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Entrevista

Melissa McBride: Carol representa os espectadores de The Walking Dead

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Na semana passada, antecipando a estreia da quarta temporada de The Walking Dead, a revista Rolling Stone publicou entrevistas exclusivas com seis membros do elenco e da equipe, incluindo Andrew Lincoln (Rick Grimes), Norman Reedus (Daryl Dixon) e David Morrissey (Governador). Mas eles só estão começando. Volte amanhã e todos os outros dias da semana para mais conversas com seus personagens favoritos, incluindo Carl, Michonne e hoje, Carol. Confira abaixo uma super entrevista com Melissa McBride:

Você achava que Carol duraria tanto tempo assim?

Eu tinha certeza que estaria morta. Quando consegui este trabalho, pelo que percebi dele, não havia garantia de que a séria faria sucesso – sem garantia de que a personagem seria recorrente. Fico impressionada por estarmos conversando aqui, eu e você, três anos e meio depois.

Porque você acha que ela sobreviveu?

Ela tem uma base de fãs. Talvez ela durou porque há algo a respeito da Carol que representa algo nos espectadores. Também acho que havia muita estória para ser contada com base no seu passado de abuso – vindo do mundo que veio. Havia muito espaço para exploração e crescimento.

Você vive com medo de receber uma ligação dizendo que acabou para Carol?

[Produtor] Glen Mazzara me ligou dizendo que tinha planos para matar Carol na temporada passada. Eu disse, “É uma pena, pois há muita coisa nela.” Ele estava com todos os roteiristas no viva-voz. Ele queria saber o que eu pensava. Eu fui dizendo, “Carol é provavelmente aquela mulher que tem um kit básico da Avon e da Tupperware naquele quartinho dos fundos. Ela fez o curso com Tony Robbins. Ela sabe que é capaz de muito mais, mas ela está em um ciclo. Então, é uma pena, mas você faz o que é necessário. Eu entendo.” Nunca soltei palavras tão rapidamente e de forma tão segura. Estava defendendo minha própria vida.

Como difere o jeito do Scott Gimple dirigir o programa dos outros showrunners?

Scott é uma das pessoas mais interessantes que conheço – ele tem tanta profundidade de conhecimento. Ele já fez alguns dos melhores roteiros que tivemos. O que é ótimo e diferente a respeito desta temporada é que veremos mais desenvolvimento de personagens. Cada episódio parece mais perigoso e mais íntimo. Ele vai a lugares bem sombrios. Parece mais importante. Nesta temporada, os problemas que eles enfrentam, as situações em que se metem, as tensões nos relacionamentos – é movido por coisas muito importantes.

Você faz ideia de como a série se transformou em tamanho fenômeno?

Há muitas teorias, não? Os zumbis representam um colapso financeiro ou as pessoas que simplesmente estão vivendo adormecidas, com fome. Acho que é porque atuamos com autenticidade – como se fosse algo muito, muito terrível que está solto pelo mundo e não sabemos o que é, mas está matando as pessoas que amamos e temos que fazer coisas difíceis para continuar sobrevivendo. É interessante ver a morte nos perseguindo assim.

Há muito feedback para o programa – blogs, reviews e Twitter. Você acompanha essas coisas?

Claro!

Você responde algum deles, publicamente ou pessoalmente?

Respondo enquanto leio, tipo, “Ah meu Deus, que cuzão!” “Quantos anos você tem?” É uma da manhã e eu não acredito que estou lendo esta merda. De vez em quando, mesmo que eu diga, “Você só pode estar brincando,” Eu também falo, “Entendo o seu ponto de vista. Estava pensando isso também.” Isso não influencia o que eu faço, exceto às vezes quando penso, “Deus, você sabe, seria legal se eu não tivesse um cabelo tão grisalho.” Mas agora é tarde demais para fazer algo a respeito.


Fonte: Rolling Stone
Tradução: @Felipe Tolentino / Staff Walking Dead Brasil

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