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First Time Again X No Sanctuary: Comparando estreias – e líderes – de The Walking Dead

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Quando começou “First Time Again”, episódio de estreia da sexta temporada de The Walking Dead, eu tinha apenas uma expectativa: uma hora e meia de perder o fôlego. Isso porque a estreia da quinta temporada já havia sido explosiva (literalmente), e a série tem mantido o bom hábito de se superar quando o assunto é episódio de estreia e final de temporada. Agora não haveria de ser diferente.

Para colocar a minha expectativa em contexto: um ano atrás a quinta temporada começava com “No Sanctuary”, um episódio cheio de “tiro, porrada e bomba”. Mas não era apenas um episódio de ação: havia o mistério em torno de Terminus, e o grupo ainda estava parcialmente separado. Começamos tão confusos quanto os próprios personagens, que pensavam estar na vantagem com suas armas improvisadas, mas foram surpreendidos pelo gás lacrimogênio. Logo depois veio a cena chocante do cocho, deixando claro que aquele não seria um episódio (ou uma temporada) de meias palavras, seguida pela explosão do tanque de propano e por uma fuga labiríntica, entre outras coisas. O tipo de episódio em que a gente mal consegue olhar pro lado. Tanto que foi o episódio com a maior audiência da série até hoje (mais de 17 milhões de espectadores só nos EUA).

E então veio “First Time Again”, que, na minha opinião, foi um episódio… estético. Um episódio feito para fazer bonito. Mostrou como a equipe do Greg Nicotero manda muitíssimo bem na maquiagem, usou e abusou da computação gráfica, trabalhou com uma quantidade estúpida de zumbis, usou efeitos de cor enquanto viajava na linha do tempo (e fez com que Rick parecesse um personagem de Sin City!). Teve até um desfile de zumbis (alou, Fear the Walking Dead) com Daryl na moto abre-alas. Encheu os olhos, mas não me tirou o fôlego. Assisti tranquila e comentei o episódio no Twitter sem grandes dificuldades.

Bem diferente do que aconteceu em “JSS”. Fomos iludidos por um começo aparentemente tranquilo: conhecemos um pouco do passado de Enid, fomos apresentados a Denise, a nova médica, vimos como alguns personagens estão lidando com os desdobramentos da morte de Pete e Reg. Um episódio para mostrar que a comunidade não estava preparada para a chegada da horda de zumbis, talvez? Só sei que nada poderia ter me preparado para a cena do primeiro ataque dos Lobos. Foi inesperado, foi brutal, foi… incrível! Foi tudo que eu podia esperar de um início de temporada, e ainda mais! Violência, brutalidade, sagacidade, reviravoltas, ritmo frenético.

Eu realmente fiquei sem fôlego durante JSS, completamente desnorteada, sem tirar os olhos da TV para nada. Comentar no Twitter, só se fosse no intervalo. Não é assim que deveria ser um episódio de estreia? Depois de tantos meses aguardando, não era de se esperar que a temporada começasse com mais impacto? Estou pedindo muito?

Mas então, conversando sobre isso com o patrão, a coisa fez um pouco mais de sentido: eles não podiam dar duas estreias de temporada pra Carol, né? Ela já salvou o grupo dos canibais de Terminus em No Sanctuary, ficaria chato se ela salvasse a comunidade do ataque dos Lobos na estreia da sexta temporada. Seria, inclusive, bastante ousado se a temporada começasse com um episódio em que Rick sequer aparece. Ousado demais, talvez. Afinal de contas, quem é o protagonista da série? Quem é o líder (extraoficial) de Alexandria? Sinceramente, tenho minhas dúvidas.

O que você acha? A estreia da sexta temporada de The Walking Dead foi tão boa quanto merecia ser ou você esperava mais? Comentem abaixo os seus pensamentos.

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