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6ª Temporada

The Walking Dead 6ª Temporada: David Alpert fala sobre o retorno de Glenn

Elayne Gonçalves

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do terceiro episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E03 – “Thank You” (Obrigado). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Glenn Rhee (Steven Yeun) morreu. Ou talvez não tenha morrido. Ou talvez tenha morrido, sim, mas nós o veremos em um flashback em The Walking Dead. Independentemente de qual seja o estado atual do Glenn de Schrödinger, o destino do nosso entregador de pizza favorito é basicamente o assunto mais comentado pela fanbase da série – e pela maioria da internet.

Com isso (e com várias outras perguntas cruciais) em mente, a MTV News conversou por telefone com David Alpert, produtor executivo de The Walking Dead, sobre qual seria o destino final de Glenn, se deveríamos nos preocupar com a mão de Rick e se teremos Jon Hamm interpretando um certo vilão futuramente.

MTV News: Então, tenho certeza de que você está tendo um dia bem interessante hoje.

David Alpert: Ah, sim, todos estão me mandando rosas e chocolates. É muito estranho.

MTV: Então, vou perguntar diretamente e tenho certeza de que você me dará uma resposta muito direta: Glenn está morto ou vivo?

David Alpert: Bem, sabe, como eu não estava esperando essa pergunta, vou dar duas respostas a você. A primeira é, nós vamos descobrir o que aconteceu com Glenn nessa temporada – isso será respondido. Não diretamente nessa ligação, mas será respondido.

Eu diria que a parte mais importante é que Glenn sempre tem sido um anjo bom ou um ombro amigo para Rick, tem sido o cara que está sempre pronto para voltar…

Tivemos o debate entre Rick e Shane na primeira e na segunda temporada e ele foi resolvido no fim das contas, certo? Na noite passada, no carro – Eu prometo a você que voltaremos ao Glenn – mas o debate foi resolvido e Shane venceu, certo? Na noite passada, Rick se transformou totalmente em Shane, e quando os Lobos o atacaram na van, ele não fez quaisquer perguntas. Não queria saber quem eles eram, o que estavam sentindo, ou convencê-los de que não deveriam matá-lo. Ele simplesmente os matou diretamente, certo? E essa é uma coisa “muito Shane” de se fazer.

Parece que Glenn sempre tem sido o cara que deu a segunda chance a todo mundo, dando a todos a oportunidade de melhorarem a si mesmo. Ele é o cara que nunca matou ninguém a sangue frio. Sempre foi esse cara. Então, naquele momento, no terceiro episódio – independentemente do que aconteceu com Glenn – o Glenn enquanto anjo bom, creio eu, está morto.

Glenn salvou Nicholas, trouxe Nicholas de volta e Nicholas fez isso com ele. Nicholas não conseguiu lidar com tudo e falhou com suas responsabilidades da pior forma possível.

Há milhares de formas que ele poderia ter feito a mesma coisa. Nicholas poderia ter diretamente pulado da lixeira e ter tentado ajudar Glenn. Isso poderia ter dado espaço a Glenn para que ele fugisse, mas Nicholas atirou na própria cabeça e levou Glenn consigo. Esse foi o custo de ser um cara legal. Então, essa parte de Glenn, independentemente do que aconteceu com ele, se foi.

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MTV: Considerando as declarações de Scott Gimple durante o Talking Dead, seria justo dizer que seja qual for a forma que veremos Glenn novamente, não será o mesmo Glenn que conhecíamos antes desse episódio?

David Alpert: Eu apoiaria isso totalmente.

MTV: Só voltando um pouquinho, vocês tinham de saber que, passando por esse episódio, haveria uma grande discussão sobre a cena. Que tipo de preparação vocês fizeram? Sobre o que conversaram nos bastidores para antecipar como seria a conversa dos fãs?

David Alpert: A primeira coisa e a coisa mais importante que fazemos sempre que estamos tratando de um personagem sério e colocando-o em um risco real, nós sempre nos perguntamos: é justificado? É “merecido”? Estamos fazendo um tipo de truque ou isso trará resultados? E tivemos ideias que foram descartadas porque pensamos que, se fizéssemos aquilo, não teria sido legal – e se simplesmente for legal, mas não tiver sentido, nós não faremos. No terceiro episódio, fizemos um retorno [ao início do seriado] – o que fizemos foi legal, e para nós foi importante terminar aquele arco.

A finalização do arco de Glenn desde o início, certo? Se vocês notarem, Glenn conversou com Rick no walkie talkie, chamou Rick de “bobão”, o que foi a primeira coisa que Glenn disse a Rick quando ele estava no tanque, no primeiro episódio. É o fim do primeiro episódio da primeira temporada e o início do segundo episódio da primeira temporada… Isso foi um retorno direto e intencional para o início da série.

Sempre que fazemos algo importante assim na série, algo diante de que os fãs vão reagir, nós nos certificamos que seja algo que é “justificável”. E pensamos que o fato de ser um momento tão claro do personagem, que é a resolução de tudo o que Glenn tem tentado fazer durante as seis temporadas, fez valer a pena contar a história.

MTV: Nesse ponto, independentemente da forma que ele assuma posteriormente, esse foi o episódio de despedida de Glenn. Vocês engrandeceram a história de Glenn com Maggie através dos olhos dos outros personagens. A ligação dele com Rick, etc… Quando fazem um episódio de despedida assim, mas, ao mesmo tempo, estão dizendo que a história dele não está totalmente terminada – há alguma preocupação sobre termos eventualmente uma segunda despedida para o personagem?

David Alpert: Nós tentamos nos certificar de que tudo o que estamos fazendo tenha sentido no momento, mas que também esteja preparando o terreno para onde estamos indo. E eu tenho que dizer que o [showrunner] Scott [Gimple] tem feito um trabalho magistral com a série nessa temporada. Tem sido uma alegria simplesmente ler os roteiros e ver os cortes, e estou incrivelmente animado com como essa temporada está se construindo. Eu honestamente mal posso esperar. Se isso foi algo importante e eu recebi uma grande quantidade de e-mails e de mensagens do tipo “Oi, Alpert, eu te odeio”, mal consigo esperar para ver como meu celular ficará no final da temporada.

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MTV: Os fãs estão comparando a cena com a morte de Glenn com a de Jon Snow em Game of Thrones, a ponto de estarem dizendo, “Ah, os produtores de The Walking Dead estão ‘Jon Snowzando’ a gente”. Vocês, de certa forma, seguiram a cartilha de como a equipe de Game of Thrones procedeu ou viram isso como uma forma de não proceder em relação à morte de Glenn?

David Alpert: Na verdade, não. Quer dizer, primeiramente, eu adoro Game of Thones. Acho que os caras fazem um trabalho magistral. Há uma verdadeira diferença em fazer algo desse tipo em uma season finale. Eu honestamente acho que, se tiver algo com o que podemos comparar [a cena da morte de Glenn] – nós não conversamos sobre isso, mas é algo mais parecido com um momento tipo o Casamento Vermelho, porque estamos no meio da temporada.

Tendo dito isso, nós realmente observamos e nos certificamos de justificar isso com nossos próprios méritos. Acho que isso é importante por ser uma mudança com o personagem que é expressada através da ação, e isso é legal.

MTV: Então você está dizendo que Jon Snow está vivo?

David Alpert: Eu quero que Jon Snow esteja vivo, mas honestamente eles continuam me dizendo na HBO que ele está morto. E eu fico pensando, “Não entendo. É o Jon Snow. Por que ele não está de volta?”

MTV: Concordo! Vamos falar sobre a direção da temporada em geral… As promos divulgadas no início fazem parecer que há quase uma Guerra Civil entre o ponto de vista de Morgan e o ponto de vista de Rick, mas vimos muito claramente – como com a interação entre Michonne e Heath – que não é tão simples como parece. É quase como se fossem tons de variação. Tendo dito isso, estamos indo em direção a uma separação? Ou é apenas parte da discussão constante sobre como lidar com o mundo em sua forma atual?

David Alpert: O que torna o nosso grupo bem sucedido na estrada é o fato de que eles têm essas discussões, certo? Mesmo quando vivemos sob a “Ricktatorship”, nunca é tipo, “Ei, apenas faça assim.” E ele não espera ser seguido de maneira inquestionável. Mesmo o mais obediente do grupo, Daryl, “desviou” de suas as orientações pela primeira vez. Isso é algo importantíssimo.

Então, sim, eu acho que teremos visões conflitantes e filosofias conflitantes continuamente expressas, pois a as regras desse mundo estão sendo continuamente reescritas. E eu acho que nosso grupo, por ainda ter humanidade, não quer viver em mundo que haja um poder superior que faça cumprir as vontades de todos e faça justiça. Eles querem algo a mais. Querem algo de humano. Querem algo mais profundo do que “o poder faz o direito”, mas, de vez em quando, as coisas se resume a isso.

E essa dinâmica, esse momento da dinâmica entre Michonne e Heath em que eles estão “indo e vindo”, é como se… Heath está certo, não está? Heath não sabe, realmente. Sim, ele já passou por algumas coisas; sim, já sabe o que está lá fora, mas será que já vivenciou algo como o que Sasha passou na última temporada? Não, ele não faz ideia de como é. Ele já viu algumas coisas, mas só uma parte das que Michonne viu. Isso não faz necessariamente com que Michonne, Rick ou Daryl sejam mais capazes de tomar decisões, mas isso dá a eles informações e insights que o resto dos Alexandrinos simplesmente não têm.

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MTV: E quanto ao próprio Rick? Eu acho que, publicamente, ele se mostra confiante. Ele sequer hesita um segundo antes de matar Carter (Ethan Embry) ou qualquer outra pessoa. Mas quando temos esses momentos particulares com ele, poderia potencialmente ser exaustão, e eu interpreto como se fosse isso. Quando ele é deixado com suas próprias questões, ele começa a se abalar um pouco… Essa pressão que o impulsiona para a frente está quebrando-o. Estou interpretando certo?

David Alpert: Acho que está interpretando 100% corretamente. Eu acho que Rick conhece a face pública da liderança, certo? Ele já viu o que acontece quando expressa suas dúvidas para uma audiência ampla. Não cria um debate inteligente, apenas espalha as divergências. Então, às vezes, a melhor face a se utilizar é a de absoluta confiança. E ele está vivenciando essa lição e vivendo-a publicamente, pois, se não fizer isso, criará tensão e problemas.

Não queremos que nossos líderes avancem e digam, “Sabe, realmente não queremos ir à guerra, mas eu acho que, às vezes, isso é a coisa certa a fazer em certa proporção, talvez de 52 para 48. Sabe, nós temos algumas restrições, na verdade, mas iremos colocar as vidas das pessoas em perigo, e podemos matar algumas delas. Não estou 100% convencido de que isso seja o certo a fazer, mas sei que é mais certo do que errado.”

Você não quer ouvir isso. Você pensa, “Não, é isso. Estamos dentro. É preto ou branco. É isso o que você fará.” É assim que o líder motiva os seguidores a trabalhar, certo? Então, eu acho que Rick realmente está tendo que lidar com esse problema, pois ele toma decisões de vida ou de morte todos os dias. E, honestamente, a quantidade de pressão e de tensão que colocamos sobre ele… Acho incrível perceber que ele ainda está sendo resiliente.

MTV: E quanto ao arranhão na mão dele? Há certa especulação de que ele entrou em contato com um pouco de sangue do walker – e, considerando o que acontece nos quadrinhos, muitas pessoas estão dizendo, “Ah, não, Rick vai perder a mão.” Essas pessoas estão interpretando demais?

David Alpert: Não, eu acho que é algo possível. Eu certamente acho que essa é uma implicação do que fizemos. Acho que, nos quadrinhos, você lembra que foi o Governador que cortou a mão dele, e nós certamente não fizemos isso aqui [na série de TV]. Mas fizemos algo diferente logo no início da série, pois tínhamos Merle, e Merle teve de cortar a própria mão para escapar do telhado… Então não tenho certeza de que queremos realmente “ir até o fim” com isso. Mas, se ele estiver infectado com o sangue do walker, ou ele morrerá ou terá de cortar a mão.

MTV: Na mesma cena, Rick tira aquela coisinha de comida para bebê da mochila. Deveríamos ficar preocupados com a bebê Judith? Os Lobos a levaram?

David Alpert: De um ponto de vista realista, eu vejo isso como uma ligação com Alexandria. É a mesma coisa que liga o grupo dos Lobos com Alexandria. Em relação à Judith… eu não gosto do que eles fariam com ela. Não é muito típico dos Lobos levar uma bebê e mantê-la viva. Partindo dessa perspectiva, eu diria, então que mais um referendo do que chamo de debate Carol x Morgan.
Quem é culpável quando se trata dessa discussão, dessas duas perspectivas de como lidar com os Lobos? Morgan claramente os conhece, claramente tem uma conexão com eles e claramente os deixa ir embora. E Carol, ela apareceu como uma Carol Assassina. Foi muito incrível. Esse debate de, “Não, não, esses caras mexeram conosco. Mate-os. Simplesmente os mate.” Eu acho que é realmente dessa forma que eles agem aqui.

MTV: Sabemos que Negan está vindo. Há mais ou menos dois anos, eu sugeri a ideia a Kirkman: “Ei, e se Jon Hamm interpretasse Negan?” Ele pareceu ter gostado, então nós sugerimos isso a Jon Hamm, e ele ficou interessado. E certamente parece haver um rumor por aí. Ouvi dizer que Scott Gimple gostou da ideia também, então… O que precisamos fazer para que Jon Hamm seja selecionado para o papel?

David Alpert: Eu acho que você deveria começar uma petição, e eu seria a primeira pessoa a assiná-la. Está brincando comigo? Jon Hamm? Seria incrível. Nós adoraríamos ter Jon Hamm. E Jon Hamm interpretando Negan… Primeiramente, Negan é forte. Tipo, precisamos de alguém com porte físico, imponente, mas que também seja engraçado. Ser capaz de ser realmente engraçado é algo difícil de se encontrar e, ao mesmo tempo, é preciso ser fisicamente violento, e juntar as duas coisas de forma crível.

Não há muitas pessoas que consigam fazer isso. Acho que Jon é certamente uma delas. Sabe, outro elemento é como nós iremos lidar com os palavrões… Mas também estamos trabalhando nisso também.

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Fonte: MTV

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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