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6ª Temporada

The Walking Dead S06E03: Greg Nicotero fala sobre AQUELA cena, o futuro de Glenn e a mão de Rick

Felipe Tolentino

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do terceiro episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E03 – “Thank You” (Obrigado). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Ele está ou não? Você sabe… Glenn. Ele está ou não vivo ainda após o episódio devastador do último domingo, no qual o suicídio de Nicholas, o covarde que Glenn levou sob a asa, resultou na queda de nosso herói em uma multidão de zumbis famintos? Teorias surgiram após o episódio, e o anúncio oficial do showrunner Scott M. Gimple sobre o caso, feito durante o Talking Dead de domingo após a série, não fez nada para sanar a confusão. Caso você tenha perdido, o anúncio de Gimple diz:

Caros fãs de The Walking Dead, essa é uma história difícil de ser contada, e quando estávamos planejando contá-la, sabíamos que nossos amigos em Talking Dead falariam com vocês sobre isso, e sabendo que todos vocês estariam falando e sentindo e se compadecendo de tudo, eu sabia que deveríamos dizer algo a respeito, a menos que nosso silêncio diga algo nós não tivemos a intenção de dizer ou não dizer. Por isso digo: De alguma forma, veremos Glenn, alguma versão de Glenn, ou partes de Glenn novamente, seja em flashbacks, ou na história atual, para ajudar a completar a história.

Ainda confuso? O Yahoo TV foi até o produtor executivo Greg Nicotero para mais respostas, porque ele tem um papel extra especial nos eventos de “Thank You”. E ainda que não saibamos definitivamente se Glenn vive ou não, conseguimos algumas dicas das respostas atenciosas do PE/diretor/mago dos efeitos e maquiagens.

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Você está ciente de que fez com que os espectadores passassem a noite toda e a manhã toda matutando todo tipo de teoria e justificativa sobre como Glenn ainda pode estar vivo?

Greg Nicotero: [Risos.] Eu adoro isso. Continuem.

Scott postou um anúncio durante o Talking Dead da última noite, indicando que veremos Glenn novamente de alguma forma. O que você adicionaria a essa discussão?

Greg Nicotero: Acho que Scott fez um ótimo trabalho dizendo o que é importante para nós, que queremos que o público vivencie a história e entre nessa jornada individual. Como em Game of Thrones onde as pessoas debateram sobre Jon Snow por semanas. Adoro a ideia de que o público possa especular por si.

Aquela cena foi muito cuidadosamente coreografada, e muito cuidadosamente escrita para permitir que o público tire suas conclusões e tenha suas expectativas. As pessoas criam diferentes cenários… isso é ainda mais legal, porque as pessoas estão focadas na série e focadas nos personagens. Por exemplo, Glenn é um dos meus personagens preferidos, e um dos mais adorados. Acho pela jornada, isso é meio o que The Walking Dead faz. Por mais doloroso que seja passar por isso, eu fico muito contente por ver que o público está nessa jornada conosco.

Você foi parte dessa história e da possível morte do Glenn de uma forma que mais ninguém foi, fazendo o papel de um dos zumbis na multidão que cercou a lixeira em que Glenn e Nicholas estavam. Você escolheu especificamente ser um zumbi na cena por causa do que aconteceu na história?

Greg Nicotero: Eu estive envolvido desde o início com a coreografia da ação toda, os ângulos específicos da câmera, a maneira como filmamos, a maneira como coreografamos. Foi provavelmente a tomada prática mais difícil que fizemos na série até agora. Temos 180 figurantes bem próximos dos atores, configuramos as vísceras para explodirem no tempo certo, fazendo os zumbis mergulhar, e fazer as pessoas gritar e o sangue jorrar. Eu senti que seria importante para mim poder orquestrar isso de dentro.

Quando fizemos a tomada, eu tinha dois ou três dublês de um lado. Havia três figurantes do outro lado. Foi bem específico, porque eu estava furando a bolsa de sangue que continha o intestino e toda a víscera dentro. Eu basicamente dirigi os zumbis a minha volta. “Pessoal da direita, assim que vocês virem sangue, enfiem a mão e puxem assim. Se virem sangue, puxem para lá. Quando virem sangue coloquem a mão e agarrem os intestinos. Quando virem sangue, apertem na barriga onde estão as minhas mãos para que o sangue borbulhe e escorra.” Filmamos em uma tomada. Foi assim… tínhamos uma tentativa. Foi muito bem coreografada entre Scott Gimple e eu e Michael Slovis, o diretor do episódio, porque queríamos fazer a cena provocativa. Queríamos fazer a cena interessante. Queríamos que as pessoas tirassem suas conclusões dela, se estivessem em negação, ou se elas eram espertas, ou se estavam no caminho. De qualquer forma, eles estão focados nesse personagem. Foi muito importante para mim. Senti que a melhor forma e garantir o sucesso seria estando lá ajoelhado na cena, lá meio que puxando o gatilho.

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Essa provavelmente vai ser a cena mais dissecada e revista da história da série.

Greg Nicotero: Tenho que concordar. Eu… olha, meu Instagram na noite passada estava cheio de “vai se f**er” e “como você pôde?” e “Eu odeio você”. Eu levo tudo isso como elogios, porque significa que as pessoas estão apaixonadas pela série. E em termos da análise, que eu ainda tenho no meu iPad, tenho gravações do vídeo, por diferentes ângulos. Acho que tínhamos quatro câmeras, incluindo uma no chão e uma olhando pelo meu ombro para o rosto do Steven quando o sangue jorra. Mesmo estando no meio de tudo, sentir como aqueles 180 zumbis estavam buscando por cima do meu ombro, ouvindo os gritos, e vendo o sangue jorrar, foi bem louco. Foi certamente uma experiência que não vou esquecer.

O dia 31 de outubro marca o quinto aniversário da estreia da série, por isso, um episódio e uma história grandes assim parecem especialmente apropriados agora. Isso foi planejado para coincidir com esse aniversário?

Greg Nicotero: Sinceramente, acho que não. Eu acho que isso foi somente uma, não quero usar a palavra “feliz” coincidência, porque seria um pouco atrevido da minha parte. É muita coisa… Eu dou 100 por cento do crédito para o Scott Gimple e nossos roteiristas, porque o Scott sofre com cada palavra no roteiro. Eu o respeito demais por ser apaixonado por isso e se apegar ao que faz. Decisões foram tomadas, e decisões serão tomadas na série, e que não serão muito populares. Nunca é, elas nunca são confortáveis.

Gostaria de dar atenção especial ao Michael Traynor, porque eu sempre olhei para a transformação do Nicholas nos três primeiros episódios da sexta temporada como se ele não quisesse mesmo ser um covarde. Ele queria mesmo mudar as coisas. Ele mostrou atitude e disse ao Glenn, “Eu vou ajudar. Diga o que eu devo fazer.” Ele se colocou lá e aí aconteceu… eles acabaram na mesma cidade onde ele traiu seu grupo. Ele fugiu com medo. Adoro o momento em que ele encontra seu amigo. Eles até falam seu nome, Will, e falam sobre a idade dele, o que nunca fazemos na série. Nunca fazemos essa coisa de relacionar um zumbi com quem ele era antes. Achei que esse foi um momento muito bom para o Nicholas. Sei que muita gente odeia o cara por causa do tiro que ele deu, pelo resultado do tiro, e o que vimos na série. Mas eu olho para isso como, quando ele diz “Obrigado” para o Glenn, ele estava basicamente dizendo, “Eu poderia ter morrido um covarde, mas como você não me abandonou, você me salvou.” Houve uma passagem… Eu não sei se poderia falar sobre isso… Houve um momento que não foi para o episódio. O Scott poderá ficar bravo comigo por falar nisso, sei lá, mas eu achei interessante. Eles estavam contando as balas conforme se aproximavam da lixeira. Em um certo momento, O Glenn fala, “Preste atenção em quantas balas você tem.” Quando os zumbis estão avançando, é possível ouvir o Nicholas contando enquanto atira nos zumbis, “Cinco, quatro, três, dois…” na mente, conscientemente tentando manter a contagem de quantos tiros ainda tinha. Nesse mundo, sabe, nós estabelecemos claramente a ideia de que ninguém quer perambular como um cadáver por aí. Que se você tem oportunidade, se tudo falha, isso não necessariamente tem que ser uma saída covarde. É por isso que o Nicholas olha nos olhos de Glenn, e diz, “Obrigado”. Sinto como se Glenn redime Nicholas no último momento. Tenho certeza que as pessoas olham para isso de forma diferente. Mas é assim que gosto de interpretar esse momento.

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Glenn é obviamente o foco do episódio, mas outros momentos heroicos aconteceram também. Michonne, como sempre, foi uma verdadeira líder, e Rick… a parte física do episódio todo, com ele correndo até o trailer e encontrando um grupo de zumbis. E aí a cena do trailer foi uma das melhores do Andy Lincoln. Raramente vemos medo no rosto do Rick, mas vimos ali.

Greg Nicotero: Quando os Lobos entram… e mais tarde quando Rick pega o frasco de comida de bebê de dentro do bolso de um dos Lobos. Isso o remete para quando ele encontrou Aaron, e Aaron trouxe comida de bebê para mostrar a eles que tinha boas intenções. O fato de que esse símbolo de boa intenção foi então encontrado no bolso de um assassino… é algo muito sutil que os roteiristas fizeram e que foi ótimo.

E temos um momento diferente em que nossos heróis estão encurralados no pet shop da cidade, e ver aquele desespero e comprometimento para voltarem a Alexandria e proteger as pessoas.

Alguns espectadores ficaram confusos com a ferida na mão de Rick, se ele se cortou ou foi mordido. Eu achei que foi um corte. Você pode confirmar algo?

Greg Nicotero: Sim, quando ele encontra os zumbis na rua, há um zumbi que tinha um facão enterrado no ombro. Ele apunhala o primeiro zumbi, e quebra o cabo da faca. O segundo zumbi o ataca, e quando se joga sobre ele, Rick levanta a mão e acaba se cortando pelo contato com o facão que estava saindo do ombro do zumbi. Acho que tudo aconteceu tão rápido do jeito que foi, eu acho que para algumas pessoas foi meio difícil acompanhar, só porque acabou antes mesmo de começar.

Ver o Rick com a mão machucada traz a preocupação para os fãs que também leram os quadrinhos ou sabem dos eventos mais importantes dos quadrinhos. Esse machucado pode acabar sendo algo mais grave do que parece?

Greg Nicotero: Não dá pra dizer.

Talking Dead inclui uma prévia do próximo episódio “Here’s Not Here”, um episódio de 90 minutos que vai trazer a história de Morgan. Há algum motivo especial para que o episódio seja tão grande?

Greg Nicotero: Há muita história para contar. Morgan é um personagem muito bom, e eu sei que muitas pessoas querem saber como ele se tornou o cara que é. Como ele se tornou esse cara que saiu de uma pessoa desengonçada em “Clear” até um cara que pensa que “toda vida é preciosa”? Há momentos fantásticos a frente, e acho que tem muita história boa para contar aí. Acredito, acima de tudo, que o maior desafio da nossa série é consolidar essas histórias nos 44 minutos. Poderíamos fazer episódios de duas horas toda semana com a quantidade de histórias que queremos contar.

Parece mesmo que você está nisso há cinco anos?

Greg Nicotero: Nem sabemos como compreender isso tudo. Eu fui a Londres no fim de semana para fazer uma publicidade para The Walking Dead. Ainda é maravilhoso para mim que as pessoas se devotem tanto à série. Estamos determinados a contar uma ótima história. Essas histórias nem sempre são confortáveis ou as mais felizes do mundo para se contar. As pessoas vão se chatear e vão se irritar. Mas o importante é que respeitemos nosso público, e queremos leva-lo em uma bela jornada.

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Fonte: Yahoo

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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