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[EXCLUSIVO] Alexa Mansour fala sobre The Walking Dead: World Beyond

The Walking Dead: World Beyond estreou neste mês e nós conversamos com a atriz Alexa Mansour (Hope) para descobrir mais sobre a série.

Rafael Façanha

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Alexa Mansour como Hope Bennett em imagem do primeiro episódio da 1ª temporada de The Walking Dead: World Beyond

To access the interview with Alexa Mansour in english, click here.

The Walking Dead: World Beyond estreou no começo deste mês, depois de ter tido seu lançamento adiado por conta da pandemia de COVID-19.

A série expande o universo de The Walking Dead mergulhando em uma nova mitologia e história que segue a primeira geração criada em uma civilização sobrevivente do mundo pós-apocalíptico. Duas irmãs, juntamente com dois amigos, deixam um lugar de segurança e conforto para bravos perigos, conhecidos e desconhecidos, vivos e mortos-vivos em uma importante busca. Perseguido por aqueles que desejam protegê-los e aqueles que desejam prejudicá-los, um conto de crescimento e transformação se desenrola em terrenos perigosos, desafiando tudo o que sabem sobre o mundo, sobre eles mesmos e uns sobre os outros. Alguns se tornarão heróis. Alguns se tornarão vilões. Mas todos eles encontrarão as verdades que procuram.

O The Walking Dead BR conversou com a atriz Alexa Mansour, intérprete de Hope Bennett em World Beyond, para saber o que podemos esperar tanto de sua personagem quanto da 1ª temporada da série. Alexa nos contou sobre como foi trabalhar com Aliyah Royale, sobre o que podemos esperar das aventuras de Hope e Iris, sobre seu episódio favorito, sobre sua carreira de cantora e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Alexa Mansour:

Bem-vinda a família The Walking Dead! Para começar, nos conte como surgiu essa oportunidade e como foi o seu teste de audição para entrar em World Beyond. Você se sentiu um pouco intimidada por ingressar em uma franquia tão consolidada?

Alexa Mansour: OBRIGADA!!! Eu fui chamada para fazer uma audição para “uma série não intitulada de The Walking Dead” em abril de 2019. Eu já tinha feito audições diversas vezes para a série principal, então minhas expectativas de conseguir o emprego não estavam tão altas. Não tive retorno até o final de junho, quando me encontrei com Scott Gimple e Matt Negrete. Aquela segunda audição foi ótima e eu estava disposta a tentar com a emissora. AMC me amou, mas eles queriam ter certeza de que eu era irritada o suficiente (para interpretar Hope), então eu fiz uma quarta audição com Matt e Scott alguns dias depois do teste e foi quando eu finalmente consegui o papel de Hope Bennett. Eu estava no céu quando descobri que consegui o trabalho, mas também estava muito nervosa por sentir a pressão de uma franquia tão grande nos meus ombros. De qualquer forma, os fãs me receberam com os braços abertos e todas as minhas inseguranças desapareceram.

Hope é a irmã rebelde de Iris, mas elas parecem ser bem próximas e unidas. O que você pode nos contar do que podemos esperar das duas personagens se aventurando em um mundo repleto de desafios e problemas? E como foi trabalhar com Aliyah Royale no desenvolvimento delas?

Alexa Mansour: Vocês podem esperar conhecer duas das mulheres mais corajosas que vocês já viram. Essas garotas são generosas, corajosas e não há nada que não façam para protegerem umas as outras. Foi simplesmente incrível trabalhar com Aliyah, é tão fácil se dar bem com ela. Nós automaticamente nos sentimos como irmãs na tela e fora dela.

Hope é assombrada por um segredo sombrio, algo que ela manteve escondido de sua irmã e dos outros ao seu redor. Você acha que muitas das atitudes rebeldes da personagem se dão por conta disso? E como você analisa a personalidade dela?

Alexa Mansour: Sim, eu acho que ela tem muita culpa dentro dela, e manifesta essa culpa através da rebeldia. Ela se culpa por muitas coisas, e por esse motivo, ela faz tudo o que pode para se meter em encrencas e ser vista como uma “pessoa ruim”, porque ela acredita que é uma.

Você pode nos contar como foram seus primeiros dias no set de World Beyond? Você lembra de algum momento divertido das gravações para compartilhar conosco?

Alexa Mansour: Os primeiros dias no set foram incríveis, foi muito legal ver os zumbis e gravar em locações diferentes. Alguns membros do elenco e eu ficávamos brincando (um pouquinho mais do que deveríamos), eles ligavam a câmera para começar a gravar e nós estávamos rindo.

The Walking Dead completa 10 anos no ar em Outubro, os fãs já viram diversas histórias e personagens ao longo das temporadas. O que você acha que World Beyond pode oferecer de diferente?

Alexa Mansour: É uma perspectiva completamente nova para o apocalipse. Essas crianças cresceram nesse mundo, elas sabem o que há do outro lado dos muros de Campus Colony e escolhem ir lá e enfrentar isso. Se preparem para ficar na beirada do sofá.

Você fez algum tipo de treinamento para interpretar Hope? E sobre as cenas de ação, muitas vezes envolvendo zumbis, você chegou a participar ou era mais utilizado dublê?

Alexa Mansour: Nós todos fizemos de 3 a 6 horas de treinamento acrobático por dia algumas semanas antes de iniciar a produção, assim como nos dias em que tivemos que fazer alguma acrobacia. Eu diria que nós mesmos fizemos aproximadamente 75% das acrobacias, e o restante foram os dublês. Definitivamente, foi um desafio!

O nome da sua personagem é bastante significativo para uma série que envolve sobrevivência e um mundo apocalíptico. Ter “esperança” é algo que os personagens precisam para seguir em frente. Existe alguma história por trás da escolha do nome que você possa nos contar?

Alexa Mansour: Pelo que sei, o nome Hope não tem nenhuma história significativa, mas o que posso dizer é que todo o conceito de Word Beyond é baseado em esperança. Sem ela, as chances de sobrevivência são poucas.

Agora que você está “formada” após ter vivenciado uma temporada de World Beyond, o que você acha que é necessário para sobreviver a um apocalipse zumbi? Que itens você teria em seu kit de sobrevivência? E você se daria melhor em uma comunidade ou sozinha?

Alexa Mansour: Hmmmm, com certeza eu teria uma S-POLE, que é uma garrafa de água reutilizável, e alguns lanchinhos. MUITOS LANCHINHOS. Eu acho que estaria melhor junto de outras pessoas, tende a ser melhor quando você está com um grupo bom de pessoas que sabem trabalhar juntas. Nós todos temos diferentes habilidades e talentos que outra pessoa pode se beneficiar.

Qual é o seu episódio favorito da 1ª temporada de World Beyond? Por quê?

Alexa Mansour: Meu episódio favorito se chama “The Blaze Of Gory”. Não quero dizer muita coisa, mas com certeza é “ardente”, haha!

Qual personagem de World Beyond você acha que é o mais preparado para sobreviver ao apocalipse? E qual seria o menos preparado? Por quê?

Alexa Mansour: Eu acho que Felix é 100% o mais preparado. Na universidade, ele ensina como lutar contra os zumbis e sobreviver. Eu diria que a menos preparada é Hope, ela está muito ocupada fazendo suas próprias bebidas para focar em como lutar contra zumbis, haha.

As séries do universo The Walking Dead sempre apresentaram personagens femininas fortes e decididas, e Hope parece seguir essa mesma linha. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Alexa Mansour: Foi uma honra muito grande, estou muito grata por essa oportunidade. Me ajudou a me tornar uma pessoa mais forte, emocional e fisicamente. Essa representatividade é EXTREMAMENTE importante para outras mulheres. Mulheres são capazes de tantas coisas e eu só espero que, vendo essa série e essas personagens, isso as ajude a entender seu valor.

O que você gostaria de ver Hope fazendo que não teve a oportunidade de fazer nesta primeira temporada? E por falar em futuro… Existe alguma previsão para o início das gravações da 2ª temporada? Qual o status da produção atualmente?

Alexa Mansour: Ela fez várias coisas, mas eu adoraria vê-la se tornando realmente vulnerável. Mais do que nunca. Não posso revelar muito, mas sim, já existe uma data para começarmos os trabalhos para a segunda temporada!

Além de atriz, sabemos que você é uma excelente cantora. Sua voz é linda! Você pode nos contar sobre como surgiu seu interesse pelo canto? E é algo que você pretende investir mais no futuro? Você tem trabalhado em novas músicas? Podemos esperar ter alguma música sua em World Beyond em algum momento? Seria incrível!

Alexa Mansour: Obrigada! Cantar e escrever música sempre foi um escape para mim, é a única coisa para a qual eu me volto quando sinto que não há outro lugar para ir. Tenho um EP que será lançado em dezembro de 2020 e planos para liberar MUITAS outras músicas no futuro. Eu adoraria ter minha música na série! Seria um sonho se realizando, mas não está em minhas mãos.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, incluindo a estreia de World Beyond que era pra ter acontecido em abril. Como a pandemia te afetou? Além de World Beyond, algum outro projeto seu que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Alexa Mansour: A pandemia me forçou a enfrentar várias das minhas lutas de forma racional e seguir em frente. Foi realmente um alerta para a realidade, para mim e para muitas pessoas. Me ensinou a importância da família e da esperança. Eu estava filmando outra série que foi adiada, mas estou terminando (de gravar) agora, em Vancouver, enquanto respondo suas perguntas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos no universo The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho já chegou de alguma maneira até você através das redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Alexa Mansour: Sim! Recebi muito amor do Brasil e estou completamente HONRADA por meu trabalho ter chegado até vocês. Vocês são totalmente incríveis e eu realmente espero ter a chance de visitar vocês em breve! O Brasil é um dos meus SONHOS de férias. Eu só quero dizer OBRIGADA e espero muito que vocês gostem da série.

REDES SOCIAIS DA ALEXA:

– Twitter: @AlexaMansour
– Instagram: @AlexaMansour
– Facebook: @TheAlexaMansour

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca

ENTREVISTA ANTERIOR:

[EXCLUSIVO] Aliyah Royale fala sobre The Walking Dead: World Beyond

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Teri Wyble (Shepherd)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Teri Wyble.

Rafael Façanha

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arte com Teri Wyble e Shepherd para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Teri Wyble in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Teri Wyble, que interpretou Shepherd durante a 5ª temporada. A atriz nos contou sobre as motivações de sua personagem, sobre ter feito outros testes para entrar no elenco de The Walking Dead, sobre trabalhar com Andrew Lincoln (Rick), sobre o possível destino de Shepherd e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Teri Wyble:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Teri Wyble: Feliz aniversário de 10 anos para TWD! Um marco incrível para um programa incrível. Eu lembro que foi a minha quinta vez fazendo teste para um papel no programa. Eu já era fã e era um dos poucos programas que eu tinha interesse em assistir. Meu agente me deu a notícia, e eu tive que me filmar com manequins para que tudo permanecesse em segredo para o programa. Eu estava na casa da família do meu ex parceiro e lembro que filmamos na cozinha perto de uma janela para ter claridade, com um pano no fundo, e fizemos os pais dele saírem da casa para termos privacidade. Desculpa mãe e pai! Os manequins disseram que eu estava ótima, e que eu era uma arrombadora de cofres profissional. Que amor! Eu fui informada que interpretaria uma policial somente quando consegui o papel. Eu fiquei tipo, “Wow, eles tem certeza disso??”

Shepherd se mostrou uma apaziguadora fundamental durante as negociações entre Rick e Dawn, ainda que preocupada com as consequências de seus atos. Como você acha que ela se sentiu ao ver Beth morrer acidentalmente, tão rápido, e perceber que todo o esforço foi em vão?

Teri Wyble: Shepherd (em português: “pastora”) o nome diz tudo. Ela é uma pacificadora. As mortes de Beth e de Dawn não estavam no plano, mas eu acho que ela sabia que caos era uma possibilidade assim que os dois grupos se enfrentassem dentro do Hospital Grady.

Não sabemos muito sobre o passado de Shepherd, exceto que ela era uma policial no Departamento de Polícia de Atlanta. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Teri Wyble: A não ser que eu tivesse perguntas especificas sobre o meu personagem, tudo estava sob sigilo, até para nós atores, e principalmente porque eu participei de poucos episódios. Eu sei que eles trabalharam duro para manter tudo em segredo.

Dito isso, eu definitivamente criei um passado para Shepherd, mas mais especificamente, eu fiz questão que a minha motivação para minhas ações e palavras fizessem sentido para mim, e que fizesse sentido para aquela realidade. Era o único jeito de fazer parecer real.

O que você acha que Shepherd pensava sobre a conduta do hospital de arremessar os pacientes mortos dentro do buraco do elevador?

Teri Wyble: Eu não acho que a Shepherd gostou ou concordou com muitas coisas que aconteceram no hospital, mas era o mundo em que eles estavam vivendo, e ela fez o que achou que tinha que fazer para sobreviver a mais um dia.

O uniforme de policial era usado como proteção contra as ameaças do lado de fora dos muros do hospital, mas pode-se dizer que ele também era uma forma de manter uma imagem de ordem social para residentes do local?

Teri Wyble: Claro. Mas mais do que isso, eu acho que Shepherd sentiu que lhe daria mais segurança.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e uma futura liderança da sua personagem, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir? Como você acha que Shepherd morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dela?

Teri Wyble: Depois da morte da Beth e da Dawn, eu acho que Shepherd sentiu que ela não seria a melhor pessoa para liderar Grady Bunch. Eu acho que ela ainda está viva, deixou o hospital, e saiu por aí se defendendo sozinha. Procurando por alguém, ou até mesmo por ela mesma. Como todos nós estamos.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Teri Wyble: Sim! Meu primeiro dia no set foi uma corrida de carro e uma cena entre Shepherd e Lamson que acabou sendo cortada! Mais tarde naquele dia, era um dos dias mais quentes da estação enquanto filmávamos a cena do Noah escapando do hospital. Eu pude ver os caminhantes com a maquiagem pela primeira vez, conheci quase todo o elenco, atirei com armas, apreciei o império puro e mágico de TWD, tudo isso enquanto eu tentava não surtar por estar fazendo parte do meu programa de TV favorito.

O meu último dia, eu lembro bem. Era a cena longa do walkie talkie onde Shepherd fala para o grupo que a troca não daria certo. Nós fizemos várias vezes, e já tínhamos a cena. Eu esqueci quem foi, mas alguém decidiu que seria uma ótima ideia jogar fora a última cena, começar de novo normalmente, e pular alegremente em direção a câmera. Foi um jeito épico de terminar meu tempo no programa. Muitas memórias boas.

Se Shepherd tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Teri Wyble: Eu conheci Sonequa Martin-Green nos bastidores. Eu lembro de ser um prazer conversar e também contracenar com ela. Eu adoraria ver essas duas personagens formarem uma equipe.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher uma delas para ser uma sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Teri Wyble: Boa pergunta! A resposta óbvia é Liberty, a arqueira feminista de The Hunt. Ela tem uma boa mira… bem… na maioria das vezes. Mas eu tenho ainda mais fé na minha personagem chamada Gal do filme Lost Bayou. Ela tem uma alma boa, com um exterior forte, uma reminiscência de Rick Grimes. Ela não perderia sem antes lutar.

Por mais que você tenha passado pouco tempo na série, sua personagem dividiu muitas cenas com Rick Grimes, tanto quando ela foi mantida refém como no final. Como foi trabalhar com Andrew Lincoln? Todos os atores que passaram pela série falam que ele sempre foi super receptível no set.

Teri Wyble: Andrew Lincoln era a cola que mantinha tudo junto, e você sente isso no momento em que o conhece. Eu aprendi muito o observando dentro e fora das câmeras. Sua habilidade de ser um lindo exemplo de ator e um ser humano gracioso.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Shepherd foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Teri Wyble: Todos os papeis femininos têm poder, a diferença entre eles é se a personagem percebe seu poder ou não. Encontramos Shepherd nos estágios iniciais dela percebendo do que é capaz, foi por isso que adorei interpretá-la.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Teri Wyble: A pandemia prejudicou e continua prejudicando o emprego de muitos de nós na TV, no cinema e no teatro. Ansiamos por entretê-los, fazê-los chorar e rir e contar histórias que precisam ser contadas. Voltar ao básico me ajudou a me manter à tona. Natureza. Plantas. Meditando. Ser boa comigo mesma e saber que sou o suficiente, neste momento difícil para tantos. Gratidão pelo que tenho e pelo amor que me cerca.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Teri Wyble: Ocasionalmente recebo cartas de fãs de TWD, adoro saber de vocês e sempre escreverei de volta! Ainda não fui a nenhuma convenção, mas se fãs suficientes solicitarem “The Grady Bunch” (como temos sido carinhosamente chamados), ficaria feliz em conhece-los! Fãs brasileiros, meu coração está com vocês. Venham dizer oi no Instagram!

REDES SOCIAIS DA TERI:

– Twitter: @TeriWyble
– Instagram: @TeriWyble
– Facebook: @TeriWyble

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson (Eric)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson (Eric)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Jordan Woods-Robinson.

Rafael Façanha

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The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Jordan Woods-Robinson, que interpretou Eric durante as temporadas 5, 6, 7 e 8. O ator nos contou sobre como foi trabalhar com Ross Marquand (Aaron), sobre como foi gravar a morte de Eric, sobre dar vida a um personagem LGBTQ+, sobre sua carreira como cantor e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Jordan Woods-Robinson: Eu estava fora da cidade quando fiz o teste para o Eric de The Walking Dead. Eu fiz teste algumas vezes antes, mas não sabia muito sobre o papel para qual eu estava fazendo o teste, uma vez que todos os scripts que eles mandam são falsos. Eu fiz o teste pela primeira vez na cozinha dos avós da minha esposa. Eu esperei uma semana e soube que eles queriam outra fita então eu enviei. Após alguns dias esperando ansiosamente, eu recebi a ótima notícia de que eu estava dentro!

Eric ainda é muito lembrado por muitos fãs de The Walking Dead e sua morte ainda é muito lamentada. Como foi sua experiência com o personagem? Quando e como você ficou sabendo que ele iria morrer?

Jordan Woods-Robinson: Eric era uma alma sensível que amava apoiar seu parceiro e eu amava trazê-lo à vida. Ross era um parceiro de cena excepcional e eu sou muito sortudo de ter feito dupla com um cara tão bom. Na noite em que nos conhecemos, nós apenas sentamos na sacada do nosso hotel e compartilhamos histórias. Descobri que tínhamos muito em comum e eu ainda falo com ele com frequência.

Eu recebi uma ligação do Scott Gimple no começo da oitava temporada, enquanto filmávamos o primeiro episódio. Eu sabia que seria sobre a morte do Eric. Scott passou 45 minutos comigo no telefone falando sobre isso, sobre os motivos e como seria feito… E eu me senti completamente apoiado e nutrido. Eu acho que eles deram um adeus adorável e sincero à Eric e eu sou muito grato a todos os escritores que contribuíram com sua história.

Como foi sua preparação para a cena da morte de Eric? Como um ator se prepara para um momento como este? Se você pudesse escolher outra morte do Eric, como você gostaria que tivesse sido?

Jordan Woods-Robinson: Eu acho que Eric morreu exatamente da maneira certa. Eu não iria querer outra coisa. Ele passou anos em segurança e protegendo as pessoas de Alexandria, até ele perceber que a melhor maneira de protegê-los era lutando.

No dia em que filmamos a minha morte, o elenco e a equipe me apoiaram incrivelmente. Ross e eu passamos um tempo juntos. Tivemos espaço para conversar e tempo para nos conectar. Eu tinha uma playlist de músicas que eu estava ouvindo e anotações para o Aaron no meu bolso. Ross e o resto da equipe me apoiaram incrivelmente enquanto vivi meus últimos momentos e sou eternamente grato.

A presença de Eric foi marcante em The Walking Dead, entre outros motivos, pelo casamento bem-sucedido com Aaron. Conte para nós como foi a experiência em protagonizar um dos maiores casais LGBTQ+ da série?

Jordan Woods-Robinson: Estou muito orgulhoso de ter apoiado os direitos LGBTQ+ em um dos maiores programas do mundo. Desde o primeiro momento, Ross e eu vimos Eric e Aaron como parceiros em todos os sentidos da palavra: protegíamos um ao outro, éramos melhores amigos, éramos amantes, éramos iguais, nós sabíamos o que o outro precisava antes mesmo de falar.

Eu conheci tantos membros da comunidade LGBTQ+ graças a esse papel e estou orgulhoso de ter feito parte dessa história.

E como era a relação com Ross Marquand durante as filmagens? A química atrás das câmeras era tão boa quanto em cena?

Jordan Woods-Robinson: Oh meu deus. Eu sinto que eu já falei bastante do Ross, mas ele é a melhor pessoa. Ele faria de tudo por qualquer um, sem fazer perguntas. Ele é engraçado, charmoso, comunicativo, acessível e um ótimo ator. Passamos bastante tempo juntos dentro e fora das câmeras e o Ross é ótimo, uma ótima pessoa.

Uma crítica recorrente em The Walking Dead é a morte de personagens LGBTQ+. Eric, Tara, Jesus, entre outros personagens gays importantes, foram mortos ao longo das temporadas. Qual sua opinião? Você acha que falta representatividade na série?

Jordan Woods-Robinson: Antes de eu entrar para o programa, eu li que Robert Kirkman nomeava personagens com o mesmo nome e matava pessoas aleatoriamente (mesmo se eram personagens grandes ou influentes) porque era mais parecido com a vida real…. pessoas morrem sem esperar morrer e pessoas têm o mesmo nome às vezes. Estou orgulhoso de ter compartilhado esta representação com a comunidade LGBTQ + e trazer Eric à vida por 4 temporadas.

Sabemos que, além de um incrível ator, você também é membro do famoso Blue Man Group. Conte para nós como é este trabalho e como ele surgiu pra você.

Jordan Woods-Robinson: Sim! Blue Man Group é grande no Brasil! Eu entrei no Blue Man Group em 2007 em Nova York, depois Las Vegas e então Orlando. Quando terminei a faculdade, era o emprego dos meus sonhos e tive a sorte de conseguir um emprego que me manteria entretido por 13 anos.

Como é para você conciliar talentos como cantor e como ator? Você tem alguma preferência? Quais as vantagens e desvantagens de cada um?

Jordan Woods-Robinson: Eu sou músico desde que tinha 4 anos. Eu cresci tocando violino e tive uma carreira profissional durante quase toda minha juventude. Eu queria estudar atuação então me inscrevi na universidade de Nova York, onde tive a sorte de ser aceito. Eu aprendi que, como artista, colocar algo em espera não o mata. Apenas significa que, quando você voltar para esse projeto, sua paixão será ainda maior. Às vezes estou mais focado em música do que em atuação; às vezes, ao contrário. Como um artista, eu não quero forçar criatividade. Quando estou inspirado, eu trabalho. E quando estou inspirado, eu faço um trabalho melhor.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Jordan Woods-Robinson: Eu penso em dois episódios que foram divertidos de gravar. Eu adorei minha cena no jantar de espaguete. Primeiro, eu pude comer… sempre uma vantagem. Era um tom diferente do que o programa tinha visto recentemente e eu adorei trabalhar com Ross e Norman. Segundo, eu adorei o dia em que um grupo nosso atravessou um rio remando para achar Oceanside, na sétima temporada. Era o dia do Halloween, o barco era de metal e estava congelando, e rimos muito enquanto Andy e Danai tentavam descobrir como nos levar para a outra margem remando.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre como foi a recepção do elenco e também sua despedida!

Jordan Woods-Robinson: Minhas cenas mais desafiadores foram as cenas de luta na oitava temporada. Estava muito calor lá fora e eu estava com muitas camadas, correndo pelo pavimento atirando com uma arma. Eu queria dar uma de Andrew Lincoln e não ir pra dentro no ar condicionado ou até mesmo me sentar. Eu fiquei lá fora o dia todo, sentindo o calor e a gravidade da situação. Provavelmente suei quase 3 quilos. Mas também me lembro de sentar com o resto do elenco e estar imensamente orgulhoso do trabalho que estávamos fazendo.

Eric foi um dos personagens que foram adaptados dos quadrinhos de The Walking Dead. Você chegou a conhecer a versão dele na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva do personagem e sua contraparte dos quadrinhos?

Jordan Woods-Robinson: A primeira pessoa que conheci no set de filmagens foi o Norman Reedus. Ele me deu um grande abraço e disse “bem-vindo à família”. Depois conheci o Andy e fiquei encantado com o quão doce e charmoso ele é.

No meu último dia no set, eu estava cercado de amor e apoio. Eu fui convidado para dar um discurso e pude compartilhar o significado de uma tatuagem que tenho, que é a interpretação de Salvador Dalí de Alice no País das Maravilhas. É a silhueta de uma jovem menina pulando corda. Para Dalí, era sua ideia de eterna juventude e inocência. Eu disse para o elenco que eu a fiz porque somos atores, sempre sendo solicitados a nos reinventar de projetos para projetos e eu não vi isso como o fim de um papel, mas sim o convite de achar uma nova experiência.

Se Eric tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Jordan Woods-Robinson: Eu acho que Eric e Enid se dariam muito bem, queria ter visto mais dos dois juntos.

O Brasil tem passado por um período difícil de um pouco de descrédito para produções culturais. Temos perguntado isso para todos os envolvidos em The Walking Dead que temos a oportunidade de conversar, mas o seu caso é especial porque você se destaca em pelo menos duas frentes: na sua opinião, qual a importância da cultura e das produções no geral para passarmos pelo momento atual?

Jordan Woods-Robinson: Eu não sei muito sobre o que o Brasil está passando agora, mas eu acredito firmemente que atuação ensina lições de vida valiosas: colaboração, comunicação, reflexão… e que estudar atuação, em qualquer idade, irá apenas ajudar uma pessoa.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Jordan Woods-Robinson: Eu tive alguns eventos infelizes que aconteceram devido à pandemia, mas sou muito sortudo de ter uma família saudável e uma comunidade solidária.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Jordan Woods-Robinson: Para todos os meus fãs brasileiros, obrigado por serem tão leais e tão energéticos. No Blue Man Group, ouvi muitas exclamações orgulhosas de “Brasil!” e “Parabéns”! Sua energia é linda e inspiradora. Obrigado!

REDES SOCIAIS DO JORDAN:

– Twitter: @jwoodsrobinson
– Instagram: @jwoodsrobinson
– Facebook: @jwoodsrobinson
– Site oficial: www.jordanwoods-robinson.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jason Douglas (Tobin)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jason Douglas (Tobin)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Jason Douglas.

Rafael Façanha

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arte com Jason Douglas e Tobin para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Jason Douglas in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Jason Douglas, que interpretou Tobin durante as temporadas 5, 6, 7, 8 e 9. O ator nos contou sobre seus primeiros testes para entrar em The Walking Dead, sobre trabalhar com Melissa McBride (Carol), sobre a trajetória e morte de Tobin, sobre seu trabalho como dublador e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Jason Douglas:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Jason Douglas: Obrigado Rafael, fico feliz em falar com você sobre minhas quatro temporadas no programa. Ouvi falar de The Walking Dead quando fiz o teste para a primeira temporada. Eu não sabia muito sobre a série, mas sabia que seria dirigida por Frank Darabont, cujo trabalho eu acompanhava e admirava. Eu fiz o teste para vários personagens, incluindo Merle Dixon e Otis, o fazendeiro da família Greene na segunda temporada. Eu pensei que tinha boas leituras, mas nós, atores, fazemos tantos testes que desenvolvemos uma pele dura e geralmente esquecemos disso depois. Eu não fiz testes novamente até a 5ª temporada, quando fiz para um supervisor de canteiro de obras com roteiro vago. O roteiro da audição acabou sendo escrito apenas para a audição – foi uma cena que nunca apareceu no programa ou nos quadrinhos. E é claro que esse foi o papel que acabou sendo “Tobin”.

Quando conhecemos Tobin ele já era o chefe do grupo de construção/expansão de Alexandria e alguém de bastante confiança de Deanna, mas não sabemos muito sobre o passado dele antes do apocalipse. Você criou alguma história para ele para ajudar na interpretação do personagem? Ou os roteiristas te falaram algo que ajudasse?

Jason Douglas: Eu pensei muito sobre como Tobin poderia ter acabado em Alexandria, mas no final das contas as circunstâncias dadas para cada cena determinaram como interpretá-lo. Fiquei intrigado com a ideia de que Tobin poderia ter alguma família dentro ou fora das paredes do complexo, mas isso nunca foi realmente explorado no programa. Eu senti que Tobin deveria ter uma espécie de qualidade de homem comum operário, alguém com quem o público pudesse se relacionar e que a equipe de Rick pudesse aprender a confiar.

Tobin foi um dos personagens que foram adaptados dos quadrinhos de The Walking Dead. Você chegou a conhecer a versão dele na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva do personagem e sua contraparte dos quadrinhos? Como fã, você prefere que as adaptações sigam fielmente o material fonte ou que façam novas histórias/remix?

Jason Douglas: Não tenho certeza se aversão de Tobin nos quadrinhos nos dá muito com que trabalhar em termos de desenvolvimento do personagem – é mais sobre o que ele representa em termos da mentalidade alexandrina em relação ao apocalipse, que é se esconder atrás das paredes e apenas sobreviver. Espero que você possa ver um pouco mais de profundidade de Tobin no programa, por meio de sua diplomacia em relação ao grupo de Rick, sua lealdade a Deanna e a comunidade e, claro, seu flerte gentil com Carol.

Tobin foi um dos interesses amorosos de Carol, mas ela acaba fugindo quando as coisas iam ficar mais sérias. Você acredita que se ele estivesse vivo, esse romance teria ido pra frente de alguma maneira? Como foi trabalhar com Melissa McBride?

Jason Douglas: Não tenho certeza se os escritores ou o showrunner estavam interessados em levar o caso muito mais longe. Presumo que não tenha funcionado bem com alguns de nossos fãs, porque o assunto foi praticamente abandonado por completo na 7ª temporada. Mas eu adorei trabalhar com Melissa, que é uma artista muito matizada e naturalista, e acho que poderíamos ter feito algumas escolhas interessantes juntos, dada a oportunidade. E eu sou grato por termos conseguido amarrar as coisas na minha cena final.

Sabemos que, algumas vezes, há cenas que acabam sendo cortadas na edição final do episódio. Alguma cena de que você participou acabou sendo cortada por algum motivo ou toda a história planejada para Tobin foi ao ar?

Jason Douglas: Estava quase tudo lá, embora a grande cena com Carol na varanda na 6ª temporada fosse inicialmente um pouco mais longa. Tobin tinha algumas falas muito boas onde ele refletiu um pouco sobre sua vida passada e o quanto as coisas mudaram. Adorei essa cena e gostaria que tudo tivesse ficado.

A morte do seu personagem foi algo que a maioria dos fãs não estava esperando. Os salvadores revestiram as armas com sangue de zumbi e causaram uma infecção! Como foi gravar seus últimos momentos na série? Como e quando você descobriu que Tobin estava com os dias contados?

Jason Douglas: Na verdade, eu estava trocando um pneu do carro da minha esposa quando meu celular tocou. Era um número de Burbank, Califórnia, e quando quem ligou se identificou como Scott Gimple, eu soube que “o show acabou”, literalmente. Já tínhamos começado a filmara 8ª temporada e vários episódios dela. Isso foi duas ou três semanas antes das filmagens, se bem me lembro.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Jason Douglas: A filmagem do meu episódio final foi a minha favorita, já que Tobin pode partir exatamente como eu sempre esperei que ele fizesse, “com suas botas calçadas” defendendo as pessoas de quem gostava. Eu pude trabalhar mais uma vez com quase todo o elenco principal como Andy, Melissa, bem como algumas das novas adições fantásticas ao programa, incluindo Cooper Andrews e Avi Nash. E, claro, passei um tempo como um ‘zumbi’ em uma homenagem muito legal a Frankenstein e ao clássico filme de terror.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Jason Douglas: A maior coisa de que me lembro sobre meu primeiro dia no set foi Andrew Lincoln passando, a alguma distância. Ele me viu e percebendo que eu era o “cara novo”, saiu do seu caminho para me dar as boas-vindas ao elenco. Ele sempre foi muito altruísta dessa maneira, e isso realmente me impressionou.

Meus últimos dias no set foram bastante ocupados e cheios de ação, então não tive muito tempo para ficar sentimental. Mas todos pareciam genuinamente chateados ao ver Tobin (e eu) partir. Não fizemos um “jantar do elenco” ou algo parecido, mas devo dizer que o catering naquele dia foi absolutamente exagerado.

Se Tobin tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Jason Douglas: Kenric Greene e eu sempre brincamos que ele e eu deveríamos ter um episódio inteiro dedicado aos nossos dois personagens em uma condenada corrida por suprimentos. Mas também conseguia ver Tobin lutando com a tripulação de Ezekiel.

Tobin era um personagem amigável e descontraído. Você acha que essas qualidades de alguma maneira o prejudicaram/causaram a sua morte? Em sua opinião, para sobreviver em um mundo apocalíptico é necessário desligar sua humanidade ou ainda existiria espaço para bondade e companheirismo?

Jason Douglas: Acho que “amigável e descontraído” descreve o personagem que conhecemos na 5ª temporada. Na 8ª temporada, Tobin se tornou consideravelmente mais um lutador da linha de frente – ele fazia parte dos ataques da milícia ao Santuário e do posto avançado fragmentado no topo da temporada , e finalmente foi emboscado enquanto defendia agressivamente Hilltop – botas calçadas, rifle na mão. Acho que era assim que queríamos que o personagem fosse lembrado, ao final de um arco de 25 episódios que começou com uma versão mais tímida do personagem. Isso se encaixa na ideia de que Tobin era uma espécie de termômetro, refletindo a evolução de toda a comunidade alexandrina.

Não apenas a bondade e a amizade seriam possíveis em um mundo pós-apocalipse, mas também seriam essenciais. Não somos meros animais, somos humanos. É aqui que eu acho que algumas imaginações pós-apocalípticas dão errado. Acredito que fomos projetados para um relacionamento. O que chamamos de “civilização” está, penso eu, inextricavelmente ligado à conexão e cooperação humanas – nós sobrevivemos e prosperamos como espécie precisamente por causa dessas condições, não apesar delas.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Jason Douglas: Eu interpretei um personagem em vários episódios de “Revolution”, outro programa pós-apocalíptico. Garret era um agente duplo corajoso e implacável que provavelmente se encaixaria bem no papel de um Salvador ou tenente do Reino.

Falando em outras séries, você também esteve em Preacher como o icônico Satan.Você pode falar um pouco sobre como foi sua experiência na série e como era o processo de maquiagem para se transformar no Príncipe das Trevas?

Jason Douglas: Esta foi uma criatura incrível construída pelo KNB EFX Group, que também faz a maquiagem e o trabalho de efeitos visuais para The Walking Dead e dezenas de outros programas dos quais você já ouviu falar. Eles fizeram um molde de todo o meu rosto, cabeça e corpo e esculpiram todas as características de caráter distinto no topo. Então, o produto final foi um terno de criatura que eu colocaria, mas ainda precisava de muita cola e maquiagem para reunir tudo em um todo coeso e sem costura.

Adorei trabalhar com todos aqueles caras, assim como com o elenco, escritores e diretores – toda a equipe foi incrivelmente criativa. Foi um prazer especial trabalhar com Betty Buckley, e eu senti que havia uma química fácil entre nós, já que tínhamos aparecido juntos em uma peça de teatro vários anos antes.

Além de ator, você também é dublador. Essa experiência é muito diferente de estar nas telinhas? Conte um pouco sobre como é ser a voz de um personagem e quando/como surgiu seu interesse pela dublagem.

Jason Douglas: Tenho feito as vozes em inglês para animes e videogames por mais de 20 anos, muito antes de começar a ser conhecido por qualquer trabalho na frente das câmeras. Anime é particularmente divertido, pois você tem os contornos de uma performance já criados na animação, e você está tentando criar uma voz e um ritmo perfeitos para trazer esse personagem totalmente à vida para o público. Com o trabalho de voz, não estamos limitados por nossa aparência, é tudo uma questão de voz e performance.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Jason Douglas: Estamos indo bem, obrigado! Muitos projetos pela casa e mantendo nossos filhos ocupados. Tudo fechava no primeiro mês ou mais, então esse foi um momento assustador para todos no ramo. Tive a sorte de estar conectado a alguns cineastas no norte do Texas que tinham um projeto em andamento e foram capazes de fazê-lo acontecer apesar de todas as preocupações e restrições. Seus leitores podem estar interessados em acompanhar este filme, chamado “Red Stone”, já que também estrelado por outro ex-ator do TWD, Michael Cudlitz. Eu também pude fazer mais do meu trabalho de voz dentro de um antigo armário em minha casa, gravando episódios de anime e até mesmo toda a minha atuação como Krieg the Psycho do novo jogo Borderlands 3.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Jason Douglas: Sim, estamos definitivamente cientes dos fãs brasileiros, já que costumamos ver as menções e comentários nas redes sociais. Agradeço especialmente a gentileza para com aqueles de nós que fazem parte da história do TWD em papéis coadjuvantes. Estamos orgulhosos do trabalho que fizemos no programa e esperamos poder continuar visitando suas casas no futuro, enquanto trabalhamos em outros projetos. Vocês no Brasil são alguns dos melhores fãs do mundo. Muito amor e paz a todos!

REDES SOCIAIS DO JASON:

– Twitter: @MrJasonDouglas
– Instagram: @jasondouglas2040
– Facebook: @JasonDouglasFans
– Site oficial: www.jasondouglas.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

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