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6ª Temporada

Andrew Lincoln comenta sobre a reviravolta “incrível, linda e tocante” em The Walking Dead

Elayne Gonçalves

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo episódio, S06E10 – The Next World, da sexta temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Andrew Lincoln, o ator principal de The Walking Dead, literalmente gritou quando descobriu que a série finalmente iniciaria o romance entre Rick e Michonne. Embora Lincoln diga que a atriz Danai Gurira “tinha uma suspeita” de que os produtores estavam indo em uma direção íntima com os personagens, o ator afirma que ele “não fazia a menor ideia”.

Abaixo, Lincoln se abre sobre quando ele descobriu que o amor floresceria entre os “dois guerreiros”, revela o que ele e Gurira fizeram para se preparar para a grande cena amorosa e comenta sobre os obstáculos que ameaçam interferir no caminho do “romance bonito e florescente” deles.

TVLINE | Quando e como você descobriu que isso aconteceria?

Andrew Lincoln: Danai esteve agindo de modo estranho no trailer de maquiagem alguns dias antes [de começarmos a gravar o episódio]. A midseason premiere me deixou muito ocupado, então eu ainda não tinha tido a chance de ler o roteiro [do décimo episódio]. Ela estava agindo de maneira estranha, acanhada e meio tímida [perto de mim]. E eu disse, tipo, “O que há de errado com você? Por que não está falando comigo?” Ela disse, “Você já leu?” Eu disse, “Do que você está falando?”, e ela disse, “Você já leu [o roteiro do décimo episódio]?” E, naquele momento, eu só tinha lido até o Terceiro Ato. Então, eu disse, “Sim, está ótimo. O episódio é tonalmente muito diferente. É engraçado e leve.” Ela disse, “Não, você já chegou até a cena final?”, E eu disse, “Não”. Então, é claro, eu voltei, li e apenas gritei. Corri até o trailer [até ela] e disse, “O quê? Por que você não me contou?!”, e ela disse, “Eu não consegui contar! Estava surtando!”

TVLINE | Depois que o choque passou, como você se sentiu sobre fazer dos personagens um casal, do ponto de vista criativo?

Andrew Lincoln: Foi incrível. Com certeza, as pessoas estão esperando há muito tempo que isso aconteça. Quando nós gravamos, queríamos passar o sentimento como se esses dois grandes amigos simplesmente olhassem um para o outro e percebessem, “É claro.” Foi apenas natural… Michonne tem sido uma figura materna e a melhor amiga de Carl há bastante tempo. E ela salvou a vida de Rick e a vida de Carl em incontáveis ocasiões. É muito emocionante esses dois guerreiros ficarem juntos.

TVLINE | Como você e Danai se prepararam para a cena? Vocês trabalharam juntos, mas nunca em um nível tão íntimo assim.

Andrew Lincoln: Você meio que segura na mão, anda até a borda do precipício e pula – e continua de mãos dadas. É aquilo, você apenas confia em alguém. Eu estive trabalhando ao lado da Danai Gurira, que é brilhante, iluminada e soberbamente talentosa, por três anos e meio, agora. Eu a admiro e a respeito como colega de trabalho. Isso também faz parte da descrição do trabalho. Fica lá nas letrinhas pequenas, Michael. [Risos] É por isso que nós somos pagos. Afortunadamente, eu fui acompanhado por uma atriz principal linda e incrível… Mas é incomum e é estranho.

Minha única hesitação é que eu espero que as pessoas percebam que houve um salto temporal entre seis semanas e dois meses [desde o episódio da semana passada]. Quando li, fiquei um pouco chocado devido à morte de Jessie. Mas ela foi vastamente importante para abrir um lado de Rick que estava fechado desde a morte de Lori. Foi uma evolução em relação a isso. Jessie teve um papel valioso para Rick, fazendo-o explorar esse lado dele.

TVLINE | Você mencionou que está na descrição do trabalho, mas romance e felicidade raramente entram em jogo em The Walking Dead. Foi animador poder interpretar essa cena em uma série tão violenta e sombria?

Andrew Lincoln: Sim, foi. E tudo o que aconteceu com Rick e com Daryl nesse episódio foi hilário. Nós nos divertimos tanto. Havia uma energia completamente diferente no set. A equipe também estava bastante entretida com isso. Mas foi natural. E eu acho que a intenção do Scott [Gimple, o showrunner da série] foi dar um vislumbre de uma civilização em potencial. Sobre o que poderia ser. Pelo que estamos lutando, se não podemos nos apaixonar? Se não podemos ter humor e rir de novo? O episódio, esperançosamente, foi sobre isso. Esses são personagens inteiros que podem rir e viver de novo… Além disso, vocês, pessoal – a audiência merece uma pausa.

TVLINE | Sim, nós merecemos!

Andrew Lincoln: Se comprometer completamente como fã dessa série é, às vezes, uma questão de resistência. E eu louvo todos vocês. [Risos] É um comprometimento impressionante, porque vocês sofrem junto com os personagens. Se você ama um personagem e ele/ela morre, é um sofrimento.

TVLINE | A cena da manhã seguinte, com Rick e Michonne deitados na cama, foi muito engenhosa. Houve muita discussão sobre o posicionamento das mãos e das pernas de vocês?

Andrew Lincoln: Honestamente, nós poderíamos ter escrito uma tese sobre o posicionamento. [Risos] Houve muita conversa sobre a quantidade de contato corporal que deveria haver e sobre o quão íntimo deveria ser. Eu fiquei realmente feliz que nós nos saímos bem. Queríamos que parecesse a primeira vez deles, que eles parecessem apaixonados e iguais em todos os sentidos. E nós queríamos que fosse natural, bonito e maduro.

TVLINE | O que você pode adiantar sobre a evolução da relação deles de agora em diante? Eles vão entrar em pânico e recuar? Ou irão adiante a todo vapor?

Andrew Lincoln: A história se desenvolve muito rapidamente de agora em diante. [Risos] Infelizmente, como a maioria dos momentos na série, as coisas interferem nesse romance bonito e florescente. Mas onde há vida, há esperança. É uma pausa adorável, mas precisamos fazer uma série normal nos próximos seis episódios. Encontramos muitas pessoas e o mundo se amplia de uma maneira bonita e brilhante, mas também muito assustadora. Então, segure esse pensamento. Eu não acho que o romance vá a lugar nenhum. Acredito que eles se amam. Mas vocês podem ter de esperar um pouquinho antes do próximo momento de intimidade.

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Fonte: TV Line

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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