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6ª Temporada

The Walking Dead S06E14: Josh McDermitt revela informações sobre a chocante mordida de Eugene

Laís Barcellos

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo quarto episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E14 – “Twice As Far” (Duas vezes mais distante). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Os sobreviventes de The Walking Dead estão constantemente preocupados em serem mordidos por zumbis. Raramente eles são os que dão uma mordida, no entanto, Eugene agarrou o problema com suas próprias mãos – melhor, com sua própria boca – durante o episódio do último domingo, quando ele mirou nas partes íntimas de Dwight para ajudar Daryl, Rosita e Abraham a escaparem dos Salvadores depois da morte de Denise.

Entretanto, esse foi somente um dos grandes momentos de Eugene nesse episódio. Josh McDermitt já nos deu dicas sobre o que Eugene fez em Alexandria enquanto todos estavam matando os Salvadores. Agora, ele compensou o tempo perdido descobrindo uma fábrica para produzir munição que pode se revelar crucial para qualquer guerra iminente, enquanto também exibiu um novo senso de confiança falando palavras pesadas para o protetor Abraham.

A Entertainment Weekly conversou com McDermitt para obter todas as informações sobre a entrada de Eugene no estágio dois, e o ator revela uma inteligente pegadinha feita para honrar sua grande mordida.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Ok, normalmente eu tentaria falar das coisas em ordem cronológica, geralmente isso parece ser o único jeito. Mas quando você tem uma cena de um homem tentando arrancar na mordida o pênis de outro homem, isso demanda atenção imediata, então devemos começar por isso.

JOSH McDERMITT: Você deveria ter guardado isso para o final. Esse é o elefante no quarto, você precisa falar sobre isso. Com certeza tiramos uma lasca nesse episódio [Risadas]. Essa cena obviamente foi tirada das páginas dos quadrinhos, e é algo que venho esperando por um bom tempo. O showrunner Scott M. Gimple gosta de misturar as coisas e fazer novas histórias, dar aos personagens diferentes fragmentos de histórias de outros personagens para manter as coisas frescas e também criar coisas novas. A virilha – a “mordida suja”, como se referiram na sala dos roteiristas – foi algo que venho pressionando desde a quarta temporada.

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Então você falava “Cara, preciso morder uma virilha nessa série”?

Josh McDermitt: Sim, é um momento tão icônico dos quadrinhos, e eu disse “Isso sim será um bom momento para a TV”. Felizmente, temos um ótimo ator chamado Austin Amelio para interpretar Dwight, e eu não sei se ele sabia que eu morderia sua virilha quando conseguiu o papel, mas ele se envolveu com isso e nos divertimos muito. Com certeza foi um momento tenso e com grandes expectativas na história, mas nos divertimos muito no set de filmagens. Norman Reedus alugou um caminhão de cachorro quente e levou no dia que gravamos, e sei que Christian Serratos também estava envolvido com isso. Era uma cena intensa, mas fizemos piadas e tentamos deixar o clima mais ameno o máximo que pudemos.

Como assim eles alugaram um caminhão de cachorro quente?

Josh McDermitt: Eles realmente alugaram um caminhão de cachorro quente! Precisamos de lanches no set às vezes, então Norman achou que seria engraçado ter umas salsichas ali para quando mordêssemos salsichas, todos morderam salsichas.

Qual tipo de direção foi dada em termos de como abordaria esse ato de Eugene enterrando sua cara na virilha de Dwight?

Josh McDermitt: Bom, Austin Amelio e eu certamente ensaiamos muito em seu trailer com a porta fechada, e eu falei “Não se machuque”. Acho que eles estavam muito preocupados com isso porque ele usava um cinto na cintura, e tinha um copo protegendo seu precioso, e eles se preocuparam de eu esmagar o copo com meu rosto ou algo do tipo. Eles colocaram uma pequena corda para fora de sua calça para eu morder. E logo na primeira tomada… é uma coisa delicada, você não pode simplesmente mastigar tudo, você tem meio que se meio que se encostar lá e… [começa a rir]… Isso soa meio… Dalton, eu não consigo… isso é a última coisa que esperaria falar contigo hoje. Isso soa tão sexual! Eu não queria que isso acontecesse, mas quando você está lá, é delicado, e você quer tratar bem o homem.

Você quer tratar bem o homem?

Josh McDermitt: [Risadas] Eu tenho 12 anos de idade, desculpe. Você tem que chegar lá, não pode simplesmente morder imediatamente. Tem que chegar lá e certificar-se que seus dentes peguem a corda que você precisa morder, e tudo ficará perfeito. E na primeira tomada que fizemos, eu fui morder, e acho que ele pensou que eu já tinha mordido a corda, então ele empurrou seu quadril para frente e arqueou suas costas, e ficou gritando “Ai! Ai!” mas eu ainda não tinha mordido, então o copo bateu nos meus dentes e pensei que alguns dos meus dentes tinham caído. Essa série é bem perigosa de filmar. Coisas que você não espera acontecem, todos ficaram preocupados com Austin, obviamente, e depois que ele colocou o copo de proteção de volta, eles falaram “Josh, não se machuque”, mas acabei me machucando mesmo assim porque sou um idiota.

Uma vez que você fez suas cenas de close, cenas de longe, seus ângulos inversos… quantas tomadas você acha que filmou aproximadamente?

Josh McDermitt: Provavelmente fizemos 5 ou 6 tomadas comigo mordendo a corda, mordendo a virilha dele. Houve muitas tomadas que eu fiz onde não mordia, mas meu rosto ainda estava enterrado na virilha dele caso a câmera oscilasse, eles precisam ver algo, mas isso é um pouco a mais que uma cena filmada de longe. Minha cabeça e a virilha de Austin são boas amigas.

Agora, Josh, você sente que focamos demais na mordida da virilha, ou não o suficiente?

Josh McDermitt: Na entrevista ou na série?

Na entrevista.

Josh McDermitt: Na série, não acho que você poderia fazer muita coisa, mas acho que já falamos o suficiente na entrevista.

Ok, só checando. Agora vamos falar sobre outra coisa. Eugene e Abraham foram para essa saída de campo, e Eugene fala a ele “A chave para a sobrevivência é permitir a si mesmo adaptar-se ao ambiente. Eu mudei. Me adaptei. Sou um sobrevivente.” Ele está superestimando um pouco suas habilidades aqui?

Josh McDermitt: Não acho que está. Penso que ele certamente entende que ele não é igual a Abraham, ou Daryl, ou Michonne em termos de força física, agilidade e coisas desse tipo, mas ele com certeza tem a confiança a esse ponto, o que começou na estreia da metade da temporada, quando eles estavam limpando os zumbis de Alexandria. Rosita o disse “Olhe, você não precisa fazer isso.” E ele disse “Não, eu preciso sim. Ninguém vai bater meu ponto hoje.”

Aí foi quando ele finalmente conseguiu ser confiante ao ponto de se impor e fazer a coisa, algo que esperamos por duas temporadas, e é ótimo vê-lo continuar assim e ver essa confiança sendo testada. Não acho que ele está se superestimando. Agora, ele com certeza precisa mostrar a alguém como Abraham que ele pode fazer isso. Ele não quer ajuda de Abraham, veja aquele zumbi que ele tenta matar na loja de máquinas, é um zumbi difícil de matar para qualquer um. Não vou excluir Eugene só porque ele não conseguiu matar um walker, e eu acredito sim que ele tinha aquela situação sob controle, como ele mesmo disse.

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Você acredita mesmo? Acha que se Abraham não se intrometesse para finalizar o trabalho, Eugene daria conta disso?

Josh McDermitt: Eugene eventualmente usa seu cérebro para dar conta disso, eu acho. Ele é bem mais inteligente que eu. Talvez eu fizesse o walker tropeçar e cair no chão, aí eu pegaria uma estaca ou um pedaço de metal e enfiaria na cabeça dele para matá-lo. Há outras maneiras. Ele tentou com o facão, tentou derreter o metal da cabeça aproximando-a do caldeirão, isso não funcionou. Ele tenta fazer coisas, e é isso que você precisa fazer. Às vezes você precisa cair da bicicleta para aprender a andar. Porém, infelizmente, se você cair da bicicleta nesse mundo você morre. Acho que é por isso que Abraham sentiu que deveria fazer algo naquele momento.

Ele também podia tentar o velho truque “seu cadarço está desamarrado”

Josh McDermitt: “Você tem algo na sua camisa.” WOOP! Aí ele arrasta seu dedo até o rosto do zumbi.

Um pouco de distração não machuca ninguém. Mas vimos que Abraham foi até lá e terminou o trabalho, e seria uma coisa se Eugene dissesse algo como “Ei, eu sou um cara mais capaz, você precisa me deixar fazer isso sozinho.” Mas, em vez, ele disse “Sua utilidade já passou do limite para mim.” Essas palavras foram bem fortes. O que aconteceu aí?

Josh McDermitt: É bem pesado, uma cena incrível de fim de relacionamento. Acabamos de ver Abraham e Rosita terminarem, e agora Eugene termina com Abraham. Foi ótimo ver essas paralelas porque as duas cenas foram pesadas para a outra pessoa, mas sim, ele disse “sua utilidade já passou do limite para mim”, e com isso, disse que não precisa mais da proteção dele, não precisa ser o cara esquisito que fica atrás enquanto ele corre para matar todos os zumbis para mim.

Acho que Eugene quer ser visto como uma companhia, como alguém que luta lado a lado com Abraham. Por isso que ele foi pego de surpresa quando Abraham o deixou e disse “Para onde você vai?”, porque não foi no sentido de “sua utilidade já passou do limite para mim, por que não vai para casa?” e sim no sentido de “no passado, sua utilidade para mim era você matar todos os zumbis e me proteger”, e foi certamente bem pesado, mas eu não acho que Eugene estava ciente que isso seria interpretado do jeito que foi.

Também vimos isso no final do episódio. Abraham diz a ele “Bem-vindo ao estágio dois”, e ele retruca “Não precisa me dar boas vindas, eu estou aqui há um tempo.” Esse cara está virando um metido filho da puta.

Josh McDermitt: Ele está bem confiante agora, ele sempre teve confiança e inteligência, e nas coisas que ele pensava, certamente pensou sobre os diferentes estágios de sobrevivência. E ele sabe que ele se encontra no estágio dois há um tempo, porque tivemos aquele pulo no tempo entre quando eles limparam os walkers de Alexandria e agora, alguns meses se passaram. Ele vem ajudando, cuidando do portão, da guarda, e ele mandou Rick e Daryl para procurar sorgo. Ele está se afirmando e tentando descobrir como ele pode mover essa comunidade para frente, não só sobreviver, mas fazê-la vibrar e funcionar novamente. Ele certamente tem a confiança e está lá há um tempo.

Eu realmente amo sua confiança e arrogância. É algo que quando estávamos montando o personagem quando eu fiz o teste para o papel, na quarta temporada, Scott Gimple dizia “Esse cara é bem metido, há certa arrogância nele.” E não daquele jeito babaca, mas de um jeito “sou bem capaz quando se trata de inteligência, e é melhor você não me questionar.” E amo quando ele tem esses momentos, porque ele pode ser um banana, mas ainda sim é meio que metido, e isso faz dele um ótimo personagem para interpretar.

Quando vi Eugene e Abraham saindo juntos no início do episódio, eu fiquei bem, bem preocupado. Nos quadrinhos, no entanto, Abraham que leva aquela flecha no olho. Houve alguma conversa sobre isso? Cudlitz ficou muito empolgado porque não foi ele quem levou aquela flechada?

Josh McDermitt: Sim, acho que Cudlitz ficou um pouco preocupado sobre isso porque ele sabia que podia vir em algum momento, mas isso que é ótimo no trabalho de Scott Gimple, como você sabe, ele mistura as histórias e cria novas. O Daryl nem está nos quadrinhos, então tudo pode acontecer pelo o fato de Daryl e Dwight estarem interagindo um com o outro. Não sabemos o que acontecerá, e assim que mantemos as coisas frescas e a audiência curiosa.

Com certeza foi difícil perder alguém como Merritt Wever, ficamos muito felizes quando ela se juntou ao elenco, porque sou um grande fã dela há um tempo, desde quando ela fazia Nurse Jackie, e perdê-la foi tipo “Ai meu deus, isso é tão triste.” Mas também me senti meio egoísta dizendo “Bem, estou feliz que ela ocupou a morte de Abraham, porque isso significa que posso passar mais tempo com Cudlitz.” É uma série muito difícil de filmar, nós fazemos amizades com pessoas, e aí elas são tiradas da gente. Felizmente, continuamos amigos. Porém, temos que lidar com isso e seguir em frente.

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Eugene está passando por um momento meio difícil porque ele levou um tiro e a médica acabou de morrer. Pelo menos eles têm remédios, mas ainda sim, péssimo momento para acontecer.

Josh McDermitt: Ainda bem que temos aqueles antibióticos. Eu falei com alguém sobre isso, e eles disseram “Ai, bem, Eugene… ele levou um tiro de raspão, nada demais” e foi meio que, “Você levou um tiro de raspão e me diz que seu corpo não entra em choque porque você acaba de morder a virilha de um cara, e foi mantido como refém, e todas essas coisas horríveis estão acontecendo contigo. Você me diz que vai sair andando como se nada tivesse acontecido.” Eugene tem que se acostumar que as coisas podem dar errado. Podia facilmente ser Eugene que morria no episódio e não Denise, e são só os perigos desse mundo, então fiquei bem feliz que pude viver para lutar em outro episódio, e veremos o que acontecerá.

Sobre a relação entre Eugene e Rosita, sabemos que nos quadrinhos eles ficam bem próximos depois do término com Abraham, mas na série a vimos com Spencer, então foi meio que uma surpresa.

Josh McDermitt: Queria muito que Eugene espiasse pela maçaneta.

Novamente.

Josh McDermitt: Sim, queria muito que isso acontecesse. Acho que Eugene é o tipo de cara que é louco por mulheres e gostaria de namorar com qualquer uma, incluindo Rosita, mas acho que a relação deles nesse momento é bem mais de irmão/irmã. Claro, ela é a irmã que ele gostaria de fazer sexo, mas é tipo isso. Provavelmente vai continuar desse jeito, especialmente agora que ela está ficando com Spencer. Esse cara sabe cozinhar um stronogoff.

Não dá pra competir com isso.

Josh McDermitt: Eugene gostaria de estar com ele também.

Ok, agora vamos avançar um pouco. Andrew Lincoln disse que a única vez em seis temporadas que ele se atrasou para o trabalho foi porque ele ficou muito perturbado depois de ler o roteiro do episódio final da temporada. Lauren Cohan disse que ela não queria ir trabalhar naquele dia. Para vocês verem como foi pesado. Claramente, sabemos que Negan aparecerá, e sabemos que as coisas ficarão bem sombrias. O que você pode dizer sobre isso nas próximas duas semanas?

Josh McDermitt: Pensei que era um episódio bem feliz e alegre de se ler, não sei do que eles estão falando. Talvez lemos roteiros diferentes. Mentira, eu ecoo esses sentimentos. Joguei o roteiro pro outro lado do quarto. Esses últimos oito episódios são bem sombrios, e eles são um dos melhores episódios que a série já fez, e fico bem grato e empolgado por fazer parte disso. Mas, ao mesmo tempo, quando eu olho para isso da perspectiva dos fãs, minha boca fica aberta e eu fico… eu não tenho palavras. Esses episódios certamente ficam contigo por um tempo, e não sei se conseguirei amar.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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