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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Andrew Rothenberg (Jim)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Andrew Rothenberg.

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arte com Andrew Rothenberg e Jim para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Andrew Rothenberg in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Andrew Rothenberg, que interpretou Jim durante a 1ª temporada. O ator nos contou sobre sua busca por inspiração nos quadrinhos de The Walking Dead para a criação do seu personagem, sobre os bastidores das gravações, sobre a união do elenco, sobre o trabalho em Mob City e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Andrew Rothenberg:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos, e você estava lá no começo de tudo. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição?

Andrew Rothenberg: É uma honra estar “aqui”. Obrigado. O teste aconteceu como de costume, uma ligação do meu agente. Eu não sabia nada sobre TWD, mas alguns dos meus amigos estavam muito familiarizados com a história em quadrinhos e eles piraram porque eu tinha conseguido um teste. Cheguei cedo e li algumas histórias em quadrinhos para me familiarizar com ela uma hora antes do teste. Se bem me lembro, voltei para uma segunda audição uma semana depois, mas não ouvi nada depois disso. Eu imaginei que fosse dado a outra pessoa depois de uma ou duas semanas e, na verdade, mais tarde soube que isso tinha acontecido. Felizmente para mim, a emissora não aprovou o outro ator e eu recebi o papel. Também fui chamado para fazer o teste para o Daryl, sou conhecido por interpretar um ou dois bad boy na minha época. Sinto que o elenco funcionou da melhor maneira.

Jim teve o mesmo destino de sua contraparte nos quadrinhos de The Walking Dead, sendo a única diferença o local da mordida. Você chegou a ler os quadrinhos para saber mais sobre o personagem ou preferiu seguir apenas os roteiros? E você, como fã, prefere que as adaptações sejam mais fieis aos materiais fonte ou com histórias diferentes?

Andrew Rothenberg: Usei os quadrinhos para fazer referência ao clima e ao tom do personagem. Costumo usar imagens para me ajudar a sentir um personagem e seu mundo. Os quadrinhos me ajudaram muito nisso. Até onde vai “apegar-se à história original”… Cada forma de entretenimento e de contar histórias deve seguir o caminho que melhor se adequa a ela. O que quero dizer é que a forma como um livro conta uma história é muito diferente de como uma música ou um filme contam uma história. Você não pode simplesmente pegar um meio e transferi-lo para outro sem esperar que ele tome algumas voltas inesperadas para satisfazer aquele público. Quando um texto é transferido para um filme ou TV e está muito próximo da versão escrita, e é bom, é um grande triunfo, mas não um requisito. Eu, pessoalmente, adoro quando vejo uma história com a qual estou muito familiarizado que é bagunçada ou que é virada ao avesso, desde que seja bem feita. Acho que TWD fez isso muito bem.

A 1ª temporada de The Walking Dead é repleta de momentos icônicos, mas um dos meus favoritos, sem dúvidas, é a invasão dos walkers no acampamento. Você lembra como foi filmar essas cenas? Alguma recordação divertida dos bastidores para nos contar?

Andrew Rothenberg: Éramos um grupo bastante unido quando chegamos a essa cena. Para ser honesto, a jornada de confiança e amizade dos atores cresceu perfeitamente com a narração da história. Como na história, a maioria de nós éramos estranhos quando nos conhecemos e, ao longo dos poucos meses em que trabalhamos juntos, nos tornamos amigos de grande confiança. Quando chegamos ao local do ataque à fogueira, estávamos prontos para o desafio. Filmamos primeiro a parte da contação de histórias e depois passamos para o ataque. Foi uma longa noite, talvez mais de uma, mas acho que poderíamos ter feito tudo em uma noite. Lembro-me de que alguns membros do elenco que permanecerão sem nome ficaram realmente assustados com os zumbis. Eu não estava.

Além de The Walking Dead, nosso site também completa 10 anos de existência esse ano. Nós começamos juntamente com a série, em 2010. Você imaginava que a série fosse fazer tanto sucesso? Ter participado dela, mesmo que no começo, te abriu novas portas? Como você analisa o impacto de The Walking Dead na sua vida, tanto pessoal como profissional?

Andrew Rothenberg: Você nunca sabe o quão grande algo vai se tornar. Todos nós vimos ou trabalhamos em programas que pensamos serem INCRÍVEIS, mas que simplesmente não funcionaram. Acho que algumas pessoas pensaram que seria grande, mas ninguém sabia que ficaria tão grande quanto ficou. O programa e minha participação nele, por menor que seja, com certeza mudaram o rumo da minha carreira e afetou a minha vida. Para ser sincero, além do impulso que deu à minha carreira, a melhor parte foi viajar para Londres e Europa, mais de uma vez, para convenções de zumbis. Sempre quis ir para a América do Sul, mas isso nunca surgiu. Ainda estou no jogo se alguém quiser me levar até lá quando for seguro de novo…! Serei eternamente grato pelo que TWD fez por minha vida.

Jim teve uma premonição sobre o ataque ao acampamento e por isso se adiantou cavando as covas. Você já teve algum sonho tão poderoso que acabou se concretizando?

Andrew Rothenberg: Não. Haha. Essa foi fácil.

Jim preferiu voltar como Walker para se encontrar com sua família, e nós adoraríamos ter visto uma versão zumbificada de Jim. Essa seria a mesma escolha que você teria feito se tivesse no lugar dele? Ou você iria preferir acabar com seu sofrimento?

Andrew Rothenberg: Eu tenho um caso crônico de síndrome de FOMO (“Fear of missing out” – medo de ficar de fora), então provavelmente faria todo o possível para estar por perto para ver o que vem a seguir, mesmo como um zumbi.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Andrew Rothenberg: Isto é difícil. Eu gostei de muitas partes das filmagens dessa série. Honestamente, toda a filmagem foi a parte mais divertida. Sério mesmo. As pessoas, e quero dizer, desde os atores a cada pessoa da equipe, aos produtores e diretores. Uma família de pessoas. Isso não acontece com frequência. Para mim é divertido quando você está fazendo o melhor trabalho que pode fazer e é assim que eu me sentia todos os dias naquele set. Agora, não estou dizendo que fiz o melhor trabalho, estou dizendo que todos estavam trabalhando para fazer algo ótimo, e isso está além da diversão, é por isso que faço isso.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Andrew Rothenberg: No primeiro dia, voei para Atlanta e fui levado ao set. Conheci Frank Darabont e conversei com ele. Eu vi Andrew Lincoln e assisti a uma cena sendo filmada. Mais tarde naquele dia, houve uma reunião na casa de Andrew com o elenco e a equipe. Ele era tão legal e amigável. Ele me apresentou a seu filho. Ele disse “este é meu filho Ahtha”, pensei, hum, que nome estranho. AHTHA. Foi então que percebi pela primeira vez que ele era britânico e o nome de seu filho era Arthur. A última lembrança que tenho foi da festa de encerramento. Eu havia passado mais de dois meses sendo o Jim quieto e deprimido. Na festa eu dancei e me soltei. Todo mundo estava olhando para mim como “quem é esse?”.

Se Jim tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Andrew Rothenberg: Dale – Jeffrey DeMunn e Glenn – Steven Yeun. Os dois eram os mais divertidos e teria sido bastante divertido continuar encenando com eles.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Andrew Rothenberg: Malcolm de True Blood. Sério! E se houvesse um vampiro em alguma parte desse programa!!!!

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Andrew Rothenberg: Jim aparece, ele é imune à coisa de zumbi e ele reinicia a humanidade. Isso pode acontecer? Estou algumas temporadas atrasado.

Mesmo depois de morto, Jim voltou para assombrar Rick em uma participação especial na 3ª temporada de The Walking Dead, e nós ficamos muito felizes em ter você novamente – mesmo que apenas em voz. Como foi esse seu retorno? Você precisou ir ao set ou gravou remotamente e como surgiu o convite?

Andrew Rothenberg: É sempre um presente de Natal antecipado quando você recebe um telefonema com um trabalho que não esperava. Este foi o melhor. Gravei remotamente, não tinha necessidade de ir para o set. Eu faria qualquer coisa pela família The Walking Dead.

Você voltou a trabalhar com Frank Darabont e outros ex-atores de The Walking Dead alguns anos depois na série Mob City. Você pode falar um pouco sobre como era trabalhar com Frank tanto nesse projeto como em The Walking Dead?

Andrew Rothenberg: Um sonho. Eu me diverti muito trabalhando nele e não precisava estar com roupas de apocalipse!!! Fiquei realmente honrado em trabalhar com Jeffrey, John Bernthal e Frank novamente, sem mencionar o resto do pessoal daquele programa. Fiquei triste quando não conseguiu continuar, mas como eu disse, você nunca sabe quando uma série vai vingar. Eu não trabalhei com Frank no TWD tanto quanto no Mob City. Ele é um homem que sabe o que quer e eu respeito muito isso.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Andrew Rothenberg: Tinha acabado de terminar uma participação da nova temporada do FARGO. Fiquei muito feliz por ter terminado minha parte antes do lockdown, mas a estreia foi adiada. Estou animado para ver isso em algumas semanas. Tenho gostado do ritmo mais lento. Eu moro em NY e foi chocante ver tudo parar bruscamente. Acho que todos precisávamos disso, embora eu tenha a sorte de minha família e amigos estarem todos saudáveis.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Andrew Rothenberg: Eu estava dizendo a alguém outro dia, “O Brasil é a maior base de fãs desse programa. Eles são um grande motivo pelo qual a série é tão grande!” Sou muito grato ao Brasil e a todos os fãs do TWD.

REDES SOCIAIS DO ANDREW:

– Twitter: @JimWALKINGDEAD
– Instagram: @therealandrewrothenberg
– Facebook: @AndrewRothenberg

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Juan Gabriel Pareja (Morales)

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