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CRÍTICA | The Walking Dead S10E11 – “Morning Star”: Despedidas

Morning Star foi o décimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo primeiro episódio, S10E11 – “Morning Star”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Os sobreviventes de Hilltop não terão vida fácil, e “Morning Star” (Estrela da Manhã) tentou deixar isso claro desde o início, nos entregando um episódio repleto de momentos que pareceram despedidas e acertos de contas, em um capítulo bonito que, de certa forma, pode até emocionar os fãs mais apegados à certas caras de The Walking Dead.

Não conseguimos ter a menor ideia do que vai acontecer daqui para frente, quem vai sobreviver, quem vai se sobressair, mas o desenrolar da décima temporada e as dicas das HQs podem sim nos dar alguma perspectiva do futuro de alguns personagens.

E nessa iminência toda de guerra, “Morning Star” ainda nos deixa na curiosidade sobre Stephanie e as novas possibilidades que podem aparecer na série com o fim do arco dos Sussurradores. Ou seja, além de estarmos tensos e ansiosos com o conflito com a imensa horda de Alpha, ainda ficamos na expectativa sobre o que a nova personagem tem para nos oferecer, e o que a comunidade em que ela mora trará para o futuro de The Walking Dead. O capítulo deste domingo nos deu muitos ingredientes, e o resultado foi muito bom.

PREPARATIVOS DOS SUSSURRADORES

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“Morning Star” começa com uma cena entre o mais novo casal de The Walking Dead: Negan e Alpha estão juntos em meio aos preparativos para atacar Hilltop, e a líder mascarada pede para ser flagelada pelo novo aliado. Logo depois, Negan também foi açoitado.

Alpha teve uma chance de ouro de desfalcar gravemente os inimigos, mas o confronto dela contra Daryl no capítulo anterior terminou empatado. A Sussurradora ainda teve o que considera um momento de fraqueza ao chorar de saudade da filha, Lydia, com quem encontrou quando estava fraca pelos ferimentos do conflito. O açoite, então, serviu como castigo por ter “falhado” e fraquejado? Provável, uma vez que, se ela não permite que os sobreviventes que caminham com ela demonstrem esse tipo de emoção (a irmã de Gamma ter deixado o bebê para os walkers na nona temporada é prova disso), então ela também não pode se permitir nada nesse sentido.

Já as varetadas em Negan serviram como “ritual de iniciação” do ex-Salvador para andar entre os mascarados. Logo depois, vemos a horda se deslocando em direção a Hilltop, e os Sussurradores proferindo seu hino: “Nós somos o fim do mundo”. Alpha e Beta aparecem neste cenário, mas pela primeira vez vemos Negan usando uma máscara e caminhando entre os vilões. Mais do que isso, vimos a junção da marca registrada de dois arcos de vilões em The Walking Dead: a máscara de pele de errante e a inconfundível jaqueta de couro que marca a trajetória de Negan até aqui.

Interessante reparar como Negan ganhou a confiança de Alpha e logo se tornou um braço direito da líder dos Sussurradores. No entanto, é possível ver alguns traços de dúvida na cabeça do ex-Salvador sobre a decisão de soltar a horda e liquidar os inimigos. Tanto é que ele tenta convencê-la de que a melhor decisão, neste caso, é tentar uma rendição, fazer com que eles “dobrem os joelhos” em uma clara alusão à sua época de líder vilão, e propor que eles se juntem aos Sussurradores. Alpha concorda com o conselho, mas logo revela que quer sim que Hilltop se junte ao seu grupo, mas como parte da horda.

Essas interações entre Alpha e Negan podem ser as mais importantes pensando no futuro dos Sussurradores. Será que ela notou essa dúvida sobre o novo homem de confiança? Será que Negan fará algo a respeito, repetindo o que fez a ela nas HQs? Se sim, como ele vai escapar do restante dos Sussurradores? Me parece que uma das poucas esperanças dos sobreviventes reside aí.

HILLTOP

Em Hilltop, Earl e Alden são irredutíveis e não permitem que Mary veja a sobrinha, que foi resgatada pelo ferreiro. Os dois não confiam na ex-Sussurradora, uma vez que o grupo de mascarados assassinou duas pessoas amadas por eles: a esposa de Earl, Tammy, e Enid, namorada de Alden.

Alguns rostos que estavam sumidos neste retorno de The Walking Dead deram as caras em “Morning Star” e um deles é o de Ezekiel. O Rei resgatou Carol de um refúgio após as decisões erradas tomadas por ela, que desencadearam a soltura da horda para cima dos sobreviventes. Ela descobre o câncer do rei e, ciente que a chegada dos errantes pode liquidar com toda comunidade e, por consequência, todos os seus moradores, se entrega ao ex-marido. Além do ar de despedida, pela iminente luta e pelo câncer do Rei, a cena foi interessante também porque pudemos ver Carol mais solta e, não necessariamente bem-humorada, mas inserida em um ambiente onde se sente mais à vontade. Sentimos falta dessa Carol.

Enquanto isso, ao descobrirem que Alpha está a caminho com sua horda, inicia-se uma discussão entre as lideranças da comunidade sobre ir embora ou ficar, e quando eles resolvem sair, dão de cara com uma antiga armadilha de Negan: as saídas das estradas bloqueadas, que cerca a todos. Ao verem que não têm escapatória, eles resolvem proteger as crianças da comunidade e lutar.

Quem também apara as arestas com o Rei neste capítulo é Daryl, que deixa de lado todo clima estranho com Ezekiel, por conta da relação que os dois têm com Carol, e o resultado é um diálogo muito interessante do capítulo. O respeito entre os dois sempre prevaleceu, mas agora eles conseguiram colocar isso em palavras. A trégua entre eles é simbolizada pela promessa de proteger as crianças em caso de derrota na batalha que está por vir.

Logo depois, Daryl tem a chance de conversar com Judith, logo antes da luta. A jovem, que mais cedo estava tentando contato com a mãe pelo rádio, dá um presente ao amigo: um colete para usar no confronto. Daí vem a segunda dica do que pode salvar Hilltop: Michonne foi embora com Virgil para a comunidade misteriosa, e, por mais que a personagem vá deixar a série nesta temporada, sua participação ainda não acabou. Quando foi embora, Virgil disse à Samurai que sua comunidade tinha uma arma que poderia derrotar os Sussurradores. Será que Michonne voltará para salvar Hilltop neste momento difícil?

Mais um diálogo forte, talvez com menos cara de despedida, foi entre Carol e Lydia. Interessante como The Walking Dead não se preocupa em deixar claro qual o sentimento de uma pela outra, e o resultado disso é a interação mais interessante entre duas personagens atualmente na série. Quando Carol promete matar a mãe da jovem, é claro que Lydia é contra a ideia, ao dizer que isso não vai parar os Sussurradores, mas deixar de matar Alpha não é algo que ela pediria à mãe de Henry. Quando Carol pergunta se, ao matar a líder Sussurradora, a garota vai odiá-la, Lydia diz, com muita razão, que não será nela que estará pensando.

Por fim, antes da batalha definitiva, mais um encontro que pode servir como despedida: Carol e Daryl. Apesar de simples, o diálogo parece preencher tudo o que ela esperava, uma vez que só queria a certeza de que não perdeu o amigo. Daryl admite que jamais conseguirá odiar Carol, mesmo com as recentes decisões tomadas por ela, e assim os dois partem para a luta.

A GAROTA DO RÁDIO

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No meio disso tudo, Eugene segue conversando com Stephanie, a garota que encontrou pelo rádio, e os dois começam a trocar as primeiras informações sobre suas comunidades. Por mais que a nova amiga do cientista ainda não se sinta confortável em dividir mais detalhes sobre seu lar, a relação de confiança entre os dois vai fazendo com que ela fique menos relutante, já que as constantes conversas construíram uma relação de confiança entre eles. Tanto é que Eugene revela onde mora, em um passo arriscado, tendo em vista que Stephanie ameaçou nunca mais respondê-lo caso algo saísse do controle nessas conversas.

Eugene tem a primeira pista de onde a potencial aliada pode estar quando ela fala sobre o satélite que viu caindo algumas noites atrás. O objeto caiu próximo à casa do cientista e, se ela conseguiu ver, só pode significar que eles estão relativamente perto. Ele então começa a deixar mais claras suas intenções de conhecer a comunidade que pode se tornar uma potencial aliada, e mais do que isso, de conhecer Stephanie, a quem tem desenvolvido sentimentos.

Quando revela que está em Virgínia, Eugene resolve então propor este encontro e se dispõe a deixar que ela escolha vê-lo e, se não gostar dele, que vá embora. Apesar de concordar com a ideia, Stephanie segue cautelosa, dizendo que seu povo é assim, mas resolve conversar com eles e comentar sobre o possível encontro.

No entanto, apesar de tudo parecer caminhar para que este date saia do papel, Rosita descobre sobre a conversa entre os dois e responde ao rádio. Stephanie, que prometera parar de responder caso alguém mais descobrisse sobre os diálogos, some, e Eugene se desespera. É aí que Rosita vê que o amigo gosta da correspondente, e o próximo encontro entre eles serve para tirar a prova. Ela diz ao cientista que, se quiser, ele pode beijá-la, e todos nós sabemos que Eugene sonhou com este momento desde suas primeiras aparições em The Walking Dead. E ele simplesmente não consegue. O que ele sempre quis, sempre sonhou, esteve perto de acontecer, mas agora ele tem uma chance de superar esse amor que nunca foi correspondido.

Rosita então alerta Eugene que Stephanie também gosta dele, então ele deve lutar por ela. E lutar, neste caso, significa, literalmente, bem, lutar. Isso porque primeiro eles têm que passar pela horda de Alpha. O cientista, então, se “despede” de Stephanie através da música que ela queria que ele cantasse no começo do capítulo. Sem mencionar que Hilltop está prestes a entrar em um conflito que pode ser fatal para toda comunidade, ele marca o encontro dentro de uma semana, e promete estar lá. Nesse caso, a despedida pode ser o início de uma nova vida para Eugene.

ESTRATÉGIAS

No começo da décima temporada de The Walking Dead, vimos os sobreviventes, liderados por Aaron, treinando formações militares, e essas formações foram usadas, afinal, no posicionamento inicial de todos os lutadores à espera da horda. Apesar de toda a tensão que cerca a batalha, todos mantêm seus postos e esperam a cerca elétrica montada por Eugene. Depois, tentam se livrar de alguns walkers pela cerca de arames.

No entanto, qualquer estratégia fica para trás quando os Sussurradores apresentam sua arma secreta. As bombas de seiva, seguidas por flechas de fogo. Percebendo que estão molhados com o material inflamável, todos resolvem recuar, e nessa mesma hora os Sussurradores acertam as flechas nos muros de Hilltop, que pegam fogo, ao mesmo tempo em que a cerca não resiste à quantidade de walkers. Todos estão cercados.

Vendo os sobreviventes na situação em que estão, por enquanto é possível enxergar uma sobrevida para eles nos dois cenários citados neste texto: o retorno triunfal de Michonne ou alguma ação de Negan contra Alpha. A perspectiva que o final de “Morning Star” apresentou ao fim do capítulo não é otimista, e a tendência é que este conflito seja o adeus de alguns personagens, que parecem ter se despedido ao aparar algumas arestas. Faltam quatro episódios para o fim da décima temporada. Quatro episódios para um possível fim do arco dos Sussurradores.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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