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Entrevista

Vincent Martella fala sobre sua participação em The Walking Dead

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The Walking Dead deu o pontapé inicial de sua quarta temporada com uma nova ruga: uma doença que matou pelo menos uma pessoa na população da prisão em uma quantidade muito, muito pequena de tempo. E vocês sabem o que a morte significa nesse mundo: uma transformação instantânea em zumbi. O site Fearnet conversou recentemente com Vincent Martella, cujo personagem, Patrick – um novo personagem para a série, nessa temporada – é o Paciente Zero. Quando vimos Patrick pela última vez, ele caiu morto no chuveiro no meio da noite – e, então, acordou quase imediatamente, transformado em zumbi. Martella falou sobre que tipo de devastação Patrick, transformado em walker, poderá trazer para os sobreviventes. Confira:

Como você conseguiu o papel?

Eles me enviaram o material quando quiseram que eu lesse para o papel. Foram muitas coisas básicas sobre o personagem, mas tudo no roteiro falso, porque queria manter as cartas sem que ninguém as visse. Com sorte, eles gostaram da minha interpretação do personagem, e eu estava colaborando com isso. Recebi o roteiro completo e pude falar com o diretor, Greg Nicotero, e o showrunner e roteirista do episódio, Scott Gimple, um pouco mais sobre meu personagem e para onde ele iria e sobre o que eu precisava estar ciente.

Você já era fã de The Walking Dead antes de conseguir o papel?

Eu era um grande fã. Assisto a série desde o início. Só ter a oportunidade de estar numa série assim foi incrível – quanto mais trabalhar nela.

Você leu os quadrinhos?

Não li. Eu li parte da primeira edição quando fui escalado para o papel, mas então eu decidi que seria melhor se eu não lesse. Eu não queria saber o que aconteceu! Eu sei que eles variam um pouco.

Você pôde interagir com muitos zumbis quando estava no set?

Sim. No meu primeiro dia, eu entrei para os acessórios e não havia ninguém lá – eles estavam todos gravando na floresta. Quando cheguei ao set no meu primeiro dia [de gravação], 20 ou 30 walkers estavam enfileirados na cerca da prisão. É inacreditável ver como eles se transformam na série, mas é, verdadeiramente, uma experiência vê-los se transformarem pessoalmente. Foi muito surreal.

A grande parte de trabalhar nessa série é o quanto a experiência foi incrivelmente real. O cenário que eles construíram no estúdio, na Georgia, a prisão, é tão maciça. É de tirar o fôlego quando você vê pela primeira vez, quanto mais quando você vê o cenário cheio de walkers. Estar nesse ambiente deixa todo mundo no humor da série. Eu acho que é uma experiência muito legal de se ter como ator. Faz todos entrarem no seus personagens muito rapidamente.

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Foi fácil deixar o personagem para trás no set, ou você o carregou contigo?

Quando gravamos a cena do chuveiro, no final, nós demoramos algum tempo. Era muito divertido ir para casa depois das gravações porque eu ainda estava coberto de sangue e estava muito feio. Foi estranho quando eu voltei para o hotel e me olhei no espelho. Eu pensei, “Uau. Eu, definitivamente, morri hoje.”

Seu personagem, Patrick, se desenvolveu muito rapidamente. No final do seu primeiro episódio, você já é um walker.

Sim, eu não sabia que ia acabar como um walker até receber o roteiro, mas fiquei definitivamente animado com isso. Obviamente, eu adoraria trabalhar no seriado durante uma temporada inteira, mas ter a oportunidade de se estabelecer como um personagem com sua própria história – então poder interpretar um walker no final, isso é algo que eu não acho que você possa encontrar em nenhum outro lugar!

É tipo uma medalha de honra ser morto em The Walking Dead, não é?

Sim! Eu, definitivamente, uso-a com orgulho.

Você pode falar um pouco sobre a cena do chuveiro?

Todo o departamento de maquiagem dessa série é inacreditável. Sentar na cadeira de maquiagem para ser transformado [em walker] foi ótimo. Greg Nicotero é um mestre do gênero do horror e sabe tanto sobre tornar-se um zumbi. Ele faz os melhores zumbis do mundo, então foi incrível ter ele caminhando comigo durante o processo. Ele estava saltando com o departamento de maquiagem da FX [no set], borrifando sangue em mim, consertando as linhas de sangue, utilizando diferentes texturas de sangue… foi um processo muito intrigado que eu jamais tinha experimentado antes. Foi muito legal ser lançado nesse mundo de horror.

Você gostou de interpretar um zumbi? É um papel bastante diferente.

Eu gostei, totalmente. Foi muito divertido. Me ver de maquiagem, por si só, foi uma experiência. O processo de Patrick deteriorar-se lentamente foi uma coisa interessante que eu tive que interpretar, e eu adorei ter a oportunidade de fazer isso. Foi um colapso muito lento de sua adolescência até a saída dele no chuveiro.

Esse é um papel muito diferente para você. A maioria dos seus outros trabalhos foi em seriados da Disney. Você teve que fazer alguma coisa diferente para se preparar para esse papel?

Uma grande parte do que me ajudou a entrar nesse território foi ficar no set e trabalhar com as pessoas com quem estava trabalhando. Quando você entrar em set tipo The Walking Dead, você tem que dar o seu melhor. Você quer ser capaz de acompanhar esses incríveis atores, especialmente aqueles que eu admirava desde o começo da série. Trabalhar em cenas com esses atores, acho que só torna tudo melhor ainda. Você quer dar tudo de si e eu espero que isso se revele através do trabalho. Foi tão fácil trabalhar com [essa equipe] que se tornou um processo muito simples para mim.

Você pode nos dar uma prévia do próximo episódio? Eu não acho que seja um spoiler dizer que veremos você nesta semana – como um zumbi. Pelo que os espectadores podem esperar?

Bem, aqui vai o que eu posso contar. Eu sou um walker nesse ponto, o que, obviamente, corresponde a uma ameaça gigantesca para um grupo de sobreviventes que está adormecido na prisão. É no meio da noite, então é tipo um momento muito ruim para um walker estar passeando pela prisão. Ainda por cima, existe a ameaça que causou a minha morte e como isso vai impactar a todos a longo prazo, e o que isso faz com todos, mental e emocionalmente. Vai ser uma experiência muito legal para os espectadores assistirem.

Eu sei que eles, geralmente, não dão roteiros além dos que você precisa nos episódios de que participa, mas você sabe o que causou sua doença?

Eu sei. Foi importante para mim saber porque eu precisava interpretar os sintomas corretos para o que estava acontecendo, e eu precisava entender o que estava acontecendo comigo a longo prazo. Eu tive discussões com Greg e Scott sobre as especificidades do que estava acontecendo com meu personagem e como isso afetaria todos os outros.

O que você acha que causou a morte de Patrick? Quem vai ser a próxima vítima? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.


Fonte: Fearnet
Tradução: Lalah / Staff Walking Dead Brasil

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