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Tudo o que você precisa saber sobre o crossover de The Walking Dead e Fear the Walking Dead

Carlos Knewitz

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Você pode ser hate de Fear the Walking Dead, mas é inegável que a série se consolidou e hoje já não é novidade para o público. Aliás, a série secundária tem mantido um enredo mais coeso e firme do que a “série mãe” em um comparativo às três primeiras temporadas de ambas.

Havia um ar de zombaria advindo dos produtores quando Fear começou a se formalizar e fãs especulavam a possibilidade de um crossover entre ambas. Foi repetidamente afirmado que em hipótese alguma as séries se cruzariam. Mas, ultimamente, a palavra de um homem não tem nenhum valor – tratando-se de The Walking Dead, ao menos – e nesse caso, graças a Deus.

Fear the Walking Dead que está prestes a iniciar sua quarta temporada, com ideia de se reinventar, se chocará com a série da qual é derivada. A propósito, se você não é acostumado com palavras advindas do Inglês, aí está à explicação do termo crossover: a concomitância entre duas obras da ficção que de alguma maneira – por meio de personagens, citações, objetos, referências, cenários, etc. – passam a interagir entre si quando outrora não possuíam nenhuma relação direta.

Sempre foi extremamente esclarecidas que ambas – por óbvio – se passavam no mesmo universo, sendo apenas séries que retratam o apocalipse em partes diferentes do mapa. Dessa forma, não seria total loucura a ideia proposta pelos fãs para um crossover.

Fear por mais que venha sendo muito melhor trabalhada e tem acertado em erros que The Walking Dead demonstrou ao longo dos anos, é uma série que demonstra menor audiência em relação à da qual derivou. Então, a ideia de um crossover, além de ser um agrado aos espectadores, pode despertar curiosidade naqueles que jamais deram chances à derivada, atraindo assim maior público e alavancando a audiência.

Ademais, a forma como fora escolhida a manifestação da relação das séries pode trazer um desenvolvimento melhor para um personagem que não possui muita oportunidade de crescimento na série original. Morgan Jones foi o escolhido para tal ato. Dessa forma, o personagem possui alternativa para viver além do que sua contraparte na HQ e desenvolver uma história totalmente diversa da que vinha exercendo em The Walking Dead.

Há de se levar em conta que a terceira temporada de Fear terminou em uma linha temporal próxima ao final da primeira temporada de The Walking Dead – já que as duas primeiras de Fear se passam no começo do surto e a série mãe possui um lapso temporal dado o coma de Rick. Então, resta a dúvida de como explorarão a disparidade de tempo entre as duas – e como Morgan atravessou todo o mapa dos Estados Unidos do extremo nordeste para o extremo sudoeste.

No caso supracitado, há duas hipóteses: Fear terá salto temporal e trará menções ao lapso por meio de flashbacks; Ou o Morgan retratado será o que estava desaparecido entre a terceira e a sexta temporada de The Walking Dead. Dentre ambas, a que parece mais coesa é a primeira.

Ademais dos fatos de destaque ao personagem e da estratégia de alavancar a audiência, há também de se considerar que talvez Fear tenha vindo numa espécie de edições especiais dos quadrinhos (edições que contam a história de Michonne antes de se juntar ao grupo bem como a de Negan antes da formação dos Salvadores) e nós até então não tenhamos percebido. Nesse aspecto há um mar de possibilidades: Fear se encerrar após algumas temporadas para mais a frente se juntar de forma definitiva a The Walking Dead e Madison ou qualquer que seja o personagem dali extraído ter Morgan como ponte com Rick; ou Fear ser o desenvolvedor do vilão final de The Walking Dead (que tem planejamento de 12 temporadas) e a última temporada de ambas ser conjunta demonstrando o desfecho para ambas as histórias. Enfim, nesse crossover há possibilidades infinitas de se surtar tentando prever o futuro.

Há ainda a possibilidade de oportunamente outros personagens migrarem de uma para a outra. Por exemplo, Melissa McBride (Carol) – conforme informações de fãs – já foi vista nas locações de gravação de Fear no mês de janeiro do corrente ano. Possibilidades de Carol procurar por Morgan, ou apenas uma visita amiga da atriz para acompanhar a produção?

O ato de conjungir às séries acabou por desencadear diversas reações. Uma delas é o fato de que nos Estados Unidos diversas salas de cinema exibirão o episódio final de The Walking Dead seguido pela estreia de Fear. O trabalho publicitário que está sendo desenvolvido para esse crossover com os vídeos promocionais, trailers e fotos têm sido grandioso e bem efetuado.

Ademais, é trabalho do redator esclarecer que o último episódio da oitava temporada de The Walking Dead será distribuído no Brasil pela Fox às 22h30 do dia 15 deste mês – hoje – e, sucessivamente, Fear estreará seu quarto ano sendo distribuindo no nosso país pela AMC Brasil às 23h30 do mesmo dia.

Enfim, resta o conselho: se você ainda não deu oportunidade para Fear, dê. A primeira temporada – de seis episódios – é um pouco lenta e confusa, mas retrata exatamente o dia em que o surto zumbi iniciou. E por tanto, os acontecimentos posteriores das temporadas subsequentes são muito mais ligeiros do que na série mãe. Já que Madison e seus aliados tiveram que lidar com os problemas desde o inicio – diferente de Rick -, mais rapidamente ela e os demais precisam lidar com a ética e com a moral humana. Fear também não possui medo de matar personagens centrais e evita notavelmente o protagonismo – aquela quase morte de principais que só é usada para dar emoção ao enredo, mas que no fim tem o herói liberto, de forma muitas vezes absurda. Além do mais, Fear possui ótimos personagens que desenvolvem suas histórias de maneira abrupta trazendo riqueza a história e totalmente profundos e complexos nos seus enredos.

Então? Quais são suas expectativas para o cruzamento entre as duas séries? Como você crê que isso acabará? O crossover se restringirá a Morgan ou abrirá possibilidades diversas? Deixe nos comentários abaixo sua opinião sobre todos esses aspectos.

The Walking Dead vai ao ar todo domingo, legendado, às 22h30 e toda segunda-feira, dublado, às 22h30, na Fox.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E17 – “Home Sweet Home”: O inimigo agora é outro

Home Sweet Home foi o 17º episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Maggie, Cole e Elijah andando na floresta em imagem do 17º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo sétimo episódio, S10E17 – “Home Sweet Home”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Em um episódio com claras limitações de produção por conta das restrições impostas pela Covid-19, The Walking Dead retornou para os seis episódios extras que completarão o enredo da 10ª temporada. E o primeiro deles, “Home Sweet Home”, foca em Maggie, que busca companheiros de comunidade para retornar para Alexandria, seu antigo doce lar.

Quando a produção de The Walking Dead anunciou os capítulos 17 a 22, a primeira coisa que me veio à cabeça foi que a ideia de esticar a história serviria para amarrar algumas pontas soltas no enredo, fazer flashbacks e pouco introduzir à história. No entanto, a impressão que “Home Sweet Home” deixou foi outra, a de que um inimigo pode colocar em risco os sobreviventes de Alexandria. Além disso, o embate – direto ou não – entre Maggie e Negan promete ser um dos grandes temperos deste retorno.

Com um elenco reduzido, tomadas um pouco maiores que o habitual para completar o tempo do episódio e alguns objetivos, novos e velhos, pelo caminho – como a introdução dos novos sobreviventes à comunidade e a busca por Connie – The Walking Dead nos traz estes seis episódios para matarmos as saudades do nosso elenco e da nossa história tão queridos.

Presente e futuro

Interessante a estratégia da produção de The Walking Dead em dar sequência à história com “Home Sweet Home”, mesmo correndo o risco de mexer com algo que está por vir na 11ª e última temporada. Mesmo com novas aventuras à vista, algumas lembranças também apareceram na nossa tela, até para nos relembrar de onde paramos na história. Um exemplo ocorre logo no começo do capítulo, quando Judith e Maggie interagem e falam sobre Michonne. A Samurai está em busca de Rick após receber algumas pistas de que o xerife pode estar vivo e a dupla conversa sobre a reação de R.J. e o papel da irmã mais velha, que diz à criança que eles estão olhando para as mesmas estrelas à noite.

Este momento doce é interrompido pelo tão esperado reencontro entre Maggie e Negan. O ex-Salvador e assassino de Glenn esteve muito perto de morrer pelas mãos da Viúva, mas quando ela chegou à cela em Alexandria para vingar a morte do marido, o homem havia fugido. Depois descobrimos que ele estava em uma missão dada por Carol para matar Alpha e tentar pôr fim ao confronto contra os Sussurradores. A própria Carol admite para Maggie, em “Home Sweet Home”, que o encontro com Negan não ocorreu por causa dela. As consequências desta história são bastante esperadas. Não nos decepcione, produção!

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Também somos lembrados sobre o triste destino de Hilltop, devastada pelo ataque dos Sussurradores. Maggie propôs levar os dois companheiros de viagem, Cole e Elijah, para o casarão, mas descobre que o lugar não existe mais e eles terão que ir para Alexandria junto com os outros sobreviventes. Cole é um personagem que chegou mostrando as caras, um sujeito que fala o que pensa e que, no capítulo, flertou com a inconveniência. A ver o comportamento do sujeito no porvir.

Elijah, por sua vez, tivemos a chance de conhecer no que seria o season finale da 10ª temporada, quando ele salva Gabriel da morte certa pelas mãos dos Sussurradores. Desta vez, conseguimos ver o rosto do rapaz, que em determinado momento parece sofrer ao chegar em certa localidade por, provavelmente, lembra-lo da irmã, que morreu. A conexão dele com Kelly parece ter sido imediata e é bom ficar de olho nessa nova amizade.

Por fim, a busca por Connie também deve mover nossos personagens. Kelly segue confiante de que a irmã está viva e Daryl parece ainda disposto a procurar pela amiga. Vale lembrar que ela se encontrou com Virgil após passar um tempo desaparecida. A irmã de Kelly foi soterrada junto com Magna depois da explosão de uma dinamite em uma jogada atrapalhada de Carol, que ainda estava perturbada pela morte de Henry, e voltou a aparecer no 16º episódio da 10ª temporada. O reencontro das irmãs (e de Connie com Daryl) também promete.

Novas histórias após Home Sweet Home

O que há muito todos nos perguntávamos, enfim foi respondido. Maggie esteve fora por todo este tempo ajudando outras comunidades com Georgie, mas, além disso, também passou um tempo com Hershel Rhee em uma casa isolada no litoral. A ideia da Viúva era tirar o sentimento de vingança de Negan da cabeça e, por isso, ela resolveu se afastar dos amigos.

No entanto, ela parece ter encontrado muitos obstáculos pelo caminho. Aqui é interessante notar que, mesmo que a personagem tenha ficado afastada da série por tanto tempo e, consequentemente, perdido tantos acontecimentos que nós acompanhamos, ela também passou pelos seus percalços, perdeu pessoas e encontrou uma nova família pelo caminho. Mesmo que não a tenhamos visto em tela, a personagem deixa claro que viveu suas experiências longe de Hilltop que a afetaram e ajudaram a se tornar a pessoa que é hoje.

No tempo em que esteve fora, Maggie perdeu muito. De longe ela soube da morte de pessoas próximas, como Jesus, Tara, Enid, do desaparecimento de Rick e, logo que voltou, soube da destruição de Hilltop. Isso tudo fez com que ela optasse por se afastar do ponto de encontro onde trocava correspondências com os amigos. Obviamente a estratégia de fugir dos problemas não deu certo e ela precisou voltar para ajudar a família a se reerguer.

Junto com a nova comunidade, Maggie traz na bagagem, também, um novo inimigo: os ceifadores. Pouco se sabe sobre as intenções ou o objetivo do grupo, que parece ser bastante violento, mas já tivemos a pista de que Maggie é o alvo. Quando o homem que atira nas sobreviventes da comunidade é encontrado, ele revela, antes de bancar o kamikaze, explodindo a si mesmo, que um tal de Papa marcou Maggie. Com certeza teremos momentos de tensão e perigo não só para ela, mas também para o pequeno Hershel e os sobreviventes de Alexandria.

Foi um capítulo que deixou uma série de boas impressões para o que vem por aí. Impossível não mencionar o calor no coração ao ver o filho de Maggie e Glenn são e salvo após estar em iminente perigo. E a semelhança do rapaz com o pai também impressiona! Curioso para saber como será a adaptação do jovem à Alexandria, onde ele deve encontrar novos amigos, como Judith, Gracie e R.J., e também deve dar de cara com o assassino de seu pai.

O que você achou de “Home Sweet Home”, e quais suas expectativas para os cinco episódios restantes? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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10ª Temporada

Trailer LEGENDADO dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

Assista ao trailer dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série retorna em 28 de Fevereiro!

Rafael Façanha

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daryl armado em imagem dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead está se preparando para retornar com 6 episódios extras da 10ª temporada e a AMC acaba de divulgar o trailer oficial para aquecer a ansiedade dos fãs.

Os novos episódios vão focar em determinados grupos de personagens e prometem responder algumas perguntas em aberto, como onde Maggie estava, o passado de Negan e sobre os soldados que cercaram o grupo de Eugene no final do episódio “A Certain Doom”.

Assista ao trailer de The Walking Dead:

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Títulos e sinopses dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead

Nesses episódios extras, encontraremos nossos sobreviventes tentando se reerguer após a destruição que os Sussurradores deixaram para trás. Os anos de luta pesam sobre eles e os traumas do passado ressurgem, expondo seus lados mais vulneráveis. Ao questionarem o estado da humanidade, o estado de sua comunidade coletiva e o estado de suas mentes, eles encontrarão a força interior para perseverar com suas vidas, amizades e grupo intactos?

A 11ª temporada de The Walking Dead – que tem previsão de estreia para Outubro deste ano – será a última da série inspirada nos quadrinhos de Robert Kirkman. Para dar uma despedida digna e épica ao universo zumbi, serão exibidos 24 episódios nesta parte final da história, oito a mais em relação aos tradicionais 16 capítulos divididos em duas partes que nos acompanharam na maioria das temporadas.

The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro com o episódio “Home Sweet Home”.


Legenda por: Guilherme Catai / Equipe The Walking Dead BR

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Anunciada data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead

Confira a data de estreia dos episódios extras da 10ª temporada de The Walking Dead. Série se encaminha para a reta final.

Rafael Façanha

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A AMC divulgou através de uma nova leitura de roteiro a data de retorno da 10ª temporada de The Walking Dead. Por conta da pandemia de COVID-19, a temporada ganhou 6 episódios extras.

A 10ª temporada de The Walking Dead retorna em 28 de Fevereiro de 2021. Os seis episódios extras, até certo ponto, vão seguir um formato de antologia, focados em personagens individuais ou pequenos grupos de personagens.

Já sabemos que pelo menos um desses episódios vai explorar o passado de Negan, provavelmente mostrando partes da HQ “Here’s Negan”. A atriz Hilarie Burton, esposa de Jeffrey Dean Morgan (Negan), foi anunciada recentemente no papel de Lucille (a esposa do personagem).

The Walking Dead é uma história que começou há 10 anos com um homem tentando encontrar sua família. Essa família cresceu e gradualmente as comunidades tomaram forma. Eles lutaram e sobreviveram, prosperaram e deram origem a uma nova geração. É um conto sobre a humanidade e há mais histórias para contar.

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