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11ª Temporada

CRÍTICA | The Walking Dead S11E06 – “On the Inside”: Verdadeiro Horror

On the Inside foi o sexto episódio da 11ª temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do sexto episódio, S11E06 – “On the Inside”, da 11ª temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Depois de descobrir que Connie está viva, Kelly, Carol, Rosita e Magna partem a sua procura. Também descobrimos um pouco do que aconteceu com Connie depois que ela foi resgatada por Virgil. Daryl ainda infiltrado nos Ceifadores sai junto com Leah Carver em busca de Maggie.

Esse talvez seja o episódio mais criativo de The Walking Dead desde as suas primeiras temporadas. O nível de tensão, direção, produção e atuação aqui foi muito bom e eleva muito o nível da temporada, pelo menos no que diz respeito ao núcleo de Alexandria.

Sendo o episódio que marca o retorno de Connie, que estava desaparecida desde o episódio “A Certain Doom”, da décima temporada, esse é o melhor plot do episódio, sendo responsável pelo maior nível de tensão e criatividade que eu citei anteriormente.

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Enquanto fogem de algo, Connie e Virgil se escondem em uma casa aparentemente abandonada (mas que já levanta um alerta por estar trancada) e, a partir daí, o episódio toma um ar de casa mal assombrada. Quadros com olhos rasgados, barulhos estranhos, paredes que se movem e olhos por trás das paredes vão colocando o nível de tensão cada vez mais alto. Tentando entender qual a ameaça que vai se apresentar ali, podemos imaginar walkers ou algum grupo de humanos assassinos, mas o que se apresenta é algo mais aterrador e bizarro que pela falta de explicação: são humanos, porém tão selvagens quanto animais.

“On The Inside” aproveita bem momentos sem sons para ilustrar a forma que Connie entende o mundo além de fazer isso para criar momentos ainda mais tensos como quando ela, presa dentro das paredes, tenta avisar a seu companheiro de que algo se aproxima pelas costas dele. Além disso, a forma com que o episódio trata os diálogos entre eles é muito bonita e merece reconhecimento.

A ameaça dentro da casa se torna aterrorizante por tão grotesca. O episódio não explica a condição deles, mas é de se imaginar que são pessoas que depois de tanto tempo isoladas, acabaram por perder literalmente a humanidade. É difícil até de lutar contra eles pela agilidade quase felina com que se movem. A grande quantidade deles na casa também assusta.

A resolução que Connie acha para conseguir salva-los é muito criativa – e seria a única forma que eu realmente sairia de casa se estivesse nesse universo – e dá uma finalização muito digna e sangrenta para o episódio. Depois de conseguirem se livrar dos selvagens, Connie tem a grata surpresa de encontrar Kelly e as mulheres de Alexandria, que haviam partido em busca dela no começo do episódio.

Apesar de achar a história de Connie incrível, é inegável que a quantidade de conveniências de roteiro aqui pode incomodar um pouco se a suspensão de descrença não estiver alta. Quanto tempo se passou entre o momento em que Connie e Magna se separaram e o presente? Se em apenas um dia de viagem a Kelly conseguiu encontrar a irmã, como assim ela não conseguiu achar o caminho de volta? Ela esqueceu? Mas eles estavam muito próximos. Connie fala diversas vezes que eles estavam sendo seguidos, então já eram os selvagens que os atraíram para a casa? Já que no começo do episódio, enquanto fogem, a grama se mexe mas não aparece nenhum walker e ela nem estava tão alta assim para cobrir completamente alguém. Enfim…

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No outro lado da cidade, temos Daryl, que de torturado, se transforma em torturador para manter o seu disfarce e acaba saindo em missão com outros cinco Ceifadores em busca de Maggie e o restante do grupo. A tensão aqui é bem menos palpável. Talvez devido ao fato de que ainda estamos no primeiro terço da temporada, o que significa que sabemos que não vai acontecer nada de muito grave com esses personagens.

Enquanto Daryl tenta fazer o máximo para manter o grupo fora do radar dos mercenários, é interessante como ele começa a usar o fato de que Carver não gosta dele para usar isso a seu favor. Provocando tanto a ponto de deixar o outro desconcertado pelo fato de que o arqueiro está sendo protegido por Leah e Pope.

Pope, aliás, que no final acaba matando Frost e dá a entender que ele conseguiu algo do ex aliado de Daryl. Será que ele contou quem o arqueiro é de verdade? Será que Daryl agora está em perigo real?

Apesar do roteiro conveniente, esse episódio foi definitivamente um dos melhores da série em um longo tempo. Com apenas mais dois episódios antes de seu hiato, as histórias vão se afunilando e vamos ver em que vai dar essa guerra entre Maggie e os Ceifadores.

E por aí, o que você achou de “On the Inside”, o sexto episódio da 11ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários!

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