenco entendeu que os novos atores estão entrando em uma situação em que todos se conhecem e estão em um programa de sucesso. Ele realmente saiu de sua zona para me fazer sentir parte da família.

Curiosamente, Andy foi o último a dizer adeus na minha última noite no set. Ele me deu um grande abraço e me agradeceu por todo o meu trabalho. Todo o elenco e a equipe técnica lhe dão uma despedida muito agradável… eles até lhe dão uma sacola de presente cheia de souvenirs do programa.

Se Reg tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Steve Coulter: Se ele tivesse sobrevivido, eu realmente teria gostado que ele pudesse interagir com Daryl. Eles são personagens tão diferentes… Reg era muito confortável consigo mesmo e muito calmo, enquanto Daryl está cheio de conflitos e desconforto. Acho que teria sido interessante ver como eles se dariam bem. Eu teria gostado de trabalhar mais de perto com Melissa McBride. Ela e eu nos conhecemos há mais de 20 anos e, embora conversássemos muito quando não estávamos filmando, não tínhamos cenas juntos.

Você esteve em várias outras séries e filmes, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Steve Coulter: Essa é uma pergunta muito interessante. Embora significasse interpretar um cara mau, acho que o personagem do General Childs no filme que fiz em 2016, “O Nascimento de uma Nação”. O personagem foi implacável e decisivo, duas qualidades que eu acho muito necessárias para sobreviver naquele mundo.

Impossível falar com você e não citar Invocação do Mal. Estamos muito ansiosos para o próximo filme e para ver mais do Padre Gordon. O que você pode nos contar do que podemos esperar tanto do seu personagem quanto do filme? E, por favor, nos conte como tem sido trabalhar com Patrick Wilson e Vera Farmiga nessa franquia.

Steve Coulter: Por causa da confidencialidade, não posso dizer muito, mas posso dizer que o Padre Gordon finalmente sai mais a campo neste aqui. Normalmente, ele apenas dá a tarefa aos Warren (como o Comissário Gordon em Batman), e depois fica em sua igreja, são e salvo. Mas ele está muito mais envolvido desta vez.

Trabalhar com Patrick e Vera é ridiculamente divertido. É sempre uma boa reunião quando voltamos. Patrick e eu sempre zombamos muito um do outro. Eles são dois dos humanos mais legais que você pode imaginar.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Steve Coulter: Isso afetou principalmente a estreia de um filme que fiz para a Universal, chamado “The Hunt”. Como vocês devem ter ouvido, ele já havia sido adiado de sua estreia original, que deveria ser em setembro passado. Mas a mídia conservadora ouviu falar da trama (liberais ricos caçando “deploráveis”) e eles e o presidente Trump se manifestaram contra o filme, sem perceber que o filme era uma sátira. O estúdio decidiu lançar em todo o país nos cinemas na sexta-feira, 13 de março. Claro, aquele foi o primeiro fim de semana em que as coisas começaram a parar por causa da pandemia. Que sorte ruim, embora eu saiba que foi bem nas vendas on demand.

Tenho mantido minha sanidade (de alguma forma!) escrevendo e também fazendo um bom trabalho de carpintaria. Quando eu estava começando como ator em Nova York, trabalhava como carpinteiro para pagar as contas. Algumas semanas atrás, montei uma oficina no galpão atrás da minha casa e construí várias coisas. Eu não me saio muito bem, só para passar tempo, então é bom fazer coisas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Steve Coulter: Sim! Eu descobri cedo como os fãs brasileiros são apaixonados. Alguns dos primeiros tweets que recebi depois de aparecer pela primeira vez no programa eram do Brasil. Isso me surpreendeu… foi quando percebi o efeito que a série teve em todo o mundo. Eu adoraria ir ao Brasil um dia… Eu cresci vários anos na Colômbia, mas nunca cheguei ao ir no Brasil.

Eu adoraria enviar uma mensagem. Aqui está (desculpe se a tradução não estiver perfeita):

“Ola Brasil! Muito obrigado por todo seu apoio… significa muito. Espero visitar o Brasil um dia, e talvez eu possa te encontrar. Adeus por agora!”

REDES SOCIAIS DO STEVE:

– Twitter: @coulter28
– Instagram: @coulter28

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com IronE Singleton (T-Dog)

Continue lendo

Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com IronE Singleton (T-Dog)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com IronE Singleton.

Rafael Façanha

Publicado há

em

arte com IronE Singleton e T-Dog para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with IronE Singleton in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é IronE Singleton, que interpretou T-Dog durante as temporadas 1, 2 e 3. O ator nos contou sobre as mortes de personagens que T-Dog presenciou, sobre seu último dia de gravações, sobre seu final preferido para The Walking Dead, sobre a IronE School of The Arts e mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com IronE Singleton:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos, e você estava lá no começo de tudo. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição?

IronE Singleton: Meu agente na época, o vencedor do Emmy Chase Paris, na Houghton Talent, pediu que eu fosse lá e lesse o teste para ele. Frank Darabont queria que eu lesse de forma diferente no segundo teste. O resto é história!

Além de The Walking Dead, nosso site também completa 10 anos de existência esse ano. Nós começamos juntamente com a série, em 2010. Você imaginava que a série fosse fazer tanto sucesso? Ter participado dela, mesmo que no começo, te abriu novas portas? Como você analisa o impacto de The Walking Dead na sua vida, tanto pessoal como profissional?

IronE Singleton: PARABÉNS! Não tinha ideia de que se tornaria isso que se tornou. O sucesso de TWD me deu status internacional como ator. Tenho fãs e amigos pelo mundo todo!

Pouco se sabe sobre a vida de T-Dog antes do surto. De acordo com Glenn, T-Dog era muito religioso. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

IronE Singleton: Uma história de fundo é uma informação para um humano. Portanto, é sempre importante e necessário para que um ator interprete.

No segundo episódio da 1ª temporada de The Walking Dead, “Guts”, os personagens tiveram que se cobrir com partes dos zumbis. Como foram as gravações desse dia e teve alguma cena/momento que fez você ficar com o estômago revirado?

IronE Singleton: Hahaaa. Não, mas fez o T-Dog passar mal.😉🤣🙂

T-Dog conseguiu salvar a vida de Beth quando a sua mãe zumbificada a atacou, mas infelizmente mais tarde na estória, não chegou a tempo de salvar Dale. De todas as mortes que seu personagem presenciou, qual foi a mais difícil de assistir? Tem alguma história por trás que você gostaria de compartilhar?

IronE Singleton: Cada um era diferente, mas tinha igual valor em termos de mais difícil de filmar, porque amo todos eles e não queria perder nenhum. Sophia, se eu tivesse que escolher porque ela era uma criança. Percebi ao perder meu sobrinho Edward Bozeman em circunstâncias misteriosas que quanto mais jovem, mais difícil é perdê-los por causa de tanta vida que foi tirada junto com uma abundância de sonhos, esperanças e potencial.

Todos eles tinham suas personalidades diferentes, o que contribuiu para uma experiência melhor, mais diversificada e completa para me ajudar a crescer mais como ser humano.

T-Dog definitivamente foi de extrema importância pro desenvolvimento da série, ele foi de um personagem secundário à um membro importantíssimo do grupo, morrendo como herói tentando salvar todos na prisão – em especial nossa amada Carol. Como/quando você descobriu que T-Dog iria morrer? E o que você achou dele ter morrido como um herói?

IronE Singleton: Fiquei sabendo 6 semanas antes. Eu amei. Uma morte heroica foi um sonho que se tornou real.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

IronE Singleton: Cada episódio é como um filho meu, mas meu primeiro – episódio 2 da primeira temporada, se eu tivesse que escolher, porque filmamos a menos de um quilômetro de onde eu cresci.

Mais desafiador: Temporada 2, Episódio 1 porque Darabont me fez filmar a cena do “corte de braço” 25-50 vezes!! Eu estava exausto!!

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

IronE Singleton: Meu primeiro dia foi no telhado, a temperatura estava acima de 38 graus e eu quase desmaiei.

No meu último dia, todo o elenco / equipe técnica se reuniu ao meu redor e da Sarah Wayne Callies para fotos. Norman Reedus me presenteou com um escudo que ele fez com que todos assinassem, e Greg Nicotero me presenteou com um molde do cadáver do T-Dog.

Se T-Dog tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

IronE Singleton: Todos eles. Eu só tive momentos de maior proximidade com Jeff DeMunn (Dale).

Durante a recente maratona da primeira temporada de The Walking Dead no AMC você postou um tweet falando que estava trocando mensagens nostálgicas com a Melissa McBride. Existe algo que você possa compartilhar conosco sobre essas lembranças maravilhosas? Que outros atores da série você ainda mantém um contato muito próximo?

IronE Singleton: Foi uma experiência linda conhecer meus colegas de elenco, intimamente. Pude aprender e crescer. Eu tenho a maioria dos seus números salvos caso eu precise deles.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

IronE Singleton: Daryl e Carol (os originais) devem salvar o dia e cavalgar juntos até o pôr do sol. Caso contrário, traga o T-Dog de volta para fazer isso. 🤣

Um dos motivos pelos quais o T-Dog e o Merle sempre discutiam era os comentários racistas feitos pelo Merle. O mundo ainda não dá a devida importância para a vida e principalmente para a vida negra. Agora, com o movimento Black Lives Matter, muitas pessoas estão aprendendo mais e se conscientizando, outras nem tanto. Você gostaria de comentar algo sobre?

IronE Singleton: Pratique verdade & amor em vez de paixões & ganância. Eu aplaudo TWD por abordar um tópico tão difícil, controverso e contundente e por abraçar Black Lives Matter, porque eles entendem que todas as vidas não podem importar até que as vidas negras importem.

Por favor, nos fale sobre a IronE School of The Arts! Como/quando surgiu a ideia de criar a escola e como está sendo esse projeto? Quais dicas você pode dar para quem sonha em seguir a carreira de ator?

IronE Singleton: Abrir o IronEsa.com foi uma progressão natural. Desde então tenho passado adiante tudo o que aprendi em meus mais de 25 anos como ator. A ISA vem sendo preparada durante toda a minha vida porque o que acontece não é por coincidência, mas por desígnio.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

IronE Singleton: Consegui encerrar o segundo de dois dos meus projetos definidos para lançar este ano uma semana antes de tudo fechar.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

IronE Singleton: Eu sinto o amor do Brasil de uma forma importante e sou muito grato por isso. Eu te amo Brasil!! Amem-se uns aos outros. É grátis. #FiquemSeguros

REDES SOCIAIS DO IRONE:

– Twitter: @ironesingleton
– Instagram: @irone.singleton
– Facebook: @IronESingleton1
– Site oficial: www.ironesingleton.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Andrew Rothenberg (Jim)

Continue lendo

EM ALTA