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The Walking Dead: The Game – REVIEW S02E01: “Tudo o que restou”

Felipe Tolentino

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The Walking Dead: The Game voltou aos consoles e ao PC para a sua segunda temporada de aventuras, emoções, sustos e tudo o que esse universo pode oferecer. O primeiro episódio, intitulado “All That Remains” (Tudo o que restou), traz novidades, como Clementine no papel principal, e algumas inovações na jogabilidade, mas alguns pontos negativos ainda permanecem. Será que vale a pena gastar o seu suado dinheirinho em um jogo de Walking Dead? Vamos descobrir!

AVISO: Este review contém spoilers da primeira e da segunda temporada.

Primeiramente, vale ressaltar que este review foi feito na plataforma do Xbox 360. Os usuários de PC e Playstation 3 não devem notar muita diferença, mas fica o aviso de que outras plataformas não foram testadas.

Falando da parte gráfica, como na sua temporada anterior, o jogo não brilha, mas faz um bom trabalho. A produtora adota um estilo cartunizado, muito bem desenhado e com cores bem escolhidas. Os ambientes são imersivos e bem feitos, mas bastante simplificados. No entanto, há que se destacar a qualidade da expressão facial dos personagens. As emoções são muito bem passadas para o jogador; até mesmo um cachorro (pois é!) foi muito bem representado.

A parte sonora permanece muito semelhante à da primeira temporada. Com efeitos bons, mas nada muito sofisticado. A atmosfera do mundo apocalíptico é bem retratada e o som do ambiente muito bem montado. A atuação dos dubladores é, provavelmente, o grande destaque técnico do jogo, com ótimas performances, principalmente por parte da menina Clementine, interpretada pela atriz de voz Melissa Hutchison.

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A jogabilidade sofreu pequenas mudanças. O sistema de “point-and-click” continua o mesmo: o jogador deve explorar o ambiente, buscar itens, desencadear ações e escolher falas. Alguns eventos de “quick time” foram adicionados. Por exemplo, em cenas nas quais Clementine precisa fugir de zumbis, o jogo exige que você pressione o direcional em sentidos adequados para escapar a tempo dos ataques. Nada muito inovador, mas é legal ver que os produtores tentaram manter a jogabilidade fresca. Os ícones de interação também foram remodelados e o jogo parece mais fluido do que na temporada passada.

E falando em temporada passada, quem já passou por ela, verá que as suas decisões são contabilizadas pelo sistema. Na verdade, não encontrei nenhuma situação, até o final do primeiro episódio, que remetesse à primeira temporada, por isso, ainda não sei avaliar o quanto ela influencia na segunda. Mas logo no início, a introdução do jogo mostra suas principais decisões tomadas, em um pequeno “recap”, o famoso “previously, on The Walking Dead…”

Agora vamos falar da experiência: jogar como Clementine é realmente diferente. Eu estava bem indeciso sobre se isso seria algo bom ou ruim, mas posso dizer que fiquei surpreso com o trabalho da equipe da Telltale. Eu jogo com uma cabeça de adulto, mas é nítida e necessidade de ver as situações no papel de uma criança (Clementine cresceu, mas ainda é bem jovem) para entender como as situações vão se desenrolar. Por exemplo, quando alguém a confronta, as opções de fala ou reação que aparecem na tela, normalmente levam para o lado da inocência infantil, com raras opções de mentira, ou de revide de acusações. As opções de fala são, muitas vezes, simplesmente aquilo que ela tem vontade de falar. Por exemplo, quando Christa fala sobre a necessidade de se aprender a sobreviver, o jogador tem simplesmente as opções de falar sobre Lee, sobre Omid ou sobre ir embora do local. Além disso, ainda que ela procure mostrar maturidade, as pessoas não a encaram com seriedade imediatamente, sempre buscando tirar a razão da menina por causa da sua inexperiência. Ela é encarada como ameaça por algumas pessoas, por isso, muitas vezes, fiquei realmente me sentindo encurralado e sem opções de defesa e ataque. Obviamente, o jogo contorna essas situações, pois outros personagens se identificam com Clementine e passam a protegê-la.

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Levando em conta o universo de “The Walking Dead”, o jogo, novamente, faz um excelente trabalho. Tive que tomar decisões rápidas e difíceis. Pessoas morreram por causa das minhas decisões. Fiz amigos e inimigos. Tive que correr de zumbis, tive que buscar comida. Tudo isso cria uma ótima atmosfera apocalíptica, muito semelhante àquela sentida nos quadrinhos e na série de TV. Nesse ponto, o jogo tem sucesso por conseguir prender a atenção do jogador e fazer com que ele se identifique com os personagens e com o destino deles.

Talvez o ponto alto do episódio ocorra logo depois de Clem ter sido mordida por um cachorro, sozinha na floresta. A partir desse momento, passei a ficar tenso e preocupado, pois uma garotinha com fome e ferida não duraria muito tempo sozinha. Ela então encontra um grupo de pessoas e nesse momento, tudo parece que vai melhorar. Mas, não, aqui é “Walking Dead”! Clementine é vista como uma possível ameaça, pois a mordida em seu braço é confundida com a mordida de um zumbi. Ela precisa de um curativo e de cuidados, mas, em vez disso, é presa em um abrigo, onde aguardaria até o dia seguinte, pois o grupo que a encontrou temia por uma transformação em zumbi. Situações assim me pegaram de surpresa e me fizeram correr contra o tempo (apesar de não haver tempo no jogo), pois a heroína mirim precisava de cuidados. Isso mostra como a história e o excelente trabalho de interpretação dos atores são muito bem orquestrados em um jogo tão simples, mas tão cativante. As suas respostas e confrontos com as pessoas do novo grupo passam a gerar reações e o seu destino solitário no mundo parece chegar a um fim, contudo, ao mesmo tempo, parece trazer problemas e conflitos.

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O jogo não é perfeito, apesar da sua qualidade de enredo. Um “problema” da última temporada parece ainda persistir: as decisões tomadas ao longo do caminho têm consequências imediatas, mas elas não afetam o resultado final das histórias dos personagens. Por exemplo, (SPOILER FORTÍSSIMO) na primeira temporada, não importa se você salva Doug ou Carly, pois no capitulo 3, Lilly acaba matando qualquer um deles que esteja vivo, ou seja, não importam os seus esforços e alianças para manter seus personagens queridos vivos, eles vão morrer pelo script do jogo. Neste episódio da segunda temporada, Clementine encontra um cão sozinho na floresta, independente da sua atitude, o cão ataca para pegar a comida da garota. Ao final, você precisa escolher entre ajudar um de dois personagens, e não importa a sua decisão, a garotinha vai gerar desconforto no grupo. Acho esse o ponto mais fraco dessa série, pois, de fato, os destinos dos personagens estão praticamente definidos. No entanto, a tensão e o impacto no momento das decisões tomadas é que fazem do jogo uma experiência divertida e emocionante.

O primeiro episódio tem uma duração de pouco menos de 3 horas. Ao longo desse tempo, não encontrei bugs ou tive travamentos. Na temporada anterior, tive problemas com os arquivos de save, sendo que o jogo não reconheceu adequadamente meu progresso quando fui passando de um capítulo para o outro. Espero que isso não aconteça nesta temporada!

“All That Remains” já está disponível para PC, Xbox360 e PS3 por US$4,99 (no marketplace americano) ou por R$10,00 (no marketplace brasileiro). É possível comprar um “season pass” por $14,99 (Xbox Live), que dá direito aos 4 episódios restantes da segunda temporada (o primeiro episódio deve ser comprado separadamente).

Espero que tenham gostado do review! Se você já jogou, comente abaixo as decisões tomadas e quem você acha que Clem encontrou nas “cenas do próximo episódio”.

Para este episódio nós damos 9 cabeças de zumbis e, com certeza, recomendamos a compra!

NOTA:

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Bridge Constructor: The Walking Dead | Trailer de gameplay e lançamento

Confira o trailer de gameplay e a data de lançamento do novo jogo da franquia The Walking Dead, “Bridge Constructor: The Walking Dead”.

Rafael Façanha

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Headup Games e AMC anunciaram hoje (10) que Bridge Constructor: The Walking Dead, o crossover que ninguém previu e a última parcela da franquia Bridge Constructor™, está planejado para lançamento em 19 de novembro em todas as principais plataformas, incluindo o Xbox Series X, bem como PC, Mac, Linux, iOS, Android, PlayStation®4, Xbox One e Nintendo Switch. Uma versão para PS5 virá logo depois, com compra cruzada incluída!

Além disso, a Headup divulgou um trailer com cenas inéditas do jogo. Confira:

Sobre Bridge Constructor: The Walking Dead

Prepare-se para a melhor experiência do gênero! Bridge Constructor: The Walking Dead combina a lendária e desafiadora jogabilidade de Bridge Constructor™ com o universo pós-apocalíptico de The Walking Dead da AMC.

Junte-se a um grupo de sobreviventes enquanto eles lutam contra hordas de caminhantes mortos-vivos e uma comunidade de humanos hostis. Construa pontes e outras estruturas através de cenários desoladas e em ruínas. Junte-se aos personagens favoritos dos fãs, como Daryl, Michonne e Eugene, e crie passagens seguras para os veículos icônicos da série.

Use objetos móveis de nível, explosivos e iscas a seu favor enquanto atrai caminhantes para armadilhas letais e guia os sobreviventes para um local seguro. Desfrute do frenesi das animações baseadas em física enquanto os caminhantes sucumbem às forças da gravidade.

Características do jogo

• The Walking Dead da AMC encontra Bridge Constructor™
• Crie construções elaboradas e armadilhas letais
• Um enredo cativante com novos personagens, além de rostos conhecidos e veículos da série
• Várias fases para testar seu cérebro e incontáveis caminhantes para devorá-lo
• Faça uso de objetos móveis e explosivos para atrair os caminhantes para destruí-los.
• Salve seus sobreviventes e destrua hordas de mortos-vivos
• Física de boneca de pano walker brutalmente engraçada.

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Screenshots:

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Telltale anuncia que a 4ª temporada do jogo de The Walking Dead será a última

Rafael Façanha

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A Telltale Games acaba de anunciar na San Diego Comic-Con a renovação do jogo de The Walking Dead para a quarta e última temporada. Ela será lançada em 2018.

Um rápido vídeo dos bastidores exibido no evento – e que você pode conferir abaixo – mostrou que a 4ª temporada continuará a seguir a jornada de Clementine e marcará o final da série.

The Walking Dead da Telltale estreou no final de 2012 e foi um sucesso absoluto, recebendo eventualmente uma premiação de “Game of the Year” (Jogo do Ano). A segunda temporada foi lançada em 2014 e a terceira, intitulada de “A New Frontier” (Uma Nova Fronteira), foi concluída no início deste ano. Além disso, um episódio independente chamado “The 400 Days” foi lançado em 2013, bem como um spinoff focado em Michonne no ano passado.

Você acompanha/joga The Walking Dead? O que achou da notícia? Realmente chegou o momento de concluir essa série? Deixe sua opinião nos comentários!

(A parte de The Walking Dead no vídeo fica entre 4:34 e 9:00)

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a oitava temporada em Outubro de 2017 na AMC e na FOX Brasil. O trailer da temporada, bem como a data oficial de lançamento, será divulgada durante a Comic Con de San Diego em Julho.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

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The Walking Dead March To War | Novo jogo mobile da franquia está sendo desenvolvido

Ludmilla Peixoto

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Um novo jogo multiplayer de estratégia para dispositivos móveis intitulado de The Walking Dead: March To War (Marcha para a Guerra) foi anunciado pela gigante dos jogos, Disruptor Beam, para 2017.

The Walking Dead: March To War será um jogo gratuito de multiplayer baseado em uma história, que vai incluir personagens conhecidos das páginas da popular série de quadrinhos The Walking Dead.

E agora temos ainda MAIS detalhes no comunicado de imprensa completo. Confira:

DISRUPTOR BEAM ANUNCIA JOGO MÓVEL “THE WALKING DEAD: MARCHA PARA A GUERRA” EM PARCERIA COM A SKYBOUND ENTERTAINMENT

Disruptor Beam, uma companhia de jogos focada em trazer as melhores franquias do mundo do entretenimento para aparelhos móveis, anunciou hoje seus planos de lançar um novo jogo de estratégia multiplayer baseado em The Walking Dead. Sob a licença da Skybound Entertainment e baseado na aclamada série de quadrinhos de Robert Kirkman, The Walking Dead: Marcha para a Guerra será lançado na App Store e na Google Play no ano que vem. Fãs podem se registrar como um Sobrevivente visitando o www.MarchToWar.com para receber novidades do pré-lançamento sobre o jogo e em um exclusivo jogo, Captured Walker, no lançamento. Fãs também podem seguir o jogo no Facebook e Twitter.

“The Walking Dead é uma franquia icônica e uma com milhões de fãs pelo mundo,” disse Jon Radoff, fundador e CEO da Disruptor Beam. “Nós tivemos sucesso ao trazer Star Trek e Game of Thrones para aparelhos portáteis, permitindo os fãs dessas franquias a contar suas próprias histórias através do gameplay e as conexões que eles fazem com outros jogadores. Estamos muito ansiosos para continuar nosso trabalho com a Skybound Entertainment para criar um jogo em 3D semelhante autêntico e graficamente impressionante, que realmente traz à vida o mundo que os fãs tanto amam em The Walking Dead: Marcha para a Guerra.”

The Walking Dead: Marcha para a Guerra é um jogo multiplayer de estratégia baseado em história. Jogadores devem lutar lado a lado e contra outros por controle dos escassos recursos, e ao redor de uma devastada Washington D.C., enquanto lutam contra walkers e tentam reconstruir a sociedade. Como líder de um grupo de sobreviventes, cada jogador vai montar uma equipe, que inclui um conselho de conhecidos personagens de The Walking Dead, como Rick, Michonne e Negan. Lidando com uma infinidade de escolhas morais, jogadores defenderão seus acampamentos contra hordas de walkers e, a maior ameaça, outros sobreviventes. Inspirado pelo contraste gritante dos quadrinhos de The Walking Dead, Marcha para a Guerra será rico em gráficos, diferente de qualquer outro jogo de The Walking Dead ou outros jogos móveis de estratégia.

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“A habilidade da Disruptor Beam de casar mecanismos inovadores de gameplay com profundos elementos de narrativa baseados em franquias populares como The Walking Dead, é uma das muitas razões pelas quais estamos tão animados por trabalharmos juntos”, disse Dan Murray, Presidente da Skybound Interactive. “Marcha para a Guerra vai proporcionar aos fãs experienciar conflitos similares em uma tentativa de reconstruir a sociedade, assim como os personagens que viemos a conhecer nos quadrinhos de The Walking Dead.”

“Marcha para a Guerra é um novo tipo de jogo móvel de The Walking Dead – um com gráficos 3D imersíveis e focados em verdadeiro gameplay multiplayer competitivo, onde os sobreviventes tem que trabalhar ativamente com e contra outros, para ganhar controle e progredir,” conta Joey Lapegna, Diretor de Produto e Design na Disruptor Beam. “As alianças que os jogadores formam e os inimigos que eles fazem, vai definir sua história, e ditar se eles vão ter sucesso ou se eles vão falhar – uma experiência que esperamos que seja familiar para qualquer fã de The Walking Dead.”

The Walking Dead: Marcha para a Guerra será gratuito para jogar e será lançado na App Store e na Google Play ano que vem. Fãs devem se registrar como um Sobrevivente em www.MarchtoWar.com para se manterem atualizados acerca das últimas atualizações enquanto novos detalhes são anunciados. Também da pra seguir as novidades do jogo The Walking Dead: Marcha para Guerra no Facebook e no Twitter.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

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