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TWD World Beyond

CRÍTICA | TWD World Beyond S01E01 – “Brave”: Autoconhecimento e desafios

Brave foi o primeiro episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Hope escondida e observando em imagem do primeiro episódio de TWD World Beyond

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do primeiro episódio, S01E01 – “Brave”, da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

TWD World Beyond, spinoff da série principal da franquia The Walking Dead, finalmente chegou. Carregada de novidades, a série traz um cenário do mundo pós-apocalíptico já mais estruturado e organizado, tendo em vista que se passa dez anos após o começo da epidemia, e uma narrativa que segue, em princípio, a ideia de transformar o mundo novamente no que ele um dia foi.

O primeiro episódio apresenta Iris Bennett (Aliyah Royale) e sua irmã Hope Bennett (Alexa Mansour), duas adolescentes moradoras de Campus Colony – comunidade construída a partir da antiga Universidade Estadual de Nebraska, bem evoluída social e industrialmente e que conta mais de nove mil sobreviventes. No mesmo cenário, temos a oficial de segurança da comunidade Huck (Anett Mahendru) e o chefe de segurança e instrutor de sobrevivência Felix (Nico Tortorella).

A trama do capítulo gira em torno de um uma missão do lado de fora dos muros de Campus Colony para a qual partem Iris e Hope, junto com seus colegas da comunidade Elton (Nicolas Cantu) e Silas (Hal Cumpston). A atuação genuína e entregue do elenco deixa explícitos os motivos de cada um tomar a decisão de seguir com o plano de encontrar a Civic Republic Military (CRM), comunidade de grande porte liderada pela Tenente Elizabeth Kublek (Julia Ormond) que trabalha no desenvolvimento da cura para o vírus.

O cientista Leo Bennett, pai de Iris e Hope, foi enviado para trabalhar na CRM alguns meses antes do momento presente no episódio, deixando as filhas sob a tutela de Felix, braço direito e como um filho para Leo, mas mantém contato secreto com a família via fax para informa-los, mesmo que minimamente, sobre sua vida na República. Isso acontece porque a CRM fica em um lugar desconhecido. Ninguém em Campus Colony, nem ao menos as irmãs (ou nós, espectadores, até o momento), tem informações sobre a comunidade ou sobre o que se passa nela.

O figurino sóbrio e obscuro dos integrantes da Civic Republic Military traz um tom de mistério à comunidade, além do fato de não sermos apresentados ao local em que vivem aquelas pessoas e nossas personagens principais se mostrarem incertas quanto à procedência da República. Parece uma boa cartada para manter o enigma íntegro o suficiente para dar continuidade à trama gradualmente, e funciona como motivação para os adolescentes buscarem respostas para inúmeras perguntas que o roteiro sugere à audiência.

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No quesito personagens, World Beyond fez um belíssimo trabalho à medida que trouxe personagens femininas fortes e complexas, cheias de potencial para liderança e para mudarem o mundo. Iris Bennett é uma adolescente empoderadora que inspira coragem. Devido à sua notável dedicação aos estudos, ela está determinada a seguir os passos do pai e se tornar uma cientista especialista em imunologia, para poder ajudar na busca da cura pelo vírus.

Embora carregue uma postura equilibrada e muita atitude, Iris luta contra seus próprios demônios internamente e se apresenta como uma pessoa bastante sensível ao revelar que se sente culpada por não ter conseguido impedir a morte da mãe quando “o céu desabou” (expressão usada pelos personagens da série para descrever os bombardeios que ocorreram em várias cidades dos Estados Unidos depois que a epidemia se instalou). Iris explica que, em meio ao caos do momento, ela congelou diante da situação, o que, em sua visão, foi o fator determinante para que ela e seu pai acabassem se separando de Hope e a mãe.

Lembrando a audiência de que estamos lidando com personagens adolescentes, o roteiro insere a figura de Doutora K. (Beth Leavel) como sendo uma espécie de terapeuta para Iris, refletindo sobre a importância de ter com quem desabafar e falar sobre vivências traumáticas do passado para poder superá-las, e instigando Iris a buscar o autoconhecimento e viver no momento presente, fazer algo com a vida que tem.

Hope segue uma linha mais rebelde do que a irmã. Com um gosto peculiar por produção de bebidas alcoólicas e uma atitude confrontadora, a adolescente parece ser impenetrável. Somente a relação com Iris funciona como um porto-seguro para Hope. Apesar de ser pessimista com relação ao futuro do mundo e acreditar que o mundo vai, de fato, acabar, Hope entra na jornada de cabeça quando percebe que está acompanhada da pessoa que mais confia e que pode fazer algo para mudar a dor que sente buscando seu próprio caminho no mundo.

A bagagem emocional pesada e profunda da personagem envolve, como no conflito de Iris, o dia em que “o céu desabou”. Ao se separar do pai e de Iris, Hope e a mãe reencontraram a mulher grávida que pediu ajuda a eles quando a família ainda não tinha se separado na confusão. No calor do momento, a mulher mata a mãe de Hope na frente dela, o que a faz revidar, dando um tiro na cabeça da mulher. Com um passado fúnebre como esse, as atitudes e o humor sarcástico de Hope se justificam e fazem dela uma personagem intrigante.

Assim como nossas protagonistas femininas, os meninos Elton e Silas trazem características importantes que agregam muito valor ao grupo. Elton possui habilidades de Karatê, demonstra muito interesse por história e seu olhar curioso sobre a evolução dos “empties” (nome dado aos zumbis em World Beyond, que significa “vazios”, em tradução livre) traz uma noção de historicidade diante da situação do mundo nos últimos dez anos.

Mais tarde no episódio, descobrimos que a mãe de Elton era a mulher grávida que Hope matou, e a série toma a decisão inteligente de manter essa informação afastada do conhecimento de Elton, o que pode ser um prato cheio para criar uma situação desconfortável a ser resolvida pelo grupo mais à frente na temporada. Essa conexão entre as histórias de Hope e Elton, em especial, deixou um gancho curioso para os próximos capítulos da jornada do grupo.

Silas recebe um pouco menos de destaque do que Iris, Hope e Elton, mas o roteiro justifica isso com a personalidade tímida e introvertida do garoto, e com o fato de ele ser recém-chegado em Campus Colony. Apesar do pouco tempo de tela, é possível perceber que o personagem tem potencial para evoluir ao longo da trama e desenvolver as habilidades necessárias para se tornar a pessoa que gostaria de ser para si mesmo.

E como parece ser algo enraizado na essência do grupo de Iris, Hope, Elton e Silas, encontramos um ponto em comum entre os quatro adolescentes: todos são movidos pela necessidade de autoconhecimento e desafios, e parecem dispostos a lutar contra o que for para alcançarem seus objetivos.

Em sua estreia, World Beyond apresenta personagens cativantes – e muito bem atuados – e aproveita o tempo de tela para explorar as dinâmicas entre eles e contextualizar suas narrativas, entregando uma história sólida que aborda uma nova perspectiva para apocalipse, sem entregar muito sobre o que vem a seguir, mas deixando pontas soltas interessantes de forma inteligente.

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E03 – “The Tyger and the Lamb”: Passado e presente

The Tyger and the Lamb foi o terceiro episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Felix, Huck, Elton e Iris falando com Hope ao walkie talkie em imagem do episódio 3 da 1ª temporada de TWD World Beyond

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do terceiro episódio, S01E03 – “The Tyger and the Lamb”, da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Ao contrário do esperado, World Beyond amorna a narrativa em seu terceiro episódio, intitulado “The Tyger and the Lamb”. Se no início esperávamos momentos surpreendentes e inovadores, agora parece que teremos muito mais diálogos – um tanto arrastados – e ações já bastante conhecidas (vindas da série mãe) desgastando um pouco a paciência do espectador. O episódio se arrasta muito nas reflexões e explicações, e deixa bastante a desejar na condução original da dinâmica da linha da história.

Enquanto os quatro adolescentes tentam passar pela horda de zumbis, problema apresentado no segundo episódio “The Blaze Of Gory“, conhecemos um pouco do passado de Silas (Hal Cumpston) através de flashbacks e sonhos do garoto. Apesar de não deixar claro qual foi a situação que tornou Silas no que ele é hoje, uma pessoa tímida e retraída, a história aparenta estar falando do personagem como alguém que fez algum mal à sua família antes do apocalipse, e encontrou uma chance de viver uma nova jornada em seu presente, junto dos colegas de grupo e, principalmente, de Iris (Aliyah Royale).

Desde o primeiro episódio, vemos que Iris faz tudo o que pode para manter Silas confortável, para que ele entenda que merece ser amado e ter amigos, coisa que, pelos flashbacks, fica bem claro que ele não tinha antes. A relação dos dois se desenvolve aos poucos, de maneira bastante diluída durante o episódio, até culminar em um momento de união muito simbólico ao final do capítulo, quando Iris faz um curativo na mão de Silas e, em seguida, ele a acolhe em um abraço e os dois caminham juntos, abraçados.

Hope (Alexa Mansour), em seu momento de heroísmo e depois de deixar rastros pelo caminho percorrido para ser encontrada por Felix (Nico Tortorella) e Huck (Annet Mahendru), mostra força. Ela quer fazer algo diferente de tudo o que já fez antes, quer salvar as pessoas que ela ama. Para isso, ela se coloca em perigo e vai, sozinha, até um local nas proximidades para ativar uma espécie de sirene para distrair os zumbis com o barulho enquanto seus amigos passam para o outro lado do caminho.

Assim como Silas, os maiores dilemas de Hope estão nas coisas que ela fez no passado, e esse foi mais um bom paralelo construído entre os personagens, uma conexão de sentimentos e situações. A expectativa que fica é que esses paralelos sejam trabalhados com mais fluidez e um pouco menos de monotonia. Hope segue trilhando sua jornada de autoconhecimento e em busca de entender o que fazer com seu passado e quem quer ser em seu presente.

Felix e Huck finalmente encontram os adolescentes e, posteriormente, decidem seguir o caminho com eles até a Civic Republic Military. Nesse ponto, o grupo ganha uma dose de força e abre novamente a brecha para interações divertidas que podem sair dessa situação, já que agora temos duas pessoas experientes intencionadas a protegerem quatro pessoas completamente inexperientes. A sensação é boa quando os dois chegam até o grupo dos jovens, mas não causa tanto impacto no processo de resolução da questão dos zumbis.

Até os quarenta minutos de episódio, a trama entrega mais do mesmo. Os diálogos de “The Tyger and the Lamb” ficam implícitos demais, quase incompletos em alguns pontos, e isso chega a confundir as ideias quando se desvia da proposta do piloto da série, e praticamente se esquece do motivo principal pelo qual o grupo saiu na jornada durante quase todo o tempo de tela.

Os últimos dez minutos, porém, vem carregados de grande tensão ao passo que vemos a Tenente Elizabeth (Julia Ormond) dando um show de autoritarismo para cima de um dos membros da comunidade, e menciona que são mais de 200 mil pessoas alocadas no lugar, além de todos os recursos e força de trabalho nas mais diversas áreas que compõem aquela sociedade.

A Tenente e o soldado discutem sobre o que a CRM fez com os inocentes do Campus Colony, e faz um gancho com uma das cenas mostradas antes na série, em que o Exército da CRM perambula pelo um campo destruído. Sem se explicar muito, o episódio deixa esse gancho a ser resolvido futuramente.

“The Tyger and the Lamb” perde pontos em dinamismo, ação e diálogos e aproveita muito pouco do tempo de tela para de fato evoluir fluida e funcionalmente a jornada principal em busca da CRM. Ao passar quarenta e cinco minutos sem grandes mudanças de cenário ou de rumo, e embora tenha apresentado certas linhas de história e conexões interessantes entre personagens, World Beyond enfraquece a narrativa de certa forma em seu terceiro episódio e mostra que podemos ter de esperar mais do que pensávamos para os momentos marcantes da série acontecerem.

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Destaque

[EXCLUSIVO] Hal Cumpston fala sobre The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreou neste mês e nós conversamos com o ator Hal Cumpston (Silas) para descobrir mais sobre a série.

Rafael Façanha

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Hal Cumpston como Silas Plaskett em imagem promocional da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

To access the interview with Hal Cumpston in english, click here.

The Walking Dead: World Beyond estreou no começo deste mês, depois de ter tido seu lançamento adiado por conta da pandemia de COVID-19.

A série expande o universo de The Walking Dead mergulhando em uma nova mitologia e história que segue a primeira geração criada em uma civilização sobrevivente do mundo pós-apocalíptico. Duas irmãs, juntamente com dois amigos, deixam um lugar de segurança e conforto para bravos perigos, conhecidos e desconhecidos, vivos e mortos-vivos em uma importante busca. Perseguido por aqueles que desejam protegê-los e aqueles que desejam prejudicá-los, um conto de crescimento e transformação se desenrola em terrenos perigosos, desafiando tudo o que sabem sobre o mundo, sobre eles mesmos e uns sobre os outros. Alguns se tornarão heróis. Alguns se tornarão vilões. Mas todos eles encontrarão as verdades que procuram.

O The Walking Dead BR conversou com o ator Hal Cumpston, intérprete de Silas Plaskett em World Beyond, para saber o que podemos esperar tanto de seu personagem quanto da 1ª temporada da série. Hal nos contou sobre seus primeiros dias de gravações, sobre seu episódio favorito da primeira temporada, sobre seu trabalho em Bilched e muito mais.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Hal Cumpston:

Bem-vindo a família The Walking Dead! Para começar, nos conte como surgiu essa oportunidade e como foi o seu teste de audição para entrar em World Beyond. Você se sentiu um pouco intimidado por ingressar em uma franquia tão consolidada?

Hal Cumpston: Para encurtar a história, fui enviado para a audição como um teste para minha empresa de gestão nos Estados Unidos para ver se eles queriam me contratar. Por motivos óbvios, tentei fazer uma audição incrível. Felizmente, fui contratado pela agência e acabei conseguindo a audição. Como era minha primeira audição nos Estados Unidos, eu estava um pouco nervoso, mas mais do que tudo, muito animado.

Silas aparenta carregar um passado traumático e ser solitário. E não sabemos exatamente se os rumores sobre o seu passado são verdadeiros. Como foi pra você compor a personalidade de um personagem assim? Quais foram suas inspirações?

Hal Cumpston: O personagem está bem longe [de se parecer] com o que eu sou na vida real, mas foi um grande desafio a ser superado. Não havia uma ciência exata para isso [compor o personagem], era mais uma questão de conversar com os criadores da série e ler os roteiros. Eu senti que rapidamente entendi como interpretar Silas.

Seu personagem tem uma das armas mais icônicas do universo The Walking Dead, estando facilmente no mesmo patamar da crossbow do Daryl e da katana da Michonne. Mal podemos esperar para vê-la em ação matando muitos empties. Qual a história por trás da escolha dessa arma? E você deu um nome para ela?

Hal Cumpston: Não há nenhuma história maluca de origem além da conexão óbvia com o fato de Silas ser um zelador. Ao dizer isso, não tenho certeza do uso que essa grande chave inglesa teria além de matar zumbis.

Você pode nos contar como foram seus primeiros dias no set de World Beyond? Você lembra de algum momento divertido das gravações para compartilhar conosco?

Hal Cumpston: Os primeiros dias foram como um borrão total. Eu não sabia realmente o que estava fazendo e fiquei surpreso por ter conseguido chegar a tal posição. O elenco teve uma ótima sessão de improvisação para se conhecerem. Eu me diverti mexendo no set durante as filmagens. Me lembro de uma sexta-feira à noite, [quando estávamos] gravando o episódio três em um telhado, [eu fiquei] jogando conversa fora com Nicolas [Cantu, intérprete de Elton] por horas.

The Walking Dead completa 10 anos no ar em Outubro, os fãs já viram diversas histórias e personagens ao longo das temporadas. O que você acha que World Beyond pode oferecer de diferente?

Hal Cumpston: É uma grande mistura de elenco e equipe experientes em peso no Universo The Walking Dead. Com nossa incrível equipe, podemos contar novas histórias de uma parte diferente do mesmo mundo que tantos fãs gostaram. O show é incrível, basta assistir e ver.

Apesar de seu perfil tímido e um tanto introvertido, Silas toma a corajosa decisão de se juntar aos colegas de Campus Colony na missão de explorar o mundo dos mortos. Quais características do personagem te chamam mais atenção? O que ele espera da missão na qual entrou junto com seus amigos?

Hal Cumpston: Ele não tem nenhum pingo de malícia em seu corpo. É um recurso fantástico como ator que, em cada cena, ele não se sinta confortável e esteja constantemente em estado de tensão. Ele está preso em uma rotina dentro da comunidade. Mesmo que o mundo exterior seja um pesadelo pós-apocalíptico, sua vida dentro da comunidade está longe de ser melhor do que isso.

O universo de The Walking Dead aborda diversas visões dos personagens sobre os mortos-vivos. Alguns aceitam e entendem o perigo e outros demonstram muita dificuldade em lidar com o que o mundo se tornou. Você pode nos contar um pouco sobre a visão de Silas do apocalipse? O que ele pensa e como se sente com relação aos zumbis?

Hal Cumpston: É difícil responder a esta pergunta sem dar spoilers do desenvolvimento do personagem.

Ao passar para o outro lado dos muros de Campus Colony, os quatro adolescentes podem estar caminhando em direção aos seus maiores medos e inseguranças. De que maneiras você acha que essa jornada mudará quem eles são? Você acha que eles podem perder a inocência?

Hal Cumpston: Não tenho certeza se eles compreenderam que estão dando passos no sentido de deixar qualquer senso de inocência infantil que ainda conservavam. A jornada desafia completamente quem eles pensavam que eram dentro dos muros de Campus Colony.

Qual é o seu episódio favorito da 1ª temporada de World Beyond? Por quê?

Hal Cumpston: Do meu ponto de vista, eu diria que filmar o episódio oito foi uma experiência muito legal. Ficou ótimo e é um ótimo estudo de personagem de Silas.

Qual personagem de World Beyond você acha que é o mais preparado para sobreviver ao apocalipse? E qual seria o menos preparado? Por quê?

Hal Cumpston: Os mais preparados com certeza são Huck e Felix devido à sua experiência e idade, enquanto os menos preparados podem ser todos os quatro adolescentes, pois todos eles estão um tanto despreparados para sobreviver em comparação com os adultos. Devido à sua idade (Nicholas Cantu, me desculpe), mas vou ter que dizer que é o Elton.

Quão diferente e desafiador foi para você – tanto pessoalmente como profissionalmente – mudar-se da Australia para os EUA para gravar a série? Estou lembrando agora do seu vídeo acordando de madrugada para participar da Comic-Con. Foi muito engraçado!

Hal Cumpston: Sim, foi desafiador, mas provavelmente foi melhor estar em um ambiente onde aprendi muito e progredi massivamente em minha carreira. Feliz e estranhamente, o sotaque não era muito problemático. No futuro, tentarei convencer alguns amigos a me visitarem, para amenizar a saudade de estar longe de minha vida normal na Austrália.

O que você gostaria de ver Silas fazendo que não teve a oportunidade de fazer nesta primeira temporada? E por falar em futuro… Existe alguma previsão para o início das gravações da 2ª temporada? Qual o status da produção atualmente?

Hal Cumpston: Não posso dizer quando ocorrerá a produção da segunda temporada, mas acredito que seja em breve. Há uma longa lista de desenvolvimentos que eu gostaria de ver na história de Silas. Será um momento emocionante, pois ele evoluiu muito ao longo da primeira temporada. Mal posso esperar para ter muitas cenas de ação!

Não tivemos a oportunidade de assistir a Bilched, mas ficamos muito felizes em ver que seu primeiro trabalho foi bem recebido e lhe rendeu um prêmio no Chelsea Film Festival. E percebemos pelos trailers que você também fez um incrível trabalho de atuação. Você pode nos contar um pouco sobre como foi todo o seu trabalho no filme e por quê você decidiu explorar algo mais adolescente e cultural? E escrever roteiros é algo que você pensa em fazer novamente no futuro?

Hal Cumpston: Bilched é a razão pela qual minha carreira de ator aconteceu. Foi minha passagem para fora de uma vida de mediocridade. Surpreendentemente, [a série] foi bem recebida e esperamos que esteja disponível em uma plataforma de streaming em breve. [Bilched] surgiu porque eu queria escrever meu próprio filme depois de consumir tantos filmes adolescentes engraçados enquanto crescia. Escrever e fazer filmes é uma grande parte da minha vida, e espero ter uma longa lista de filmes algum dia. Por enquanto, espero filmar meu segundo longa, um de maior apelo, no final das filmagens da segunda temporada [de World Beyond].

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, incluindo a estreia de World Beyond que era pra ter acontecido em abril. Como a pandemia te afetou? Além de World Beyond, algum outro projeto seu que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Hal Cumpston: Nenhum projeto que eu tinha foi adiado. No entanto, tenho projetos a serem lançados em breve e estou muito empolgado por fazer parte disso. Eu me cuido através da escrita, o que eu espero que signifique tornar um ano super improdutivo em um sucesso para o futuro.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos no universo The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho já chegou de alguma maneira até você através das redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Hal Cumpston: Vocês podem me encontrar no Instagram como @halcumpston. Tenho muitos fãs brasileiros entrando em contato comigo, apesar de não ter muitos seguidores. Costumo me conectar com eles por causa do meu time favorito [de futebol], o Arsenal, que ostenta uma grande lista dos melhores jogadores do Brasil.

REDES SOCIAIS DO HAL:

– Instagram: @hal_cumpston

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Legenda: Thalia Tormes

ENTREVISTA ANTERIOR:

[EXCLUSIVO] Alexa Mansour fala sobre The Walking Dead: World Beyond

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CRÍTICA | TWD World Beyond S01E02 – “The Blaze of Gory”: Reflexões e sentimentos

The Blaze of Gory foi o segundo episódio da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Felix ensinando como matar zumbis em imagem do 2º episódio da 1ª temporada de The Walking Dead World Beyond

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do segundo episódio, S01E02 – “The Blaze of Gory”, da primeira temporada de The Walking Dead: World Beyond. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Com uma dinâmica mais lenta do que a apresentada no piloto da série, o segundo episódio de World Beyond, intitulado “The Blaze of Gory”, entrega um pouco mais sobre a história do instrutor de sobrevivência Felix (Nico Tortorella) e começa a adentrar na mente de Hope (Alexa Mansour) à medida que o grupo avança no caminho para a Civic Republic Military.

O capítulo explora as dificuldades do grupo de Iris (Aliyah Royale) com os zumbis – como mata-los ou se esquivar deles – e, em paralelo, apresenta os ensinamentos de Felix em Campus Colony como um guia para Iris, que se utiliza muito dos ensinamentos de sobrevivência do tutor do lado de fora dos muros. Também somos apresentados a algumas nuances importantes do passado de Felix.

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Na linha de frente da narrativa estão Hope, que está em um lugar de desamparo profundo relacionado ao apocalipse e ao seu futuro como ser humano; e Felix, que começa a ter lembranças de seu pai lhe expulsando de casa após descobrir que o filho é gay, e do dia em que “o céu desabou”. Ao passo que Felix tenta reprimir seus gatilhos durante o caminho em busca dos jovens, Hope começa a se permitir ser vulnerável e se abre um pouco mais para os sentimentos.

Os pequenos rastros deixados por Hope durante o percurso – como a lata de comida que ela deixa no meio da rua e a mensagem que escreve em uma placa – refletem sua necessidade de se permitir sentir e se abrir para as pessoas e isso, de alguma forma, se conecta com o mesmo lado de Felix, que enfrenta o desafio de falar sobre o sentimento ambíguo que tem pelos seus pais.

Apesar de não se sentirem prontos para a missão na qual embarcaram, Iris, Hope, Elton (Nicolas Cantu) e Silas (Hal Cumpston) tentam levar a situação com um pouco mais de leveza, que fica bastante nítida em momentos ternos e agradáveis de brincadeiras e jogos, como a partida de Monopoly que eles jogam na casa da árvore que fazem de abrigo na primeira noite.

De forma sutil, vemos o desenvolvimento da intimidade entre Iris e Hope, que passam a se apoiar cada vez mais uma na outra para se manterem sãs diante da situação, e os diálogos entre Hope e Elton deixam claro a preferência dos dois de acreditar que eles serão a última geração de seres humanos na terra. Huck e Felix, por outro lado, apesar de já serem próximos, parecem rumar para uma construção mais aprofundada de laços.

O desafio proposto pelo episódio se dá na Chama de Sangue, um lugar incendiado que continua pegando fogo por conta dos zumbis, que não param de ser atraídos para o lugar devido à luz e ao som. O grupo se encontra completamente despreparado para enfrentar o desafio – que na verdade não são muitos, mas considerando que são pessoas iniciantes no quesito sobrevivência, pode ser um problema – e acaba, infelizmente, deixando a parte das lutas e aventuras para o próximo episódio.

Embora tenha deixado a desejar no quesito ação, “The Blaze of Gory” bebe da fonte da série mãe da franquia The Walking Dead quando opta por evoluir a narrativa dos personagens de forma mais lenta nesse primeiro momento da série, trazendo pequenos dilemas entre as relações e preparando o terreno para os próximos conflitos e desafios que virão.

O que você achou do episódio? Deixe sua opinião nos comentários e vote em nossa enquete!

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