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6ª Temporada

Tom Payne fala sobre incorporar Jesus e o que os fãs podem esperar de seu personagem

Sabrina Picolli

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O episódio do último domingo de The Walking Dead, “The New World”, apresentou um novo personagem favorito dos fãs na HQ, Paul “Jesus” Monroe, renomeado como Paul Rovia para o show. Jesus é um personagem misterioso, humano – ele não mata Rick (Andrew Lincoln) e Daryl (Norman Reedus) quando tem a oportunidade – e ardiloso, uma vez que rouba o caminhão de suprimentos bem debaixo dos seus narizes. Ele se compara a Rick e Daryl no quesito valentia, no entanto, e mostra suas habilidades típicas de Houdini como um escapista em várias ocasiões.

“Há algo sobre Jesus que ainda não sabemos, mas eu acho que você pode dizer um bocado a respeito pela maneira como ele se comporta com Rick e Daryl. Ele diz a si mesmo ‘eu acho que você sabe que não sou um cara mau,'” conta Tom Payne, o ator inglês que interpreta Jesus, à TVGuide.com. “Talvez porque ele não os tenha matado não seja alguém mau. Mas talvez ele não os tenha matado porque ele irá fazer isso mais tarde. Talvez antes de acabar naquele quarto ele tenha matado a todos em Alexandria. Nunca se sabe. Há muito mistério, o que obviamente é super prazeroso de se interpretar, e eu acho que é ótimo para o show — que mesmo neste ponto, após seis anos, você consiga ainda sacudir as coisas e trazer novas energias. É excelente ser a pessoa que irá fazer isso.”

A TVGuide.com falou com Payne a respeito do que os fãs podem esperar desse forasteiro, que partes da identidade de Jesus sairão da HQ para a TV e, claro, sua barba falsa.

Jesus é um personagem amado nos quadrinhos. Você sente alguma pressão em estar dando vida à ele?

Tom Payne: (Risos) Sim, é uma pressão imensa, porque mesmo sem a HQ, você ainda está chegando ao maior show da TV. As pessoas que tornam esse show o mais querido de todos estão assistindo, falando, “quem é essa pessoa que está chegando para ferrar com tudo?” Você sente as coisas normalmente assim. E especificamente este episódio trouxe um novo sabor ao show. É um tom completamente novo. Foi divertido porque Andy e Norman estavam também se divertindo ao filmar o episódio, especialmente porque veio logo após um episódio bastante pesado. Foi bom para eles relaxar um pouco mais depois daquele episódio e ter um pouco mais de diversão, bem como conhecer meu personagem e correr campo afora. Eu não tive tempo suficiente para ler a HQ ou assistir ao show antes de iniciar, então eu decidi que acabaria não fazendo nada disso. Eu estava usando muito meu cérebro para todas essas outras coisas. Mas conversei bastante com o [showrunner] Scott Gimple e Kari [Skigland], a diretora, a respeito do tom que estávamos tentando imprimir, e sobre quem é esse cara. Ele traz uma nova energia, e uma sensibilidade que é intrigante. Estamos em um ponto deste mundo onde se você não mata ninguém por um caminhão de suprimentos, você é interessante.

Eu li em outra entrevista que você teve que aprender algo sobre luta corporal. Como foi o seu regime de treinamento?

Tom Payne: Bem, como eu disse, não tive muito tempo para preparar, mas, felizmente, eu tenho uma boa capacidade física e coordenação, então apenas repassamos o básico necessário para a cena. Naquela cena, ele não está realmente lutando. Ele está tentando fugir. Ele não está sendo agressivo. Eu não acho que ele esteja mostrando todas as suas cartas, também. No roteiro original está escrito que ele saltaria sobre uma sela de cavalo. Conversamos sobre isso e decidimos que não deveríamos desistir da ideia de que ele é um lutador bastante capaz. Então trabalhamos com técnicas de evasão. Ele chuta o personagem de Andy, mas não com força. Ele estava apenas tentando se livrar deles, e não quer mostrar aquilo do qual ele é capaz. Porque, nesse mundo, o que você guarda para si o faz forte. Então nós trabalhamos no que era necessário para aquela cena, mas talvez no futuro você veja um pouco mais a respeito dele neste sentido. Ele apenas mostra o que é necessário em um dado momento. Ele revela muito pela maneira como ele se livra das amarras ambas as vezes, e esta é uma grande revelação, você não consegue prendê-lo. Ele é um personagem cheio de truques.

Esta é uma das grandes perguntas sobre o episódio: Como ele consegue subir no caminhão?

Tom Payne: Fisicamente?

Sim, porque ele foi amarrado e deixado para trás. Como ele consegue subir no caminhão sem ninguém perceber?

Tom Payne: Bem… subindo! (Risos). Não há uma resposta para isso. O que eu gosto neste personagem é que ele sempre tem uma carta na manga, mas você não reconhece isso até que seja tarde. Ele é muito esperto, capaz e há um imenso mistério justamente a respeito de suas capacidades.

Na HQ Jesus é gay. E na série?

Tom Payne: O que eu acho interessante na HQ é que isso é irrelevante. Ele é apenas quem ele é. E eu gosto do fato de eles quererem fazer a coisa certa pelos personagens no show. Então… bem, você vai descobrir! O que eu posso dizer é que todos que trabalham no show respeitam a visão dos personagens. Eu acho que todos ficarão felizes.

A barba no show não é real. Você está trabalhando nisso agora? Como está ficando?

Tom Payne: Sim, cara, olhe no meu Instagram!

Foi solicitado a você nas audições para deixar a barba crescer?

Tom Payne: Não, não pediram, o que é engraçado. Mas eu fico feliz por poder fazer isso, porque agora se eu tiver que retornar não precisarei usar a barba falsa. O pessoal da maquiagem fez um trabalho incrível, mas é muito desconfortável no calor de Atlanta ter algo grudado ao seu rosto. Também é complicado concentrar-se no personagem quando alguém entra e fica mexendo no seu rosto entre as tomadas. Desconcentra um pouco. Você é lembrado o tempo todo de que está fingindo. Então é bem melhor se eu deixar crescer minha própria barba.

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Fonte: Tom Payne

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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