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5ª Temporada

Dissecando o episódio S05E01 – No Sanctuary: Gimple e Kirkman sobre a estreia da 5ª temporada e prévia do que vem pela frente

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[Aviso: Este artigo contém spoilers de “No Sanctuary”, a estréia da quinta temporada de The Walking Dead.]

The Walking Dead ganhou vida no domingo com uma estreia de quinta temporada repleta de ação que não só estava cheia de sangue, vísceras de zumbi e ação, mas também dois enormes momentos emocionais de tirar o fôlego que realmente ilustram a essência do que é a série.

Durante o episódio, Rick (Andrew Lincoln), Daryl (Norman Reedus), Bob (Lawrence Gilliard) e Glenn (Steven Yeun) quase tiveram o pescoço cortado brutalmente nas mãos de Terminus – o grupo (finalmente!) revelou-se canibal. No entanto, graças a Carol (Melissa McBride) e seu pensamento rápido e inteligente, ela literalmente inflama o acampamento, indiretamente, e ajuda seus amigos a se libertarem do bando de capangas de Gareth (Andrew J. West).

Falando da gangue de capangas, flashbacks esclarecem que o acampamento Terminus originalmente era realmente um santuário para todos – e que um outro grupo de capangas invadiu o grupo pacífico e aparentemente estuprou, torturou e manteve Gareth e sua mãe (Mary) e a família refém em vagões. Em última análise, transformou o grupo em pessoas que tinham de fazer qualquer coisa – incluindo o canibalismo – para sobreviver.

E enquanto o episódio foi cheio de zumbis nojentos e evoluídos e mortes selvagens (Tyreese de Chad L. Coleman finalmente conseguiu voltar a ser quem era!), houve dois momentos de destaque que realmente tocaram o coração dos telespectadores. Carol, sendo reconhecida como a heroína do dia, o reencontro com Daryl, e depois levando Rick e Carl (Chandler Riggs) de volta para a bebê Judith que estava supostamente morta (e Sasha Sonequa Martin-Green com seu irmão Tyreese). No final, o grupo está de volta na estrada, onde Eugene afirma conhecer uma cura e quer ir para Washington.

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O Hollywood Reporter conversou com o produtor executivo Robert Kirkman, cujos quadrinhos a série se baseia, e showrunner Scott M. Gimple para comentar sobre os eventos da estreia no quadro DISSECANDO THE WALKING DEAD semanal.

Aprenderemos mais sobre o grupo que transformou Terminus em canibais?

Gimple: O importante foi ver como Gareth e seu irmão, Alex, e sua mãe, Mary, eram antes dessas pessoas entrarem e fazerem isso com eles. E não só mostra como isso os tornou quem eles são, mas também que, em seguida, fizeram algo a Rick e seu povo e como isso os mudaram. É um ciclo terrível que foi iniciado novamente. Como os eventos de Terminus mudaram Rick e seu grupo como os eventos originais de Terminus mudaram Gareth e seu grupo?

O quanto mais deste grupo podemos esperar para ver?

Gimple: Eu seria cauteloso ao te dizer o que esperar. Eu posso dizer que eles não são Cylons [de Battlestar Galactica] (risos).

Rick acertou um tiro em Gareth, mas o trailer da Comic-Con mostrou que ele viria a se juntar ao grupo de Rick. Como podem estes dois coexistirem considerando que Rick prometeu matá-lo?

Kirkman: Isso será exibido de uma maneira interessante. Esse é um momento que certamente quero ver como de fato se desenrolará em um episódio. Algo bastante intrigante que acontecerá lá. Talvez nós revelaremos que Gareth é na verdade o irmão há muito tempo perdido de Rick. Nunca se sabe (risos).

Gareth disse a Bob que eles não podem voltar para o modo como as coisas eram feitas antes. Será que ele realmente acredita nisso?

Gimple: Pense melhor esse momento: Gareth está de pé, sobre Bob. Eles acabaram de cortar pescoços de três pessoas e ele diz: “Não é possível voltar atrás, Bob.” Isso poderia se aplicar ao fato de existir uma cura ou não, mas mesmo se não houver uma, eu não acho que [cortar pescoços das pessoas] vai ser perdoado ou esquecido. As coisas que eles estão fazendo, eles não podem voltar [a ser quem eram antes disso]. Não importa se eles podem ir para Washington para resolver isso. Eles foram tão longe de qualquer coisa que possa ser aceitável para alguém.

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O grupo de Rick está de volta na estrada. Como esta experiência na estrada será diferente da anterior, quando eles perderam a filha de Carol (Sophia)?

Gimple: Eles têm uma completa falta de confiança, cautela com estranhos e, provavelmente, uma postura muito mais agressiva e não hesitam. Há uma história, há um ponto em que citamos, a partir de uma das edições, algo que Rick fala enquanto está conversando com Carl e diz: “Você não está seguro. Não importa se você acha que está seguro, você acha que sabe tudo sobre o que está acontecendo ao seu redor, você não está seguro.” Esse é o sentimento que eles têm agora.

Os fãs dos quadrinhos sabem que este é o ponto da história onde o grupo vai para Washington com Eugene e, finalmente, acaba em Alexandria. Por quanto tempo eles vão estar na estrada? Essa parte da série não foi muito bem recebida.

Gimple: Mesmo que eles estejam na estrada, haverá uma grande variedade de lugares este ano. Enquanto eles estiverem na estrada, veremos diversidade. Haverá o rural e haverá o suburbano e haverá urbano e tudo mais.

Kirkman: É também importante notar que o nosso mundo continua a mudar e evoluir como esses personagens estão. Então, só porque eles estão de volta na estrada não significa, “Oh, veremos o mesmo tipo de histórias de estrada da terceira ou segunda temporada.” As coisas mudam, as circunstâncias mudam e eles encontrarão coisas diferentes enquanto estiverem na estrada.

Gimple: Nós veremos alguns dos mesmos lugares que eles foram e que estão em uma condição muito diferente.

Kirkman: E agora você falou demais! (Risos).

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No vagão de trem, Sasha não parece acreditar que Eugene (Josh McDermitt), este estranho com um mullet, conheça uma cura e o confronta para saber mais detalhes. Será que mais membros do grupo ficarão desconfiados? Será que eles o pressionarão para obter mais informações?

Gimple: Isso não vai ser completamente uma questão de fé. Ele irá dar-lhes mais e mais informações sobre como ele vai fazer o que pretende fazer. Isso ajudará muito – e ele sabe muito.

Carol e Daryl – assim como Rick, Carl e Judith – finalmente se reencontraram neste episódio. Por que era tão importante ter esse grande momento de emoção em um episódio cheio de violência e tantas outras coisas acontecendo?

Kirkman: É o que é a nossa série. Essa é a sua essência. É essa série violenta, existem essas coisas horríveis que acontecem, mas também é uma série sobre família, vizinhos e pessoas. Você quer ter esses momentos de felicidade e alegria, porque é um mundo bem equilibrado e você quer mostrar todas as coisas diferentes que essas pessoas vivenciam. É assim que são alguns dos melhores momentos neste programa. Quando vemos que algo bom acontece e começamos a deixar esses personagens respirarem por um minuto – como vimos inúmeras vezes – esses momentos geralmente não duram, então eles são muito importantes.

Gimple: É essa a questão. É por isso que Rick continua a lutar. A razão pela qual ele mordeu a garganta do cara [no final da quarta temporada] foi porque Carl, Daryl e Michonne estavam em perigo. Ele vive para essas pessoas e, certamente, para a filha, que é alguém que ele estava certo de que havia perdido. Provavelmente, não há alegria maior para ele do que saber que esse não foi o caso. O fato de que ele poderá protegê-la só vai torná-lo mais forte e talvez mais determinado em sua agressão porque ele não quer perdê-la novamente. Então, ver a profundidade de seu sentimento em tê-la de volta também serve para o outro lado da história, que é o lado mais feio, por assim dizer.

O paradeiro de Beth (Emily Kinney) permanece um mistério, mas Daryl disse que ela foi levada por um carro com uma cruz branca. Poderia ser o grupo que invadiu Terminus ou é o acampamento de Padre Gabriel (Seth Gilliam)?

Gimple: Você estava certo ao dizer que é um carro preto com uma cruz branca, mas não está certo em relação a mais nada! (Risos).

Kirkman: (Risos) Eu vou responder na forma de uma risada. Me desculpe, isso é tudo que tenho!

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Fonte: Hollywood Reporter
Tradução: Mydiã Freitas / Staff Walking Dead Brasil

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