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6ª Temporada

Lennie James fala sobre “ligar os pontos da história de Morgan” na 6ª temporada de The Walking Dead

Sabrina Picolli

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Talvez ele seja o maior enigma de The Walking Dead. Até o momento, houve 3 grandes episódios ao longo de cinco temporadas que enfocaram o personagem de Morgan, e cada um deles mostrou um lado diferente do homem que perdeu sua esposa e filho para o apocalipse zumbi. Então quem é Morgan agora que estamos chegando à sexta temporada do show (que estreia em 11 de Outubro)? E o que ficaremos sabendo do passado dele e que o levaram onde ele está – e a quem ele é – hoje em dia?

A Entertainment Weekly conversou com o ator Lennie James em seu trailer no set para conseguir alguma informação. Confira:

EW: Você trabalhou com Andrew Lincoln na maior parte das vezes ao longo destes anos, e um pouco aqui e ali com outros personagens em episódios onde você apareceu, mas agora, pela primeira vez, você está completamente integrado ao elenco. Como tem sido?

Lennie James: Bem, ainda está acontecendo. Eu ainda estou no meio disso. Mesmo estando onde estou agora, ainda conheço as pessoas à conta-gotas. Ainda tem muita gente com quem tenho que conversar pela primeira vez na tela. É ainda algo muito presente e algo pelo qual anseio demais.

EW: Vamos falar da grande dinâmica Rick-Morgan agora, porque quando os deixamos, ele encontrou Rick nesta situação horrenda. Então, o que aquilo significou para Morgan, e o que Morgan conclui, e o que irá significar para que ambos consigam ir adiante ao longo da sexta temporada?

Lennie James: Eu acho que o maior medo de Morgan em relação a Rick é que ele está onde Morgan costumava estar. Isso é óbvio, realmente, e ele conhece bem aquele estado mental, aquele mundo, e sabe o que isso fez a ele e o que pode potencialmente fazer a Rick, mas também às pessoas ao redor dele.

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EW: É como explorar o momento em que você está, o que está acontecendo. E Morgan está em um momento diferente de quando o vimos pela última vez na terceira temporada.

Lennie James: Uma das coisas que realmente importam na dinâmica entre Morgan e Rick é que Rick é a última pessoa na Terra que sabe quem é Morgan. E apesar do longo relacionamento de Rick com o grupo e todas as pessoas, Morgan é o cara que o conheceu no começo de tudo. Eles tem um vínculo – gostem ou não – e eles precisam dar um jeito nisso, e é o que vai acontecer certamente na primeira parte da sexta temporada.

EW: Nós tivemos três grandes episódios de Morgan, e sempre foi um Morgan diferente a cada vez. Então, que Morgan veremos agora? Fale um pouco sobre o personagem e onde ele está neste início de sexta temporada.

Lennie James: Uma das coisas mais brilhantes em interpretá-lo é o juntar os pontos. Então, ligando o cara que estava três semanas adiante de Rick no piloto com o cara que enlouqueceu em “Clear”, na terceira temporada, juntando-os você se assegurará que não apenas se trata de descobrir quem ele é naquela situação, mas quem ele costumava ser, carregando tudo aquilo com ele. Então o que tive que fazer no final da quinta temporada foi assegurar que, apesar do fato de ele ter se transformado novamente, ele ainda é aquele cara de “Clear”, apesar de tentar não sê-lo, ele ainda é aquele cara do primeiro episódio, mas que, obviamente, seguiu adiante. Esta é a beleza de interpretar aquele personagem e ligar todas as suas fazes. Ele passou por uma transformação. É a transformação que o público irá descobrir ao longo da sexta temporada.

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EW: O que Morgan imagina de Alexandria?

Lennie James: Em um nível, para Morgan, reconectar com Rick será realmente difícil, complicado, e a sexta temporada terá muito a respeito de como eles descobrirão um ao outro. Para mim, uma das maiores coisas a respeito de Morgan é que, desde o começo, ele sempre esteve em grupos de, no máximo, duas pessoas. Era ele com o filho e, obviamente, como os fãs do show sabem entre a terceira temporada (pelo menos) e onde estamos agora, ele passou muito tempo sozinho. É a primeira vez que ele fará parte de um grupo. Muitas coisas pelas quais o grupo passou, Morgan está passando. Além disso, ele não sabe se ele se adequará ao lugar. Pode ser uma sobrecarga de sensações, e ele já esteve em locais bem mais sombrios de sua psique, acabou saindo de lá, mas ainda não está bem seguro se estar entre estas pessoas é algo bom ou se o forçará de volta para aquele local sombrio.

EW: Alguns personagens tem estas armas que são quase suas assinaturas, como, por exemplo, Daryl e a besta. Morgan tem o bastão. Você gosta do bastão como sendo a arma de escolha de Morgan?

Lennie James: Eu amo o meu bastão. Eles jamais o tirarão de mim. Terão que arrancar das minhas mãos mortas e geladas. Eu adoro, e é uma bela arma para se ser um expert. Uma das coisas que mais gosto no meu trabalho é o aprendizado de novas habilidades, e certamente lidar com o bastão me deu um senso maior de foco e interesse, mas também é muito importante em me manter naquele homem que Morgan é hoje. E sim, é uma arma; mas, em algum grau, é a arma mais passiva que o grupo possui, o que é interessante e proposital.

EW: Deveria Morgan ter matado aqueles caras do grupo dos Wolves? Ele teve uma oportunidade de matá-los e não o fez, e parece que eles ainda são uma ameaça. Ele não os deveria ter matado, Lennie?

Lennie James: Não sou eu quem decido isso. O fato é que ele não os matou e que teremos que lidar com as consequências, se é que haverá consequências.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sexta temporada no dia 11 de Outubro de 2015 – às 22h no AMC Internacional e às 23h na FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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