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[EXCLUSIVO] Alexa Mansour fala sobre The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreou neste mês e nós conversamos com a atriz Alexa Mansour (Hope) para descobrir mais sobre a série.

Rafael Façanha

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Alexa Mansour como Hope Bennett em imagem do primeiro episódio da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

To access the interview with Alexa Mansour in english, click here.

The Walking Dead: World Beyond estreou no começo deste mês, depois de ter tido seu lançamento adiado por conta da pandemia de COVID-19.

A série expande o universo de The Walking Dead mergulhando em uma nova mitologia e história que segue a primeira geração criada em uma civilização sobrevivente do mundo pós-apocalíptico. Duas irmãs, juntamente com dois amigos, deixam um lugar de segurança e conforto para bravos perigos, conhecidos e desconhecidos, vivos e mortos-vivos em uma importante busca. Perseguido por aqueles que desejam protegê-los e aqueles que desejam prejudicá-los, um conto de crescimento e transformação se desenrola em terrenos perigosos, desafiando tudo o que sabem sobre o mundo, sobre eles mesmos e uns sobre os outros. Alguns se tornarão heróis. Alguns se tornarão vilões. Mas todos eles encontrarão as verdades que procuram.

O The Walking Dead BR conversou com a atriz Alexa Mansour, intérprete de Hope Bennett em World Beyond, para saber o que podemos esperar tanto de sua personagem quanto da 1ª temporada da série. Alexa nos contou sobre como foi trabalhar com Aliyah Royale, sobre o que podemos esperar das aventuras de Hope e Iris, sobre seu episódio favorito, sobre sua carreira de cantora e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Alexa Mansour:

Bem-vinda a família The Walking Dead! Para começar, nos conte como surgiu essa oportunidade e como foi o seu teste de audição para entrar em World Beyond. Você se sentiu um pouco intimidada por ingressar em uma franquia tão consolidada?

Alexa Mansour: OBRIGADA!!! Eu fui chamada para fazer uma audição para “uma série não intitulada de The Walking Dead” em abril de 2019. Eu já tinha feito audições diversas vezes para a série principal, então minhas expectativas de conseguir o emprego não estavam tão altas. Não tive retorno até o final de junho, quando me encontrei com Scott Gimple e Matt Negrete. Aquela segunda audição foi ótima e eu estava disposta a tentar com a emissora. AMC me amou, mas eles queriam ter certeza de que eu era irritada o suficiente (para interpretar Hope), então eu fiz uma quarta audição com Matt e Scott alguns dias depois do teste e foi quando eu finalmente consegui o papel de Hope Bennett. Eu estava no céu quando descobri que consegui o trabalho, mas também estava muito nervosa por sentir a pressão de uma franquia tão grande nos meus ombros. De qualquer forma, os fãs me receberam com os braços abertos e todas as minhas inseguranças desapareceram.

Hope é a irmã rebelde de Iris, mas elas parecem ser bem próximas e unidas. O que você pode nos contar do que podemos esperar das duas personagens se aventurando em um mundo repleto de desafios e problemas? E como foi trabalhar com Aliyah Royale no desenvolvimento delas?

Alexa Mansour: Vocês podem esperar conhecer duas das mulheres mais corajosas que vocês já viram. Essas garotas são generosas, corajosas e não há nada que não façam para protegerem umas as outras. Foi simplesmente incrível trabalhar com Aliyah, é tão fácil se dar bem com ela. Nós automaticamente nos sentimos como irmãs na tela e fora dela.

Hope é assombrada por um segredo sombrio, algo que ela manteve escondido de sua irmã e dos outros ao seu redor. Você acha que muitas das atitudes rebeldes da personagem se dão por conta disso? E como você analisa a personalidade dela?

Alexa Mansour: Sim, eu acho que ela tem muita culpa dentro dela, e manifesta essa culpa através da rebeldia. Ela se culpa por muitas coisas, e por esse motivo, ela faz tudo o que pode para se meter em encrencas e ser vista como uma “pessoa ruim”, porque ela acredita que é uma.

Você pode nos contar como foram seus primeiros dias no set de World Beyond? Você lembra de algum momento divertido das gravações para compartilhar conosco?

Alexa Mansour: Os primeiros dias no set foram incríveis, foi muito legal ver os zumbis e gravar em locações diferentes. Alguns membros do elenco e eu ficávamos brincando (um pouquinho mais do que deveríamos), eles ligavam a câmera para começar a gravar e nós estávamos rindo.

The Walking Dead completa 10 anos no ar em Outubro, os fãs já viram diversas histórias e personagens ao longo das temporadas. O que você acha que World Beyond pode oferecer de diferente?

Alexa Mansour: É uma perspectiva completamente nova para o apocalipse. Essas crianças cresceram nesse mundo, elas sabem o que há do outro lado dos muros de Campus Colony e escolhem ir lá e enfrentar isso. Se preparem para ficar na beirada do sofá.

Você fez algum tipo de treinamento para interpretar Hope? E sobre as cenas de ação, muitas vezes envolvendo zumbis, você chegou a participar ou era mais utilizado dublê?

Alexa Mansour: Nós todos fizemos de 3 a 6 horas de treinamento acrobático por dia algumas semanas antes de iniciar a produção, assim como nos dias em que tivemos que fazer alguma acrobacia. Eu diria que nós mesmos fizemos aproximadamente 75% das acrobacias, e o restante foram os dublês. Definitivamente, foi um desafio!

O nome da sua personagem é bastante significativo para uma série que envolve sobrevivência e um mundo apocalíptico. Ter “esperança” é algo que os personagens precisam para seguir em frente. Existe alguma história por trás da escolha do nome que você possa nos contar?

Alexa Mansour: Pelo que sei, o nome Hope não tem nenhuma história significativa, mas o que posso dizer é que todo o conceito de Word Beyond é baseado em esperança. Sem ela, as chances de sobrevivência são poucas.

Agora que você está “formada” após ter vivenciado uma temporada de World Beyond, o que você acha que é necessário para sobreviver a um apocalipse zumbi? Que itens você teria em seu kit de sobrevivência? E você se daria melhor em uma comunidade ou sozinha?

Alexa Mansour: Hmmmm, com certeza eu teria uma S-POLE, que é uma garrafa de água reutilizável, e alguns lanchinhos. MUITOS LANCHINHOS. Eu acho que estaria melhor junto de outras pessoas, tende a ser melhor quando você está com um grupo bom de pessoas que sabem trabalhar juntas. Nós todos temos diferentes habilidades e talentos que outra pessoa pode se beneficiar.

Qual é o seu episódio favorito da 1ª temporada de World Beyond? Por quê?

Alexa Mansour: Meu episódio favorito se chama “The Blaze Of Gory”. Não quero dizer muita coisa, mas com certeza é “ardente”, haha!

Qual personagem de World Beyond você acha que é o mais preparado para sobreviver ao apocalipse? E qual seria o menos preparado? Por quê?

Alexa Mansour: Eu acho que Felix é 100% o mais preparado. Na universidade, ele ensina como lutar contra os zumbis e sobreviver. Eu diria que a menos preparada é Hope, ela está muito ocupada fazendo suas próprias bebidas para focar em como lutar contra zumbis, haha.

As séries do universo The Walking Dead sempre apresentaram personagens femininas fortes e decididas, e Hope parece seguir essa mesma linha. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Alexa Mansour: Foi uma honra muito grande, estou muito grata por essa oportunidade. Me ajudou a me tornar uma pessoa mais forte, emocional e fisicamente. Essa representatividade é EXTREMAMENTE importante para outras mulheres. Mulheres são capazes de tantas coisas e eu só espero que, vendo essa série e essas personagens, isso as ajude a entender seu valor.

O que você gostaria de ver Hope fazendo que não teve a oportunidade de fazer nesta primeira temporada? E por falar em futuro… Existe alguma previsão para o início das gravações da 2ª temporada? Qual o status da produção atualmente?

Alexa Mansour: Ela fez várias coisas, mas eu adoraria vê-la se tornando realmente vulnerável. Mais do que nunca. Não posso revelar muito, mas sim, já existe uma data para começarmos os trabalhos para a segunda temporada!

Além de atriz, sabemos que você é uma excelente cantora. Sua voz é linda! Você pode nos contar sobre como surgiu seu interesse pelo canto? E é algo que você pretende investir mais no futuro? Você tem trabalhado em novas músicas? Podemos esperar ter alguma música sua em World Beyond em algum momento? Seria incrível!

Alexa Mansour: Obrigada! Cantar e escrever música sempre foi um escape para mim, é a única coisa para a qual eu me volto quando sinto que não há outro lugar para ir. Tenho um EP que será lançado em dezembro de 2020 e planos para liberar MUITAS outras músicas no futuro. Eu adoraria ter minha música na série! Seria um sonho se realizando, mas não está em minhas mãos.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, incluindo a estreia de World Beyond que era pra ter acontecido em abril. Como a pandemia te afetou? Além de World Beyond, algum outro projeto seu que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Alexa Mansour: A pandemia me forçou a enfrentar várias das minhas lutas de forma racional e seguir em frente. Foi realmente um alerta para a realidade, para mim e para muitas pessoas. Me ensinou a importância da família e da esperança. Eu estava filmando outra série que foi adiada, mas estou terminando (de gravar) agora, em Vancouver, enquanto respondo suas perguntas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos no universo The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho já chegou de alguma maneira até você através das redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Alexa Mansour: Sim! Recebi muito amor do Brasil e estou completamente HONRADA por meu trabalho ter chegado até vocês. Vocês são totalmente incríveis e eu realmente espero ter a chance de visitar vocês em breve! O Brasil é um dos meus SONHOS de férias. Eu só quero dizer OBRIGADA e espero muito que vocês gostem da série.

REDES SOCIAIS DA ALEXA:

– Twitter: @AlexaMansour
– Instagram: @AlexaMansour
– Facebook: @TheAlexaMansour

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca

ENTREVISTA ANTERIOR:

[EXCLUSIVO] Aliyah Royale fala sobre The Walking Dead: World Beyond

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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