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6ª Temporada

Lennie James fala sobre Morgan e Michonne após a estreia da 6ª temporada de The Walking Dead

Ávila Souza

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Santa horda de zumbis! The Walking Dead voltou no domingo passado reunindo os fãs da série, trazendo de volta os personagens favoritos e apresentando uma nova e assustadora ameaça para os sobreviventes de Alexandria. Em entrevista, o ator Lennie James, que interpreta Morgan Jones, falou sobre os momentos importantes do primeiro episódio e dos dramas que esperam o grupo na sexta temporada. Confira:

Vamos falar de Morgan preso: achei a ideia interessante de Rick tentar passar pro Daryl que foi o próprio Morgan que quis ficar numa cela. Mas depois quando Rick vai até Morgan ele se desculpa por ter que trancá-lo. Rick está jogando dos dois lados? Ou Morgan realmente entende o que é ser colocado numa cela?

Lennie James: Acho que ele tenta entender Rick e se coloca no lugar dele. Acho que desde o final da temporada passada e todo esse episódio se tratou de Morgan tentando entender exatamente onde está a cabeça de Rick nesse momento e tentando entender como funciona quando você tem que responder por outras pessoas além de si. Morgan certamente, nos últimos anos, esteve só por aí. Ele não era responsável por ninguém e meio que aceitou a posição de Rick agora. Mas ele entende a necessidade disso.

Michonne tem sua katana, Daryl sua besta e Morgan seu bastão. Nós ficamos sabendo rapidamente na premiere que um amigo o ensinou a usá-lo “depois de tudo”. Os fãs vão saber mais do passado de Morgan agora que ele se reencontrou com Rick?

Lennie James: Vão sim. Eles saberão porque da escolha do bastão, não é uma escolha arbitrária, mas tem um fundamento no caminho que Morgan está tentando traçar agora.

Precisamos falar da cena da barra de proteína com Michonne porque foi uma das minhas cenas favoritas no episódio. A série é sempre tão séria que é bom ter uma conversa leve de vez em quando.

Lennie James: Eu amei, na verdade. É um toque doce e esperto dos roteiristas do episódio porque meio que relembra quem Morgan possivelmente era quando o conhecemos no episódio piloto. Mas também é de fato a primeira palavra que Morgan troca com Michonne. Acho que ele está tentando chegar nas pessoas e entender e redescobrir como você conversa com elas, como você se conecta com elas nesse tipo de mundo, então achei que foi uma escolha engraçada e delicada. Foi a maneira dele de dizer – eu lembro de você e sei que você estava lá, e sei também que você tem ideia de quem eu era, mas não de quem sou agora. Foi ele meio que tentando estender a mão para Michonne e ela ter empurrado de uma maneira divertida, meio que um sinal de como pode ser as próximas interações deles.

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Sim, achei bem divertido o momento entre os dois personagens. Os fãs dos quadrinhos sabem que Morgan e Michonne tem um relacionamento. O lance da barra de proteína jogou água na relação deles?

Lennie James: [Risos] Sim, se você roubar minha barra de proteína você não ganha amor! Não tenho ideia, realmente não posso comentar sobre isso porque não sei como vai se desenrolar para Morgan e Michonne. Vocês sabem que a série nem sempre segue tudo dos quadrinhos. Então, por enquanto eu não tenho conhecimento de nada em relação a isso.

Então vamos seguir para a morte de Carter. Carter obviamente não poderia ser salvo, mas Morgan e Michonne trocam olhares depois que Rick o mata. O que você acha que se passou na cabeça deles depois de ver aquilo?

Lennie James: Acho que aquela troca de olhares se trata de ramificações, por causa da personalidade de Carter antes de tudo aquilo. Ele era cético e foi contra Rick inicialmente. Mas Rick tinha que fazer aquilo porque era necessário e Morgan teve que repetir para si que ele sabia disso.

Rick manda Morgan de volta a Alexandria e ele fica dizendo que sabe que aquilo foi necessário. E eu entendo quais são as ramificações dos atos que podem ser e algumas pessoas precisam acreditar na necessidade delas e outras podem ser contra essas necessidades. Ele fala alto para si que sabe que aquilo foi preciso.

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Nós sabemos que ele ajudou o grupo a conduzir os zumbis para longe de Alexandria, mas você acha que ele está pronto para lutar por essas pessoas?

Lennie James: Acho que boa parte da sexta temporada para ele não é apenas quem é Morgan para Rick agora e quem é Rick para ele agora. Mas é se ele está ou não no caminho que ele traçou para si, no sistema de crença que ele está tentando manter. Se isso é compatível ou não com o estilo de vida das pessoas em Alexandria e se é compatível ou não entre o grupo. Então acho que isso é uma coisa que descobriremos – possivelmente – de uma forma ou de outra.

Morgan parece valorizar a vida humana. Indo do enterro de Pete a ajudar os sobreviventes de Alexandria a lutar. Ele meio que vai se tornar a consciência de Rick?

Lennie James: Acho que uma das coisas que vão se tornar claras nessa temporada é como você sobrevive nesse mundo. Vai ser parte das conversas da sexta temporada.

Rick está tentando explicar para as pessoas de Alexandria que se você quer viver nesse mundo você deve matá-lo. E Morgan está tentando se manter numa filosofia que prega que se você vai viver nesse mundo talvez haja uma maneira de deixar as outras pessoas viverem. Essas ideologias vão centrar a sexta temporada e algumas vezes elas vão se confrontar e em outras vão caminhar lado a lado; no geral, é saber se elas podem ou não viver juntas dentro dos muros de Alexandria.

Acho que muitos pensam que Morgan é o estágio final de qualquer que seja o rumo que ele está tomando, mas não acho que seja esse o caso. Acho que ambos – não necessariamente um é a consciência do outro, porque ambos estão traçando suas estradas. Morgan ainda parece não estar firme na sua, diferente de Rick que está tentando se manter focado.

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Fonte: Trove

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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