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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Emily Kinney (Beth)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Emily Kinney.

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arte com Emily Kinney e Beth Greene para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Emily Kinney in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Emily Kinney, que interpretou Beth Greene durante as temporadas 2, 3, 4 e 5. A atriz nos contou sobre como foi trabalhar na construção da personalidade de Beth, sobre ter trabalhado com Norman Reedus (Daryl), sobre sua carreira como cantora e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Emily Kinney:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Emily Kinney: Eu fiz o teste por meio do meu agente! Eu fiz o teste com uma cena de Beth e uma cena de Maggie. Eu não sabia muito sobre o programa de antemão, mas assisti alguns episódios e li alguns dos quadrinhos antes do meu teste de retorno.

Beth foi uma personagem doce que teve o carinho de muitos fãs durante sua participação, e sua morte certamente chateou muita gente. Como foi o trabalho de construção da personalidade dela? Você buscou alguma inspiração para interpretá-la?

Emily Kinney: Eu sinto que os roteiristas fizeram um ótimo trabalho moldando Beth e, à medida que as temporadas foram moldando Beth com meus pontos fortes como atriz. Além disso, os primeiros episódios da segunda temporada realmente definiram a vida de Beth na fazenda e sua família. Saber de onde uma pessoa vem ajuda muito a moldar e preencher um personagem. As roupas e o cabelo também foram uma grande parte para descobrir quem era Beth. Coisas como as tranças e os colares que Beth usava. Eulyn, a figurinista da série, foi fundamental para me ajudar a contar ao público sobre Beth, mesmo quando ela não falava muito.

Como/quando você descobriu que Beth iria morrer? E como foi gravar esse momento?

Emily Kinney: Eu descobri sobre a morte de Beth cerca de uma semana antes de gravar o episódio. Scott Gimple me contou. Filmar a cena da morte e os dois últimos episódios inteiros foi uma montanha-russa de emoções complicadas. Agora, anos depois, os sentimentos que tomam conta de mim são nostalgia e gratidão.

Vimos um dos melhores desenvolvimentos da série acontecendo através da sua personagem. Beth era uma garota tímida, calada e se tornou uma grande ajuda pro grupo, com habilidade com armas e virando a favorita de muitos fãs. Como foi pra você esse processo de mudança da personagem? Você fez algum tipo de treinamento especial?

Emily Kinney: Foi uma jornada maravilhosa. Eu treinei na faculdade de Teatro na Wesleyan University e na NYU. Também fiz muito teatro, o que é um ótimo treinamento, mas também sinto que aprendi muito com os outros atores em Walking Dead… me sinto muito sortuda. Eles me tornaram uma atriz melhor.

Beth também teve uma ligação forte com Daryl, principalmente em seus momentos finais em The Walking Dead. Muitos acreditavam em um interesse amoroso entre os dois. O que você pensa sobre isso? O casal teria dado certo? Como foi trabalhar com Norman Reedus?

Emily Kinney: Eu realmente gostei do enredo de Daryl e Beth. Foi maravilhoso trabalhar com Norman.

Além de tudo que Beth trouxe em The Walking Dead, podemos destacar o lado cantor da personagem. Como foi o processo de escolher as músicas que ela cantaria em cena? Você chegou a escolher alguma ou os produtores chegaram com o repertório pronto?

Emily Kinney: No final das contas, o showrunner e o supervisor musical tomam as decisões finais sobre as músicas, mas sim, muitas vezes eu ajudava na escolha!! O cover de Waxahatchee foi ideia minha! E outros nós íamos e voltávamos. Eu adorei interpretara o cover de Jimmy Cliff também!

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Emily Kinney: É muito difícil para mim escolher. Amava todos eles, mesmo quando não fazia muito.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Emily Kinney: Lembro-me muito claramente do meu primeiro dia no set, decidindo como meu cabelo ficaria e assistindo Scott Wilson fazer uma cena na varanda.

Não sei se me lembro claramente do meu último dia. Além do mais, o último dia foi mais um último dia porque voltei como alucinações… A recepção foi um grande jantar. Lembro que fizemos s’mores.

Se Beth tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Emily Kinney: Eu gostaria de ter conseguido mais cenas com Lauren. Eu amo atuar com ela. Também parecia muito natural sermos irmãs neste mundo.

Durante sua participação em The Walking Dead você mostrou ter muito talento nessas duas frentes: cantar e atuar. Você tem alguma preferência entre os dois? E quais os desafios de se conciliar uma carreira como atriz e cantora?

Emily Kinney: Eu amo os dois e espero ter os dois como uma grande parte da minha vida por muito tempo. Eu acho que eles são bons intervalos um do outro. O negócio da música é como ter sua própria pequena empresa e ser um ator é mais como um trabalhador autônomo. Portanto, dirigir uma empresa versus trabalhar para uma empresa, cada tipo de trabalho tem seus prós e contras. O mais difícil é agendar e encontrar as pessoas certas para ajudar, que compartilham sua visão e acreditam em você. Há muita rejeição em ambos os campos, então você realmente precisa aprender a lidar com isso de uma forma saudável se quiser permanecer nisso por toda a vida.

Um dia antes do seu aniversário, você lançou seu novo single “Easy”! O que podemos esperar dessa sua nova era musical? Falando nisso, alguma previsão de quando será lançado seu novo álbum? Ou quantas faixas ele vai ter?

Emily Kinney: Não tenho uma data de lançamento ainda, mas estou MUITO animada para esta nova fase da música. Sinto que é o melhor que fiz e mal posso esperar para compartilhá-la, mas também quero ser cuidadosa sobre quando e como eu compartilho e é por isso que está demorando um pouco para ser lançada.

Você gosta de alguma música brasileira? Conhece algum dos nossos artistas?

Emily Kinney: Não conheço muitos cantores brasileiros!

Depois do episódio do celeiro, onde a Beth vê sua mãe zumbificada. Ela acaba entrando em um estado catatônico, chegando até a ter depressão e quase cometeu suicídio. Estamos em setembro, o mês de prevenção contra o suicídio, você pode falar um pouco sobre como foi gravar esse arco e você pode dizer algo para os fãs que estão se sentindo um pouco como a Beth nessa época de pandemia?

Emily Kinney: Suicídio e depressão são coisas sérias e se você estiver lidando com depressão ou pensamentos suicidas, é melhor contara alguém, um amigo ou parente. Encontrar o tratamento correto leva algum tempo. Para mim, música, café e programas de TV engraçados ajudam.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Beth foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Emily Kinney: Acho que há momentos em que Beth é forte e em que Beth é fraca. Todos nós temos pontos fortes e fracos. Minha preocupação não é interpretar apenas mulheres fortes, meu objetivo é interpretar personagens multidimensionais que têm muitas camadas de forças e talentos, mas também dificuldades e peculiaridades e hábitos e traumas como todos os seres humanos.

Essa pergunta foi enviada por Daniel Vignoli e Leandro Chaves, eles são os presidentes do seu fã-clube no Brasil (@emilyrkinneybr): Você ainda tem alguma coisa da Beth? Algum acessório ou roupa?

Emily Kinney: Ainda tenho o gesso do braço quebrado. Todo o elenco e a equipe assinaram.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Emily Kinney: Sim, alguns projetos meus foram adiados, mas está tudo bem. Quase sempre me sinto com sorte por estar segura e saudável, mas estou ansiosa para estar em um set novamente ou fazer shows ao vivo. Tenho cuidado de mim mesma conectando-me com amigos, assistindo programas de TV que adoro, escrevendo no meu diário e fazendo biscoitos.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Emily Kinney: Ahhh sim!! Eu amo o Brasil e adoro poder me conectar com fãs do Brasil através das redes sociais como Instagram e Twitter. Uma das coisas legais sobre a mídia social é ser capaz de se conectar com fãs de todo o mundo de forma direta. Muito obrigado pelo seu apoio em meus projetos musicais e de atuação.

REDES SOCIAIS DA EMILY:

– Twitter: @emmykinney
– Instagram: @emmykinney
– Facebook: @EmilyKinneyMusic
– Youtube: @Emily Kinney
– Site oficial: www.emilykinneymusic.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Benedict Samuel (Owen)

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