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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Ann Mahoney (Olivia)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Ann Mahoney.

Rafael Façanha

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arte com Ann Mahoney e Olivia para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Ann Mahoney in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Ann Mahoney, que interpretou Olivia durante as temporadas 5, 6 e 7. A atriz nos contou sobre como ela conseguiu o papel na série, sobre como ela desenvolveu a personalidade de Olivia, sobre ter trabalhado com Jeffrey Dean Morgan, sobre a cena em que Olivia da um tapa em Negan e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Ann Mahoney:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Ann Mahoney: Eu conhecia os quadrinhos, não o programa. Eu tinha dois filhos pequenos quando fiz o teste: um mal tinha 2 anos e o outro 7 – então eu não estava assistindo muita TV que não fosse animação infantil. Meu agente me chamou para fazer um teste. Como você sabe, o TWD não fornece roteiros reais para audições, então eu tinha um roteiro que eles escreveram para a audição. Eles também não dizem o nome do seu personagem. Então, gravei a audição e enviei por meio do meu agente. Eu consegui o papel com aquela fita. 🙂

Nos quadrinhos de The Walking Dead, Olivia acaba durando um pouco mais, onde acaba sendo morta pelos Sussurradores. Você chegou a ler/pesquisar sobre a personagem nos quadrinhos para ter uma noção de como interpretá-la ou preferiu apenas seguir os roteiros? Que tipo de inspirações você teve pra criar a personalidade de Olivia?

Ann Mahoney: Eu tinha os gibis, então voltei e olhei para eles assim que soube QUEM eu realmente estaria retratando. Mas eu não descobri quem estava interpretando até chegar ao set. Então, pude pesquisar OLIVIA e ter uma ideia de sua história. Eu tirei tudo do gibi que pude, eles a chamaram de fofoqueira e confiável nos gibis. O resto se desenvolveu enquanto eu fazia o dever de casa do meu personagem. Eu mantenho um caderno de deveres de casa para cada personagem que interpreto, com seus antecedentes, história familiar, etc. Então, sua personalidade se desenvolveu a partir dessas duas fontes e da consulta com o showrunner (na época) Scott Gimple e o produtor Greg Nicotero.

Você pode citar uma semelhança e uma diferença entre você e Olivia?

Ann Mahoney: Em comum: Olivia e eu somos muito confiáveis e honestas.

Diferença: tenho muito mais confiança em mim mesma do que Olivia, e sou uma Mamãe Ursa de ponta a ponta – lutarei se alguém me ameaçar… logo na PRIMEIRA vez.

Olivia é uma personagem muito gentil e genuinamente boa, que viveu em condições de completa segurança durante muito tempo dentro dos muros de Alexandria. Quando o grupo de Rick chegou à cidade, você diria que Olivia os via como uma ameaça ou como algo bom? Por quê?

Ann Mahoney: Acho que ela teve algum receio no início. No apocalipse você aprende a não confiar em ninguém. Mas Olivia tinha muita ESPERANÇA de que seriam boas pessoas. Porque Alexandria era um bom lugar e precisávamos de mais gente boa.

Durante a invasão dos Wolves em Alexandria, Olivia enfrenta, pela primeira vez, uma grande ameaça real ao seu mundo. Apesar de muito assustada, ela se mostra determinada a se proteger. Você diria que este foi o momento em que Olivia percebeu que a vida no apocalipse era mais do que os governantes de Alexandria deixavam transparecer para os moradores da cidade? Como você acha que Olivia se sentia sobre a vida adotada pelos alexandrinos?

Ann Mahoney: Acho que Olivia teve um pré-apocalipse na vida real, então ela teve uma IDEIA de que o mundo não era um lugar perfeito. Mas a invasão dos lobos foi definitivamente horrível. Ela nunca tinha visto humanos, em massa, serem tão brutais e indiscriminados ao matar. Acho que Olivia representa muito da maneira como a MAIORIA de nós responderia inicialmente neste tipo de situação. Ela estava com medo, mas percebeu que não queria MORRER – e se ela iria VIVER, ela precisava ser corajosa e se proteger. Acho que Olivia estava contente com a vida alexandrina. Acho que ela era o tipo de pessoa que achava beleza nas coisas simples. Um copo de café. Um quadradinho de chocolate. Uma piada com um amigo.

Como/quando você descobriu que Olivia iria morrer? Nós meio que começamos a suspeitar disso quando ela começou a cuidar da bebê Judith. Todo mundo que tomava conta de Judith morre, você notou isso?

Ann Mahoney: Foi cerca de 6 semanas antes de eu filmar meu episódio final. Scott Gimple me ligou em casa em um domingo. Eu soube instantaneamente. Eu notei que todos que cuidaram de Judith receberam uma sentença de morte. (risos) Scott sabia que a morte de Olivia seria chocante e triste – e ele sabia que mostraria a verdadeira desumanidade dos Salvadores. Isso foi importante.

Carol e Olivia desenvolvem uma certa amizade conforme o grupo de Rick se adapta à Alexandria. O que fez Olivia confiar em Carol? E como foi trabalhar com Melissa McBride no desenvolvimento das personagens?

Ann Mahoney: Acho que Olivia vê outra mulher sozinha abrindo caminho em Carol. E ela vê algum trauma nela. Ela também vê alguém com quem quer ser MAIS PARECIDA. Olivia, eu acho, queria ser tão corajosa quanto Carol era. Melissa foi tão acolhedora comigo, e eu sou muito grata por ter a chance de trabalhar com ela com frequência. Ela é um ser humano muito especial.

Quando Negan vai até Alexandria esperar por Rick na casa dele, Olivia fica extremamente abalada com a presença e com a postura desrespeitosa e abusiva dele. Mesmo assim, Olivia foi forte o suficiente e ainda deu um tapa na cara do vilão. O que ela mais temia naquele momento? E Que lembranças você tem das gravações dessa cena E de trabalhar com Jeffrey Dean Morgan?

Ann Mahoney: Acho que é o que a maioria das mulheres que não são muito magras pensa quando um homem ousa sugerir que ela seria “abençoada por ter relações sexuais com ele”. Como você ousa? Como se atreve a pensar que não tenho opções, só porque não sou uma mulher tamanho M? Olivia tem opções, acredite em mim. Pessoas em Alexandria, incluindo HOMENS, gostavam dela. Acho que o tapa vem de um lugar de profundo desgosto e consternação – como se dissesse: “Quem diabos você pensa que é?” E “Eu nunca me rebaixaria para fazer sexo com um monstro como você.” Eu acho que ela PERDEU todo o medo devido a essa raiva no momento, e então ela rapidamente percebe o que fez… e teme que possa colher algumas consequências horríveis.

Filmar aquela cena foi uma explosão. JDM é um príncipe e realmente era como o Ricardo III daquela série – no sentido de que ele tinha um número extraordinário de falas para aprender em um curto espaço de tempo. Ele era encantador e engraçado e divertido quando as câmeras estavam desligadas, e assustador, charmoso e poderoso quando elas estavam ligadas. Eu adoraria trabalhar com ele novamente em qualquer coisa. Adorei cada minuto.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Ann Mahoney: Eu me diverti mais gravando o episódio do tapa em Negan. Em segundo lugar está a invasão dos LOBOS. PORQUE eu adoro momentos de transformação na vida REAL – assim como na vida do personagem. Momentos em que alguém é empurrado para um lugar onde tem que mudar… e nunca mais pode voltar.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Ann Mahoney: Meu primeiro dia no set foi muito acolhedor. Steve Yeun me fez sentar ao lado dele à mesa com todos os personagens principais. Às vezes, o refeitório no set pode parecer uma lanchonete do ensino médio… os garotos legais sentam aqui, os nerds sentam aqui, os perdedores sentam-se aqui… Não era assim no TWD. Muito acolhedor. Scott Gimple e Greg Nicotero me garantiram total confiança em minhas habilidades. O mestre de adereços John Sanders foi tão gentil comigo… me levando para checar meus olhos e fazer novos óculos para mim (já que eles acabaram usando meus próprios óculos pessoais para o programa). Andy Lincoln fez questão de vir até mim, onde eu estava trabalhando em meu caderno de lição de casa, e me fazer perguntas. Parecia que estava sendo recebida como um novo jogador em um time… coisa grande.

Meu último – foi triste, mas maravilhoso. Eu estava filmando no SUN RECORDS (interpretando Gladys Presley) simultaneamente naquele verão, e então estava indo e voltando entre Memphis (SUN RECORDS) e Senoia (TWD) e então não houve tempo real após meu último episódio para qualquer tipo de celebração. MAS, Michael Satrazemis estava dirigindo – e ele é um ás – estar no set com ele é muito fácil e ele de alguma forma mantém tal intensidade enquanto ainda faz parecer que estamos todos nos divertindo. Andy Lincoln não foi chamado naquele dia, mas veio se despedir de mim. Foi tão estelar da parte dele. Ele me disse que eu realmente causei um impacto.

Se Olivia tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Ann Mahoney: Eu teria adorado trabalhar mais com o padre Gabriel (Seth Gilliam) – eu simplesmente gosto muito dele. E Alanna – ela era um verdadeiro e genuíno espírito brilhante – e muito engraçada. E Khary (Rei Ezekiel) e Cooper… e também minha amiga Kerry Cahill (Diane). Mas eu adoraria trabalhar mais com JDM e Melissa também. E Norman. E Andy – eu adoraria trabalhar com qualquer um deles novamente.

Falando em apocalipse zumbi… O que Ann Mahoney teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Ann Mahoney: Sobrevivente da comunidade. Tenho filhos – e os protegeria a todo custo. Acho que teria um jeito de fazer fogo. Comprimidos para purificar a água. Uma arma. MUITA E MUITA munição. E SEMENTES. 😉

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Ann Mahoney: Tenho feito o meu melhor. Está difícil. Eu sou muito grata por meus filhos incríveis. Eles são a luz do sol em minha vida. E meus pais e meus amigos extraordinários… Tenho tanta sorte nesse sentido. Estou ansiosa para voltar ao trabalho. Sou mais feliz no set.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Ann Mahoney: Chega SIM! Gostaria de poder ir aí e conhecer todos vocês!!! Muito obrigado!

REDES SOCIAIS DA ANN:

– Twitter: @ANNIEMOHO
– Instagram: @ANNIEMOHO
– Facebook: @annmahoney76
– Site oficial: www.ann-mahoney.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Xander Berkeley (Gregory)

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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