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TWD World Beyond

CRÍTICA | TWD World Beyond S01E04 – “The Wrong End of a Telescope”: Conexão e união

The Wrong End of a Telescope foi o quarto episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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O quarto episódio de World Beyond, intitulado “The Wrong End of a Telescope” (“A Extremidade Errada de um Telescópio”), chegou e trouxe bastante contexto e profundidade à narrativa da série. Em um misto de flashbacks, diálogos representativos para a história e uma constante tensão no ar, o roteiro nos apresenta momentos do passado importantes para o desenvolvimento de alguns personagens e aprofunda seus contextos de maneira mais eficiente e objetiva do que no episódio anterior.

O episódio mostra o grupo descobrindo uma escola no meio do caminho, aonde resolvem parar para abastecerem suas mochilas, buscando por suprimentos, roupas novas e, com uma chuva aparentemente forte chegando, potes e garrafas para armazenamento de água para que possam seguir viagem. No entanto, dentro da escola, eles se dividem para explorar e assim as dinâmicas são exploradas.

No início, vemos que Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru) aderiram realmente à ideia de se unir ao grupo dos adolescentes Iris (Aliyah Royale), Hope (Alexa Mansour), Elton (Nicolas Cantu) e Silas (Hal Cumpston) de seguir à caminho da Civic Republic Military em busca de entender o que aconteceu com Leo Bennet (Joe Holt), o cientista e pai de Iris e Hope. Existe uma resistência por parte dos adultos a aceitar a situação, conforme Felix sugere que ele e Huck comecem a conversar com os jovens sobre voltar para Campus Colony.

Fica claro que, apesar de discordarem de Iris, Hope, Elton e Silas, Felix e Huck parecem ter a intenção de fazê-los entender o perigo da situação para que eles mesmos cheguem à conclusão de que precisam voltar, e não parecem querer usar força ou pressão para resolver o problema, o que os coloca em um patamar de tutoria e cuidado com relação aos jovens, e não de superioridade hierárquica. Nesse ponto, o episódio acerta em como propõe uma nova dinâmica de relação entre adultos e adolescentes.

Quando os grupos Iris e Silas, Huck e Hope, e Felix e Elton se separam para iniciar as buscas por suprimentos é que começamos a entender o rumo do episódio. Ele tende a desenvolver as relações através de diálogos mais objetivos e também intensos. Vemos que Hope está em um lugar de dúvida ligada à sua relação com Iris, que parece estar evitando a irmã devido à conversa reveladora das duas no final do episódio anterior. Através de flashbacks, Leo Bennet é introduzido pela primeira vez, e em um diálogo tocante e profundo com Hope, entendemos que a menina se sente inadequada desde quando seu pai ainda estava em Campus Colony, e talvez também carregue uma certa culpa por não se entender com Leo na época.

Além de entrarmos na mente de Hope e não só entendermos mais sobre ela como também sobre Iris e o passado das duas na agência de adoção de onde foram adotadas por Leo e sua esposa, somos apresentados também ao lado delicado de Silas, que começa a se permitir a vulnerabilidade justamente com Iris, pessoa que costuma ser aberta e acolhedora com as dificuldades alheias, desenvolvendo uma relação de afeto e zelo para com ela. O momento da dança dos dois na quadra da escola e a música que tocava no walkman de Silas trazem a sensação de uma conexão entre eles, e mostra que, apesar da má reputação que tem em Campus Colony, Silas percebe agora que é possível arrumar companhia amigável mesmo tendo um passado turbulento.

Relances de possíveis traumas de Elton relacionados à claustrofobia vem em rápidas cenas do passado do garoto, onde ele está trancado em uma espécie de armário, mostradas como lampejos de memórias ansiosas no meio de uma crise. Felix auxilia Elton e explica a ele que eles não estão preparados para os perigos do lado de fora dos muros e, em um gesto emocionado e genuíno, conta sobre aqueles que perdeu e as dores que carrega por isso, esclarecendo que não quer mais perder ninguém. Isso parece tocar Elton de alguma forma, e ele dá a entender que pensará sobre a decisão de voltar para Campus Colony.

Explorando diálogos com maestria e delicadeza, “The Wrong End of a Telescope” só deixa a desejar no cumprimento da tensão de uma possível ameaça humana, construída ao longo do percurso do grupo dentro da escola, e que, no final, não era nada além de um lobo selvagem bastante bravo e alguns poucos zumbis que já não nos causam toda aquela tensão de dez anos atrás. No entanto, o episódio entrega intenção e propósito no desenvolvimento dos personagens e, inteligentemente, se encerra com uma foto do grupo, tirada por Elton, demonstrando a união e os laços desenvolvidos até aqui.

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E05 – “Madman Across the Water”: Descobertas e perigos

Madman Across the Water foi o quinto episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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O quinto episódio de TWD World Beyond, intitulado “Madman Across the Water” (“O Louco do Outro Lado da Água”), começa a introduzir novas ameaças no mundo de Iris (Aliyah Royale), Hope (Alexa Mansour), Silas (Hal Cumpston) e Elton (Nicolas Cantu), ameaças essas que eles não imaginavam encontrar; além de aprofundar os personagens e as relações entre eles de forma explícita, sem delongas, e de forma coesa.

No episódio, o grupo se depara com diversos obstáculos que podem desacelerar o caminho para a Civic Republic Military (CRM), e precisam trabalhar em união para que as coisas funcionem e ninguém saia ferido. Depois de alguns conflitos, Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru) finalmente desistem da ideia de convencer os adolescentes a voltarem para Campus Colony, e parecem entender que a missão vai além de simplesmente encontrar o pai de Iris e Hope: eles buscam evoluir quem são e encontrar um sentido para suas próprias vidas.

Desta vez, o personagem de destaque é Elton. Somos apresentados ao seu passado em família, quando seu pai e sua mãe o ensinavam sobre, como a própria mãe diz, partidas e chegadas. Entendemos mais sobre a paixão do garoto por história e arqueologia vendo as interações dele com o pai em seu ambiente e material de trabalho. Elton era um menino doce e muito inteligente que, depois de perder os pais na noite em que “o céu desabou”, teve de encontrar seu rumo no mundo sozinho.

Em cenas emocionantes protagonizadas por Roger Dale Floyd, que interpretou Elton mais novo, é possível entender toda a angústia e medo sentidas pelo personagem, enquanto ele, ainda muito pequeno, tentava se apegar à memória dos pais para se manter firme diante de uma catástrofe até então desconhecida por ele. Quando finalmente encontra uma brecha momentânea para sair de dentro da caixa na qual seu pai lhe colocou para o manter seguro, ele percebe que não resta nada do mundo que conhecia, mas ainda assim, se agarra na coragem que aprendeu com os pais e segue seu próprio caminho.

A claustrofobia de Elton é posta à prova, assim como vários aspectos do personagem, quando ele precisa resolver um problema numa das engrenagens do barco que o grupo estava construindo. Ele tinha que rastejar por debaixo do aparato para solucionar o problema, se agarrando à alternativa simbólica de recitar os nomes de todos os planetas do sistema solar, ele consegue encontrar calma e forças para ajudar seus amigos na difícil tarefa.

Próximo ao fim do episódio, duas descobertas muito importantes são anunciadas. Uma delas é a descoberta de Hope sobre a mulher que matou na noite em que perdeu a mãe. A mulher era a mãe de Elton, e Hope, agora sabendo do que fez – mas sem revelar ao amigo o que de fato aconteceu com a mãe dele -, se mostra preocupada e aflita com a situação, apenas com o olhar.

Pouco depois, a primeira ameaça humana introduzida na série antagonicamente se apresenta: um homem por detrás das árvores que cercam o acampamento do grupo se revela. Apesar de não se ver muito sobre ele, e de o título do episódio fazer menção a este personagem, podemos ver que o homem carrega uma lança e parece usar uma espécie de máscara branca, que o deixa com uma aparência no mínimo macabra.

Se até agora não tínhamos tantos motivos para temer a jornada do grupo pelo mundo do lado de fora dos muros de Campus Colony, a chegada deste misterioso homem da escuridão dá uma alavancada na tensão da série, proporcionando expectativa de que o rumo das coisas pode mudar e nosso grupo pode estar em perigo.

Em linhas gerais, o episódio dá um gás na temporada quando se trata de desafios, e a engrenagem das relações entre o grupo parece girar cada vez mais rápido, criando laços e, o tempo todo, desenvolvendo conflitos e resoluções para eles ao longo da trama. “Madman Across the Water” deixa a história de World Beyond mais interessante à medida que explora questões propostas no início da temporada e desenvolve novas problemáticas ao longo do caminho, abrindo portas para desafios futuros.

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E03 – “The Tyger and the Lamb”: Passado e presente

The Tyger and the Lamb foi o terceiro episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Felix, Huck, Elton e Iris falando com Hope ao walkie talkie em imagem do episódio 3 da 1ª temporada de TWD World Beyond

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do terceiro episódio, S01E03 – “The Tyger and the Lamb”, da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Ao contrário do esperado, World Beyond amorna a narrativa em seu terceiro episódio, intitulado “The Tyger and the Lamb”. Se no início esperávamos momentos surpreendentes e inovadores, agora parece que teremos muito mais diálogos – um tanto arrastados – e ações já bastante conhecidas (vindas da série mãe) desgastando um pouco a paciência do espectador. O episódio se arrasta muito nas reflexões e explicações, e deixa bastante a desejar na condução original da dinâmica da linha da história.

Enquanto os quatro adolescentes tentam passar pela horda de zumbis, problema apresentado no segundo episódio “The Blaze Of Gory“, conhecemos um pouco do passado de Silas (Hal Cumpston) através de flashbacks e sonhos do garoto. Apesar de não deixar claro qual foi a situação que tornou Silas no que ele é hoje, uma pessoa tímida e retraída, a história aparenta estar falando do personagem como alguém que fez algum mal à sua família antes do apocalipse, e encontrou uma chance de viver uma nova jornada em seu presente, junto dos colegas de grupo e, principalmente, de Iris (Aliyah Royale).

Desde o primeiro episódio, vemos que Iris faz tudo o que pode para manter Silas confortável, para que ele entenda que merece ser amado e ter amigos, coisa que, pelos flashbacks, fica bem claro que ele não tinha antes. A relação dos dois se desenvolve aos poucos, de maneira bastante diluída durante o episódio, até culminar em um momento de união muito simbólico ao final do capítulo, quando Iris faz um curativo na mão de Silas e, em seguida, ele a acolhe em um abraço e os dois caminham juntos, abraçados.

Hope (Alexa Mansour), em seu momento de heroísmo e depois de deixar rastros pelo caminho percorrido para ser encontrada por Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru), mostra força. Ela quer fazer algo diferente de tudo o que já fez antes, quer salvar as pessoas que ela ama. Para isso, ela se coloca em perigo e vai, sozinha, até um local nas proximidades para ativar uma espécie de sirene para distrair os zumbis com o barulho enquanto seus amigos passam para o outro lado do caminho.

Assim como Silas, os maiores dilemas de Hope estão nas coisas que ela fez no passado, e esse foi mais um bom paralelo construído entre os personagens, uma conexão de sentimentos e situações. A expectativa que fica é que esses paralelos sejam trabalhados com mais fluidez e um pouco menos de monotonia. Hope segue trilhando sua jornada de autoconhecimento e em busca de entender o que fazer com seu passado e quem quer ser em seu presente.

Felix e Huck finalmente encontram os adolescentes e, posteriormente, decidem seguir o caminho com eles até a Civic Republic Military. Nesse ponto, o grupo ganha uma dose de força e abre novamente a brecha para interações divertidas que podem sair dessa situação, já que agora temos duas pessoas experientes intencionadas a protegerem quatro pessoas completamente inexperientes. A sensação é boa quando os dois chegam até o grupo dos jovens, mas não causa tanto impacto no processo de resolução da questão dos zumbis.

Até os quarenta minutos de episódio, a trama entrega mais do mesmo. Os diálogos de “The Tyger and the Lamb” ficam implícitos demais, quase incompletos em alguns pontos, e isso chega a confundir as ideias quando se desvia da proposta do piloto da série, e praticamente se esquece do motivo principal pelo qual o grupo saiu na jornada durante quase todo o tempo de tela.

Os últimos dez minutos, porém, vem carregados de grande tensão ao passo que vemos a Tenente Elizabeth (Julia Ormond) dando um show de autoritarismo para cima de um dos membros da comunidade, e menciona que são mais de 200 mil pessoas alocadas no lugar, além de todos os recursos e força de trabalho nas mais diversas áreas que compõem aquela sociedade.

A Tenente e o soldado discutem sobre o que a CRM fez com os inocentes do Campus Colony, e faz um gancho com uma das cenas mostradas antes na série, em que o Exército da CRM perambula pelo um campo destruído. Sem se explicar muito, o episódio deixa esse gancho a ser resolvido futuramente.

“The Tyger and the Lamb” perde pontos em dinamismo, ação e diálogos e aproveita muito pouco do tempo de tela para de fato evoluir fluida e funcionalmente a jornada principal em busca da CRM. Ao passar quarenta e cinco minutos sem grandes mudanças de cenário ou de rumo, e embora tenha apresentado certas linhas de história e conexões interessantes entre personagens, World Beyond enfraquece a narrativa de certa forma em seu terceiro episódio e mostra que podemos ter de esperar mais do que pensávamos para os momentos marcantes da série acontecerem.

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Destaque

[EXCLUSIVO] Hal Cumpston fala sobre The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreou neste mês e nós conversamos com o ator Hal Cumpston (Silas) para descobrir mais sobre a série.

Rafael Façanha

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Hal Cumpston como Silas Plaskett em imagem promocional da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

To access the interview with Hal Cumpston in english, click here.

The Walking Dead: World Beyond estreou no começo deste mês, depois de ter tido seu lançamento adiado por conta da pandemia de COVID-19.

A série expande o universo de The Walking Dead mergulhando em uma nova mitologia e história que segue a primeira geração criada em uma civilização sobrevivente do mundo pós-apocalíptico. Duas irmãs, juntamente com dois amigos, deixam um lugar de segurança e conforto para bravos perigos, conhecidos e desconhecidos, vivos e mortos-vivos em uma importante busca. Perseguido por aqueles que desejam protegê-los e aqueles que desejam prejudicá-los, um conto de crescimento e transformação se desenrola em terrenos perigosos, desafiando tudo o que sabem sobre o mundo, sobre eles mesmos e uns sobre os outros. Alguns se tornarão heróis. Alguns se tornarão vilões. Mas todos eles encontrarão as verdades que procuram.

O The Walking Dead BR conversou com o ator Hal Cumpston, intérprete de Silas Plaskett em World Beyond, para saber o que podemos esperar tanto de seu personagem quanto da 1ª temporada da série. Hal nos contou sobre seus primeiros dias de gravações, sobre seu episódio favorito da primeira temporada, sobre seu trabalho em Bilched e muito mais.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Hal Cumpston:

Bem-vindo a família The Walking Dead! Para começar, nos conte como surgiu essa oportunidade e como foi o seu teste de audição para entrar em World Beyond. Você se sentiu um pouco intimidado por ingressar em uma franquia tão consolidada?

Hal Cumpston: Para encurtar a história, fui enviado para a audição como um teste para minha empresa de gestão nos Estados Unidos para ver se eles queriam me contratar. Por motivos óbvios, tentei fazer uma audição incrível. Felizmente, fui contratado pela agência e acabei conseguindo a audição. Como era minha primeira audição nos Estados Unidos, eu estava um pouco nervoso, mas mais do que tudo, muito animado.

Silas aparenta carregar um passado traumático e ser solitário. E não sabemos exatamente se os rumores sobre o seu passado são verdadeiros. Como foi pra você compor a personalidade de um personagem assim? Quais foram suas inspirações?

Hal Cumpston: O personagem está bem longe [de se parecer] com o que eu sou na vida real, mas foi um grande desafio a ser superado. Não havia uma ciência exata para isso [compor o personagem], era mais uma questão de conversar com os criadores da série e ler os roteiros. Eu senti que rapidamente entendi como interpretar Silas.

Seu personagem tem uma das armas mais icônicas do universo The Walking Dead, estando facilmente no mesmo patamar da crossbow do Daryl e da katana da Michonne. Mal podemos esperar para vê-la em ação matando muitos empties. Qual a história por trás da escolha dessa arma? E você deu um nome para ela?

Hal Cumpston: Não há nenhuma história maluca de origem além da conexão óbvia com o fato de Silas ser um zelador. Ao dizer isso, não tenho certeza do uso que essa grande chave inglesa teria além de matar zumbis.

Você pode nos contar como foram seus primeiros dias no set de World Beyond? Você lembra de algum momento divertido das gravações para compartilhar conosco?

Hal Cumpston: Os primeiros dias foram como um borrão total. Eu não sabia realmente o que estava fazendo e fiquei surpreso por ter conseguido chegar a tal posição. O elenco teve uma ótima sessão de improvisação para se conhecerem. Eu me diverti mexendo no set durante as filmagens. Me lembro de uma sexta-feira à noite, [quando estávamos] gravando o episódio três em um telhado, [eu fiquei] jogando conversa fora com Nicolas [Cantu, intérprete de Elton] por horas.

The Walking Dead completa 10 anos no ar em Outubro, os fãs já viram diversas histórias e personagens ao longo das temporadas. O que você acha que World Beyond pode oferecer de diferente?

Hal Cumpston: É uma grande mistura de elenco e equipe experientes em peso no Universo The Walking Dead. Com nossa incrível equipe, podemos contar novas histórias de uma parte diferente do mesmo mundo que tantos fãs gostaram. O show é incrível, basta assistir e ver.

Apesar de seu perfil tímido e um tanto introvertido, Silas toma a corajosa decisão de se juntar aos colegas de Campus Colony na missão de explorar o mundo dos mortos. Quais características do personagem te chamam mais atenção? O que ele espera da missão na qual entrou junto com seus amigos?

Hal Cumpston: Ele não tem nenhum pingo de malícia em seu corpo. É um recurso fantástico como ator que, em cada cena, ele não se sinta confortável e esteja constantemente em estado de tensão. Ele está preso em uma rotina dentro da comunidade. Mesmo que o mundo exterior seja um pesadelo pós-apocalíptico, sua vida dentro da comunidade está longe de ser melhor do que isso.

O universo de The Walking Dead aborda diversas visões dos personagens sobre os mortos-vivos. Alguns aceitam e entendem o perigo e outros demonstram muita dificuldade em lidar com o que o mundo se tornou. Você pode nos contar um pouco sobre a visão de Silas do apocalipse? O que ele pensa e como se sente com relação aos zumbis?

Hal Cumpston: É difícil responder a esta pergunta sem dar spoilers do desenvolvimento do personagem.

Ao passar para o outro lado dos muros de Campus Colony, os quatro adolescentes podem estar caminhando em direção aos seus maiores medos e inseguranças. De que maneiras você acha que essa jornada mudará quem eles são? Você acha que eles podem perder a inocência?

Hal Cumpston: Não tenho certeza se eles compreenderam que estão dando passos no sentido de deixar qualquer senso de inocência infantil que ainda conservavam. A jornada desafia completamente quem eles pensavam que eram dentro dos muros de Campus Colony.

Qual é o seu episódio favorito da 1ª temporada de World Beyond? Por quê?

Hal Cumpston: Do meu ponto de vista, eu diria que filmar o episódio oito foi uma experiência muito legal. Ficou ótimo e é um ótimo estudo de personagem de Silas.

Qual personagem de World Beyond você acha que é o mais preparado para sobreviver ao apocalipse? E qual seria o menos preparado? Por quê?

Hal Cumpston: Os mais preparados com certeza são Huck e Felix devido à sua experiência e idade, enquanto os menos preparados podem ser todos os quatro adolescentes, pois todos eles estão um tanto despreparados para sobreviver em comparação com os adultos. Devido à sua idade (Nicholas Cantu, me desculpe), mas vou ter que dizer que é o Elton.

Quão diferente e desafiador foi para você – tanto pessoalmente como profissionalmente – mudar-se da Australia para os EUA para gravar a série? Estou lembrando agora do seu vídeo acordando de madrugada para participar da Comic-Con. Foi muito engraçado!

Hal Cumpston: Sim, foi desafiador, mas provavelmente foi melhor estar em um ambiente onde aprendi muito e progredi massivamente em minha carreira. Feliz e estranhamente, o sotaque não era muito problemático. No futuro, tentarei convencer alguns amigos a me visitarem, para amenizar a saudade de estar longe de minha vida normal na Austrália.

O que você gostaria de ver Silas fazendo que não teve a oportunidade de fazer nesta primeira temporada? E por falar em futuro… Existe alguma previsão para o início das gravações da 2ª temporada? Qual o status da produção atualmente?

Hal Cumpston: Não posso dizer quando ocorrerá a produção da segunda temporada, mas acredito que seja em breve. Há uma longa lista de desenvolvimentos que eu gostaria de ver na história de Silas. Será um momento emocionante, pois ele evoluiu muito ao longo da primeira temporada. Mal posso esperar para ter muitas cenas de ação!

Não tivemos a oportunidade de assistir a Bilched, mas ficamos muito felizes em ver que seu primeiro trabalho foi bem recebido e lhe rendeu um prêmio no Chelsea Film Festival. E percebemos pelos trailers que você também fez um incrível trabalho de atuação. Você pode nos contar um pouco sobre como foi todo o seu trabalho no filme e por quê você decidiu explorar algo mais adolescente e cultural? E escrever roteiros é algo que você pensa em fazer novamente no futuro?

Hal Cumpston: Bilched é a razão pela qual minha carreira de ator aconteceu. Foi minha passagem para fora de uma vida de mediocridade. Surpreendentemente, [a série] foi bem recebida e esperamos que esteja disponível em uma plataforma de streaming em breve. [Bilched] surgiu porque eu queria escrever meu próprio filme depois de consumir tantos filmes adolescentes engraçados enquanto crescia. Escrever e fazer filmes é uma grande parte da minha vida, e espero ter uma longa lista de filmes algum dia. Por enquanto, espero filmar meu segundo longa, um de maior apelo, no final das filmagens da segunda temporada [de World Beyond].

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, incluindo a estreia de World Beyond que era pra ter acontecido em abril. Como a pandemia te afetou? Além de World Beyond, algum outro projeto seu que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Hal Cumpston: Nenhum projeto que eu tinha foi adiado. No entanto, tenho projetos a serem lançados em breve e estou muito empolgado por fazer parte disso. Eu me cuido através da escrita, o que eu espero que signifique tornar um ano super improdutivo em um sucesso para o futuro.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos no universo The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho já chegou de alguma maneira até você através das redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Hal Cumpston: Vocês podem me encontrar no Instagram como @halcumpston. Tenho muitos fãs brasileiros entrando em contato comigo, apesar de não ter muitos seguidores. Costumo me conectar com eles por causa do meu time favorito [de futebol], o Arsenal, que ostenta uma grande lista dos melhores jogadores do Brasil.

REDES SOCIAIS DO HAL:

– Instagram: @hal_cumpston

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Legenda: Thalia Tormes

ENTREVISTA ANTERIOR:

[EXCLUSIVO] Alexa Mansour fala sobre The Walking Dead: World Beyond

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