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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Corey Brill (Pete)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Corey Brill.

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arte com Corey Brill e Pete Anderson para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Corey Brill in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Corey Brill, que interpretou Pete Anderson durante a 5ª temporada. O ator nos contou sobre como foi o trabalho com Alexandra Breckenridge, sobre a épica cena de luta entre Pete e Rick, sobre os momentos divertidos com o elenco quando eles não estavam gravando, sobre uma nova peça de teatro e muito mais.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Corey Brill:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição?

Corey Brill: Oi Walking Dead Brasil! Um prazer. Vai ser divertido levar minha mente de volta ao meu (muito curto!) tempo em Alexandria! Vejamos, veio como um teste auto-gravado, o que significa que eu me filmei fazendo uma cena e a enviei. Talvez você saiba, mas o The Walking Dead não usa material de roteiro real, então eles escreveram uma cena em que um cirurgião de pavio curto é acusado de estar bêbado durante uma operação. Eu sabia do programa, é claro, mas não tinha visto. Assim que consegui o papel, eu devorei e adorei!

Não sabemos muito sobre o passado de Pete. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Buscou alguma inspiração? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Corey Brill: Eu me lembro de algumas conversas sobre coisas pelas quais os Andersons podem ter passado, quando os conhecemos, mas sem detalhes. Ele tinha habilidades necessárias na comunidade, então estava acostumado com algum poder – mas também estava claramente danificado.

Na primeira temporada presenciamos um relacionamento abusivo entre Carol e Ed. Enquanto na 5ª temporada, o seu personagem se mostrou uma pessoa boa e acolhedora, para mais tarde os telespectadores descobrirem que ele abusava psicologicamente de sua esposa. Ele estava pronto para lutar quem se colocasse no caminho do relacionamento entre ele e a Jessie. Para você, qual é a importância de situações como essa serem abordadas na televisão?

Corey Brill: Acho que é correto mostrar que o abuso pode vir de várias formas. Mas o ponto comum em tudo é que se trata de poder e medo. Não medo da parte do abusado, mas do agressor, eu acho. Pete estava apavorado com tanta coisa antes mesmo de Rick e seu grupo aparecerem e então adicionar a possível perda de sua família para um recém-chegado… era demais para ele.

Em nossa última entrevista, você mencionou o quão incrível foi trabalhar com Andrew Lincoln, mas nós acabamos esquecendo de perguntar como foi sua experiência com Alexandra Breckenridge. Como foi para vocês trabalharem juntos no desenvolvimento dos personagens? Você ainda mantém contato com ela de alguma maneira?

Corey Brill: Eu vejo Alexandra no Instagram de vez em quando – ela começou sua família na mesma época que a nossa – e ela é incrível. Eu adorei trabalhar com ela – sempre achei sua energia muito calmante. Eu me sentia um novato perto de profissionais como ela, mas ela sempre me fez sentir à vontade.

Sabemos que, algumas vezes, há cenas que acabam sendo cortadas na edição final do episódio. Alguma cena de que você participou acabou sendo cortada por algum motivo ou toda a história planejada para Pete foi ao ar?

Corey Brill: Eu acho que eles usaram de tudo! Acho que usaram.

Uma das cenas de luta mais marcante entre o Rick e seu personagem foi a que ambos brigaram tanto que voaram pela janela. Conte-nos um pouco sobre como foi gravar essa cena. Você fez algum tipo de treinamento? Existe alguma história engraçada dos bastidores dessa gravação?

Corey Brill: Oh, esses foram meus dois dias favoritos no set, com certeza! Nós filmamos a cena da janela quebrada e terminamos nossa briga na rua no dia seguinte. Um ou dois dias antes, Andrew e eu combinamos o básico de como seria a luta – examinando-a apenas com o diretor e o coordenador de dublês.

Esse era exatamente o tipo de cena de luta que eu sempre quis estar: feia, sangrenta e feroz! Cada um de nós conseguiu acidentalmente bater um no outro pelo menos uma vez – acho que naquele tipo de luta próxima demais isso acontece – e adorei cada minuto. Pouco antes de Mike gritar “ação!” a gente ficou rosnando um no ouvido do outro “vai se fode, vai se foder, vai se foder”. Acredite ou não, esse era um ambiente de trabalho perfeito.

Antes de Pete morrer, ele acabou matando Reg com a katana de Michonne. Como um ator se prepara para um momento tão impactante como esse? E como foi para você interpretar algo tão brutal?

Corey Brill: Entrar naquele pequeno pátio a cada tomada significava entrar em um lugar de fúria cega e impensada. Acontece que, para mim, isso significava ouvir uma música feia muito intensa (a faixa do Barry Adamson chamada “Dirty Barry” se me lembro bem) para me manter em um certo mental. E flexões. Tovah fazia 25 flexões antes de algumas tomadas e, cara eu roubei isso. Aumenta sua frequência cardíaca o suficiente para sentir um ímpeto, mas não tanto a ponto de você ficar sem fôlego. Tem uma pequena ponta da Tovah aí.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Corey Brill: Ah, sim, novamente, a luta foi a mais divertida e a mais desafiadora. Eu tinha lentes de contato quando estávamos filmando a parte externa e eles sujaram tanto de sangue falso que mancharam permanentemente! Há algo muito bom em cenas como essa. Você percebe que até a equipe técnica fica animada. E isso é incrível porque eles viram de tudo.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Corey Brill: No meu primeiro dia no set, fui levado para onde Andy e a equipe gravaram em seguida. A cena em que Pete se dirige a Rick das sombras. (Pete age como um idiota, dá pra notar né? Em uma varanda? Esqueça que eu disse isso.) De qualquer forma, Andy se aproximou e sentou-se comigo enquanto eles preparavam a cena e definiu o tom para o resto da minha experiência. Me fez sentir muito bem-vindo e me encorajou a dedicar o tempo que quisesse nas cenas. Isso é muito raro e generoso. Ele é um dos melhores.

Se Pete tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Corey Brill: Oh, se ele tivesse sobrevivido por mais tempo. Lembro-me de ler a frase de Carol “você vai ter que matá-lo” (referindo-se a mim) e sugerir a Scott Gimple uma frase alternativa: “você precisa realmente conhecê-lo mais. Por um período maior de tempo.” Ele não concordou. Eu adoraria ter mais chances de trabalhar com Steven e Lauren (nós nos divertimos fora do set, eu me lembro) e é uma pena que Pete e Daryl nunca tenham interagido muito.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Corey Brill: Tivemos um recém-nascido entrando em nossas vidas bem na época em que um certo taco de beisebol apareceu e matou alguns velhos amigos meus… Acho que foi o último episódio que vi. Talvez agora que eles estão um pouco mais velhos eu possa voltar ao sangue de zumbis.

Como isso deve terminar? Com todo o coração e narrativa habilidosa que puder reunir. Aposto que eles vão conseguir.

O que você gostava de fazer por Senoia/Georgia quando não estavam gravando? Você costumava sair com alguns membros do elenco? Como você ocupava o seu tempo livre durante seu tempo em The Walking Dead? Alguma história engraçada sobre isso pra compartilhar conosco?

Corey Brill: Há um bar em Senoia que tinha uma boa noite de perguntas e respostas. Uma das minhas memórias favoritas foi ir com Alexandra, Ross Marquand, Michael Traynor, Daniel Bonjour e Austin Nichols e foi o máximo. Chamamos a nós mesmos de Equipe Alexandria (ninguém sabia quem éramos, claro) e não me lembro se vencemos. Eu acho que sim? Mas isso pode ser apenas uma lembrança ilusória!

Falando em apocalipse zumbi… O que Corey Brill teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Corey Brill: Eu gostaria de ter mais alguns outros, mas é isso. Vamos ver… Vou assumir que todas as coisas práticas já foram cuidadas, então vou acrescentar: pernas de pau muito altas, um daqueles trajes de malha à prova de tubarão, um daqueles pequenos ventiladores portáteis de mão, cerveja e um Humvee blindado 🙂

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Corey Brill: Obrigado por perguntar. Eu estava prestes a começar a trabalhar em uma peça de Tom Stoppard chamada Arcadia – esperei anos para fazê-la e acho que terei que esperar mais alguns anos. A pandemia tem sido difícil para todos os atores, é claro, mas o teatro, especialmente, está em uma situação difícil. Muitos atores de teatro só têm seguro de saúde porque trabalham um certo número de semanas durante parte do ano. Muitos atores aqui passarão por momentos difíceis, não há como contornar isso. Aproveitei o tempo extra com minha família – isso tem sido ótimo para minha saúde mental. Isso e tanto tempo na floresta quanto eu puder ter.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Corey Brill: Lembro-me de encontrar fãs brasileiros no Twitter imediatamente e de pensar uau – esses caras são incríveis! É tão legal estar em um programa que tem uma audiência global. Eu espero que um dia eu possa viajar até aí e encontrar alguns fãs pessoalmente! Sério mesmo. Podemos fazer isso acontecer? Espero que todos aí embaixo estejam seguros e saudáveis e tão felizes quanto esses tempos loucos permitirem. O amor vai vencer. Continuem em frente!

REDES SOCIAIS DO COREY:

– Twitter: @BrillCorey
– Instagram: @cbrizza
– Facebook: @coreybrillactor
– Site oficial: www.coreybrill.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jayson Warner Smith (Gavin)

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