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6ª Temporada

REVIEW THE WALKING DEAD S06E09 – “No Way Out”: Alexandria vive

Ludmilla Peixoto

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S06E09 – No Way Out, da sexta temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

As outras séries que me desculpem, mas The Walking Dead é outro nível! O que dizer desse episódio que me deixou destruída, mas que considero pacas? De todos os episódios de midseason premiere esse foi, sem dúvida, o mais ambicioso de todos e, ouço dizer, o melhor já feito até hoje. E se tinha gente dizendo que os primeiros oito episódios foram entediantes, bom, esse compensa por todos. É tanta coisa pra comentar que fiquei até tonta! Mas vamos começar pelo começo!

Gente, o que foi o Daryl no início do episódio?! Eu confesso que estava super apreensiva, pois a situação que Abraham, Sasha e Daryl se encontravam não era nada favorável, considerando ainda que quando o Abraham encontra com os Salvadores na HQ as coisas não terminam muito bem. Na sequência dos acontecimentos da cena pós-crédito, temos os três cercados, sendo obrigados a entregar seus pertences e levar os caras a comunidade. Que eles não iriam leva-los de volta a Alexandria eu até imaginava, mas que o Daryl ia matar todos os caras com uma BAZUCA, eu confesso que, por essa, eu não esperava. Mas ele fez! E então seguimos felizes para Alexandria (que não estava tão feliz assim).

Chegando em Alexandria nos deparamos com o caos, e pra quem tinha suas expectativas de mais uma fiel reprodução do que acontece na HQ, não ficou decepcionado. Vemos Sam e Jessie serem devorados e Rick, numa tentativa desesperada de salvar Carl, cortando o braço de Jessie. Eu fiquei triste de vê-la morrer pois realmente gostava da personagem, e ao contrário da Jessie da HQ, ela demonstrava uma força incrível e talvez poderia ter tido uma história mais explorada. Mas não reclamo, achei que tudo foi muito bem trabalhado e repito: para mim, o episódio foi perfeito (com uma única crítica, que veremos mais a frente), e ver a HQ acontecendo na TV, não tem preço!

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Muito se especulou se eles tirariam o olho de Carl ou não, mas Gimple foi mais uma vez fiel à HQ e tirou o olho do pobre menino. Mas dessa vez, ao invés de ser atingido pelo líder da comunidade (Douglas Monroe nos quadrinhos), o infeliz foi o Ron, mas isso era meio óbvio; o garoto foi problema desde o momento que apareceu e, finalmente, satisfez seu desejo de vingança.

Uma coisa interessante nessa parte do episódio foi a Michonne matando o Ron; é lindo de se ver a lealdade do grupo que saiu da prisão, e mais especificamente, a lealdade de Rick e Michonne um com o outro. O relacionamento dos dois, junto com a amizade de Michonne e Carl, é uma das minhas coisas preferidas da série. No momento que Ron aponta a arma pro Carl ela nem hesita em mata-lo, e quando o Rick sai pra matar os walkers, ela se desespera pra sair e ajuda-lo. E isso é incrível de testemunhar: essas pessoas que eram completamente estranhas, se unindo de uma forma que não pensam duas vezes em matar para proteger uns aos outros. Ver o desenrolar desses laços que se formaram no meio do apocalipse são uma das coisas que mais gosto no show.

Agora pausa para aplaudirmos o Gabriel. O cara conseguiu se redimir: salvou Judith e ainda colocou a rapeize lá pra ajudar a galera que estava lutando contra os walkers. O discurso dele sobre as orações serem atendidas foi lindo, e entra no histórico daqueles diálogos incríveis que a gente vê e ama em The Walking Dead.

Minha única crítica ao episódio é essa coisa de toda hora quase matar o Glenn. Okay, a gente entende. Todo mundo tá morrendo de medo que ele morra pelas mãos de Negan e é provável que aconteça ainda nessa temporada, mas deixar o cara toda hora naquela situação vida ou morte já tá chato. Parem de tentar matar o Glenn, por favor. Senão quando ele morrer, nem vou acreditar (mentira, vou sim).

Walkers - The Walking Dead _ Season 6, Episode 9 - Photo Credit: Gene Page/AMC

Precisa comentar o Daryl com a bazuca AGAIN salvando geral ou, dizer como foi lindo ver todo mundo juntinho lutando os zumbis? Eu fiquei arrepiada.

Todo o desenvolvimento do episódio (da temporada, na verdade) foi caminhando para o ápice de Rick finalmente compreender que, aquelas pessoas, que ele não considerava de seu grupo, podem sim mudar e contribuir para a sobrevivência deles e serem tão vitais e importantes quanto. Que se precisa de gente pra viver sim, e ver o Rick contando pro Carl que ele tem esperança de que tudo pode dar certo foi lindo (chorei horrores), e vimos aí o que a gente mais gosta em The Walking Dead: essa abordagem sobre a natureza humana, sobre encontrar esperança no meio do caos e enxergar a possibilidade de não apenas sobreviver, mas viver num mundo tomado por mortos.

E assim, acabou mais um episódio. E que episódio. Eu amei. E você? Amou, odiou? Conta pra gente e compartilha o que você acha que nos aguarda daqui pra frente!

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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