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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Erik Jensen.

Rafael Façanha

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arte com Erik Jensen e Steven Edwards para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Erik Jensen in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Erik Jensen, que interpretou Dr. Steven Edwards durante a 5ª temporada. O ator nos contou sobre os gostos musicais de seu personagem, sobre o trabalho com Emily Kinney (Beth), sobre as escolhas de Steven, sobre seus trabalhos no teatro e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Erik Jensen:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Erik Jensen: Obrigado novamente por me receber, é uma honra estar aqui. A primeira vez que ouvi sobre The Walking Dead foi pelos quadrinhos. Eu conhecia os quadrinhos e fiz teste para o programa logo quando começou, eu acho que fiz teste para 3 ou 4 papeis diferentes, não lembro quais, mas eu definitivamente me lembro de ter feito teste para interpretar o Eugene, o que foi bem legal. E aí um dia eles fizeram um teste comigo para interpretar um personagem que estava disfarçado, ainda não era um médico, mas eu acabei interpretando esse médico que sabia muito sobre discos e amava música. Participar do programa foi uma oportunidade para mim e também para mostrar Junior Kimbrough para o mundo, que era a pessoa que eu estava ouvindo quando conheci a Beth.

Steven não concordava com o autoritarismo de Dawn, embora não tomasse frente da situação para enfrentá-la. Ele acreditava que a vida dentro do Hospital fazia mais sentido do que fora dele. Você acha que, no fundo, ele tinha esperanças de tomar a liderança por ali e tornar o Hospital Grady Memorial um lugar melhor para se viver? Como você analisa as atitudes do personagem?

Erik Jensen: Eu não acho que o Steven tem qualidades de liderança [risos], você precisa pensar rápido para ser um líder, manter sua palavra e eu não acho que enganar pessoas seja algo eficaz ou essencial para ser um líder, então eu não acho que o Steven estava esperando se tornar um líder, eu acho que ele estava tentando ficar em segurança e, ficar em seu mundinho com seus discos, foi o jeito que ele arrumou de ficar seguro e ele faria qualquer coisa para manter isso.

Não sabemos muito sobre o passado de Steven antes do apocalipse começar. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Erik Jensen: Eu tive uma conversa adorável com Scott Gimple quando ele ligou para me parabenizar sobre o papel do Steven, conversamos sobre música e eu tinha uma pergunta importante para ele sobre que tipo de música eu estava ouvindo e era Junior Kimbrough, de quem eu virei um grande fã desde então, um cantor de blues incrível. Você pode ouvir uma parte da música dele tocando em uma cena com a Beth no meu escritório. Então não, eu só tive conversas com Scott Gimple e então eu, os diretores e os cineastas montamos tudo no set de filmagem.

Seu personagem desenvolveu uma relação de amizade com Beth quando ela chegou no Hospital. Ela o ajudava com os pacientes e o fazia companhia. Sabemos que Beth era uma pessoa muito forte, porém doce e ainda muito ingênua. Como você definiria o sentimento de Steven por Beth? E como foi trabalhar com Emily Kinney no desenvolvimento dos personagens?

Erik Jensen: Bom, Emily Kinney, como vocês sabem, é uma cantora incrível. Nós passamos a maior parte do nosso tempo na sala verde, conversando sobre música, sobre o que ela gosta na música, das bandas que eu gosto, eu anotei as bandas que ela gosta, conversamos sobre nossos violões… então construímos uma relação baseada nisso. Eu tenho uma filha, então da perspectiva do Steven eu a olhava como uma filha, o que torna o que o Steven fez muito pior [risos], mas é como eu a olhava e eu gosto muito da Emily, ela é uma ótima pessoa.

Steven era o único médico no Hospital, e ele propositalmente instrui Beth a dar a medicação errada para Trevitt – um paciente estável e que também era médico – causando a morte do homem. Sabemos que ele fez isso porque temia não mais ser útil para Dawn e acabar sendo expulso ou morto. Steven tirou vantagem da ingenuidade de Beth para não levantar suspeitas do real motivo de suas ações?

Erik Jensen: Ser o único médico do hospital e instruir Beth a dar o medicamento errado, foi uma coisa horrível de se fazer e acho que o truque do personagem foi para que você pudesse confiar nele no começo do episódio e assim você não esperar que ele fizesse o que fez. Foi o que eu, os diretores e os cineastas tentamos fazer todos juntos… espero que isso responda sua pergunta.

Depois da morte de Beth, Rick oferece acolhimento àqueles que quisessem se juntas ao seu grupo, mas Steven escolhe permanecer. Por que você acha que ele tomou essa decisão?

Erik Jensen: Eu acho que o Steven tem medo do que existe no mundo lá fora, algo como ficar quieto no seu canto. Eu acho que ele diz no programa “pessoas como nós não sobrevivemos lá fora” e eu acho que ele acredita firmemente nisso, acho que nada poderia ter tirado ele daquele hospital.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e como Steven iria se comportar após a morte de Dawn, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir?

Erik Jensen: Bem, isso seria legal, mas veja bem… Eu tive uma oportunidade de estar em The Walking Dead, de trabalhar com o melhor pessoal que existe no show business, você não entra nesse programa como um assistente pessoal, ou assistente de diretor, ou um chef [risos], ou um figurante… Se você é sortudo o suficiente por fazer alguns episódios como eu… Você só entra nesse programa se você é o melhor naquela determinada área, sabe? E eu apenas amei trabalhar com aquela equipe. Na verdade eu me senti inspirado depois de interpretar o Steven, me senti inspirado com a positividade que tinha no set, nunca senti algo parecido com isso antes. Eu fiquei tão inspirado pela direção do Scott Gimple, que era o showrunner na época, que decidi que era hora de eu mesmo atuar como diretor. Eu e minha esposa dirigimos um filme independente com um orçamento inferior a 1 milhão de dólares, também fizemos uma peça de teatro sobre o Lester Bangs, eu fiz o Lester Bangs e ela dirigiu. A atenção que eu recebi de The Walking Dead me trouxe oportunidades em programas como Mr. Robot, e agora estou fazendo “For Life”, sabe? O programa espera um certo profissionalismo e que façamos jus a ele, então foi uma honra apenas tentar fazer isso em The Walking Dead. É um dos melhores programas na televisão, eu era um fã antes de fazer parte dele… Então é isso!

Como você acha que Steven morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dele?

Erik Jensen: Como eu acho que o Steven morreu? Eu acho que ele morreu porque ele teve que voltar e ouvir mais um disco.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Erik Jensen: Se eu me lembro do meu primeiro dia no set? Sim eu me lembro, eu estava muito nervoso, mas sabe, as vezes atuar é basicamente andar, se mover, ficar parado, falar [risos], então eu tentava essas coisas e fui deixando de ficar nervoso. E tinham pessoas maravilhosas lá como Tyler James Williams, Emily Kinney, Scott Gimple estava por lá… Outras pessoas legais também como alguns produtores. Todos que estavam lá eram legais, foi como me juntar a uma família funcional.

Se eu me lembro do meu último dia no set dando adeus… Foi um dia triste porque eu acho que foi o dia que a Beth morreu, a personagem da Emily Kinney. Foi difícil estar por lá nessa hora, é difícil quando um programa dá adeus a um personagem. Mas ao contrário disso, eu consegui ver um velho amigo aquele dia, eu sou amigo do Chad Coleman por muitos anos, ele esteve em algo que eu escrevi chamado “The Exonerated”, muitos anos atrás, então consegui ver velhos amigos… Mas sempre estamos nos encontrando, sabe? Atores nunca morrem, eles só desaparecem [risos].

Se Steven tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Erik Jensen: [Risos] Qualquer oportunidade de trabalhar com alguém como… Vou listar pessoas que eu gosto no programa: Chad Coleman, mesmo ele não estando no programa enquanto meu personagem estava vivo, eu acho. Larry Gilliard, Andrew obviamente, Norman… Quero dizer, escolha qualquer um. Melissa, eu trabalhei com ela por um tempinho, eu empurrei ela na cadeira de rodas. Mas além disso eu também consegui trabalhar com um herói da direção para mim, um cara chamado Ernest Dickerson, quero dizer, eu não poderia estar mais feliz pela experiência, foi ótimo.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Erik Jensen: Eu certamente escolheria o personagem que fiz em Mr. Robot, o cara careca com um talk show [risos], só que eu acho que ele não sobreviveria mais do que um episódio, mas eu adoraria ver esse personagem em The Walking Dead.

Atualmente você está interpretado Dez O’Reilly, na série For Life. Como tem sido trabalhar nesse projeto? E, eu sei que você não pode dar spoilers e nem queremos, mas o que você pode nos contar do que podemos esperar tanto do seu personagem como da 2ª temporada?

Erik Jensen: Eu estou fazendo um programa novo agora chamado “For Life” na ABC, estou muito orgulhoso disso, estou trabalhando com atores do nível de The Walking Dead, um cara chamado Nicholas Pinnock que é um ator genial, ator de teatro, filmes, ele se tornou um grande amigo meu. Me encontrei no meio de mais um programa onde me sinto em família e não a trabalho. Agora está difícil, estamos passando por um momento difícil, porque estamos tendo que filmar durante a quarentena e tem todas essas regras novas sobre Covid e essas coisas, mas estamos seguindo as ordens e todos estão sã e salvos, queremos que isso continue. Temos coisas empolgantes sobre o programa, a atuação é incrível, eu trabalho com pessoas como Tim Busfield e alguns diretores incríveis também, então me sinto bastante sortudo em estar em “For Life” na ABC, espero que vocês vejam!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Erik Jensen: Falando sobre a pandemia e projetos adiados… Minha esposa e eu também somos escritores, diretores e produtores e temos uma peça de teatro chamada “Coal Country” que criamos com o cantor e compositor Steve Earle, que também é um ator. É sobre uma explosão que ocorreu nos Estados Unidos há uma década, 29 homens foram mortos e decidimos fazer uma peça de teatro com música sobre, então entrevistamos sobreviventes da explosão e seus familiares, fomos com o Steve e ele fez as músicas, adaptamos as palavras e fizemos essa peça. Acabou de estrear e as famílias foram ver, eles aprovaram e se sentiram vistos e então veio a pandemia e esse show que empregamos 7 dos nossos amigos de repente foi encerrado e eu fiquei sem emprego. Mas sabe, não deixamos isso nos afetar, decidimos fazer outro show sobre o que aconteceu com a gente, a fim de entendermos tudo isso, então escrevemos um show chamado “The Line”, onde entrevistamos médicos na linha de frente de Nova York, contando sobre a experiência deles em março, quando o pior da pandemia aconteceu. Escrevemos e Aimee Mann fez a composição musical da peça, eu tive a oportunidade de trabalhar com uma das minhas heroínas na música, dois deles em um ano… Mas, sabe, tudo isso para entendermos o Covid e honrar nossos primeiros representantes. A peça estreou ao vivo online alguns meses atrás e cinquenta mil pessoas assistiram, o que não é grande coisa para televisão, mas é para o teatro, teria que ocupar uma boa parte do ano para abrigar toda aquela gente dentro do teatro. Então foi isso o que aconteceu, alguns projetos foram cancelados, muitos dos meus amigos estão sem trabalho agora, sou muito sortudo por estar fazendo “For Life”, o meu novo programa, e tem interesse de outros programas para fazermos mais coisas. Então vamos apenas continuar e esperar que tenha uma vacina logo e todos podermos voltar ao trabalho e não estar passando por um momento difícil.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Erik Jensen: Aqui está o que eu sei sobre os fãs brasileiros de The Walking Dead: eles são uns dos fãs mais apaixonados do universo. Muitos fãs brasileiros me acolhem ainda e eu não sei porque [risos], mas eu aprendi muito sobre o país maravilhoso de vocês e as pessoas do Brasil, sou especificamente interessado na música, sendo um nerd da música que sou, então tenho a intenção de aprender mais sobre isso nos próximos anos. Quero que todos os fãs de The Walking Dead fiquem a salvo, eu rezo para que vocês fiquem bem e saudáveis durante esse momento difícil. Espero ver todos vocês pessoalmente logo, espero que tenha uma vacina para todos nós logo para que todos possam seguir com suas vidas juntos em um mundo pacífico. Paz! Se cuidem e obrigado por me receberem.

REDES SOCIAIS DO ERIK:

– Twitter: @erikjensen123

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Ann Mahoney (Olivia)

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E17 – “Home Sweet Home”: O inimigo agora é outro

Home Sweet Home foi o 17º episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Maggie, Cole e Elijah andando na floresta em imagem do 17º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo sétimo episódio, S10E17 – “Home Sweet Home”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Em um episódio com claras limitações de produção por conta das restrições impostas pela Covid-19, The Walking Dead retornou para os seis episódios extras que completarão o enredo da 10ª temporada. E o primeiro deles, “Home Sweet Home”, foca em Maggie, que busca companheiros de comunidade para retornar para Alexandria, seu antigo doce lar.

Quando a produção de The Walking Dead anunciou os capítulos 17 a 22, a primeira coisa que me veio à cabeça foi que a ideia de esticar a história serviria para amarrar algumas pontas soltas no enredo, fazer flashbacks e pouco introduzir à história. No entanto, a impressão que “Home Sweet Home” deixou foi outra, a de que um inimigo pode colocar em risco os sobreviventes de Alexandria. Além disso, o embate – direto ou não – entre Maggie e Negan promete ser um dos grandes temperos deste retorno.

Com um elenco reduzido, tomadas um pouco maiores que o habitual para completar o tempo do episódio e alguns objetivos, novos e velhos, pelo caminho – como a introdução dos novos sobreviventes à comunidade e a busca por Connie – The Walking Dead nos traz estes seis episódios para matarmos as saudades do nosso elenco e da nossa história tão queridos.

Presente e futuro

Interessante a estratégia da produção de The Walking Dead em dar sequência à história com “Home Sweet Home”, mesmo correndo o risco de mexer com algo que está por vir na 11ª e última temporada. Mesmo com novas aventuras à vista, algumas lembranças também apareceram na nossa tela, até para nos relembrar de onde paramos na história. Um exemplo ocorre logo no começo do capítulo, quando Judith e Maggie interagem e falam sobre Michonne. A Samurai está em busca de Rick após receber algumas pistas de que o xerife pode estar vivo e a dupla conversa sobre a reação de R.J. e o papel da irmã mais velha, que diz à criança que eles estão olhando para as mesmas estrelas à noite.

Este momento doce é interrompido pelo tão esperado reencontro entre Maggie e Negan. O ex-Salvador e assassino de Glenn esteve muito perto de morrer pelas mãos da Viúva, mas quando ela chegou à cela em Alexandria para vingar a morte do marido, o homem havia fugido. Depois descobrimos que ele estava em uma missão dada por Carol para matar Alpha e tentar pôr fim ao confronto contra os Sussurradores. A própria Carol admite para Maggie, em “Home Sweet Home”, que o encontro com Negan não ocorreu por causa dela. As consequências desta história são bastante esperadas. Não nos decepcione, produção!

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Também somos lembrados sobre o triste destino de Hilltop, devastada pelo ataque dos Sussurradores. Maggie propôs levar os dois companheiros de viagem, Cole e Elijah, para o casarão, mas descobre que o lugar não existe mais e eles terão que ir para Alexandria junto com os outros sobreviventes. Cole é um personagem que chegou mostrando as caras, um sujeito que fala o que pensa e que, no capítulo, flertou com a inconveniência. A ver o comportamento do sujeito no porvir.

Elijah, por sua vez, tivemos a chance de conhecer no que seria o season finale da 10ª temporada, quando ele salva Gabriel da morte certa pelas mãos dos Sussurradores. Desta vez, conseguimos ver o rosto do rapaz, que em determinado momento parece sofrer ao chegar em certa localidade por, provavelmente, lembra-lo da irmã, que morreu. A conexão dele com Kelly parece ter sido imediata e é bom ficar de olho nessa nova amizade.

Por fim, a busca por Connie também deve mover nossos personagens. Kelly segue confiante de que a irmã está viva e Daryl parece ainda disposto a procurar pela amiga. Vale lembrar que ela se encontrou com Virgil após passar um tempo desaparecida. A irmã de Kelly foi soterrada junto com Magna depois da explosão de uma dinamite em uma jogada atrapalhada de Carol, que ainda estava perturbada pela morte de Henry, e voltou a aparecer no 16º episódio da 10ª temporada. O reencontro das irmãs (e de Connie com Daryl) também promete.

Novas histórias após Home Sweet Home

O que há muito todos nos perguntávamos, enfim foi respondido. Maggie esteve fora por todo este tempo ajudando outras comunidades com Georgie, mas, além disso, também passou um tempo com Hershel Rhee em uma casa isolada no litoral. A ideia da Viúva era tirar o sentimento de vingança de Negan da cabeça e, por isso, ela resolveu se afastar dos amigos.

No entanto, ela parece ter encontrado muitos obstáculos pelo caminho. Aqui é interessante notar que, mesmo que a personagem tenha ficado afastada da série por tanto tempo e, consequentemente, perdido tantos acontecimentos que nós acompanhamos, ela também passou pelos seus percalços, perdeu pessoas e encontrou uma nova família pelo caminho. Mesmo que não a tenhamos visto em tela, a personagem deixa claro que viveu suas experiências longe de Hilltop que a afetaram e ajudaram a se tornar a pessoa que é hoje.

No tempo em que esteve fora, Maggie perdeu muito. De longe ela soube da morte de pessoas próximas, como Jesus, Tara, Enid, do desaparecimento de Rick e, logo que voltou, soube da destruição de Hilltop. Isso tudo fez com que ela optasse por se afastar do ponto de encontro onde trocava correspondências com os amigos. Obviamente a estratégia de fugir dos problemas não deu certo e ela precisou voltar para ajudar a família a se reerguer.

Junto com a nova comunidade, Maggie traz na bagagem, também, um novo inimigo: os ceifadores. Pouco se sabe sobre as intenções ou o objetivo do grupo, que parece ser bastante violento, mas já tivemos a pista de que Maggie é o alvo. Quando o homem que atira nas sobreviventes da comunidade é encontrado, ele revela, antes de bancar o kamikaze, explodindo a si mesmo, que um tal de Papa marcou Maggie. Com certeza teremos momentos de tensão e perigo não só para ela, mas também para o pequeno Hershel e os sobreviventes de Alexandria.

Foi um capítulo que deixou uma série de boas impressões para o que vem por aí. Impossível não mencionar o calor no coração ao ver o filho de Maggie e Glenn são e salvo após estar em iminente perigo. E a semelhança do rapaz com o pai também impressiona! Curioso para saber como será a adaptação do jovem à Alexandria, onde ele deve encontrar novos amigos, como Judith, Gracie e R.J., e também deve dar de cara com o assassino de seu pai.

O que você achou de “Home Sweet Home”, e quais suas expectativas para os cinco episódios restantes? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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10ª Temporada

Trailer LEGENDADO dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

Assista ao trailer dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série retorna em 28 de Fevereiro!

Rafael Façanha

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daryl armado em imagem dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead está se preparando para retornar com 6 episódios extras da 10ª temporada e a AMC acaba de divulgar o trailer oficial para aquecer a ansiedade dos fãs.

Os novos episódios vão focar em determinados grupos de personagens e prometem responder algumas perguntas em aberto, como onde Maggie estava, o passado de Negan e sobre os soldados que cercaram o grupo de Eugene no final do episódio “A Certain Doom”.

Assista ao trailer de The Walking Dead:

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Títulos e sinopses dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

Nesses episódios extras, encontraremos nossos sobreviventes tentando se reerguer após a destruição que os Sussurradores deixaram para trás. Os anos de luta pesam sobre eles e os traumas do passado ressurgem, expondo seus lados mais vulneráveis. Ao questionarem o estado da humanidade, o estado de sua comunidade coletiva e o estado de suas mentes, eles encontrarão a força interior para perseverar com suas vidas, amizades e grupo intactos?

A 11ª temporada de The Walking Dead – que tem previsão de estreia para Outubro deste ano – será a última da série inspirada nos quadrinhos de Robert Kirkman. Para dar uma despedida digna e épica ao universo zumbi, serão exibidos 24 episódios nesta parte final da história, oito a mais em relação aos tradicionais 16 capítulos divididos em duas partes que nos acompanharam na maioria das temporadas.

The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro com o episódio “Home Sweet Home”.


Legenda por: Guilherme Catai / Equipe The Walking Dead BR

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Anunciada data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead

Confira a data de estreia dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série se encaminha para a reta final.

Rafael Façanha

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A AMC divulgou através de uma nova leitura de roteiro a data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead. Por conta da pandemia de COVID-19, a temporada ganhou 6 episódios extras.

A 10ª temporada de The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro de 2021. Os seis episódios extras, até certo ponto, vão seguir um formato de antologia, focados em personagens individuais ou pequenos grupos de personagens.

Já sabemos que pelo menos um desses episódios vai explorar o passado de Negan, provavelmente mostrando partes da HQ “Here’s Negan”. A atriz Hilarie Burton, esposa de Jeffrey Dean Morgan (Negan), foi anunciada recentemente no papel de Lucille (a esposa do personagem).

The Walking Dead é uma história que começou há 10 anos com um homem tentando encontrar sua família. Essa família cresceu e gradualmente as comunidades tomaram forma. Eles lutaram e sobreviveram, prosperaram e deram origem a uma nova geração. É um conto sobre a humanidade e há mais histórias para contar.

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