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Nona temporada de The Walking Dead é aclamada pela imprensa internacional

Vinícius Castro

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ATENÇÃO! O post a seguir pode conter pequenos spoilers em relação aos capítulos inéditos de The Walking Dead. Caso não queira ter as surpresas estragadas, não continue. Você foi avisado!

Faltando poucos dias para a estreia da tão esperada nona temporada de The Walking Dead, críticos dos mais famosos veículos de comunicação norte-americanos tiveram a chance de assistir aos três primeiros episódios da primeira leva sob tutoria da nova showrunner Angela Kang e, ao que tudo indica, após dois anos sofrendo com a recepção mista de críticos e telespectadores, parece que o drama da AMC finalmente voltou a se encontrar em termos de qualidade narrativa.

Embora nenhuma das opiniões reflita todo o curso de 16 episódios do ano que marcará a saída de Andrew Lincoln, ainda há um bom senso de esperança em relação ao “novo começo” escolhido pela produção do programa:

• DIÁLOGOS BEM ESCRITOS E TRAMA DE PERSONAGENS 

The Walking Dead nunca foi muito consistente em relação a diálogos. Embora grandes episódios da série já tenham sido carregados apenas por momentos intimistas e conversas, as últimas duas temporadas sofreram sob a tutela do antigo showrunner Scott M. Gimple que, como todos já sabem, sempre exigiu que seus roteiros fossem compostos de discursos humanitários, discussões com simbolismos ou simplesmente tiroteios insensatos em meio a momentos-chave da história. Contudo, parece que estes tempos ficaram pra trás, e Kang, responsável pelo aclamadíssimo “The Same Boat”, trouxe consigo uma trama a favor dos personagens, e não da ação, confira:

“O diálogo não é mais expositivo ou forçado […], garantindo que conversas entre amigos, inimigos ou quaisquer os personagens sejam bem aproveitadas.” – Alex Avard, Games Radar.

“Enquanto discursos, balas e socos falariam mais alto no passado, a nova linguagem da série agora opta por diálogos valiosos e cativantes, beijos, apertos de mão e até mesmo ocasionais troca de olhares.” – Brandon Davis, Comic Book.

“É uma mudança muito boa ter todos os personagens voltando a conversar de verdade uns com os outros, especialmente levando em consideração as últimas temporadas repletas de decisões estúpidas feitas simplesmente pela falta de comunicação entre os amigos e aliados.” – Sarah Mohran, Insider.

• RITMO

“Enrolação” é uma palavra que está intimamente ligada a The Walking Dead desde seus primórdios na televisão. Apesar de sempre ter sido fundamentada como uma série de drama, esta acabou por irritar uma grande parcela de críticos e telespectadores graças a seu modo fragmentado e lento de contar história. Mais uma vez, este problema parece ter sido resolvido pela equipe de Kang na nova temporada:

Os episódios mantém um bom ritmo de se assistir, com a trama se movimentando de verdade sem a sensação de ir a lugar nenhum como nas últimas temporadas”. – Jeff Stone, IndieWire.

“‘Um Novo Começo’ é o título perfeito para a estréia da nona temporada de The Walking Dead: há uma nova showrunner (Angela Kang), uma nova vibe (mais humor, mais terror no estilo George Romero), novos membros de elenco (Brett Butler!), ritmo aprimorado e um muito bem-vindo salto temporal desde a oitava temporada.” – Patrick Gomez, Entertainment Weekly.

• NOVOS HORIZONTES

Não, não estamos falando de Negan, Salvadores, ou nem mesmo sobre os Sussurradores (ainda). Desde a chegada de Jeffrey Dean Morgan na série, parece que The Walking Dead havia realmente esquecido das ameaças do mundo pós-apocalíptico, partindo para um espiral de guerras infinitas. Mais uma vez, a nova leva de capítulos do show parece ter ouvido as reclamações dos fãs e apostado em tramas ainda não exploradas na série de TV:

“The Walking Dead virou um drama político situado pelas lentes de um apocalipse zumbi, trazendo os conflitos humanos mais poderosos desde a primeira temporada comandada pelo cineasta Frank Darabont.” – Cameron Bonolo, Comic Book.

“Apesar de não poder abandonar completamente a mal-recebida história da ‘Guerra Total’, The Walking Dead consegue fazer uma nova trama surgir a partir das cinzas, deixando a série assustadora e envolvente de novo. Embora [a nova história] soe ambiciosa no começo – principalmente para uma 9ª temporada que está prestes a perder seu protagonista -, Kang e seu time se mostram prontos para desenvolvê-la.” – Alexandra Augustin, CBR.

“Após anos e anos de conversas sobre um ‘mundo maior’, The Walking Dead finalmente parece estar pronta para mostrá-lo. E ele está diferente: há cadáveres, relances de uma famosa grande cidade americana, e cenários urbanos sendo retomados pela natureza.” – Alex Zalben, Decider.

“Kang estreia na série com personagens de qualidade, relacionamentos e mistérios (incluindo aquele helicóptero que todo mundo queria saber) logo de cara. Se tudo isto se manterá com a saída de Rick pode ser uma incógnita, mas se a nostalgia, mistério e coração dos incríveis episódios 1, 2 e 3 não forem o suficiente para fazer as pessoas ficarem por mais uma temporada, então talvez não haja mais nada a se fazer.” – Brandon Davis, Comic Book.

• APRIMORAMENTO TÉCNICO 

Como já dito em diversas entrevistas, o novo começo não marcará apenas as histórias dos personagens, como também toda a idealização da série. Da cinematografia a mixagem de som, o time todo parece estar dando seu máximo:

“As cenas de ação têm menos cortes e o trabalho de câmera é confiante e consciente, conduzindo cenas angustiantes de pura tensão […] O upgrade técnico também chega aos efeitos visuais/especiais, seja em grandes hordas de zumbis, ou em um céu tomado por corvos, que casam perfeitamente o digital com o real, chegando a causar impacto visual assustador.” – GRadar

“A direção parece ter voltado a trabalhar novas e únicas locações, com genuínas, assustadoras e bem dirigidas cenas com zumbis.” – Indie Wire

• CONSIDERAÇÕES FINAIS

“Eu posso dizer com certeza absoluta que a premiere da nona temporada é o melhor episódio da série desde a sexta temporada (e que muitos desta também).” – Erik Kain, Forbes.

“A nona temporada é um grande passo para o show […] Rick e companhia não estão apenas reconstruindo a sociedade, como também a reputação da série.” – Jeff Stone, Indie Wire.

“A nona temporada é envolvente e reflexiva, deixando inúmeras questões em jogo para fazer com que a audiência se engaje com a história.” – Shannon Toohey, Fanfest.

“O começo da nona temporada tem o ar de novidade que The Walking Dead tanto precisava, trocando guerra por um tempo de paz e reflexão […] Pela primeira vez em muito tempo, The Walking Dead pode mesmo estar diante um brilhante futuro.” – Sarah Moran, Screen Rant.

“Apesar de todo o drama por trás das câmeras, os primeiros episódios da nona temporada levam The Walking Dead de volta ao patamar de sua era de ouro. É gigante, emocionante e cativante como qualquer outra grande série da televisão.” – Alex Zalban, Decider.

The Walking Dead ficou difícil de assistir nas últimas temporadas. Sim, é uma série sobre apocalipse zumbi, mas todo episódio precisava ser tão deprimente? […] O fato é que, com a nona temporada, se você parou de assistir, é hora de começar de novo.” – Entertainment Weekly.

“Havia tanta coisa acontecendo na primeira temporada da série que todo episódio parecia um pequeno filme. Você tem Rick e todos os outros personagens interagindo e fazendo parte da trama em todos os episódios. Kang está seguindo este mesmo modelo nos novos episódios.” – Kirsten Acuna, Insider

Felizmente, o episódio não sofreu recepções negativas como as estreias da sétima e oitava temporadas, aumentando ainda mais as esperanças sobre a nova direção da série. Como de costume, mais críticas devem chegar até o domingo, quando a nona temporada finalmente estrear mundialmente.

Mas e quanto a você? O que achou da recepção positiva da série? Está ansioso para a nona temporada? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários.

The Walking Dead, a história de drama número #1 da TV a cabo, vai estrear sua 9ª temporada no dia 7 de Outubro de 2018. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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