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6ª Temporada

The Walking Dead S06E12: Greg Nicotero fala sobre o episódio

Ávila Souza

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo segundo episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E12 – “Not Tomorrow Yet” (Ainda Não é Amanhã). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Foi fácil. Fácil até demais. Os moradores de Alexandria atacaram a base dos Salvadores e aparentemente mataram cada um deles que estavam infernizando Hilltop. Eles estavam prontos para acabar com o último sobrevivente que estava escapando (nada menos que na moto de Daryl), quando uma voz surgiu num walkie talkie explicando que Carol e Maggie haviam sido capturadas. Eita.

Foi um final tenso para um episódio que contou com a formação de um casal (Carol e Tobin) e o término de outro (Abraham e Rosita), e uma meio que participação de uma celebridade. Em entrevista o produtor executivo e diretor do episódio, Greg Nicotero, falou da abordagem de tudo que aconteceu, e se Rick e CIA. morderam mais do que conseguem engolir.

Vamos começar bem do começo que teve uma cena inicial bem diferente com uma alegre música folk tocando e uma montagem de preparação de biscoitos.

Greg Nicotero: Estamos tentando mostrar Carol batalhando com a oportunidade de ter uma vida real, e ela está tendo muitas dificuldades. E aí, claro, no meio das entregas dos biscoitos de Carol, Rick aparece e fala, “A propósito, larga os biscoitos porque nós vamos ter que matar algumas pessoas.” Acaba com tudo que estava acontecendo, como nós fazemos sempre na série, mudamos as coisas dramaticamente, por isso o contraste com a música agradável e Carol sorrindo e distribuindo biscoitos, além de seu momento com Toby.

Você pensa que é estranho, tudo é tão normal. Aí chega o trailer e Rick fala, “Não, por mais que queiramos que esse seja nosso mundo, se nós vamos lutar por isso, isso é o que teremos que fazer. Nós vamos ter que ir lá e matar as pessoas.” Então tudo passa a ser Duro de Matar. O clima vai de leve para um pesadelo de repente.

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É quase como se a Carol estivesse tendo pequenas férias ali. É como se fosse a versão do apocalipse zumbi de umas férias do seu trabalho, e agora terá que voltar às atividades.

Greg Nicotero: É, mas o que é legal sobre isso é que ela não está mais disfarçada. Carol quer ser aquela pessoa de verdade. Ela mata o zumbi e se banha de sangue e depois a vemos escolhendo sua roupa no armário. Ela escolhe aquele suéter por um motivo específico. Ela não vai igual a Carol antiga, ela está tentando escapar, mas não consegue. Isso pesa nela. É por isso que ela acorda no meio da noite, senta e escreve aquela lista. Ela está listando o número de pessoas que matou. Isso é bastante profundo com o que Carol está passando agora. Isso volta quando ela discute com Maggie e diz, “Você deveria ser outra pessoa.” Ela está com muita raiva de Maggie porque Maggie representa o que a vida deveria ser ou como é a promessa de futuro. Ela sentiu que Maggie estava sendo negligente por ter deixado a segurança de Alexandria.

Melissa McBride e eu conversamos sobre isso. Tem muito a ver com Sophia não, é?

Greg Nicotero: Claro. É o que começa a jornada de transição dela. É um ótimo episódio. Me diverti muito filmando-o. Ele teve muita ação acontecendo, mas teve vários momentos sérios também, como quando Glenn mata o primeiro homem e depois afasta a faca de Heath para que ele não faça a mesma coisa. Isso é importante. Contudo, Rick vai em frente e faz, e ele hesita um pouco porque ele ainda é humano.

Mas quando nós filmamos aquela cena com Glenn foi bem importante para mim como diretor se aproximar ao máximo de Steven Yeun para capturar as emoções dele. Então nós fizemos lindas cabeças protéticas. Nós tínhamos um boneco então nós o deitamos e colocamos uma aliança em seu dedo e colocamos sua mão sobre o peito. Então quando Steven apareceu, ele viu a mão com a aliança e a cabeça.

E isso sequer apareceu na cena.

Greg Nicotero: Não está na cena. Foi feito puramente como um dispositivo para ajudar Steven no momento. Não que ele precisasse de ajuda, porque ele é um ator incrível, eu queria de verdade que ele parasse por um segundo antes de enfiar a faca no olho dele. Eu queria que ele pensasse, “É uma pessoa? Não, é um boneco, eu sei que é um boneco, mas eu estou enfiando fisicamente a faca no olho dessa coisa.” Eu tenho uma foto da cabeça ao final da cena com a faca saindo do olho e é horrível. Eu gastei um bocado de dinheiro fazendo essas lindas cabeças para esses momentos com Steven e Andy, embora eu soubesse que eles não seriam sequer vistos em cena, mas eu senti que isso adicionaria mais um nível de emoção nessas cenas.

Já que você falou das cabeças, eu preciso falar sobre as cabeças zumbis de Gregory alinhadas no chão, e depois nós vemos Rick meio que quebrando o nariz de um deles. Me diga como foi criar essas cabeças.

Greg Nicotero: É meio que divertido porque várias pessoas me perguntam sobre quantas participações eu já tive na série como zumbi. A cabeça de Gregory é na verdade um molde de minha cabeça. Quando Xander Berkeley foi contratado para viver Gregory, nós não tínhamos tempo o suficiente para levá-lo para Los Angeles para fazer um molde de seu rosto para a prótese, então eu mandei fotos dele e disse, “Aqui está a foto do ator. Vamos ver o que temos para deixar o máximo possível parecido com Xander.” Acabou que fizemos com o molde de minha cabeça. Então a cabeça que eles escolhem é uma falsa cabeça minha!

Uma das cabeças, não sei se terei problemas ao falar isso, mas era do Johnny Depp. Acho que tínhamos feito uma cabeça protética a mais e usamos a de Johnny Depp como base para o molde. Não lembro de quem era a terceira cabeça, mas estou bem acompanhado. Norman ficava dizendo que ele queria as cabeças quando elas terminassem de ser usadas. Eu falei que tínhamos que esperar até que tudo fosse registrado. Acho que um dos momentos mais engraçados da série que filmamos nessa temporada foi quando um dos Salvadores enfiou a mão na cabeça como um fantoche. Eu ri pra caramba quando filmamos aquilo.

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Agora vou ficar imaginando Andrew Lincoln te socando na cara durante aquela cena. Talvez ele estivesse descontando algo ali, Greg.

Greg Nicotero: Talvez. Eu não senti. Ainda bem que não havia nenhuma conexão física entre eu e a cabeça, por isso não senti os murros. Tinha outra parte que iríamos filmar onde Rosita está na floresta e arranca as três cabeças. Nós iríamos fazer uma montagem super estranha dela cortando os cabelos e fazendo as barbas. Mas acabou sendo melhor só mostrá-las depois que eles finalizam e Rick pergunta, “O que temos?” Eles olham as cabeças e pensam que o plano é tão absurdo que pode acabar dando certo.

Vamos voltar um pouco e falar de Carol outra vez. Como é essa relação amorosa entre Carol e Tobin? De onde isso veio?

Greg Nicotero: Eu acho lindo. Acho que é um dos esforços de Carol para meio que normalizar a vida dela. Ela está sofrendo de estresse pós-traumático. Acho que fazer os biscoitos e ter começado esse romance com Tobin faz com que ela normalize sua existência. É uma cena delicada. Gosto do jeito como ela se inclina e o beija. Tobin meio que se rende. E depois você vê a cena do término entre Abraham e Rosita, o que foi meio incômodo de se assistir porque foi muito cru e real. Está acontecendo tanta coisa que isso mostra a batalha na existência do novo mundo. Quando Abraham fala, “Eu achava que você era a última mulher viva no mundo, mas não é” não consigo imaginar como você se recupera de um comentário desses.

É, foi brutal. E é interessante como você vê um casal se formando e outro se separando nesse episódio, é uma seguida da outra. Foi uma escolha interessante de ritmo porque geralmente a tendência é separar esses momentos um pouco.

Greg Nicotero: A série sempre tem um ritmo específico. Ao mostrar todos se preparando para sair de Alexandria – porque também temos aquela bonita cena entre Denise e Tara – as cenas são carregadas de emoção pelo que vai acontecer. O que eles estão prestes a fazer é algo horrendo. Eles estão prestes a invadir outro território e matar as pessoas enquanto elas dormem. Então o fato de vermos os personagens antes como seres humanos – sabendo que eles estão prestes a fazer coisas desumanas – faz com que tudo seja mais intenso. Por isso o episódio se estrutura dessa forma.

Você os vê planejando tudo, e você os vê conversando sobre o que farão. Depois temos um momento bem humano de duas pessoas se apaixonando, depois outras duas se separando. Depois vemos a despedida entre Tara e Denise. Depois temos Glenn e Maggie conversando sobre como eles precisam passar a fazer essas coisas juntos. Então nós estamos montando todos esses momentos incríveis onde as pessoas estão comprometidas a seguir em frente com suas vidas, a intenção deles é de que se eles quiserem continuar com esse estilo de vida, isso deve acontecer.

Sair e matar pessoas enquanto dormem por causa de conflitos que essas pessoas estão tendo com outro grupo – mesmo tendo acontecido aquele incidente na estrada com Daryl, Abraham e Sasha – essa é uma nova fase para o grupo.

Greg Nicotero: Isso também mostra uma confiança bastante sofisticada em Rick. Rick acredita que eles são capazes de qualquer coisa. Olhem o que eles superaram: sobreviveram a Woodbury, sobreviveram a prisão, Terminus e o ataque massivo de zumbis em Alexandria. A confiança deles está alta. Eles estão numa fase em que acreditam de verdade que nada os possa destruí-los. E a cena da Igreja onde Morgan se levanta e diz, “Olha, a gente precisa mesmo fazer isso? Por que não conversamos com eles?” e Rick fala para ser feita uma votação. Amo o fato de Rick não ter deixado de lado a lei. Rick está ali pelo grupo.

É o fim da ditadura de Rick.

Greg Nicotero: É a primeira vez que enxergamos que Alexandria é na verdade uma democracia. Se alguém naquela igreja se levantasse e dissesse que não estava confortável para fazer aquilo eles teriam mudado de ideia. Aaron levanta e diz que não deixará acontecer de novo o que aconteceu antes com os Lobos. Ninguém questiona e Morgan se levanta porque sabemos da filosofia dele, a filosofia de que todas as vidas são preciosas e de que talvez aquilo pudesse ser evitado, só que ninguém concorda com ele.

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Vamos falar sobre o grande ataque ao posto dos Salvadores. Me diga como você quis filmar aquilo.

Greg Nicotero: Bem, o truque para toda essa sequência de ação é que era uma corrida para o arsenal. Eles se dividiram em grupos menores. Eles tinham que chegar ao arsenal porque se lembram que foi isso que os Lobos fizeram. Quando eles atacaram Alexandria eles tinham como objetivo encontrar as armas, pegar as armas e vencer. Por isso quando todos se separam eles vão de porta em porta até encontrar, e se encontrarem alguém eles matam. Se não tiver ninguém e não for o arsenal eles seguem em frente. Então tudo é bastante específico ao ponto de certa hora temos três grupos chutando portas ao mesmo tempo, outro está no arsenal, outro em um quarto de suprimentos e outro ainda em qualquer outro lugar.

Acaba que Glenn e Heath ficam preso no arsenal depois de terem sido encurralados no corredor. Eu queria cartuchos vazios porque queria que o tiroteio fosse o mais real possível e os atores pudessem reagir aos sons e clarões das armas. Mas ao mesmo tempo que queria que tudo fosse o mais real possível eu queria que fosse tudo seguro. Acho que Cudlitz disse que foi um dos poucos momentos em que pudemos ver Abraham atirando em uma verdadeira batalha. Fizemos isso no nono episódio dessa temporada quando ele estava no topo da cerca, mas queria que todos aqui parecessem como um grupo militar unido.

Eles sabiam o que estavam fazendo, e se eles cruzassem com alguém eles o matariam. Foi como uma pequena cena de Duro de Matar. Foi bem complicado porque nós estávamos atirando armas com cartuchos vazios, então você tem que garantir que tudo esteja bem coreografado. Se alguém está correndo na sua frente e você atira nas costas dela isso é ruim. Alguém pode se machucar. Então tivemos que fazer vários ensaios. Nós tínhamos que garantir que cada ator estava confortável ao atirar suas armas, porque os corredores eram estreitos. Aquele lugar que filmamos era um posto de verdade que achamos. Lembro que ficava a 45 minutos de nosso estúdio. Houve uma pequena discussão sobre ser um pouco distante. “Isso nos dar um valor de produção sério. O lugar é lindo. Precisamos encontrar uma maneira de fazer acontecer,” eu disse. E assim fizemos.

Esse episódio então se encerra com a voz no rádio avisando que estavam com Carol e Maggie. O que você pode falar sobre o destino desse enredo?

Greg Nicotero: Bem, a única coisa que posso dizer é retomando ao que disse antes sobre confiança, ao ser confiante você precisa ser cuidadoso. O fato é que eles limparam o lugar e viram o cara com a moto de Daryl, eles estavam um pouco além de confiantes. A única coisa que não pode fazer nesse mundo é subestimar seu oponente. Claramente, Maggie e Carol se distraíram o bastante para serem dominadas, e baixaram a guarda.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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