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Entrevista

The Walking Dead Brasil Entrevista – Andrew Lincoln (Rick Grimes)

Rafael Façanha

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Hey, Walkers!!! 

Estamos de volta com mais um The Walking Dead Brasil Entrevista. Dessa vez nós conversamos com exclusividade com o ator que simplesmente da vida a The Walking Dead. O cara que simplesmente é o princípio, meio e fim da série (assim a gente espera rs)! Nós conversamos com o super Andrew Lincoln, isso mesmo, o protagonista de Walking Dead, Rick Grimes!!! A entrevista foi realizada antes da estreia da segunda metade da terceira temporada, então nós debatemos sobre o quanto a série significa para ele, ele descreve brevemente todos os episódios finais da temporada e revela que simplesmente AMA o Brasil e que não vê a hora de retornar ao país. Confira essa super entrevista:


Entrevista por: @nandaararocha | Edição por: @ianskbr | Legenda por: @OAvilaSouza / Staff Walking Dead Brasil

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Erik Jensen (Steven)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Erik Jensen.

Rafael Façanha

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arte com Erik Jensen e Steven Edwards para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Erik Jensen in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Erik Jensen, que interpretou Dr. Steven Edwards durante a 5ª temporada. O ator nos contou sobre os gostos musicais de seu personagem, sobre o trabalho com Emily Kinney (Beth), sobre as escolhas de Steven, sobre seus trabalhos no teatro e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Erik Jensen:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Erik Jensen: Obrigado novamente por me receber, é uma honra estar aqui. A primeira vez que ouvi sobre The Walking Dead foi pelos quadrinhos. Eu conhecia os quadrinhos e fiz teste para o programa logo quando começou, eu acho que fiz teste para 3 ou 4 papeis diferentes, não lembro quais, mas eu definitivamente me lembro de ter feito teste para interpretar o Eugene, o que foi bem legal. E aí um dia eles fizeram um teste comigo para interpretar um personagem que estava disfarçado, ainda não era um médico, mas eu acabei interpretando esse médico que sabia muito sobre discos e amava música. Participar do programa foi uma oportunidade para mim e também para mostrar Junior Kimbrough para o mundo, que era a pessoa que eu estava ouvindo quando conheci a Beth.

Steven não concordava com o autoritarismo de Dawn, embora não tomasse frente da situação para enfrentá-la. Ele acreditava que a vida dentro do Hospital fazia mais sentido do que fora dele. Você acha que, no fundo, ele tinha esperanças de tomar a liderança por ali e tornar o Hospital Grady Memorial um lugar melhor para se viver? Como você analisa as atitudes do personagem?

Erik Jensen: Eu não acho que o Steven tem qualidades de liderança [risos], você precisa pensar rápido para ser um líder, manter sua palavra e eu não acho que enganar pessoas seja algo eficaz ou essencial para ser um líder, então eu não acho que o Steven estava esperando se tornar um líder, eu acho que ele estava tentando ficar em segurança e, ficar em seu mundinho com seus discos, foi o jeito que ele arrumou de ficar seguro e ele faria qualquer coisa para manter isso.

Não sabemos muito sobre o passado de Steven antes do apocalipse começar. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Erik Jensen: Eu tive uma conversa adorável com Scott Gimple quando ele ligou para me parabenizar sobre o papel do Steven, conversamos sobre música e eu tinha uma pergunta importante para ele sobre que tipo de música eu estava ouvindo e era Junior Kimbrough, de quem eu virei um grande fã desde então, um cantor de blues incrível. Você pode ouvir uma parte da música dele tocando em uma cena com a Beth no meu escritório. Então não, eu só tive conversas com Scott Gimple e então eu, os diretores e os cineastas montamos tudo no set de filmagem.

Seu personagem desenvolveu uma relação de amizade com Beth quando ela chegou no Hospital. Ela o ajudava com os pacientes e o fazia companhia. Sabemos que Beth era uma pessoa muito forte, porém doce e ainda muito ingênua. Como você definiria o sentimento de Steven por Beth? E como foi trabalhar com Emily Kinney no desenvolvimento dos personagens?

Erik Jensen: Bom, Emily Kinney, como vocês sabem, é uma cantora incrível. Nós passamos a maior parte do nosso tempo na sala verde, conversando sobre música, sobre o que ela gosta na música, das bandas que eu gosto, eu anotei as bandas que ela gosta, conversamos sobre nossos violões… então construímos uma relação baseada nisso. Eu tenho uma filha, então da perspectiva do Steven eu a olhava como uma filha, o que torna o que o Steven fez muito pior [risos], mas é como eu a olhava e eu gosto muito da Emily, ela é uma ótima pessoa.

Steven era o único médico no Hospital, e ele propositalmente instrui Beth a dar a medicação errada para Trevitt – um paciente estável e que também era médico – causando a morte do homem. Sabemos que ele fez isso porque temia não mais ser útil para Dawn e acabar sendo expulso ou morto. Steven tirou vantagem da ingenuidade de Beth para não levantar suspeitas do real motivo de suas ações?

Erik Jensen: Ser o único médico do hospital e instruir Beth a dar o medicamento errado, foi uma coisa horrível de se fazer e acho que o truque do personagem foi para que você pudesse confiar nele no começo do episódio e assim você não esperar que ele fizesse o que fez. Foi o que eu, os diretores e os cineastas tentamos fazer todos juntos… espero que isso responda sua pergunta.

Depois da morte de Beth, Rick oferece acolhimento àqueles que quisessem se juntas ao seu grupo, mas Steven escolhe permanecer. Por que você acha que ele tomou essa decisão?

Erik Jensen: Eu acho que o Steven tem medo do que existe no mundo lá fora, algo como ficar quieto no seu canto. Eu acho que ele diz no programa “pessoas como nós não sobrevivemos lá fora” e eu acho que ele acredita firmemente nisso, acho que nada poderia ter tirado ele daquele hospital.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e como Steven iria se comportar após a morte de Dawn, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir?

Erik Jensen: Bem, isso seria legal, mas veja bem… Eu tive uma oportunidade de estar em The Walking Dead, de trabalhar com o melhor pessoal que existe no show business, você não entra nesse programa como um assistente pessoal, ou assistente de diretor, ou um chef [risos], ou um figurante… Se você é sortudo o suficiente por fazer alguns episódios como eu… Você só entra nesse programa se você é o melhor naquela determinada área, sabe? E eu apenas amei trabalhar com aquela equipe. Na verdade eu me senti inspirado depois de interpretar o Steven, me senti inspirado com a positividade que tinha no set, nunca senti algo parecido com isso antes. Eu fiquei tão inspirado pela direção do Scott Gimple, que era o showrunner na época, que decidi que era hora de eu mesmo atuar como diretor. Eu e minha esposa dirigimos um filme independente com um orçamento inferior a 1 milhão de dólares, também fizemos uma peça de teatro sobre o Lester Bangs, eu fiz o Lester Bangs e ela dirigiu. A atenção que eu recebi de The Walking Dead me trouxe oportunidades em programas como Mr. Robot, e agora estou fazendo “For Life”, sabe? O programa espera um certo profissionalismo e que façamos jus a ele, então foi uma honra apenas tentar fazer isso em The Walking Dead. É um dos melhores programas na televisão, eu era um fã antes de fazer parte dele… Então é isso!

Como você acha que Steven morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dele?

Erik Jensen: Como eu acho que o Steven morreu? Eu acho que ele morreu porque ele teve que voltar e ouvir mais um disco.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Erik Jensen: Se eu me lembro do meu primeiro dia no set? Sim eu me lembro, eu estava muito nervoso, mas sabe, as vezes atuar é basicamente andar, se mover, ficar parado, falar [risos], então eu tentava essas coisas e fui deixando de ficar nervoso. E tinham pessoas maravilhosas lá como Tyler James Williams, Emily Kinney, Scott Gimple estava por lá… Outras pessoas legais também como alguns produtores. Todos que estavam lá eram legais, foi como me juntar a uma família funcional.

Se eu me lembro do meu último dia no set dando adeus… Foi um dia triste porque eu acho que foi o dia que a Beth morreu, a personagem da Emily Kinney. Foi difícil estar por lá nessa hora, é difícil quando um programa dá adeus a um personagem. Mas ao contrário disso, eu consegui ver um velho amigo aquele dia, eu sou amigo do Chad Coleman por muitos anos, ele esteve em algo que eu escrevi chamado “The Exonerated”, muitos anos atrás, então consegui ver velhos amigos… Mas sempre estamos nos encontrando, sabe? Atores nunca morrem, eles só desaparecem [risos].

Se Steven tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Erik Jensen: [Risos] Qualquer oportunidade de trabalhar com alguém como… Vou listar pessoas que eu gosto no programa: Chad Coleman, mesmo ele não estando no programa enquanto meu personagem estava vivo, eu acho. Larry Gilliard, Andrew obviamente, Norman… Quero dizer, escolha qualquer um. Melissa, eu trabalhei com ela por um tempinho, eu empurrei ela na cadeira de rodas. Mas além disso eu também consegui trabalhar com um herói da direção para mim, um cara chamado Ernest Dickerson, quero dizer, eu não poderia estar mais feliz pela experiência, foi ótimo.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Erik Jensen: Eu certamente escolheria o personagem que fiz em Mr. Robot, o cara careca com um talk show [risos], só que eu acho que ele não sobreviveria mais do que um episódio, mas eu adoraria ver esse personagem em The Walking Dead.

Atualmente você está interpretado Dez O’Reilly, na série For Life. Como tem sido trabalhar nesse projeto? E, eu sei que você não pode dar spoilers e nem queremos, mas o que você pode nos contar do que podemos esperar tanto do seu personagem como da 2ª temporada?

Erik Jensen: Eu estou fazendo um programa novo agora chamado “For Life” na ABC, estou muito orgulhoso disso, estou trabalhando com atores do nível de The Walking Dead, um cara chamado Nicholas Pinnock que é um ator genial, ator de teatro, filmes, ele se tornou um grande amigo meu. Me encontrei no meio de mais um programa onde me sinto em família e não a trabalho. Agora está difícil, estamos passando por um momento difícil, porque estamos tendo que filmar durante a quarentena e tem todas essas regras novas sobre Covid e essas coisas, mas estamos seguindo as ordens e todos estão sã e salvos, queremos que isso continue. Temos coisas empolgantes sobre o programa, a atuação é incrível, eu trabalho com pessoas como Tim Busfield e alguns diretores incríveis também, então me sinto bastante sortudo em estar em “For Life” na ABC, espero que vocês vejam!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Erik Jensen: Falando sobre a pandemia e projetos adiados… Minha esposa e eu também somos escritores, diretores e produtores e temos uma peça de teatro chamada “Coal Country” que criamos com o cantor e compositor Steve Earle, que também é um ator. É sobre uma explosão que ocorreu nos Estados Unidos há uma década, 29 homens foram mortos e decidimos fazer uma peça de teatro com música sobre, então entrevistamos sobreviventes da explosão e seus familiares, fomos com o Steve e ele fez as músicas, adaptamos as palavras e fizemos essa peça. Acabou de estrear e as famílias foram ver, eles aprovaram e se sentiram vistos e então veio a pandemia e esse show que empregamos 7 dos nossos amigos de repente foi encerrado e eu fiquei sem emprego. Mas sabe, não deixamos isso nos afetar, decidimos fazer outro show sobre o que aconteceu com a gente, a fim de entendermos tudo isso, então escrevemos um show chamado “The Line”, onde entrevistamos médicos na linha de frente de Nova York, contando sobre a experiência deles em março, quando o pior da pandemia aconteceu. Escrevemos e Aimee Mann fez a composição musical da peça, eu tive a oportunidade de trabalhar com uma das minhas heroínas na música, dois deles em um ano… Mas, sabe, tudo isso para entendermos o Covid e honrar nossos primeiros representantes. A peça estreou ao vivo online alguns meses atrás e cinquenta mil pessoas assistiram, o que não é grande coisa para televisão, mas é para o teatro, teria que ocupar uma boa parte do ano para abrigar toda aquela gente dentro do teatro. Então foi isso o que aconteceu, alguns projetos foram cancelados, muitos dos meus amigos estão sem trabalho agora, sou muito sortudo por estar fazendo “For Life”, o meu novo programa, e tem interesse de outros programas para fazermos mais coisas. Então vamos apenas continuar e esperar que tenha uma vacina logo e todos podermos voltar ao trabalho e não estar passando por um momento difícil.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Erik Jensen: Aqui está o que eu sei sobre os fãs brasileiros de The Walking Dead: eles são uns dos fãs mais apaixonados do universo. Muitos fãs brasileiros me acolhem ainda e eu não sei porque [risos], mas eu aprendi muito sobre o país maravilhoso de vocês e as pessoas do Brasil, sou especificamente interessado na música, sendo um nerd da música que sou, então tenho a intenção de aprender mais sobre isso nos próximos anos. Quero que todos os fãs de The Walking Dead fiquem a salvo, eu rezo para que vocês fiquem bem e saudáveis durante esse momento difícil. Espero ver todos vocês pessoalmente logo, espero que tenha uma vacina para todos nós logo para que todos possam seguir com suas vidas juntos em um mundo pacífico. Paz! Se cuidem e obrigado por me receberem.

REDES SOCIAIS DO ERIK:

– Twitter: @erikjensen123

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Ann Mahoney (Olivia)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Ann Mahoney (Olivia)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Ann Mahoney.

Rafael Façanha

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arte com Ann Mahoney e Olivia para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Ann Mahoney in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Ann Mahoney, que interpretou Olivia durante as temporadas 5, 6 e 7. A atriz nos contou sobre como ela conseguiu o papel na série, sobre como ela desenvolveu a personalidade de Olivia, sobre ter trabalhado com Jeffrey Dean Morgan, sobre a cena em que Olivia da um tapa em Negan e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Ann Mahoney:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Ann Mahoney: Eu conhecia os quadrinhos, não o programa. Eu tinha dois filhos pequenos quando fiz o teste: um mal tinha 2 anos e o outro 7 – então eu não estava assistindo muita TV que não fosse animação infantil. Meu agente me chamou para fazer um teste. Como você sabe, o TWD não fornece roteiros reais para audições, então eu tinha um roteiro que eles escreveram para a audição. Eles também não dizem o nome do seu personagem. Então, gravei a audição e enviei por meio do meu agente. Eu consegui o papel com aquela fita. 🙂

Nos quadrinhos de The Walking Dead, Olivia acaba durando um pouco mais, onde acaba sendo morta pelos Sussurradores. Você chegou a ler/pesquisar sobre a personagem nos quadrinhos para ter uma noção de como interpretá-la ou preferiu apenas seguir os roteiros? Que tipo de inspirações você teve pra criar a personalidade de Olivia?

Ann Mahoney: Eu tinha os gibis, então voltei e olhei para eles assim que soube QUEM eu realmente estaria retratando. Mas eu não descobri quem estava interpretando até chegar ao set. Então, pude pesquisar OLIVIA e ter uma ideia de sua história. Eu tirei tudo do gibi que pude, eles a chamaram de fofoqueira e confiável nos gibis. O resto se desenvolveu enquanto eu fazia o dever de casa do meu personagem. Eu mantenho um caderno de deveres de casa para cada personagem que interpreto, com seus antecedentes, história familiar, etc. Então, sua personalidade se desenvolveu a partir dessas duas fontes e da consulta com o showrunner (na época) Scott Gimple e o produtor Greg Nicotero.

Você pode citar uma semelhança e uma diferença entre você e Olivia?

Ann Mahoney: Em comum: Olivia e eu somos muito confiáveis e honestas.

Diferença: tenho muito mais confiança em mim mesma do que Olivia, e sou uma Mamãe Ursa de ponta a ponta – lutarei se alguém me ameaçar… logo na PRIMEIRA vez.

Olivia é uma personagem muito gentil e genuinamente boa, que viveu em condições de completa segurança durante muito tempo dentro dos muros de Alexandria. Quando o grupo de Rick chegou à cidade, você diria que Olivia os via como uma ameaça ou como algo bom? Por quê?

Ann Mahoney: Acho que ela teve algum receio no início. No apocalipse você aprende a não confiar em ninguém. Mas Olivia tinha muita ESPERANÇA de que seriam boas pessoas. Porque Alexandria era um bom lugar e precisávamos de mais gente boa.

Durante a invasão dos Wolves em Alexandria, Olivia enfrenta, pela primeira vez, uma grande ameaça real ao seu mundo. Apesar de muito assustada, ela se mostra determinada a se proteger. Você diria que este foi o momento em que Olivia percebeu que a vida no apocalipse era mais do que os governantes de Alexandria deixavam transparecer para os moradores da cidade? Como você acha que Olivia se sentia sobre a vida adotada pelos alexandrinos?

Ann Mahoney: Acho que Olivia teve um pré-apocalipse na vida real, então ela teve uma IDEIA de que o mundo não era um lugar perfeito. Mas a invasão dos lobos foi definitivamente horrível. Ela nunca tinha visto humanos, em massa, serem tão brutais e indiscriminados ao matar. Acho que Olivia representa muito da maneira como a MAIORIA de nós responderia inicialmente neste tipo de situação. Ela estava com medo, mas percebeu que não queria MORRER – e se ela iria VIVER, ela precisava ser corajosa e se proteger. Acho que Olivia estava contente com a vida alexandrina. Acho que ela era o tipo de pessoa que achava beleza nas coisas simples. Um copo de café. Um quadradinho de chocolate. Uma piada com um amigo.

Como/quando você descobriu que Olivia iria morrer? Nós meio que começamos a suspeitar disso quando ela começou a cuidar da bebê Judith. Todo mundo que tomava conta de Judith morre, você notou isso?

Ann Mahoney: Foi cerca de 6 semanas antes de eu filmar meu episódio final. Scott Gimple me ligou em casa em um domingo. Eu soube instantaneamente. Eu notei que todos que cuidaram de Judith receberam uma sentença de morte. (risos) Scott sabia que a morte de Olivia seria chocante e triste – e ele sabia que mostraria a verdadeira desumanidade dos Salvadores. Isso foi importante.

Carol e Olivia desenvolvem uma certa amizade conforme o grupo de Rick se adapta à Alexandria. O que fez Olivia confiar em Carol? E como foi trabalhar com Melissa McBride no desenvolvimento das personagens?

Ann Mahoney: Acho que Olivia vê outra mulher sozinha abrindo caminho em Carol. E ela vê algum trauma nela. Ela também vê alguém com quem quer ser MAIS PARECIDA. Olivia, eu acho, queria ser tão corajosa quanto Carol era. Melissa foi tão acolhedora comigo, e eu sou muito grata por ter a chance de trabalhar com ela com frequência. Ela é um ser humano muito especial.

Quando Negan vai até Alexandria esperar por Rick na casa dele, Olivia fica extremamente abalada com a presença e com a postura desrespeitosa e abusiva dele. Mesmo assim, Olivia foi forte o suficiente e ainda deu um tapa na cara do vilão. O que ela mais temia naquele momento? E Que lembranças você tem das gravações dessa cena E de trabalhar com Jeffrey Dean Morgan?

Ann Mahoney: Acho que é o que a maioria das mulheres que não são muito magras pensa quando um homem ousa sugerir que ela seria “abençoada por ter relações sexuais com ele”. Como você ousa? Como se atreve a pensar que não tenho opções, só porque não sou uma mulher tamanho M? Olivia tem opções, acredite em mim. Pessoas em Alexandria, incluindo HOMENS, gostavam dela. Acho que o tapa vem de um lugar de profundo desgosto e consternação – como se dissesse: “Quem diabos você pensa que é?” E “Eu nunca me rebaixaria para fazer sexo com um monstro como você.” Eu acho que ela PERDEU todo o medo devido a essa raiva no momento, e então ela rapidamente percebe o que fez… e teme que possa colher algumas consequências horríveis.

Filmar aquela cena foi uma explosão. JDM é um príncipe e realmente era como o Ricardo III daquela série – no sentido de que ele tinha um número extraordinário de falas para aprender em um curto espaço de tempo. Ele era encantador e engraçado e divertido quando as câmeras estavam desligadas, e assustador, charmoso e poderoso quando elas estavam ligadas. Eu adoraria trabalhar com ele novamente em qualquer coisa. Adorei cada minuto.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Ann Mahoney: Eu me diverti mais gravando o episódio do tapa em Negan. Em segundo lugar está a invasão dos LOBOS. PORQUE eu adoro momentos de transformação na vida REAL – assim como na vida do personagem. Momentos em que alguém é empurrado para um lugar onde tem que mudar… e nunca mais pode voltar.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Ann Mahoney: Meu primeiro dia no set foi muito acolhedor. Steve Yeun me fez sentar ao lado dele à mesa com todos os personagens principais. Às vezes, o refeitório no set pode parecer uma lanchonete do ensino médio… os garotos legais sentam aqui, os nerds sentam aqui, os perdedores sentam-se aqui… Não era assim no TWD. Muito acolhedor. Scott Gimple e Greg Nicotero me garantiram total confiança em minhas habilidades. O mestre de adereços John Sanders foi tão gentil comigo… me levando para checar meus olhos e fazer novos óculos para mim (já que eles acabaram usando meus próprios óculos pessoais para o programa). Andy Lincoln fez questão de vir até mim, onde eu estava trabalhando em meu caderno de lição de casa, e me fazer perguntas. Parecia que estava sendo recebida como um novo jogador em um time… coisa grande.

Meu último – foi triste, mas maravilhoso. Eu estava filmando no SUN RECORDS (interpretando Gladys Presley) simultaneamente naquele verão, e então estava indo e voltando entre Memphis (SUN RECORDS) e Senoia (TWD) e então não houve tempo real após meu último episódio para qualquer tipo de celebração. MAS, Michael Satrazemis estava dirigindo – e ele é um ás – estar no set com ele é muito fácil e ele de alguma forma mantém tal intensidade enquanto ainda faz parecer que estamos todos nos divertindo. Andy Lincoln não foi chamado naquele dia, mas veio se despedir de mim. Foi tão estelar da parte dele. Ele me disse que eu realmente causei um impacto.

Se Olivia tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Ann Mahoney: Eu teria adorado trabalhar mais com o padre Gabriel (Seth Gilliam) – eu simplesmente gosto muito dele. E Alanna – ela era um verdadeiro e genuíno espírito brilhante – e muito engraçada. E Khary (Rei Ezekiel) e Cooper… e também minha amiga Kerry Cahill (Diane). Mas eu adoraria trabalhar mais com JDM e Melissa também. E Norman. E Andy – eu adoraria trabalhar com qualquer um deles novamente.

Falando em apocalipse zumbi… O que Ann Mahoney teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Ann Mahoney: Sobrevivente da comunidade. Tenho filhos – e os protegeria a todo custo. Acho que teria um jeito de fazer fogo. Comprimidos para purificar a água. Uma arma. MUITA E MUITA munição. E SEMENTES. 😉

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Ann Mahoney: Tenho feito o meu melhor. Está difícil. Eu sou muito grata por meus filhos incríveis. Eles são a luz do sol em minha vida. E meus pais e meus amigos extraordinários… Tenho tanta sorte nesse sentido. Estou ansiosa para voltar ao trabalho. Sou mais feliz no set.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Ann Mahoney: Chega SIM! Gostaria de poder ir aí e conhecer todos vocês!!! Muito obrigado!

REDES SOCIAIS DA ANN:

– Twitter: @ANNIEMOHO
– Instagram: @ANNIEMOHO
– Facebook: @annmahoney76
– Site oficial: www.ann-mahoney.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Xander Berkeley (Gregory)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Xander Berkeley (Gregory)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Xander Berkeley.

Rafael Façanha

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arte com Xander Berkeley e Gregory para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Xander Berkeley in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Xander Berkeley, que interpretou Gregory durante as temporadas 6, 7, 8 e 9. O ator nos contou sobre como foi interpretar Gregory, sobre o possível passado de seu personagem, sobre ter trabalhado com Lauren Cohan (Maggie) e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Xander Berkeley:

Gregory foi um personagem de caráter duvidoso, mas sem dúvidas nos rendeu ótimas histórias e uma boa dose de alívio cômico. Como foi sua experiência com o personagem? E como ele surgiu pra você? Conte um pouco sobre seu processo de audição.

Xander Berkeley: Gregory era um personagem muito divertido de interpretar. Eu sabia que ele deixaria muitos na plateia loucos, mas tinha certeza de que haveria muitas pessoas que veriam o humor que estava sendo escrito para mim. O humor era a principal atração para mim, já que tantas vezes me pediam para ser o pesado em filmes e na TV. As cenas que escreveram entre Gregory e Simon foram brilhantemente estruturadas tanto para tensão quanto para comédia, Steven Ogg e eu nos tornamos amigos de longa data como resultado da alegria que tivemos em interpretá-los.

Por mais que The Walking Dead seja uma série de suspense/terror, Gregory rendeu, entre outras coisas, boas risadas aos espectadores. Como balancear o humor em uma produção tensa como esta?

Xander Berkeley: É um ato de equilíbrio, de fato. Você interpreta a ameaça como sendo real, mas se permite se divertir com ela. Muito disso veio do humor inerente à escrita e surgindo com um personagem que as pessoas poderiam rir e ficar com raiva ao mesmo tempo.

Gregory surgiu como líder de uma das principais comunidades de The Walking Dead, mas acabou destronado por Maggie após trair a comunidade. Você acha que ele merecia perdão ou uma outra chance? Acredita que ele ainda renderia boas histórias?

Xander Berkeley: Acho que oportunidades foram perdidas, mas sou parcial. Eles precisavam mover as coisas ao longo da história por vários motivos.

Podemos dizer, também, que Gregory não era tão corajoso, tanto é que ele demorou para comprar a ideia de entrar em guerra contra os Salvadores. Na sua opinião, ele estava certo ao seguir obedecendo a Negan ou ele deveria entrar de cabeça na guerra?

Xander Berkeley: Foi uma proposta perdida, baseada na covardia, mas eles eram uma comunidade agrária, não guerreiros armados. Ele poderia ter conseguido negociar alguma forma de mantê-los produzindo para os Salvadores sem perder tudo, mas não parecia muito bom.

O que você acha que era mais importante para Gregory: manter uma boa relação com Negan ou manter a liderança de Hilltop?

Xander Berkeley: Manter Negan feliz estava muito ligado à manutenção da liderança, porque mantinha as pessoas protegidas de danos físicos.

Uma discussão interessante surgiu recentemente em The Walking Dead: ela basicamente diz que lados opostos sempre pensam que estão do lado certo da discussão. Neste caso não existiriam mocinhos e vilões neste mundo, e sim cada um tentando defender seu lado. Onde Gregory se encaixa neste cenário? Ele é um mocinho, vilão ou simplesmente um cara tentando sobreviver?

Xander Berkeley: Dependeria da sua definição de ‘bom moço’. A TV gosta de um herói corajoso e odeia um covarde. Mas se o bem não é matar os outros… então Gregory era um cara bom. Mas ele definitivamente era apenas um cara tentando sobreviver e até mesmo prosperar de qualquer forma que pudesse, então ele era realmente mais um bom rato do que um cara bom. 🙂

The Walking Dead tem uma base de fãs grande no Brasil, estamos sempre mandando bastante amor a todos os envolvidos na série. Essa energia chega até vocês? Qual sua relação com os fãs brasileiros?

Xander Berkeley: Eu recebi muito amor. Então, Obrigado Brasil! 💚

A pandemia, infelizmente, adiou projetos, estreias e produções em todo mundo. Como ela te afetou? Quais seus projetos tiveram que aguardar devido à Covid-19?

Xander Berkeley: Muito para listar. Mas estou construindo instalações de produção no Maine e trabalhando para trazer incentivos fiscais para filmes no estado enquanto isso.

O que você acha que Gregory fez antes do apocalipse zumbi? Isso foi discutido em algum momento entre você e os roteiristas para que você tivesse uma base sobre o personagem ou não?

Xander Berkeley: Gregory era um gerente. Ele tinha um negócio, mas tinha chefes acima dele. Ele poderia agir como o figurão no comando, mas atrás das portas ele estava puxando saco. Sem dúvida, ele tinha a capacidade de falar alto, mas tirava vantagens sempre que podia. Uma grande concessionária de automóveis me vem à mente.

“The Hilltop stands with Maggie” é uma das frases mais memoráveis da série, dita por Jesus ao seu personagem. O que mudou pra você quando soube que Gregory perderia seu status? Ou você se jogou de corpo e alma, abraçando a estória dele?

Xander Berkeley: Qualquer pessoa que tenha poder e o vê escorregar fica com raiva e muitas vezes se sente a vítima, em vez de olhar para dentro.

Nesses 10 anos de The Walking Dead, Gregory é um dos personagens que ficou marcado na história. Quando você era criança, já sonhava em ser ator? Como foi a sensação de entrar pro elenco de The Walking Dead?

Xander Berkeley: Atuar sempre fez parte da minha imaginação durante a infância e se tornou a profissão dos sonhos ao longo do caminho. A cena em que conheci todo o elenco foi muito divertida. E Andrew Lincoln foi tão maravilhosamente receptivo como o líder do show. Nós nos divertimos muito juntos.

Gregory e Maggie tiveram várias cenas juntos. Conte-nos sobre a primeira vez que você filmou com Lauren Cohan?

Xander Berkeley: A primeira cena entre Gregory e Maggie foi no 11º episódio da 6ª temporada. Muito divertido. Mesma coisa, grande tensão, cria uma grande comédia. Nos divertimos.

Tem alguma coisa que você sabe que seria feita e acabou sendo descartada? Ou você tinha outros planos de como a estória de Gregory poderia seguir?

Xander Berkeley: Eu estava pronto para dizer adeus a Gregory no final. Eles me fizeram acreditar que ele voltaria a ter poder novamente antes de ser enforcado. Então, não pude deixar de imaginar que teria sido mais dramático e gratificante. Mas, honestamente, sem esperança de qualquer redenção moral oferecida, o papel ficou limitado para mim.

Para encerrar: aqui no Brasil estamos passando por um momento de descrédito no setor cultural. Na sua opinião qual a importância da cultura e das produções televisivas no geral para enfrentarmos este momento?

Xander Berkeley: Talvez eles preparem a mentalidade de possibilidades de que as estruturas podem entrar em colapso e para não tomar nada como garantido. Prepare-se até mesmo para a sua sobrevivência e para aqueles que você ama no evento ou agravamento das condições.

Desejo felicidades ao Brasil nestes tempos difíceis, assim como desejo ao nosso país. Uma liderança capaz e compassiva é importante para todos e nem sempre fácil de encontrar. Boa sorte e muito amor a todos.

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AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ludmilla Peixoto
– Arte da capa: FORMES

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