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Os 5 maiores erros da 8ª temporada de The Walking Dead

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Não é segredo para ninguém que a oitava temporada foi uma grande decepção para a audiência assídua de The Walking Dead. Por diversos momentos o enredo geral da temporada pareceu se perder e não conseguir formar uma coesão e nem uma métrica interessante para o público. A história ficou tão mal estabelecida que ao relembrar episódio por episódio, parece que coube muito mais do que apenas 16.

Pensando nisso, nós resolvemos reunir os cinco maiores erros contidos nessa polêmica temporada. Lembrando que os pontos suscitados aqui são aleatórios e de cunho pessoal, se você discorda ou acha que há algo faltando, deixe seu comentário no final da página.

1 – O RETORNO DE MORALES

O 2º episódio trouxe Morales de volta para a história. Por um breve período…

O episódio The Damned (Os Condenados), segundo dessa temporada, terminou com uma grande revelação: Morales estava vivo e teria um arco interessante para ser explorado, já que estava do lado de Negan. Ao menos foi o que pareceu. Já no inicio do terceiro episódio, Monsters (Monstros), Daryl aparece em cena dando cabo a vida do personagem que conhecemos no acampamento de Atlanta.

Tudo bem, a situação era meio embaraçosa de ser contornada, até porque se Daryl não tivesse disparado contra Morales, Rick estaria correndo iminente risco de vida. Contudo a decisão dos redatores foi uma brincadeira de péssimo gosto, já que desde o desaparecimento do personagem os fãs questionavam se seria possível vê-lo novamente.

O tanto de mudanças que se estabeleceram no grupo que Morales conheceu lá no acampamento, as pessoas que foram perdidas e aqueles que sobreviveram, poderiam render ótimos momentos de nostalgia, tanto nos personagens quanto nos fãs que acompanham a série desde o inicio.

A participação acabou sendo uma forma desnecessária de dar um fim ao personagem. As múltiplas possibilidades de reacender o interesse dos fãs da primeira temporada no atual estágio da história foram descartadas e a presença do personagem poderia ter sido alterada por qualquer figurante.

2 – MENORIZAÇÃO DE PERSONAGENS IMPORTANTES

Jesus e o Rei Ezekiel são exemplos de personagens que não fizeram impacto na história.

Para quem acompanha a história nos quadrinhos, sabe que os arcos de Alexandria, Reino, Hilltop e do Santuário são responsáveis por trazer personagens totalmente profundos e interessantes para a trama.

Entretanto, há uma dificuldade de lidar com diversos personagens ao mesmo tempo nos live-actions que não é encontrada quando falamos nos quadrinhos, já que nos impressos é possível ficar edições seguidas sem citar o herói (Padre Gabriel já chegou a ficar mais de quinze edições – isso é, mais de um ano – sem dar as caras nas HQs).

Jesus e Ezekiel são grandes exemplos do argumento supracitado. Personagens que teriam tudo para serem bem explorados, mas que não tiveram tempo suficiente na trama, já que tudo precisa ser resumido para se encaixar dentro do número de episódios da temporada.

Jesus foi resumido a um simples assistente de cena de ação. Aparece vez ou outra para dar uns chutes aéreos e trocar algumas chaves de braço com os inimigos. Seu espaço foi tão pequeno que ainda não tiveram nem tempo de explorar questões primordiais do personagem, como o fato dele ser homossexual.

Ezekiel apareceu com características menos extravagantes que nos quadrinhos, resumindo-se apenas a um homem com um tigre sem grande impacto na história e que após a morte de Shiva se tornou um personagem vazio e sem profundidade.

Os dois são singelos exemplos de personagens mal aproveitados no enredo do oitavo ano. Tara, Rosita, Enid, Daryl e uma gama de heróis da série passaram pela temporada praticamente despercebidos. Afinal, qual a necessidade de inserir personagens dos quadrinhos se serão menorizados a quase nada e acabarão por atrapalhar as chances de desenvolvimento de personagens já inseridos na série?

3 – VÁRIOS NÚCLEOS DA HISTÓRIA SE DESENVOLVENDO AO MESMO TEMPO

O Reino em missão autônoma, enquanto outros enredos se desenvolviam.

O ponto mencionado anteriormente demonstra que os roteiristas não tinham capacidade de trabalhar com a grande maioria dos personagens e então eles foram além: demonstraram-se incapazes de apresentar uma história bem ordenada. Em um só episódio tínhamos Rick e Michonne num local, Daryl e Rosita em outro, Carol e Ezekiel totalmente avessos. Os episódios não apresentavam enredo com inicio, meio e fim e a grande maioria das histórias concorriam na mesma linha temporal sem ter qualquer ligação umas com as outras.

Fora que ficou totalmente exposto que o plano de Rick e Maggie para derrubar os Salvadores não parecia tão ambicioso, já que nenhum dos personagens parecia seguir um cronograma de guerra. Cada um agia da forma como achava ser a mais necessária e eficaz para a queda dos Salvadores.

Tudo isso tornou a trama do oitavo ano maçante e embaraçosa para a audiência, fazendo com que a história parecesse não sair do lugar. O plano de ataque de Rick pareceu o mais longo já esquematizado, sendo demorado para que o confronto final viesse ao público.

4 – QUESTIONAR A INTELIGÊNCIA DA AUDIÊNCIA

O confronto final entre Rick e Negan pareceu saturar a audiência.

As HQs da Guerra Total já foram lançadas a muito tempo atrás e quem não sabia do que se tratava, já havia recebido spoiler da misericórdia de Rick quanto a Negan.

Entretanto, os produtores resolveram tratar sua audiência como incapazes e questionaram sua inteligência tentando fazer parecer que Rick mataria o vilão no final da temporada. Grimes afirma milhares de vez durante o oitavo ano que irá matá-lo. Mesmo depois da morte do filho, ele segue anunciando a promessa de morte. Então, sorrateiramente, Rick muda de ideia no momento final em que teve toda a oportunidade para executar o vilão.

Se a história vai seguir o rumo dos quadrinhos, não há porque todo o mistério que tentaram fazer entorno do final da temporada. Fora que os encontros e desencontros entre o líder de Alexandria e o Salvador chefe acabaram irritando os telespectadores, pois tudo parecia convergir para o óbvio, e no fim, o óbvio realmente aconteceu.

5 – A PEQUENA MORTE DE CARL GRIMES

Carl Grimes morreu de forma desnecessária e desrespeitosa.

Era óbvio que esse item não poderia estar de fora de uma lista de erros. Não apenas pelo fato de Carl ser um dos protagonistas mais evidentes da série, mas também pela forma como essa morte foi executada.

Em primeiro lugar, a morte não teve peso em enredo para a totalidade da temporada. Por mais que – teoricamente – tenha sido os pedidos finais de Carl que fizeram Rick mudar de ideia e preservar a vida de Negan, a partida do jovem não se mostrou eficiente para equilibrar essa balança. Como já era óbvio que o protagonista desistiria de matar o vilão a despedida de Carl da série se tornou irrelevante, adicionando apenas mais um momento dramático a trama.

Todos sempre assumiram que The Walking Dead não era sobre Rick, mas sim sobre seu filho. Se isso sempre foi conhecido pelos redatores, a despedida de Carl – se realmente era necessária – deveria ter sido feita de uma maneira memorável. Carol, que foi como uma mãe para ele logo depois que Lori faleceu, e outros personagens ainda vivos e que tinham uma grande ligação com o garoto, nem estavam presentes em sua despedida. Aqueles que estavam, tornaram o momento totalmente irrelevante. Vemos Daryl (que sempre disse que Rick era seu irmão e conhecia o garoto desde o começo de tudo) simplesmente ignorando os minutos finais do jovem Grimes. Tara e Rosita, que passaram grande período nas ruas com ele, também não pareceram se importar muito, demonstrando estarem mais ligadas a partir dali e ir para Hilltop.

A morte de um protagonista precisa ser sentida por todos os personagens e não de maneira alheia. A reação daqueles que presenciaram os momentos finais do garoto está intimamente ligada com a dificuldade que The Walking Dead tem de aprofundar laços entre personagens, os tornando esquecíveis e substituíveis uns para os outros. Como dito no segundo ponto, encharcar a história de heróis não é saudável para a trama, acaba desenvolvendo problemas como a indiferença e insensibilidade nos momentos necessários e dramáticos por falta de possibilidades de aprofundamento e amadurecimento dos personagens.

Por fim, ainda resta o principal questionamento: qual foi a importância da morte de Carl para a história? Os produtores possuem as futuras temporadas bem elaboradas e planejadas ao ponto de saberem com certeza que o jovem Grimes será desnecessário para elas? A questão ficará em aberto e será respondida a partir dos próximos anos.

E você, concorda com os pontos suscitados aqui? Discorda? Acha que faltou algo? Deixe um comentário abaixo.

The Walking Dead, a história de drama número #1 da TV a cabo, vai estrear sua 9ª temporada no dia 7 de Outubro de 2018. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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