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6ª Temporada

Greg Nicotero fala da versão alternativa do primeiro episódio da 6ª temporada de The Walking Dead

Ávila Souza

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do primeiro episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E01 – “First Time Again” (Primeira Vez de Novo). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

The Walking Dead continuou grande na sua premiere da sexta temporada. Foram coisas do tipo 300 zumbis figurantes e milhares digitais, grandes problemas em Alexandria, e riscos como exibir metade do episódio em preto e branco. Mas como falou em entrevista o produtor executivo e diretor Greg Nicotero, essa última parte não era o plano original. A equipe de The Walking Dead tinha outra visão ousada de diferenciar as cenas de presente e passado, mas acabaram ficando no preto e branco durante a pós-produção.

Qual era o formato original e nós algum dia o veremos? Nicotero falou sobre isso e sobre o acidente que gerou um gêiser de sangue, porque Andrew Lincoln fez um buraco na parede antes de uma tomada, e outro momento que não chegou à versão final do episódio.

O tamanho e a abrangência desse episódio é diferente de tudo que vocês já fizeram antes. Qual foi a coisa mais difícil de executar como diretor nesse episódio?

Greg Nicotero: Acho que as partes de ação foram ficando cada vez maiores. Uma das coisas que mais gosto nesse episódio é a culminação de vários outros episódios passados para podermos mostrar onde nossos personagens estão, bem parecido com o episódio de estreia da quinta temporada que foi a saída do Terminus e teve uma grande sequência de ação. Então teve um pouco de cada coisa e o roteiro é fantástico. Scott Gimple e Matt Negrete escreveram um ótimo roteiro. Gostamos de brincar um pouco com a linha temporal.

Mas acho que a parte mais difícil para mim foi visualizar aquelas grandes sequências com a enorme multidão de zumbis. Eu dirigi um piloto ano passado, e a melhor coisa do meu emprego é que você está sempre aprendendo. Você se envolve como um artista e sinto como se o resultado do piloto que dirigi e os outros episódios de The Walking Dead me fizeram querer forçar as coisas aqui e fazer as cenas grandes. Alexandria é uma ilha pequena e o grande ponto desse episódio foi mostrar essa ilha no meio do oceano desse mundo novo, e que o mundo tinha a ameaça em potencial de zumbis e humanos e o que quer que seja, o que queríamos mesmo era garantir que não ficaríamos claustrofóbicos dentro de Alexandria e pensássemos “Oh, nós estamos sempre no mesmo local.” Então fizemos o mundo maior. Então naquela última cena o drone vai subindo cada vez mais e vemos milhares de zumbis nas ruas – tentamos expandir o mundo ali. E foi desafiador. Foi bem difícil e exaustivo, mas estou orgulhoso.

Walkers - The Walking Dead _ Season 6, Episode 1 - Photo Credit: Gene Page/AMC

Você falou em drone, vocês usaram mesmo um drone para aquela cena?

Greg Nicotero: Sim, usamos drones em alguns episódios. Teve um dia em que usamos vários drones e eles pareciam pequenos aviões ensaiados sobrevoando a moto de Daryl, foi uma coisa bem divertida e que nunca tínhamos feito na série antes. Nós sempre estamos tentando deixar tudo novo e parecendo diferente.

Você teve um desafio duplo naquela grande cena da pedreira. Como o guru das maquiagens de zumbis você teve que preparar centenas deles, e como diretor você teve que filmar cenas onde as centenas virariam milhares. Como você abordou a gravação dessas cenas?

Greg Nicotero: É como o Cubo de Rubik porque você filma o momento de Rick e Morgan na beira da pedreira e você olha uma pedreira de verdade, mas a pedreira está vazia e você pensa, “Ok, esse lado não está ali de verdade, e o fundo vai ser bem mais para trás.” Eu sempre faço o storyboard dessa sequências – não muito para mim – porque eu visualizo tudo na hora em que leio o roteiro, mas para ajudar os atores e os outros artistas e o câmeras a sentirem o que estamos fazendo.

Então quando você olha para os storyboards e para a cena final, eles são praticamente idênticos a partir do momento em que começamos a planejar as gravações, e isso é tudo porque queremos que as pessoas entendam. São mais ou menos 30000, ou seja lá quantos, zumbis ali. Mas nos set eles estão na beira de uma pedreira vazia e não há nada ali. E então o reverso é filmado em uma locação completamente diferente. Então filmamos uma sequência de ângulos em um lugar e uma parede de um penhasco para outra sequência, e isso foi um desafio porque Mike Satrazemis, nosso diretor de fotografia, e eu tínhamos um Technocrane na beira da pedreira com o braço esticado sobre a beira e a câmera virou em nossa direção. Então conseguimos fazer aquelas tomadas de cima da pedreira, quando os zumbis tinham que cair nós apenas os adicionamos digitalmente nas cenas que tínhamos gravados na beira do penhasco.

Precisamos falar sobre aquele zumbi deixando metade da pele entre os caminhões enquanto se espremia entre eles. Aquilo foi nojento, cara, e sei que isso é um elogio para você.

Greg Nicotero: De fato. É o primeiro zumbi que você vê claramente no episódio, e já estava todo despedaçado. Havia uma bolsa de ar debaixo das nervuras de modo que elas fossem empurradas para fora. Tínhamos também um pedaço de monofilamento puxando as tripas para fora. A prótese de silicone e tudo mais foi pensando para isso. Acho que mexemos um pouco no queixo digitalmente para que parecesse que ele tinha se deslocado, mas foi tudo 99% protético.

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Como você se sente, uma vez que já vem trabalhando isso por tanto tempo, quando você pode criar algo novo ou diferente de tudo que já vimos?

Greg Nicotero: Todos os efeitos que projeto e todas as maquiagens que faço tento garantir que seja diferente de algo que já vimos antes. Eu nunca quis repetir algo, “Ah, eles fizeram isso em um filme diferente e já vimos isso.” Sempre estamos fazendo algo novo. Acho que especialmente com Scott e com os roteiristas, eles se esforçam para fazer coisas interessantes. Tem uma cena nessa temporada que no roteiro diz, “Tem uma van no lado e um zumbi embaixo dela”. Nós estávamos reunidos para montar a cena e eu disse, “E se o zumbi tivesse ao redor como se tivesse sido atropelado?” Então fizemos um buraco nessa pequena van e colocamos 6 metros de intestinos em volta do eixo, contratamos uma contorcionista e fizemos com ela colocasse seu corpo ali. Foi um daqueles momentos em que você para, olha e pensa, “Deus, eu amo esse emprego. Isso é tão divertido.” Então sempre que temos uma ideia dessas é meu trabalho fazer o possível para elevar as coisas a um nível que ainda não fora atingido.

Teve tributo a algum zumbi nesse episódio? Às vezes você faz, às vezes não. Teve algum aqui?

Greg Nicotero: Sabe, no fim de tudo eu percebi que não tinha feito. Tínhamos feito uma cena com um zumbi em outro episódio que foi cortada, e foi inspirada em um filme em preto e branco e teria sido perfeito para esse episódio, mas não pensei nisso a tempo. Mas é tudo que vou dizer porque esse zumbi pode aparecer em outro lugar mais a frente. Mas em meus outros episódios sempre tem um ou outro tributo ali.

Obviamente, outra grande coisa que tivemos nesse episódio foi a ida e vinda entre as linhas do tempo. Temos o presente e os eventos que levaram ao presente, no passado, em preto e branco. Sei que esse não era o plano original de vocês, mas que em algum ponto vocês acharam que seria melhor para compreender a ida e vinda no tempo. Conte como foi a decisão de usar preto e branco e como isso mudou a perspectiva de vocês em relação ao episódio.

Greg Nicotero: Nós sempre sabíamos que seria uma dica visual. Quando filmamos, acho que Scott e eu falamos sobre a ideia de flashbacks desestruturados, e então o presente com excesso de saturação. Toda sequência que acontece no presente é cheia de ação. A câmera está sempre se movendo, momentos rápidos, pessoas correndo, gritando e atirando. Então na primeira versão do episódio nós tínhamos saturado o presente e diminuído a saturação no passado. O truque quando fizemos seria deixar parecido com O Mágico de Oz. Nosso mundo não é saturado, nossa série não é saturada. Então quando vocês vissem o verde vibrante nas florestas pareceria que o mundo estava vivo. A primeira coisa que notamos era que os zumbis não pareciam mais mortos, porque a cor da pele estava acentuada.

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Ficou algo tipo um desenho animado?

Greg Nicotero: Ficou apenas vibrante e vivo, e o ponto é que nossa série tenha sempre o tom que deixe o mundo sem muita saturação. Então no momento em que vimos sabíamos que seria algo visual. Foi uma ideia do Scott na verdade. Pareceu um pouco com “A Caçada ao Outubro Vermelho” quando Sean Connery está falando russo lentamente e a câmera dá um zoom e ele começa a falar inglês, e então a câmera diminui o zoom outra vez. Foi uma ótima transição, então na cena inicial quando Rick atira em Pete e a cor desaparece foi o momento inicial. Funcionou perfeitamente.

Estou interessado, e esperançoso, para que no DVD a versão de cores esteja disponível. Acho que nossa audiência é experiente o suficiente para acompanhar as pistas e assistir ao episódio em cores. Os efeitos visuais e os momentos com os zumbis em cores são de tirar o fôlego. Quando você tirar as cores a pedreira fica muito monocromática, mas quando está com cores você consegue notar bem a diferença entre os zumbis, os caminhões e as pedras. Por isso estive pedindo par Scott para que a versão com cores esteja no DVD porque ela tem um sabor diferente.

Já que vimos a versão preto e branco poderíamos ver essa versão também.

Greg Nicotero: A versão em preto e branco também funciona porque além de tudo lembra os quadrinhos. Foi divertido porque a maioria dos atores ainda não tinha visto o episódio montado porque ele foi finalizado recentemente, é realmente algo que nunca tínhamos feito antes, então foi uma decisão ousada.

O pobre Carter teve seu rosto mordido. Me conte como você quis abordar essa morte.

Greg Nicotero: Foi divertido porque eu já tinha trabalhando com o Ethan antes em “Mestres do Terror”. Ele estava em um dos episódios. Ele é um excelente ator. Ele veio e pousou com a atitude correta e com o nível certo de empolgação. E no dia em que tínhamos que matá-lo Andy me puxou no canto e falou “Esse cara é muito talentoso, nós deveríamos mantê-lo”. Eu falei, “Você sabe que nós vamos gravar a morte dele, tipo, agora, né?” Tínhamos feito um teste com ele em Los Angeles. Ele nem tinha lido o roteiro ainda.

Então a ideia era que a bochecha fosse protética e então um tubo de sangue melaria tudo. Tinha um que um dos meus caras ligou em um extintor de fogo e teve um take em que colocaram pressão demais no extintor e saiu literalmente uma rajada de sangue da bochecha dele, e o zumbi ficou ensopado. Foi tipo Carrie e Bria De Palma. Ele ficou todo coberto de sangue, da cabeça aos pés. O gatilho deve ter enganchado ou algo do tipo, mas foram quase 20 segundos de sangue jorrando com a força de um extintor pela bochecha dele.

É disso que precisamos no DVD!

Greg Nicotero: Nós vimos essa cena gravada por meses após o acontecido e sempre rimos.

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Isso é incrível. Ethan falou que você o fez gritar de várias maneiras, uma como se ele tivesse tentando sobreviver, outra como se ele soubesse que estava tudo perdido.

Greg Nicotero: E isso foi um momento bastante importante. Nós filmamos aquela sequência em duas locações. A ideia era ganhar tempo porque o episódio é grande, então filmaríamos a cena do ataque no lugar onde as outras cenas estavam sendo gravadas, e o momento seguinte em uma segunda unidade depois. Mas então nós fizemos a cena da mordida e ele caiu no chão e continuou com um olhar louco e o sangue começou a rolar e cair para os olhos dele, foi tão poderoso que continuamos a filmar ali mesmo.

E Andy falou, “Vamos continuar, vamos continuar”. Ele tinha o olhar de terror e medo em seu rosto, porque quando Rick o mata não é por mal. Rick o mata por dois motivos. Número um, ele está atraindo zumbis e número dois ele precisa que alguém acabe com sua miséria. Mas é um momento bem intenso porque Morgan e Michonne chegam e presenciam tudo. E na cena anterior ele fala, “Bem, nem todos deles vão conseguir sobreviver.” Tudo bem por mim, contanto que meu povo consiga.

Um dos meus elementos preferidos desse episódio foi o relacionamento entre Glenn e Nicholas. Eles literalmente quase se mataram na temporada passada e agora Glenn assumiu o papel de supervisionar e treinar o cara que um dia o abandonou à morte e em outro dia tentou atirar nele. Onde essa história vai acabar?

Greg Nicotero: É uma ótima história que eles têm, porque sim, Glenn não conta a todo mundo o que Nicholas fez, então está basicamente entre eles dois. Ele contou a Maggie, e vimos aquela cena em que ela conta a Tara, mas é interessante porque vemos a transformação de Glenn em um cara do tipo Hershel. Glenn tem o perdão em seu coração, e ele quer que as pessoas em Alexandria também a tenha, claramente mais do que Rick quer. Mas acho que Glenn está dando uma chance ao cara, ele pensa, “Escuta, se você ferrar com tudo eu não vou estar lá para te ajudar. Você precisa tomar conta de si. Mas estou dando uma oportunidade para você se tornar uma pessoa melhor, e se tornar o tipo de pessoa que precisamos nessa comunidade.”

Não se trata apenas de sobreviver dia após dia. O tema dessa temporada é viver. É o amanhã. É a semana que vem. É o mês que vem. E o desespero que Rick sente ao encontrar um lugar onde as pessoas podem viver, não apenas sobreviver, e foi apenas isso que o fez tomar aquela rápida decisão ao final da temporada passada, e agora ele pensa, “Olha, se nós vamos sobreviver, ótimo. Se eles morrerem, ok, não é nada demais. Não se preocupe com isso.”

Você teve algumas cenas aqui, como a que Rick aponta a arma para Carter e pergunta “Você realmente acha que vai tirar a comunidade da gente?”, que foram tiradas diretamente dos quadrinhos. Quando você filma algo que é arrancado das páginas dos quadrinhos, você usa o desenho original como storyboard e tenta reproduzir na cena?

Greg Nicotero: Sim. Desde o episódio 4×09 – quando eles deixam a prisão e o episódio gira em torno de Rick e Carl e a gente acha que Rick morreu – eu gosto de seguir o material fonte para extrair algumas imagens e alguns frames. Então essa foi uma referência direta. E eu lembro que quando a gente filmou a cena, Andy disse, “Você quer que liste o nome de todos?” Porque ele fala, “Você acha que vai conseguir tirar a comunidade do Daryl? Do Glenn? Da Michonne? De mim?” E Andy disse, “Eu quero tentar depois uma onde eu não listo os nomes das pessoas.” Porque às vezes na cena parecia que você estava fazendo uma chamada e não lembrando ao público quem está com ele.

Eu disse, “Bem, escute, a intenção é que você liste os nomes para que construa a ideia de grupo e força desse grupo. Por isso não mexa com Glenn e Michonne do lado dele. Não é apenas tirar o Rick dali. Se eliminarem o Rick vão ter que eliminar todos eles, e isso nunca aconteceria.” Então voltando aos quadrinhos a intenção era basicamente a de Rick dizer, “Eu tenho esses lutadores e sobreviventes comigo, e não vai existir qualquer maneira de você nos expulsar daqui, porque nós somos mais fortes do que vocês.”

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Sim, é uma ótima cena.

Greg Nicotero: Esperem, tem uma grande falha que preciso contar. Quando nós filmamos a cena com Rick e Ethan, Andy estava entrando no personagem e ele esmurrou uma parede, para esquentar o sangue antes de puxar a arma. E quando ele fez isso ele criou um buraco na parede. O momento foi tão engraçado que dá pra me ouvir atrás das câmeras. Ele sai rapidamente de Rick Grimes e vira Andy Lincoln em um segundo e diz, “Uh-oh. Já estava gravando?” E eu falo atrás das câmeras, “Sim, o buraco na parede está claramente na cena.” Estava bem ao lado da cabeça dele. É engraçado como em alguns segundos na cena ele deixa de ser o Rick e vira o Andy de novo e solta um “Ops.”

Falando em humor, teve aquela cena em que conhecemos o Heath e Eugene diz para ele, “Eu respeito o lance do cabelo.” Como vocês aplicam o humor na série, porque não é sempre que ele está ali, mas existem alguns momentos aqui e ali como o “Você está ridícula” de Daryl na temporada passada.

Greg Nicotero: O “você está ridícula” foi adicionado pelo Norman na hora quando Melissa passou por ele. Foi absurdo quando ele falou, mas temos que balancear. A série não pode ser tão pesada ao ponto de não haver um pouco sequer de humor. Não pode ser. Eu vi Josh na rua há alguns minutos e ele não é Eugene, mas se transforma em Eugene nos sets, e toda sua personalidade muda. Não dá para você não rir porque aquele é um ótimo personagem. Eu me segurei para não rir no season finale quando ele dar aquele olhar em direção ao Abraham na cena em que Rosita derruba a bandeja para que eles possam conversar.

Então é importante que tenhamos esses momentos engraçados, e o Josh é muito bom neles. Mas tem outro ótimo momento também quando Morgan diz a Michonne “Você roubou minha barra de proteínas?” E quando estávamos filmando eu deixei a comédia ficar maior porque ela sai de cena e deixa Rick ali. E Morgan fala depois, “Hmmm, eu sabia que ela tinha comido, mas ela diz que não.” E então ele olha para Rick e Rick meio que olha pensativo e sai também pensando, “Eu não vou me meter nisso.” E eu ri pra caramba, porque não deixamos esses momentos acontecerem.

Infelizmente, por conta da duração do episódio, eles tiveram que cortar a parte final, mas eu cheguei a deixar o momento na cena porque achei ótimo. Mas nós temos que fazer uma versão de comédia. Temos que ter um episódio onde eles estão correndo dos zumbis e se escondem em um clube de humor, aí Glenn falará, “Sabe, eu tentei stand-up comedy antes do apocalipse”, e então cada um faz um número.

The Walking Dead ao vivo. Certo, Greg, já se foi um episódio e temos mais 15 pela frente. O que as pessoas podem esperar?

Greg Nicotero: Posso dizer que a intensidade e nível épico da série não vão acabar no primeiro episódio. Nós continuamos com grandes episódios, gigantes, quase improduzíveis, semana após semana, porque essa temporada é colossal. Não vai ser tipo, “Ah, sim, eles vão sair dos portões saltitando e depois vão descansar um pouco”. Você não vai conseguir soltar a respiração nessa temporada. É completamente implacável semana após semana.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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